11 de março de 2014

O cocó do Markl



O Cocó-Menina é a nova super heroína das redes sociais portuguesas. Com direito a notícia em  tudo o que é jornal online. Para quem não sabe o que é, eu explico sucintamente, ou podem ler aqui no DN a versão mais chata. O Nuno Markl colocou a ilustração acima no seu mural de Facebook dizendo que tinha sido o seu filho a pedir que desenhasse o que se lê na frase. Ele saiu-se com esta imagem e colocou-a no Facebook. Até aqui tudo bem, mas ao que parece uma boa quantidade de pessoas denunciou a publicação como ofensiva e esta, devido às políticas do Facebook, foi retirada e a conta do Nuno Markl bloqueada durante 12 horas.

Isto a meu ver foi o pessoal que é homofóbico fervoroso e que não aguentou o facto de ver um cocó macho travestido de mulher. "Já podem casar e agora ainda vamos ter que aguentar com Fezzes Dominiques?". (Txi esta piada foi puxada, estou orgulhoso dela, quem não perceber eu depois explico).

Não estou aqui para defender o Markl, até porque ele não precisa de defesa e eu não sou ninguém para o defender. Mas como ele, a uma escala mais pequena infelizmente, também já sofri com os ataques de internautas acéfalos, seja através de comentários ou também  de denúncias dizendo que o meu blogue é ofensivo. E de facto até é, mas só para quem tem mau gosto. Posto isto, há muita coisa a dizer sobre este caso. Primeiro que tudo, que existe muita gente que em vez de estar a dar atenção aos filhos, está no Facebook a fazer denúncias em posts só porque sim. Só porque o anonimato da Internet lhes enche o ego. Pessoas que, muito provavelmente, se um dos seus filhos lhes pedisse para desenhar fosse o que fosse, eles diriam "vai mas é jogar computador que o pai está a trabalhar", enquanto fazem scroll down no seu mural à procura de mais coisas ofensivas para denunciar, qual guarda nocturno do Facebook.

Segundo ponto: é de louvar um pai, que acede ao pedido de um filho de fazer um cocó bonito. Um pai que acede a este tipo de solicitação é sem dúvida um bom pai, pese embora, à primeira vista não parecer um cocó mas sim uma bolacha de chocolate caseira entalada entre o nalguedo. Mas lá está, se à primeira vista não parece um cocó, é porque o objectivo de o fazer bonito foi conseguido.

Terceiro, o Facebook é parvo, mas isso já se sabia de muitos outros casos. parecidos (lembro-me de um que a foto de uma mulher a dar de mamar foi retirada e outra em que uma mulher mostrava as cicatrizes da mastectomia). Parte do princípio que as pessoas são racionais e têm bom senso, e que portanto, se uma imagem tem muitas denúncias é porque é realmente ofensiva. O Facebook esquece-se que a maioria das pessoas tende a ser parva, especialmente na Internet. Atentemos às políticas do Facebook quanto à denúncia de um conteúdo e vejamos onde esta imagem se enquadraria:
  • Conteúdo sexualmente explícito - Só se a bolacha estivesse a entrar, e de qualquer forma não é mostrada penetração.
  • Spam ou fraude - Não se aplica a não ser o facto de a beleza ser subjectiva, e podendo alguém não achar a menina cocó bonita, sentir-se defraudado.
  • Discurso que incentiva o ódio - Antes pelo contrário, a não ser que interprete a cor da menina cocó como uma questão racial.
  • Violência ou comportamento nocivo - A menina cocó parece-me feliz, o que me leva a crer que teve uma boa viagem desde o cólon até ao recto. Está com bom aspecto, maquilhada e não me parece ser um caso de violência contra cocós como por aí se vê amiúde.
O Facebook analisou isto e acabou por admitir o erro, devolvendo a publicação ao mural do seu autor. Esta polémica só deu publicidade à borla ao Markl que só pode é agradecer aos que não gostam dele. Agora se for feito o que é dito, a criação de uma Tshirt do Cocó-Menina, cujas vendas reverterão a favor de causas solidárias ligadas a crianças, será o karma a dar uma de cocó pesado e a bater na água e molhar os glúteos. Os atrasados mentais que passam a vida a dizer mal dos outros só porque sim, acabarão por ter praticado uma boa acção, possivelmente a única da vida, juntamente com a vez que deram 7 cêntimos a uma ceguinha do metro e se sentiram seres de moralmente superiores por isso, quando no fundo só se queriam ver livres das moedas pequeninas.

