7 de março de 2014

Apocalipse Zombie



À falta de assuntos melhores na actualidade, hoje falo-vos sobre um cenário de Apocalipse Zombie. Melhor que falar da Ucrânia e da manifestação dos polícias de ontem. Os Zombies são as criaturas sobrenaturais do momento. Fizeram os vampiros e extraterrestres passar de moda. É séries, livros, filmes, tudo sobre estes seres comedores de cérebros.

Há quem se ande a preparar para quando isto acontecer. Sim há malucos para tudo. Há pessoal com bunkers e armazenamentos de comida e material para quando este cenário for uma realidada. Se é facto que seria teoricamente possível criar um vírus que simulasse os efeitos que vemos nos filmes, uma espécie de raiva manipulada geneticamente, parece-me pouco provável que isso aconteça. Muito mais depressa nos rebentamos a todos com bombas nucleares ou soltamos varíola e ébola e morremos todos sem o prazer de andar por ai a vaguear num eterno Halloween. Mas fora isso, é um tópico giro de conversa, principalmente porque o pessoal que vemos nas séries como o Walking Dead ou no World War Z é atrasado mental e eram os primeiros a morrer, tal é a falta de jeito que têm para a sobrevivência num cenário destes.

Um cenário destes iria despertar o pior que há nas pessoas. Ia haver de tudo, especialmente gajos a capturar zombies para os prender na garagem e os violar. Com a vantagem de devido à putrefacção haver mais orifícios por onde escolher. Há sempre pessoal com pancada para isso. Se há quem viole crianças haveria muitos mais que violariam zombies. Resta saber se o vírus se pega por via venérea, mas pelo sim pelo não, eu não arriscava.

O que eu faria primeiro? Arranjava um barco. Nunca vi zombies a nadar. Arranjava um barquito e vivia lá. Um cruzeiro era melhor mas podia lá haver zombies escondidos. Estacionava o carro nas docas e só o usava para ir buscar mantimentos. Ou até podia ir para as ilhas desertas e fazia lá a minha vidinha no bem bom. Passado uns anos os Zombies acabaram por apodrecer todos e podia voltar à minha casa na Buraca. Depois andava sempre com 2 ou 3 amigos gordos e asmáticos. Por duas razões. A primeira porque se ficássemos presos algures era pessoal que tinha mais xixa para o caso de nos termos que canibalizar de forma não sexual. Depois, porque com 2 gordos asmáticos no teu grupo nem precisas de correr muito caso aparece uma manada de zombies atrás de ti. Basta correres mais que os gordos asmáticos, o que mesmo que não tenhas dormido e comido bem nesse dia, não me parece muito complicado. 

Outra coisa que eu faria era não nos metermos todos no mesmo carro. É estúpido. Se fossemos 5 pessoas agarrávamos em 5 carros diferentes. Não iam avariar todos e dava para mais quilómetros sem abastecer. Isso e cada carro levar atrelado outro e, já agora, encher uns bidões de gasolina para a viagem, coisa que nunca vi fazer neste cenário. Ainda outra coisa seria arranjar uma daquelas jaulas de tubarões mas adaptadas para andar na rua. Simples de fazer e podia andar no meio deles sem me tocarem. Mas esta gente não pensa? Ou só os portugueses é que têm este espírito de desenrasque? Uma armadura medieval, qualquer merda onde não dê para enterrar o dente. Até bastava uma daquelas malhas metálicas. Mas pronto, isto era muito por alto o que eu faria. Não digam que não sou vosso amigo e não vos dou boas dicas. 

Para um mim o cenário de Zombie Apocalipse mais viável será quando a população envelhecer e grande parte tiver Alzheimer e Demência, alguém há-de fazer experiências e dar uma qualquer droga aos velhos em que eles ganham uma genica, mas que lhes dê uns efeitos secundários e eles andam ai por as ruas a vaguear, sem dentaduras a tentar enterrar as gengivas em carninha jovem. Alguns de andarilhos, outros de bengalas, outros de cadeira de rodas. Não será provável, bem sei, mas não custa sonhar. Mas o verdadeiro Apocalipse Zombie é o que andamos agora a viver. A maioria de nós vai de casa para o trabalho e do trabalho para casa em modo zombie, sem alegria de viver. Enquanto que outros, andam ali no parlamento, a vaguear, e a sugarem-nos o tutano.

