3 de março de 2015

Pedro e os recibos verdes... laranjas



Então parece que o nosso Primeiro Ministro não pagou as contribuições à Segurança Social durante 1999 a 2004? Diz que não sabia nem foi notificado. Está giro, sim senhor. Teve o Pedro um tratamento privilegiado? Não, que ideia tola a vossa! Vejamos a cronologia:
  • Pedro "não sabia" que tinha que descontar para a SS de 1999 a 2004;
  • Pedro não é notificado em 2007, quando muitos outros são;
  • Pedro vê a dívida prescrever em 2009;
  • Pedro "apercebe-se" da dívida em 2012 mas diz que agora não lhe dá jeito pagar, que paga depois;
  • Pedro paga em 2015, diz que nem era obrigado a isso e que a culpa não foi dele;
  • Pedro, já em 2016 depois de perder as eleições, continua a sua boa vida na oposição ou como consultor externo a ganhar 5 dígitos numa empresa de um amigo.
Vamos agora supor que o devedor era outro, sem carreira política nem amigos influentes:
  • Guilherme "não sabia" que tinha que descontar para a SS de 1999 a 2004;
  • Guilherme é notificado em 2007 que deve;
  • Guilherme diz que vai pagar assim que receber o próximo ordenado;
  • Guilherme vê as suas contas congeladas penhoram-lhe o seu Renault 19 e a sua colecção de minerais da Planeta Agostini;
  • Guilherme diz "Tenham calma, que eu vou pagar!" e acaba preso por falar num tom de voz acima dos limites da lei do ruído;
  • Guilherme é violado no duche por um Angolano chamado Wilson;
  • Guilherme sai da prisão e ninguém lhe faz um contrato de trabalho;
  • Guilherme arranja trabalho a falsos recibos verdes num bar na Brandoa que é do primo do Wilson.
Sim, eu sei que é um pouco irreal, já que ninguém me acha atraente o suficiente para me violar. Vamos dar o benefício da dúvida ao Pedro e pressupor que realmente pode ter sido tudo esquecimento e/ou ignorância em relação às suas obrigações e não uma tentativa de meter ao bolso sem ninguém notar. Mesmo que admitamos essa hipótese, o seu significado é ainda mais tenebroso. 

Significa que aquele que foi eleito para governar este nosso cantinho à beira mar quase afogado, não sabe bem como é que as coisas funcionam.

Não sabe a lei, as suas obrigações de contribuinte e de como um bom cidadão deve proactivamente verificar se está dentro da lei e não ficar à espera de ser notificado, numa atitude do deixa andar, tão criticada por quem está lá em cima. No fundo dizer que "não sabia que era essa a sua obrigação", não passa de uma pieguice cobarde de quem não sabe admitir os erros. Era obrigá-lo a tirar um curso de contabilidade nas novas oportunidades.

No entanto, estou em crer que esta notícia tem os seus pontos positivos e que pode vir a ser extremamente benéfica para todos os trabalhadores a recibos verdes, especialmente os falsos. Acho que agora o Pedro finalmente percebeu, que trabalhar a recibos verdes não é um mar de rosas, nem de laranjas, que há mais descontos do que os que ele imaginava. Ele próprio deve estar a pensar "Realmente, bem que me diziam que trabalhar a recibos era uma merda, eu nunca percebi porquê, até dava para ficar com bastante, mas agora sim, já sei o que o povo sente!".

Como vimos na cronologia, o Pedro já sabia que devia desde 2012, altura em que foi confrontado por um jornalista. No entanto, preferiu não falar de nada nem regularizar a dívida, dizendo que iria pagar após deixar de exercer funções governativas. Já tinha prescrito, até compreendo, o que não compreendo é que durante o seu mandato, por muito menos dinheiro, se tenham penhorado casas, carros, ordenados inteiros por quantias irrisórias de simples e comuns mortais, que talvez por não terem acesso ao recibo laranja, ou rosa, que uma carreira política dá, ficaram ainda mais na miséria. Pode tudo ter sido um erro e um mal entendido, mas um Primeiro Ministro saber que foi beneficiado por tal erro, enquanto outros empobrecem e se lhes vê ser retirado o pouco que lhes resta é só nojento. "Ai Guilherme só sabes mandar bitaites, então qual seria a solução?". Não sei, mas eu não fui eleito para governar isto.