P.S. - Leiam os comentários na notícia do DN. São de chorar a rir alguns, tamanha é a ignorância. Outros são só de chorar, tamanha é a ignorância.

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10 de março de 2014

Custa-lhe escrever à mão...



Olá outra vez amiguinhos. Conhecidos vá. Apareceu-me no facebook esta notícia que dá conta da tragédia do Carlos Cruz, em não lhe é possibilitado o uso de uma máquina de escrever dentro da prisão. Vamos fazer todos um "Ohhhh" em conjunto? Ohhhh... Já aqui escrevi um pouco sobre pedofilia e sobre o Carlos Cruz. Volto a reiterar que todos os pedófilos condenados, sem margem para dúvida, deveriam falecer de forma lenta e dolorosa com auxílio a instrumentos de tortura medievais.

Posto isto o que tenho a dizer sobre esta notícia? Primeiro o facto de no texto da notícia se ler "cumpre pena de seis anos de prisão por alegado abuso de menores". Caro jornalista, "alegado" a merda, porque eu saiba o senhor foi condenado e quando se condena alguém deixam de ser alegações e sim certezas. Pelo menos aos olhos da lei e é por esses olhos que nos regemos. Ou será que o Hitler também matou milhões de judeus alegadamente? Enfim, paninhos quentes para quem não merece. Para mim era fechá-los numa cela, colados ao chão de gatas, a ser alimentados por um tubo, e com cavalos lusitanos ainda na puberdade a sodomizarem-nos a cada intervalo de 15 minutos.

Diz a fonte da noticia que "os serviços prisionais têm o prazer (assente em maldade pura) de tornar cada vez mais penoso o dia a dia dos reclusos"Sim, concordo que obrigar o recluso a escreve à mão em vez de máquina de escrever seja de um requinte de malvadez equivalente ao fazer uma criancinha segurar e abanar o palhaço até ele esguichar. Acho que escrever à mão até é melhor, mais fácil de corrigir os erros e alterar alguma memória que esteja mais turva, ou para o caso dele, a meio do livro, ter uma crise de consciência e resolver confessar os crimes que "alegadamente" cometeu. Eu para mim o gajo tinha que escrever com giz num quadro de ardósia, porque dar uma caneta para mão de um recluso pode ser perigoso, que eu bem vejo os documentários do National Geographic. Mas antes de começar a escrever, todos os dias tinha que repetir a frase "Não voltarei a tocar em crianças com nenhuma extremidade do meu corpo, especialmente a pila" até encher o quadro, como se fazia aos miúdos mal comportados da primária. Se calhar custa-lhe escrever à mão de tanto se masturbar a pensar na quantidade de crianças que podia ter conhecido se tivesse sido um dos Teletubbies.

Bem sei que há que haver respeito pelos reclusos, que não deixam de ser seres humanos e já estão a cumprir a sua dívida para com a sociedade, estando privados da sua liberdade. Mas a prisão é para ser desconfortável ou é para se viver lá melhor do que em muitas casas portuguesas? É televisãozinha, computadorzinho, livrinhos (está tudo em diminutivos porque estamos no âmbito da pedofilia). Qualquer dia também podem ter visitas conjugais com menores, já que se tem que garantir as necessidades básicas dos reclusos. É parvo gastar-se tinta, ou bytes, com esta gente, essa é que é essa.

Bem, aguardemos o livro, porque de certeza que nesta sociedade alguém o vai editar e será um bestseller. Caso não dê dinheiro e ninguém lhe dê oportunidade de voltar ao mundo da televisão, deixo aqui algumas dicas para carreira profissional, tanto do Carlos Cruz, como de qualquer outro "alegado" pedófilo condenado.
  • CC Lda. - Animação de festas de ânus e baptizados
  • Director de Marketing da Chicco Portugal
  • RP da Johnson & Johnson, Baby Care
  • Babysitter Freelancer
  • Actvisitas contra a pesca de jaquinzinhos
Peço desculpa pela linguagem ofensiva, mas quando se trata de alegados crimes de abuso sexual de menores fico com o discurso inflamado, tal como o rabo desses menores.
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Há médicos bestiais, e há outros que são umas bestas



O fim de semana foi bom? Muito álcool e one night stands? Isso é que é preciso. Vamos lá começar uma nova semana como deve ser. Sabem que eu não gosto de generalizar, (mentira) mas ver notícias recorrentes de médicos que, ou fogem às finanças, ou estão envolvidos em esquemas marados, ou como neste caso estão a tentar aldrabar o sistema estando a "trabalhar" em vários hospitais à mesma hora, faz-me pensar que os médicos são umas bestas.