Por isso já sabem, se acontecer alguma coisa do género juntem-se a mim que estarão a salvo. A não ser que sejam gordos com asma, aí já não prometo que se safem, mas juntem-se na mesma.
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6 de março de 2014

10 celebridades à minha mesa



Perguntaram-me quem convidava para um jantar em minha casa, qualquer pessoa, viva ou morta. Sendo que parti do princípio que viriam cá jantar no seu estado vivo e não putrefactos a encherem-me a casa de peles caídas. Então pus-me a pensar quem são os meus ídolos, ou quem gostaria de confrontar. Vamos apontar para 10 convidados, comigo sentado na cabeceira da mesa.

Primeiro que tudo ligava ao Jesus. Não o treinador do Benfica, embora também fosse capaz de ser interessante, mas o Cristo. Convidava-o por interesse, simplesmente porque assim me bastava comprar uns garrafões de água e uma carcaça. Jesus fazia a cena dele e de repente havia vinhaça e pão que chegue para nos embebedar e alimentar a todos. Prezo isso num convidado. "Desculpa não ter trazido vinho, mas se tiveres ai uma garrafão do Luso sou gajo para o transformar num belo tinto da Cartuxa". Esta seria a razão principal para a qual convidaria Jesus, mas também para o conhecer, porque apesar de não acreditar nas tretas sobrenaturais, se ele existiu devia ser bom rapaz. Depois é que serviu de bode expiatório para todas as merdas da Igreja.

Depois convidava o Ray Charles. Grande músico e personalidade para que pudesse animar o jantar com as suas histórias e música. Convidava-o por isso mas também, já que Jesus ia lá estar, lhe poderia curar a cegueira. Nesse prisma convidava também o Stephen Hawking para ver o Cristo a dizer "Levanta-te e anda" e o Stephen a responder-lhe naquela voz de robô gago "E se fosses gozar com outro ó desgadelhado?".

Depois convidava um dos meus ídolos, o comediante, ou filósofo com sentido de humor, como gosto mais de lhe chamar, George Carlin. Morreu há uns 5 anos, aos 81, mas com uma genica mental, perspicácia e forma de ver o mundo muito mais lúcida do que qualquer um de nós. Um idealista frustrado, como ele próprio chegou a dizer. Ia sentá-lo ao lado de Cristo, só para haver discussão acesa. Para não ser a festa da mangueira convidava a Cleópatra. Porque era claramente uma mulher muito à frente do seu tempo, com uma visão do mundo que daria concerteza uma conversa muito interessante. Mentira, convidava-a porque dizem que ela era dada ao chavascal e porque no fim era preciso alguém para lavar a loiça.

Convidava o Martin Luther King Jr. também. Porque é um herói dos tempos modernos e porque, como num filme americano, tem que sempre haver um preto para ser politicamente correcto. Se por acaso fosse um filme de terror, também já se sabe quem ia ser o primeiro a morrer. (Reparei agora ao reler que já havia o Ray Charles, mas não interessa, fica a intenção). Convidava também Maria, mãe de Jesus, só para o gajo andar na linha e não beber demasiado. E depois porque gostava de a chamar à parte para saber a verdade daquela história do engravidar virgem. Para saber se quem a engravidou não foi o António Espírito Santo, carteiro famoso de Jerusalém, e saber se essa fábula não foram, apenas e só, erros de tradução.

Acho que convidava a Adriana Lima. Por nenhuma razão nenhuma em especial. Para o caso de ser preciso alguém com conhecimentos em filosofia existencialista e experiência empírica nas diferenças entre tanga e fio dental. Por fim, convidava Hitler e Napoleão, mas colocava-os na mesa das crianças, sozinhos, com um jogo do Risco para eles se entreterem. No fim, se eles se portassem bem, deixava-os comer um pudim flan com cobertura de cianeto.

E pronto, eram estes os meus convidados. Havia de ser um jantar interessante, com humor, drama, paixão, inteligência, cultura e bacalhau à brás.
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5 de março de 2014

Dá que pensar...