Por mim era retirar-lhe directamente da reforma tudo o que ele não pagou a tempo e horas, com juros iguais à percentagem de votos pela qual ele foi eleito. Vezes os metros daqui até à lua, só para ser um número redondo.

Até o timming desta notícia é triste. Algo enterrado há tanto tempo vem a lume em ano de eleições por mera coincidência? Claro que não, o que só quer dizer que as coisas se sabem, mas a verdade só vêm à tona quando interessa. É mais uma nuvem que vem pairar e deixar ainda mais na sombra a política portuguesa. Um nuvem que pelos resultados sucessivos das eleições é de chuva molha-parvos. Quanto temos um ex Primeiro Ministro preso preventivamente, o actual envolto neste escândalo e com fumo ao redor de outros, um Presidente cujos amigos e vizinhos são no mínimo questionáveis, que levaria qualquer boa mãe a mudar o seu filho de escola e até de cidade. Com ministros com licenciaturas compradas em saldos e outros cuja reputação vai mais ao fundo que um submarino. Quando temos isto tudo mas a maioria insiste em ter amnésia selectiva de 4 em 4 anos, como é que podemos ter esperança que isto vá ao sítio? Não vai. Nunca vai. Vai ficando melhor, depois pior, depois melhor outra vez. Sempre naquela corda bamba, milimetricamente esticada para que o sistema não desabe e quem está em cima por lá continue. Quem está por baixo vai-se queixando de mini na mão e cigarro no canto da boca, enquanto diz que são todos uma cambada de filhos da puta.

Eu cá, em vez de me queixar, sempre que puder recebo em dinheiro e por fora, pela chamada porta do cavalo, já que andamos a levar coices e a limpar a estrebaria. É assim que o ciclo se mantém, o exemplo de cima é o pior, quem começa por baixo e eventualmente subir já vai jogar com dados viciados. "Garbage in, garbage out (...) The public sucks. Fuck hope.", já dizia o grande George Carlin.
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2 de março de 2015

Namoros à distância, 50 Sombras de Grey e conventos


Esse fim de semana foi gostoso? Não tanto como esta segunda-feira, dia de mais uma rubrica "O Doutor G explica como se faz". Não vamos perder mais tempo com preliminares e vamos passar à acção.

 
Caro Dr. G, namorei com uma rapariga + de 3 anos, mas à uns meses atrás ela concluiu o curso e surgiu uma oportunidade de ela ir para o estrangeiro trabalhar, apoiei-a na decisão de ir. Mas passado cerca de um mês de la estar, ela acabou comigo, porque dizia que não via futuro na nossa relação à distancia, mas continuamos a falar diariamente... Entretanto ela já esteve cá de ferias e estivemos todos os dias juntos e foi como se nada tivesse mudado, continuamos a agir como namorados. Mas mal ela voltou para la, voltou tudo ao mesmo, continuamos a falar diariamente, mas não como namorados. Ela diz que quando esta em Portugal sente-se bem comigo e que sente que me ama, quando volta para lá, diz que parece que o sentimento é diferente, e diz que não tenciona voltar de vez, que a vida dela passa por lá, e quer que eu sempre que possa vá lá ter com ela, só que isso ainda não foi possível, pois eu estou a tirar uma licenciatura, e ainda estou no 1º ano... Já falamos em quando eu acabar o curso ir também viver para lá, mas por muito que me agrade a ideia, não sei se ela vai aguentar este tempo todo e esperar por mim. E apesar de ela querer que eu vá la sempre que possa, não sei o que se passa por la, se ela pode ter alguém ou assim. O que me aconselha?
Renato, 25 anos, Bragança

Doutor G: Caro Renato, o Doutor G acha que as relações à distância são treta. Ninguém se deve prender a alguém distante, especialmente nos melhores anos da nossa vida. Podem existir excepções e que no final ficam felizes e juntos para sempre, mas são raros. Parece-me que ela não está  tão empenhada como tu para que a relação funcione e muito provavelmente anda lá a molhar o bico. Molhar o bico não foi uma expressão escolhida ao acaso. Nunca deves mudar de país ou de cidade por causa de alguém, só deves fazê-lo se te imaginares lá a viver sozinho, porque caso depois as coisas terminem vais culpá-la para sempre e mesmo durante a relação essa pressão do "Eu mudei a minha vida por ti", vai estar presente e dar merda. O Doutor G sabe do que fala, porque todas as suas relações têm sido à distância. De 20 cm.