Mete-me nojo, pessoal que tem uma das profissões mais respeitadas e honradas (e bem pagas) andarem a tentar passar a perna a quem lhes dá de comer. Bem sei que o estado nos lesa a todos, mas responder na mesma moeda só afecta todos nós e não os que estão no poleiro. O mesmo se aplica para todos os que declaram o ordenado mínimo para fugir aos impostos e depois se queixam que só recebem 200€ de reforma passado uns anos. É a vida, temos pena, pensassem nisso antes, ou metessem o dinheiro que andaram a desviar numa conta poupança.

A meu ver há muitos médicos que não o deviam ser. Já aqui escrevi um pouco sobre isso mas como não tenho mais que fazer escrevo outra vez. Ter uma média tão alta para medicina faz com que muita gente com verdadeira vocação para ser médico fique de fora. "Ai mas os mais inteligentes é que têm direito a ser médicos" Dizem alguns, que só por esta afirmação deveriam levar com um barrote de ferro torto por entre as nalgas. Primeiro porque ter boas notas não é sinal de inteligência. Nem todas as pessoas inteligentes têm boas notas e nem todos os que têm boas notas são inteligentes. Há muitos que são só marrões e que vão para medicina porque dá estatuto e/ou por pressão familiar. Toda a gente quer um médico na família, mais do que qualquer outra profissão. Depois, e pode haver quem discorde, para se terminar um curso de medicina não é preciso ser-se muito inteligente... Calma! É preciso ser-se aplicado, estudar, decorar muita coisa e trabalhar no duro, não digo que não, mas inteligência não é preciso muita, ou pelo menos não tanta com em inúmeros outros cursos de média muito mais baixa.

O que eu acho que é mesmo preciso para se ser médico é paixão pela nobre profissão de salvar vidas, ou de as ajudar a morrer melhor. E isso não se estuda nem se aprende. Ou se têm vocação ou não. E não é ter 19 ou 20 de média que vai mudar isso. Com esta política de médicos marrões vamos ter muitos que não sabem lidar com pessoas, porque muitos dos marrões são pessoas viradas para si próprias e digamos, uns xoninhas. É preciso gostar de pessoas e aguentar a pressão para se ser médico. É preciso tratar-se a velha que tem pontadas que afinal são gases da mesma forma que o gajo que tem o fémur a sair-lhe por entre as costelas porque saltou do 3º andar numa aposta de corridas de sapos. Já contactei com médicos fantásticos, mas já contactei com muitos que eram umas bestas, que para além da antipatia tiveram a incompetência de perguntar "Quer ser operada? Não sei se deva, mas você é que sabe", isto depois de mais de 15 horas de espera nas urgências. Se fosse qualquer outra profissão, que não médico, já estava a apanhar na boca por fazer uma pergunta dessas.

E pronto é isto. Acho que é preciso mão pesada para estes médicos. Como um juiz uma vez disse a um amigo meu que foi apanhado a conduzir alcoolizado "O senhor como está na faculdade devia ter mais cabeça, por isso vou-lhe dar a pena máxima de suspensão de carta". Se fosse um drogado e criminoso tinha atenuante. Por esse prisma gostava de ver médicos que prevaricam desta forma a passar 5 anos a trabalhar de borla num país subdesenvolvido em África para retribuir à comunidade.

P.S. - Só para não dizerem que eu sou um ressabiado e que queria era ter ido para medicina e não consegui, digo-vos que eu tinha média para entrar, mas achei que não tinha vocação e fui fazer a minha vida para outro lado. Se calhar até me arrependo é um facto.
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7 de março de 2014

Apocalipse Zombie



À falta de assuntos melhores na actualidade, hoje falo-vos sobre um cenário de Apocalipse Zombie. Melhor que falar da Ucrânia e da manifestação dos polícias de ontem. Os Zombies são as criaturas sobrenaturais do momento. Fizeram os vampiros e extraterrestres passar de moda. É séries, livros, filmes, tudo sobre estes seres comedores de cérebros.