Não tenho escrito nos últimos dias devido a doença grave. Mentira, sou é preguiçoso. Hoje também não vou escrever grande coisa. Deixo apenas aqui um vídeo que dá que pensar, principalmente quando nos queixamos da nossa vida, que vai-se a ver e é bem boa a comparar com este exemplo. Vá, amanhã algo mais alegre.


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28 de fevereiro de 2014

Ana Malhoa está turbinada



Já viram o novo video clip da Ana Malhoa? Não? Têm o estômago forte? Não comeram muito ao almoço? Então aqui fica, respirem fundo, vejam e continuem a ler.


Vamos começar pelo princípio. O vídeo começa com um carro a derrapar. Parece uma manobra propositada mas eu garanto-vos que foi despiste devido a derrame de azeite na estrada. Este vídeo tem mais azeitice do que o da Bernardina. Não que seja pior, porque é uma tarefa hercúlea, mas porque se leva mais a sério e isso é o pior de tudo. A Ana Malhoa já nos habituou a isso desde que deixou de cantar o AEIOU e passou a cantar o "Ai ui me gusta" em Portunhol e a enfiar o cú em dois garrotes justos, que ela chama calças, acompanhada de batidas caribe de 2ª categoria de há 15 anos atrás, altura em que já não eram boas. A esta combinação juntam-se 2 bailarinas que claramente são strippers em part-time, e atenção que é um elogio, estou a afirmar que se mexem bem. Mas também estou a afirmar que têm ar de badalhocas, mas nada contra. O primeiro gajo que aparece no vídeo, apelidado de Super-Tom, deveria chamar-se Super-Pop Azeitona. O outro gajo foi o único que teve o bom senso de não usar aquele gorro a dizer Ana Malhoa em dourado. Deve ser um gajo com um pouco mais de auto-estima que os restantes, mas não muita.

Mal começa a música, a Ana Malhoa diz para a câmara em tom sério: "Não! Eu nunca apoiaria a guerra! A guerra não é vencedora. Sou uma máquina sim, Lá Makina de Fiesta". O quê?!?!? Foda-se que não me ria tanto há muito tempo. Das melhores introduções que já vi numa música. Totalmente coerente com o vídeo. Aqui é que se vê que esta gente não consegue melhores letras. Eles bem começaram por tentar fazer uma coisa séria e com mensagem, mas logo desistiram e passaram para a máquina da festa. Máquina da festa deve ser certamente a alcunha de alguma rapariga de alterne, ou a alcunha que alguma menina deu ao seu vibrador, turbinado também.

O que quer dizer "toda turbinada"? Boa pergunta. Pelo que investiguei é uma gaja que tem implantes mamários daqueles que não dá para disfarçar nem com casaco de ir para a neve. Mas assim à primeira, estar turbinada pode parecer uma de duas coisas: está com pastilhas no buxo, e não são das rennie, ou está a mandar rateres numa crise de flatulências incontrolável, o que lhe confere um som de um carro com o turbo a disparar. Mas não, visto que se tratam de implantes mamários, é caso para dizer que a Ana Malhoa está igualmente turbinada e, pelo que vi na Playboy, foi ajustar o turbo a uma garagem de vão de escada no Montijo.

Pronto, o resto da música é um misto de pimba-choque com o detalhe adorável de ter o "uhhh uhhh" à lá Big Show SIC em pano de fundo. Desta vez sim, a serem coerentes. E esta merda ainda deve ter custado dinheiro a fazer, e se o propósito era andar nas bocas do mundo, salvo seja, foi conseguido. É como tudo, quem gosta gosta e não se fala mais nisso. Se toda a gente tivesse bom gosto o mundo também não tinha piada. Se eu estiver bêbedo numa discoteca e esta música passar eu vou dançar todo turbinado como se não houvesse amanhã. Bem já chega, que já me estou a sentir mal disposto. Vou fazer o jantar, hoje com salada sem ser temperada, que já tive a minha dose de gorduras monoinsaturadas com este vídeo.
Adeus e um bem haja.