Olá Doutor G, tenho uma dúvida existencial. Como acaba a história das 50 sombras do senhor Grey? Eles casam ou fazem um contrato?
Suse, 26, Lisboa

Doutor G: Cara Suse e ver o filme ou pesquisar no google em vez de estar a ocupar este espaço que podia ser para alguém que realmente precisa? Para além de que é uma pergunta parva, já que casar e fazer um contrato são exactamente a mesma coisa. 


Olá Dr. G, estou emigrado e vou voltar a Portugal muito em breve. Quando parti tinha uma namorada, que gostava muito de mim, mas que eu usava só para sexo. Agora que vou voltar queria voltar a dar-lhe umas quecas, como acha que deve proceder?
Antero, 37, Canadá

Doutor G: Cara Antero, acho que deves ser homenzinho e deixar de usar pessoas que gostam de ti só para sexo. Se fores honesto com ela e ela ainda assim quiser, sigam para bingo, caso contrário está quieto e arranja outra, ou és assim tão mau que precisas de enganar alguém com promessas de amor eterno para conseguires fazer sexo?


Quando tenho relações sexuais ou me masturbo, quando acabo, fico com uma vontade incontrolavel de urinar e comer figos.. Isto é normal?
Zé, 33,Amarante

Doutor G: Caro Zé, vontade urinar é normal, principalmente se bebeste antes e se as posições escolhidas são daquelas em que há pancadaria no baixo ventre, exercendo pressão na bexiga. Espera que irrigação sanguínea faça marcha-atrás e não te metas com aventuras de urinar de casa cheia que depois alguém tem que limpar as paredes. Em relação a comer figos, podia ser pior, podia ser "comer o Figo". Piadinha fácil.


Boa noite doutor. Conheci um rapaz lindo de morrer, mas quando me beijou parecia ter uma catarata de saliva na boca. Tive de cuspir logo de seguida, o que o ofendeu. Desculpei-me, mas já aconteceu mais vezes. O que posso fazer? Não sei quanta mais saliva consigo engolir.
Mara, 25, Alfragide

Doutor G: Cara Mara, há muita gente cuja produção de saliva dava para regar um campo de trigo inteiro. O que aconselho é comprares daqueles aparelhos que se usam nos dentistas, aquela espécie de mini aspirador de saliva. É um pouco estranho e faz algum barulho, mas sempre é melhor que ficar com uma barrigada de saliva alheia, embora ajude na digestão dos amidos.


Caro Doutor G, estou com um grande problema! Tenho uma bomba lowcost ao pé de minha casa que costuma estar à pinha. Esporadicamente está vazia e como o combustível é a melhor preço, costumo abastecer lá! Normalmente abasteço nas bombas da direita e, consequentemente, pago na caixa da direita onde costuma estar uma menina com um ar muito simpático e sorridente (ainda que se esqueça de perguntar se eu quero colocar o contribuite na fatura). Ontem, tive sorte, apanhei a bomba vazia e aproveitei...entretanto fui para casa, jantei e fui ao facebook aonde tinha uma surpresa à minha espera, um pedido de amizade da menina simpática. Na realidade até temos uma coisa em comum: ambos gostamos de Homens! Normalmente isto seria o suficiente para dizer, caga na alma dela...mas depois penso: será que ela me pode arranjar desconto?!?
Pedro Monteiro, 26, Lisboa

Doutor G: Caro Pedro, poderás ter desconto mesmo se lhe disseres que gostas de homens. As mulheres gostam de amigos gays, pelo que te dará um desconto na mesma. De qualquer forma, ela até te pode ter adicionado por precisar de alguns conselhos de moda e não por estar sexualmente atraída por ti. Se vires que ela só te dá desconto se lhe saltares para cima, tens que avaliar se compensa meteres-lhes a mangueira para poupar cêntimos de cada vez que colocas a outra.


Doutor, li as 50 sombras de Grey e estou doida para que alguém me dê umas valentes chibatadas, me amarre e me possua à bruta. Há um problema...entrei há 2 meses num convento, porque sempre foi o meu sonho, casar com o Senhor. Não sei o que fazer! Como posso reprimir este sentimento?
Lúcia, 27, Telheiras

Doutor G: Cara Lúcia, primeiro que tudo obrigado por saberes utilizar o verbo haver. Segundo, se tens fetiches de ser amarrada, chicoteada e possuída à bruta, então o convento é o local ideal para isso. Basta reparares no símbolo da Igreja Católica, Jesus pregado na cruz, para perceberes que sado-masoquismo é a cena deles. Para além de que, não existe um conceito mais forte de dominador e submisso que na religião. Queres festa no convento? Procura bem e encontrarás entradas secretas com túneis que vão dar à ala dos padres. Tens 27 anos por isso talvez já sejas um pouco velha para eles. Faz uns totós. 