Há quem se ande a preparar para quando isto acontecer. Sim há malucos para tudo. Há pessoal com bunkers e armazenamentos de comida e material para quando este cenário for uma realidada. Se é facto que seria teoricamente possível criar um vírus que simulasse os efeitos que vemos nos filmes, uma espécie de raiva manipulada geneticamente, parece-me pouco provável que isso aconteça. Muito mais depressa nos rebentamos a todos com bombas nucleares ou soltamos varíola e ébola e morremos todos sem o prazer de andar por ai a vaguear num eterno Halloween. Mas fora isso, é um tópico giro de conversa, principalmente porque o pessoal que vemos nas séries como o Walking Dead ou no World War Z é atrasado mental e eram os primeiros a morrer, tal é a falta de jeito que têm para a sobrevivência num cenário destes.

Um cenário destes iria despertar o pior que há nas pessoas. Ia haver de tudo, especialmente gajos a capturar zombies para os prender na garagem e os violar. Com a vantagem de devido à putrefacção haver mais orifícios por onde escolher. Há sempre pessoal com pancada para isso. Se há quem viole crianças haveria muitos mais que violariam zombies. Resta saber se o vírus se pega por via venérea, mas pelo sim pelo não, eu não arriscava.

O que eu faria primeiro? Arranjava um barco. Nunca vi zombies a nadar. Arranjava um barquito e vivia lá. Um cruzeiro era melhor mas podia lá haver zombies escondidos. Estacionava o carro nas docas e só o usava para ir buscar mantimentos. Ou até podia ir para as ilhas desertas e fazia lá a minha vidinha no bem bom. Passado uns anos os Zombies acabaram por apodrecer todos e podia voltar à minha casa na Buraca. Depois andava sempre com 2 ou 3 amigos gordos e asmáticos. Por duas razões. A primeira porque se ficássemos presos algures era pessoal que tinha mais xixa para o caso de nos termos que canibalizar de forma não sexual. Depois, porque com 2 gordos asmáticos no teu grupo nem precisas de correr muito caso aparece uma manada de zombies atrás de ti. Basta correres mais que os gordos asmáticos, o que mesmo que não tenhas dormido e comido bem nesse dia, não me parece muito complicado. 

Outra coisa que eu faria era não nos metermos todos no mesmo carro. É estúpido. Se fossemos 5 pessoas agarrávamos em 5 carros diferentes. Não iam avariar todos e dava para mais quilómetros sem abastecer. Isso e cada carro levar atrelado outro e, já agora, encher uns bidões de gasolina para a viagem, coisa que nunca vi fazer neste cenário. Ainda outra coisa seria arranjar uma daquelas jaulas de tubarões mas adaptadas para andar na rua. Simples de fazer e podia andar no meio deles sem me tocarem. Mas esta gente não pensa? Ou só os portugueses é que têm este espírito de desenrasque? Uma armadura medieval, qualquer merda onde não dê para enterrar o dente. Até bastava uma daquelas malhas metálicas. Mas pronto, isto era muito por alto o que eu faria. Não digam que não sou vosso amigo e não vos dou boas dicas. 

Para um mim o cenário de Zombie Apocalipse mais viável será quando a população envelhecer e grande parte tiver Alzheimer e Demência, alguém há-de fazer experiências e dar uma qualquer droga aos velhos em que eles ganham uma genica, mas que lhes dê uns efeitos secundários e eles andam ai por as ruas a vaguear, sem dentaduras a tentar enterrar as gengivas em carninha jovem. Alguns de andarilhos, outros de bengalas, outros de cadeira de rodas. Não será provável, bem sei, mas não custa sonhar. Mas o verdadeiro Apocalipse Zombie é o que andamos agora a viver. A maioria de nós vai de casa para o trabalho e do trabalho para casa em modo zombie, sem alegria de viver. Enquanto que outros, andam ali no parlamento, a vaguear, e a sugarem-nos o tutano.