P.S. - Reparem no fim, que o vídeo é patrocinado pelo ginásio Olímpia. Coincidência ou não, o cinema de Lisboa que passava películas para adultos, daquelas bem badalhocas, era o cinema Olímpia. Sou um gajo atento aos detalhes.
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27 de fevereiro de 2014

O sonho mais esquizofrénico que já tive



Hoje vou-vos contar o sonho mais estranho que já tive, pelo menos dos que me recordo. Se os sonhos querem dizer alguma coisa sobre nós, então este provavelmente significa que eu sou maluco, coisa que já desconfiava há algum tempo. Eu sonho quase todas as noites e lembro-me quase sempre do que sonhei, mas se não escrevo, anoto ou conto a alguém, passado umas horas já não resta nada.

Não me lembro bem como começou, sei que tinha já havia toda uma história estranha por trás mas apenas me lembro a partir de uma parte em que estava a conduzir na Avenida da Liberdade e, de repente, começo a ver pessoas nuas no meio da estrada, nos passeios, na relva, em todo o lado. Mas não eram apenas pessoas nuas, eram pessoas nuas a praticar o sexo, assim numa mega orgia, mas do que me lembro era cada um para seu lado, não havia cá misturas, e eram todos casais heterossexuais, que eu até a dormir sou extremamente macho. Como a zona do cérebro que controla a lógica e o bom senso está desligada quando estamos a dormir, achei aquilo normal. Pronto, era um bocado chato porque tinha que me andar a desviar do pessoal que estava a praticar o coito no meio da faixa de rodagem, mas fora isso tudo bem. Nisto, enquanto vou a fazer slalom entre rabos ao léu, passo a rotunda do Marquês e está um tanque com um palco em cima, tipo autocarro de dois andares. Estava a bloquear a estrada e então tive que parar o carro para ir lá ver o que se passava. A fornicação que havia à volta entretanto passou para segundo plano e nem a avistei mais durante o sonho. Fui lá ver se podiam desviar o tanque da estrada e nisto aparecem-me os Homens da Luta a dizer que eu ia ter que esperar um bocadinho porque estavam a escrever uma música de intervenção. Sem refilar até me ofereci para ajudar e tratámos disso em conjunto. Deve ter ficado muito jeitosa a música, pelo menos se estiver coerente com o sonho. Pronto, assunto arrumado lá se foram embora. Antes que entrasse no carro, materializa-se uma gaiola gigante à minha frente com gajos com fatos de mergulho e botijas de gás. Mais uma vez não era coisa que desafiasse a lógica, parecia que era algo que acontecia todos os dias. Perguntaram-me se queria ir com eles e sem perguntar nada lá fui. Ao que parece nos meus sonhos confio muito mais nas pessoas do que acordado. Começámos a descer em direcção ao centro do planeta até que entrámos no oceano, pacífico norte provavelmente. Ao que parece íamos ver tubarões brancos e visto que é algo na minha bucket list, estava bastante excitado para o acontecimento. Andavam por ali a nadar até que o cabo da jaula se partiu, o cabo que não existia antes, ou que estava pendurado na estátua do Marquês de Pombal. Afundámos até ao fundo, que normalmente é para onde se afunda e era claro que teríamos que sair da jaula para retornar à superfície. Assim o fizemos, ou fiz, porque nesse momento já não havia mais ninguém lá para piorar a situação. Comecei a nadar para cima, provavelmente deixando um rasto castanho de tão acagaçado que estava. Até acho que vieram uns peixes piloto ver que engodo era aquele. Bati as pernas com tanta força que subi até à superfície a uma velocidade de jacto e emergi graciosamente das profundezas do oceano. Desta vez materializa-se um barco gigante que me iça para bordo. Eu aliviado e todo contente agradeci, porque até a dormir sou bem educado. Passado uns momentos, estava a tirar fotografias a uma paisagem paradisíaca. Lembro-me de ter um pôr do sol e de a ver através da máquina. Tirei fotografias e quando pousei a máquina é que reparo que a paisagem era um poster gigante na parede de uma sala. Olho à minha volta e estão várias pessoas lá. Perguntei o que se passava e onde estávamos e ao que parece estávamos presos em Moçambique. Comecei a achar estranha a situação. Aquilo não tinha ar de ser uma prisão e não havia razões para me prenderem. Dirigi-me à porta da cela, que não era mais que uma porta normal de uma qualquer sala de nossas casas, abri-a e qual não é o meu espanto quando vejo que dava para um dos corredores do Colombo. 