Boas Doutor G, ando aqui com um problema. Há uma colega de faculdade boa como o milho e só me apetece esticar as peles com ela contra um muro, assim mesmo à beira da estrada, enquanto olho para as vacas a pastar. O problema é que a tipa já é casada e está agora grávida. Este desejo de saltar numa grávida será normal? Noutro dia já lhe ofereci uma sandes de courato mas ela não pareceu interessada na sandes, o que é que devo oferecer?
Zé Abronhe, 23, Évora

Doutor G: Caro Zé, quero parabenizar-te por utilizares a expressão "a tipa", uma expressão linda que se tem vindo a perder. Tem muito mais classe que "a gaja" ou se calhar não. Há fetiches para tudo e basta fazer uma pesquisa no google para perceber que o de fazer sexo com grávidas é bastante comum. Eu cá acho nojento, cenas a três só com todos os intervenientes maiores de idade. Em relação ao resto, toda a gente sabe que as grávidas não gostam de sandes de courato, é uma iguaria demasiado simples, experimentar adicionar-lhe chantily e um ovo estrelado. Se ela comer, estás com sorte, já que está num estado capaz de comer tudo.



Se gostam desta rubrica já sabem, partilhem com os vossos amigos e enviem as vossas dúvidas para porfalarnoutracoisa@gmail.com. Até à próxima segunda-feira e já sabem:


Até lá, façam muito amor à bruta, que de guerras o mundo já está cheio.
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26 de fevereiro de 2015

Restaurantes que nos tentam roubar



Das duas uma, ou a incompetência no negócio da restauração é enorme, ou grande parte tenta enganar os clientes sempre que pode. Nem estou a falar dos casos no Algarve em que cobram aos turistas o dobro do que eles consumiram, na esperança que eles não saibam ler e que mesmo assim achem barato. Nem estou a falar de restaurantes que só por terem gourmet no nome inflacionam os preços em 1000%. Estou a falar quando metem na conta coisas que ninguém pediu, nem nunca vieram para a mesa, mas principalmente da arte mais antiga de todas: cobrar as entradas que ninguém comeu.

Uma vez fui jantar a um restaurante no Bairro Alto, comi Javali, que de tão mal e exageradamente temperado em vinha de alhos, bem que podia ser porco, galinha ou cão, que ninguém notaria a diferença. O prato era 15€, por isso não estamos a falar de uma tasca ranhosa. Ao pedir a conta, vou a confirmar se está tudo nos conformes, algo que faço sempre e lá está uma entrada de presunto, no valor de 6€, que ninguém comeu. Aliás, não fazia parte das entradas que nos trouxeram, por isso era impossível alguém ter comido algo que nem veio para a mesa. Cordialmente, digo ao empregado:

- Olhe, acho que se enganou... ninguém comeu presunto.
- Não? - pergunta ele com uma sobrancelha levantada.
- Não... Não veio presunto nenhum para a mesa.
- Ahhh, sabe o que é? É que normalmente nesta casa toda a gente pede presunto, então vem sempre na conta por defeito. Depois quem não comeu é que pede para tirar.
- Olhe, que me tente enganar ao colocar 6€ a mais na conta, ainda posso deixar passar, agora que depois de eu o confrontar não peça desculpa e ainda me tente passar um atestado de burrice com essa explicação é que não lhe admito. Eu até acredito que coloquem sempre na conta, isso até acredito, mas é por razões desonestas - digo eu num tom sarcástico e parvo - Traga-me o livro de reclamações por favor - finalizo eu, qual toureiro em Barrancos.