Por isso já sabem, se acontecer alguma coisa do género juntem-se a mim que estarão a salvo. A não ser que sejam gordos com asma, aí já não prometo que se safem, mas juntem-se na mesma.
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6 de março de 2014

10 celebridades à minha mesa



Perguntaram-me quem convidava para um jantar em minha casa, qualquer pessoa, viva ou morta. Sendo que parti do princípio que viriam cá jantar no seu estado vivo e não putrefactos a encherem-me a casa de peles caídas. Então pus-me a pensar quem são os meus ídolos, ou quem gostaria de confrontar. Vamos apontar para 10 convidados, comigo sentado na cabeceira da mesa.

Primeiro que tudo ligava ao Jesus. Não o treinador do Benfica, embora também fosse capaz de ser interessante, mas o Cristo. Convidava-o por interesse, simplesmente porque assim me bastava comprar uns garrafões de água e uma carcaça. Jesus fazia a cena dele e de repente havia vinhaça e pão que chegue para nos embebedar e alimentar a todos. Prezo isso num convidado. "Desculpa não ter trazido vinho, mas se tiveres ai uma garrafão do Luso sou gajo para o transformar num belo tinto da Cartuxa". Esta seria a razão principal para a qual convidaria Jesus, mas também para o conhecer, porque apesar de não acreditar nas tretas sobrenaturais, se ele existiu devia ser bom rapaz. Depois é que serviu de bode expiatório para todas as merdas da Igreja.

Depois convidava o Ray Charles. Grande músico e personalidade para que pudesse animar o jantar com as suas histórias e música. Convidava-o por isso mas também, já que Jesus ia lá estar, lhe poderia curar a cegueira. Nesse prisma convidava também o Stephen Hawking para ver o Cristo a dizer "Levanta-te e anda" e o Stephen a responder-lhe naquela voz de robô gago "E se fosses gozar com outro ó desgadelhado?".

Depois convidava um dos meus ídolos, o comediante, ou filósofo com sentido de humor, como gosto mais de lhe chamar, George Carlin. Morreu há uns 5 anos, aos 81, mas com uma genica mental, perspicácia e forma de ver o mundo muito mais lúcida do que qualquer um de nós. Um idealista frustrado, como ele próprio chegou a dizer. Ia sentá-lo ao lado de Cristo, só para haver discussão acesa. Para não ser a festa da mangueira convidava a Cleópatra. Porque era claramente uma mulher muito à frente do seu tempo, com uma visão do mundo que daria concerteza uma conversa muito interessante. Mentira, convidava-a porque dizem que ela era dada ao chavascal e porque no fim era preciso alguém para lavar a loiça.

Convidava o Martin Luther King Jr. também. Porque é um herói dos tempos modernos e porque, como num filme americano, tem que sempre haver um preto para ser politicamente correcto. Se por acaso fosse um filme de terror, também já se sabe quem ia ser o primeiro a morrer. (Reparei agora ao reler que já havia o Ray Charles, mas não interessa, fica a intenção). Convidava também Maria, mãe de Jesus, só para o gajo andar na linha e não beber demasiado. E depois porque gostava de a chamar à parte para saber a verdade daquela história do engravidar virgem. Para saber se quem a engravidou não foi o António Espírito Santo, carteiro famoso de Jerusalém, e saber se essa fábula não foram, apenas e só, erros de tradução.

Acho que convidava a Adriana Lima. Por nenhuma razão nenhuma em especial. Para o caso de ser preciso alguém com conhecimentos em filosofia existencialista e experiência empírica nas diferenças entre tanga e fio dental. Por fim, convidava Hitler e Napoleão, mas colocava-os na mesa das crianças, sozinhos, com um jogo do Risco para eles se entreterem. No fim, se eles se portassem bem, deixava-os comer um pudim flan com cobertura de cianeto.

E pronto, eram estes os meus convidados. Havia de ser um jantar interessante, com humor, drama, paixão, inteligência, cultura e bacalhau à brás.
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5 de março de 2014

Dá que pensar...


Não tenho escrito nos últimos dias devido a doença grave. Mentira, sou é preguiçoso. Hoje também não vou escrever grande coisa. Deixo apenas aqui um vídeo que dá que pensar, principalmente quando nos queixamos da nossa vida, que vai-se a ver e é bem boa a comparar com este exemplo. Vá, amanhã algo mais alegre.


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