E pronto acordei. Foi aparecer no Colombo que me fez acordar, não foram as pessoas promiscuas no meio da estrada, não foram os Homens da Luta a bloquearem-me a estrada com um tanque, não foi a jaula e os tubarões, não foi a caricata prisão, foi o Colombo. Obrigado Belmiro, estragaste-me o sonho com mais potencial que já tive. Aquilo era coisa para continuar por caminhos bem sinistros e dar uma história melhor para contar.

Devem-me ter escapado alguns detalhes interessantes mas é o que me consigo lembrar. Se quiserem contem nos comentários o vosso sonho mais estranho. Pode ser pornográfico e com muitos detalhes que eu não faço censura. Se houver alguém com formação em psicologia que queira interpretar o sonho também pode ser. Um dia hei-de voltar a escrever sobre sonhos, especialmente sonhos lúcidos, que são das experiências mais alucinantes que se pode ter. Vá, adeus e bons sonhos.
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26 de fevereiro de 2014

Rita Pereira vestida de banana em Moçambique


Está na ordem do dia a polémica das fotografias da Rita Pereira. E como está na ordem do dia tenho que falar sobre isso. Não que tenha muito a dizer, mas porque é isso que me dá visualizações no blogue e isso enche-me o ego. Honestidade acima de tudo. Vamos lá então, não faço ideia do que vou escrever mas alguma coisa há-de sair (quem não sabe do que falo é ir aqui e ver a notícia).

Primeiro que tudo (é sempre assim que se começa um tema sobre o qual não se sabe o que se vai dizer) as fotos estão giras mas não é por causa da Rita Pereira, é porque qualquer foto com pretinhos sorridentes é gira. A Rita vestida de canário quanto muito piora a fotografia. Se repararem os mais novos estão contentes mas o pessoal mais velho não está a achar muita piada, ou está a despi-la com os olhos. Podia fazer um comentário sobre o facto de eles estarem a olhar para ela fixamente por ela estar de amarelo, cor da banana, mas isso era racista. E como já sabem que eu não sou racista, não vou dizer isso.

Muito pior que esta produção foi a triste figura que a Rita Pereira fez na Playboy. Não por as fotos não estarem boas ou ela não ser jeitosa, mas porque nem uma maminha mostrou. Se não quer mostrar xixa que pousasse para outras revistas que assim é de um grande indelicadeza para quem precisa de auxílio visual para se entreter consigo mesmo. Nem sequer deu para se ver se os mamilos condizem com os olhos, ou seja, se cada um aponta para o seu lado.

É de mau gosto ir fotografar uma sessão destas para o meio da pobreza? Talvez sim, mas sessões destas já são de mau gosto de qualquer forma. É melhor irem para destinos paradisíacos e ficarem em hotéis de luxo para fotografar ou ir para uma zona pobre e dar o dinheiro que pouparam a quem precisa? Eu preferia que tivesse sido esse o caso. Eles dizem que deram dinheiro a várias famílias, achava melhor que tivessem dado a uma instituição lá do sítio, se não alguns vizinhos vão ficar com inveja.

"Até os fãs dela a criticaram!". E então? Mas alguém que é fã da Rita Pereira diz alguma coisa de jeito? Quando digo fã é aquelas pessoas que partilham e comentam constantemente as fotos deste tipo de VIPs, que de Very Important têm zero. Mas ainda pior pior é esta ser a notícia mais lida do Diário de Notícias entre ontem e hoje e eu estar a escrever sobre isso. 

Muitas das pessoas que estão indignadas são as que compram as revistas cor de rosa quando podiam dar esse dinheiro a alguém que precisa. Essa é que é essa. Atenção que não estou a defender esta palhaçada, estou apenas a dizer que há coisas pior e que lá no fundo no fundo, a culpa é de quem alimenta esta indústria do nada, já dizia o Valete, que costuma dizer coisas muito acertadas.

Bem não correu mal, vou reler e se estiverem a ler isto é porque achei que devia ser publicado. Adeus e um bem haja e já sabem, se quiserem conhecer a Rita Pereira, vão para a rua com a cara pintada de preto e é só esperar que ela apareça de vestido esvoaçante para vos salvar, qual super herói cujo poder é ter uma visão periférica acima da média.
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