Ele fica furioso e começa a levantar a voz, a escostar-se a mim e a dizer que não se pode pedir o livro de reclamações por tudo e por nada. Eu agarro um garfo que estava em cima da mesa e espeto-lho no olho esquerdo. Nisto ele acalma e diz "Logo no olho de que tenho menos dioptrias! Bem, vamos lá resolver as coisas a bem". Mentira. Este parágrafo é todo mentira. Sou um brincalhão. Ele trouxe o livro de reclamações a resmungar e lá fiz a queixa. Depois disso é que puxei de uma faca e lhe de cortei a sacola dos girinos. Mentira. Esta parte também é mentira. Eu já tinha dito que este parágrafo era todo mentira, não podem acreditar em tudo o que eu digo, que eu sou muito malandreco. No entanto apeteceu-me fazer-lhe isso, é um facto, mas como nem tinham facas de serrilha achei que ia dar muito trabalho.

Uma vez também me aconteceu o empregado vir trazer à mesa uma entrada sem ninguém ter pedido, dizendo todo sorridente "Tomei a liberdade de vos preparar esta entrada de farinheira com ovos que de certeza que vão gostar". Eu perguntei se era oferecida, ele fez uma expressão de admiração e disse que não. Eu disse que então escusava de ter estragado comida. A culpa não era dele, tem ordens para o fazer. Ordens de alguém que acha que impingir comida é uma boa forma de gerir um restaurante. Por causa disso não pedi sopa. Nunca peçam sopa num restaurante em que criaram algum tipo de atrito com o empregado. A sopa é o melhor prato para ele esconder cenas que lhe saíram do corpo sem que vocês notem. Peçam antes uma espetada com piri-piri que pelo menos têm a certeza que ele não a passou pelo rabo.

Já não consigo contar pelos dedos das mãos e contar pelos dos pés é um bocado nojento, as vezes que me tentaram enganar em restaurantes. Como já referi, a forma mais habitual é cobrar as entradas que vieram para a mesa sem ninguém as pedir nem as comer. Pão, manteiga, saladinha de orelha de porco, 90% das vezes vêm na conta, mesmo sem ninguém lhes ter tocado. Diz a lei que tudo o que vier para a mesa sem ser pedido é oferta da casa, mas ninguém usufrui dessa lei, eu incluído. Apenas o fiz uma vez, depois de delicadamente ter dito que ninguém comeu azeitonas e o senhor do restaurante ter insinuado que eu estava a mentir.


Isto é quase tão desonesto como comprar serviços de uma stripper, ela ao dançar no nosso colo deixar que nós lhe coloquemos as mãos nas maminhas e apenas no fim nos dizer que são 20€ a mais.

Não se faz. Pior que isto só os mecânicos, que o problema pode ser algo simples que custa apenas 20€ e eles nos dizem "Pois isto é velas e a correia do alternador e um problema no bazingas do xlackens". Pode ser o que eles quiserem que a maioria de nós não faz ideia e temos que pagar o que ele disser. Ainda somos capazes de dizer "Pois, bem me parecia que era disso". Aliás, diz um estudo que 63% da receita anual dos mecânicos advém desse género de aldrabice. Mentira! Inventei a estatística agora. Provavelmente é mais.

Bem, mas voltando aos restaurantes, o que me faz ainda mais confusão são as pessoas que, depois de ver que a conta tem as entradas que ninguém comeu, preferem pagar do que dizer ao empregado. Estas pessoas deviam levar uma chapada na moleirinha com um pão de cacete de cereais da semana passada e depois serem obrigados a pagá-lo. Mas que cambada de xoninhas! Pior são os que não o fazem por serem xoninhas, mas sim porque acham que dá ar de pelintra, quando com essa atitude os pobres (de espírito) são eles. Já me aconteceu num jantar de grupo estarem 10€ a mais na conta e uma rapariga que eu mal conhecia dizer "Ai, agora vais dizer para tirar isso da conta? Que mau aspecto!". Obviamente que fui, mas só por causa das manias da donzela disse ao empregado, "Olhe, eu por mim resolvia isto a bem, mas aquela senhora ali da mesa diz que quer o livro de reclamações porque estão aqui estes 10€ a mais. Gente conflituosa, sabe como é...". Ele foi lá falar com ela. Ela passou vergonha e eu ri-me. Foi uma noite bem passada sim senhor.

E era isto que eu tinha para vos dizer. Ando revoltado e achei que com todas as desgraças do mundo, restaurantes que nos tentam roubar meia dúzia de euros não podiam ser deixados passar incólumes. Outros assuntos que me revoltam, são as pessoas que não metem pisca na estrada e as pessoas que não sabem ser simpáticas a atender. Adeus e boa continuação.
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24 de fevereiro de 2015

Feminazi: as feministas de meia tigela



Eu já me andava a contorcer há algum tempo para não falar deste tema. Aguentei-me quando houve revolta das feminazi por causa do que um dos cientistas que aterrou a sonda no cometa trazia vestido. Deixei passar quando depois do discurso da Emma Watson, excelente a meu ver, vieram algumas mulheres dizer que ela não esteve bem e que os homens não devem ser sensibilizados, mas sim atacados. Deixei passar depois de ler alguns textos de propaganda falaciosa no site Maria Capaz, não estou a falar de todos os textos, alguns são bons, mas há outros tão ridículos e que se se fossem escritos por homens era o início da 3ª Guerra Mundial. Até deixei passar quando criticaram a Malala por dizer que perdoava aos seus agressores. Não consigo é deixar passar a notícia de ontem, uma barbearia onde só podem entrar homens, ter sido invadida por um grupo de mulheres mascaradas, num protesto daqueles que faz lembrar a Rússia mas sem as mamocas ao léu. Eu não queria falar disto principalmente porque é difícil fazê-lo sem parecer machista, mas quem assim interpretar é porque é tão palerma como essas feministas nazis.

Primeiro que tudo, queria dizer que eu sou a favor da igualdade. Igualdade de género, de raças, de orientação sexual, tudo! 

Até pela igualdade religiosa sou, já que acho que todas as religiões, sem discriminar nenhuma, deviam desaparecer.

Estas feministas de meia tigela dão mau nome a todas as mulheres que lutam pela igualdade de géneros e a todos os homens que também o fazem. Estas palermas, invadem um espaço privado, que só por questões de marketing e apenas isso, tem um sinal à porta que as impede de entrar. Por discriminação? Claro que não! Só quem quer arranjar guerras onde elas não existem é que acha isso. É apenas e só por marketing, as mulheres até deviam agradecer, que assim não têm que apanhar seca com os maridos ou namorados e podem ir à vida delas enquanto eles tratam da barba. Quem me dera a mim que não fossem permitidos homens em todas as lojas de roupa de mulheres. Para contrabalançar, vou todo nu invadir um ginásio Viva Fit (aqueles onde só podem entrar mulheres!) e andar lá a brandir o mastro em movimentos circulares e a imitar sons de um helicóptero, enquanto chamo gordas a todas as clientes.

Comecei por referir o caso do cientista que foi atacado nas redes sociais pelo que trazia vestido, por um grupo de atrasadas mentais, não querendo ofender quem tem realmente uma deficiência genética. Ironia máxima, feministas que defendem e bem, a liberdade da mulher poder usar o que bem lhe apetecer, virem criticar esse homem, por uma camisa com desenhos de mulheres ao género de super heroínas, com trajes reduzidos. Ironicamente essa camisa tinha-lhe sido oferecida por uma mulher, artista e sua amiga. Vêm estas deficientes cognitivas mandar vir com um gajo que acabou de ajudar a aterrar uma sonda num cometa, numa das manobras tecnológicas e científicas mais avançadas da humanidade. Estas mentecaptas que nunca na vida devem ter feito nada de significativo, vêm ofender gratuitamente alguém que acabou de contribuir para a humanidade de forma gigante. Ele acabou por pedir desculpa e chorar em directo. As feminazi devem-se ter masturbado ao som do seu choro.

Era prendê-las e obrigá-las a fazer sandes de torresmos e servir minis ao Zézé Camarinha o resto da vida!

Foda-se que isto enerva-me! Não me enerva por ser um ataque aos homens, enerva-me porque isto descredibiliza todos os esforços que têm vindo a ser feitos ao longo dos anos para que as mulheres tenham os mesmos direitos que os homens. Muito por causa destas pseudo feministas, quando se fala em feminismo os homens pensam em mulheres que os odeiam e que não querem direitos iguais, mas sim privilégios. Isso irrita-me. Irrita-me porque houve gente a lutar para que as mulheres pudessem votar, para que a violência doméstica seja cada vez menos um tabu e para que tivessem acesso à educação, entre tantos outros avanços que foram feitos nas últimas décadas, pelo menos nas civilizações ocidentais. Queria ver estas paspalhas a irem para o meio do Irão ou da Arábia Saudita e fazerem chinfrim pela emancipação das mulheres, que nesses países sim, continuam a ser descriminadas desumanamente. Mas ir para esses lados lutar, está quieto que dá muito trabalho e chibatadas no lombo fazem dói dói. Tomem juízo, lutem pelo que é importante e deixem-se de merdas. O meu desejo é que por ironia do destino acabem todas a trabalhar na Companhia das Sandes.

Vamos lá esclarecer umas coisas. Em Portugal e na maioria dos países civilizados, a discriminação entre homem e mulher já quase não existe, pelo menos nas gerações mais novas. Há mais mulheres na faculdade, logo o acesso à educação é igual. Há cada vez mais mulheres que gerem equipas, muitas CEOs de sucesso e ministras igualmente incompetentes aos seus colegas homens. Eu nunca estive em nenhum trabalho que soubesse que as mulheres ganhavam menos que um homem na mesma posição. Mas mesmo admitindo que isso ainda aconteça, tanto em termos de ordenado para a mesma posição, como de oportunidades de contratação, acabam por reaver esse dinheiro nas entradas de discotecas que não pagam e nos jantares e bebidas que os homens lhes oferecem. Acho que estamos quites. 

Antigamente sim, as mulheres eram considerados seres inferiores e nem podiam votar mas, por outro lado, também não eram enviadas para a frente de batalha. Eu sei que deviam poder escolher e que esse é o cerne da questão, mas para efeitos humorísticos vamos imaginar que o mundo está em guerra e que perguntavam o seguinte: "Quer direitos iguais e ir de metralhadora na mão para o meio do deserto combater uma guerra que não é sua, ou prefere não poder votar nem trabalhar e ficar em casa no quentinho a ver a novela?". Eu cá escolhia a segunda e vocês também. Nos naufrágios era e talvez ainda seja igual, com o famoso slogan "Mulheres e crianças primeiro!". Eu cá se me visse num desastre desses, abdicava bem rápido dos meus direitos para poder ir no primeiro bote salva vidas.

Ainda há muitas desigualdades é certo, por exemplo, uma situação onde não há igual tratamento é nos divórcios, isso realmente ainda é uma situação bastante injusta. Nem estou a falar de divórcios em que as mulheres ficam com metade do dinheiro do homem e só se casaram com ele por interesse. Isso é bem feito que é para ele não ser burro. Estou a falar de aquando da luta pela guarda dos filhos, a mulher ser privilegiada. Sim, a mulher tem vantagem em relação ao homem naquilo que dizem ser o mais importante da vida, os filhos. 

Por falar nisso, adorava ter uma filha chamada Custódia, só para nesse caso dizer que estou a lutar pela custódia da Custódia.

Sabiam que apesar de haver mais mulheres no ensino superior, há muitos mais homens nos cursos que têm mais procura no mercado de trabalho? Engenharias por exemplo. "Ai meu Deus, tirei sociologia aplicada à literatura moderna, mestrado em psicologia renal e doutoramento em arqueologia tibetana e agora não tenho emprego! Os meus amigos homens que tiraram Engenharia Informática já têm todos emprego! Não há as mesmas oportunidades para as mulheres!". Se tivesses feito como os teus amigos agora tinhas emprego e ainda estavas rodeada de 200 homens que olhavam para ti como um bife do lombo, mesmo que sejas razoavelmente feia. Má escolha, temos pena. Às vezes é preciso ver os dois lados da questão, que são atiradas muitas estatísticas para o ar e vai-se a ver o problema é outro. É como a polémica que houve porque a Google, Twitter e Facebook têm poucas mulheres nos seus quadros. Não é preciso pensar muito para perceber porque é que isto acontece. Façamos o paralelismo com o facto de haver muito menos mulheres mecânicas de oficinas de garagem. Porque será? Porque há mais homens a interessarem-se por carros do que mulheres, da mesma forma que ainda há muitos mais homens a interessarem-se por informática e tecnologia no geral do que mulheres. Se me disserem que o problema vem de trás e que a educação dos pais e da sociedade condiciona e não incentiva as mulheres para essas áreas, como faz aos homens, até concordo, agora querer que empresas empreguem obrigatoriamente uma quota de mulheres é só estúpido. Olha que nunca vi mulheres a quererem quotas de empregabilidade nas obras.

Em jeito de remate final, não querendo fazer uma referência futebolística, é óbvio que ainda há desigualdades. É óbvio que as mulheres sofrem mais que os homens em muitos, muitos países. São apedrejadas em praça pública por adultério, chibateadas porque mostraram o tornozelo, são mutiladas genitalmente porque não é suposto sentirem prazer, não podem conduzir nem votar, entre outras atrocidades que o Homem continua a fazer a ele próprio. Por tudo isto, é que acho ridículo estas atitudes de feministas da treta, que só lutam para chamar à atenção e porque não devem ter quem lhes faça bagunça no pipi como deve ser. 

Protestos como os de ontem são redutores ao que realmente é uma ou um feminista, que luta por um mundo melhor e não por poder fazer o buço numa barbearia de homens.

Moral da história: em Portugal, as coisas já estão ela por ela. Ser homem é ter algumas regalias, ser mulher é ter outras, às quais se juntam os orgasmos múltiplos. Não somos iguais nem nunca vamos ser e no dia que formos capazes de admitir essas diferenças, sem ninguém se sentir melindrado, talvez possamos ter a verdadeira igualdade no mundo.

PS: Já sei que vou ser mal interpretado, especialmente por quem não conhece o blogue, por isso queria relembrar as mulheres que ficaram ofendidas com este texto, que têm que agradecer a um homem, John O'Sullivan. Porquê? Porque foi ele que inventou o WiFi que vos permite ler este texto e ofender-me nos comentários enquanto estão na cozinha. #bojardadodia
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23 de fevereiro de 2015

Violações, frequência sexual e vida antes da morte



Mais uma segunda-feira, mais um rubrica "O Doutor G explica como se faz". Muitas questões ficaram de fora, algumas por serem demasiado parecidas com anteriores e outras para o post não ficar demasiado longo. Vamos a isto.


Caro Doutor G, como médico e homem experiente que é, queria que me ajudasse a entender a mente masculina do meu ex-namorado. Ele violou-me e eu terminei imediatamente o namoro, mas ele quer mais e persegue-me há mais de um ano e meio. Já fiz queixa na PSP e o homem não há meio de me largar. O que fazer?
Maria Silva, 27 anos, Lisboa

Doutor G: Cara Maria, eu não sou adepto da violência, mas que às vezes pode ajudar a resolver algumas coisas, lá isso pode. Violadores são a escória da sociedade, eu agarrava em meia dúzia de amigos, ou pessoal especializado contratado, para o meterem dentro de uma carrinha e o levarem para o meio do mato e lhe darem uma tratamento. Se precisares, conheço gente que conhece gente que tem amigos desses. Por outro lado, podes considerar como um elogio, já que mesmo a ser violada e sem te esforçares para o satisfazer, conseguiste que ele gostasse e queira mais. 


Em primeiro lugar, boa noite, em segundo lugar, no último dia dos namorados, fui jantar com uma rapariga com quem falava à mais ou menos 2 meses. A intimidade subiu e beijamo-nos pela primeira vez, ainda ela não estava carregada de branco e alguns shots. O estranho foi que levei-a a casa e ela levou-me para dentro. Fomos em direção ao quarto enquanto tiramos a roupa e nos beijávamos. Assim que chegamos ao pé da cama ela empurra-me e eu caio no colchão, ainda em cima das mantas e ela despe-se. Assim que subiu para cima de mim, já nua, começa a rir-se sem parar e eu perguntei o porquê dela se rir e ela comenta que eu pareço um shot de absinto. No final de tudo isto continuou a rir, saiu de cima, deita-se ao meu lado e adormece sem ter havido mais nada. No dia seguinte ligou a pedir desculpa e que gostava de repetir a noite. O que faço agora depois de passar pela humilhação engraçada?
Bruno Sousa, 20, Matosinhos

Doutor G: Caro Bruno, são coisas que acontecem, tentaste embebedá-la achando que ia ser mais fácil de acabou por te sair o tiro pela culatra. Acontece aos melhores. Agora é repetires, porque ela para se redimir de tal humilhação, vai dar tudo, tudo, para te recompensar. Sortudo.


Caro Doutor G a questão está relacionada com o meu namorado. Estamos juntos à cerca de dois anos e há uns dias ele sugeriu-me sexo no rabo. Primeiro recusei, mas depois pensei melhor e como gosto muito dele e...pode-se dizer que não tem uma alheira muito avantajada decidi aceitar o seu pedido. Quando lhe contei, ele disse-me e passo a citar: "Ótimo! Agora arranja um bom strap-on que sabes que sou sensível!"
O que devo fazer? Ajude-me doutor! 
Gisela, 27, Cascais

Doutor G: Cara Gisela, ao contrário do que é comummente aceite, eu apesar de não apreciar, não acho que um homem gostar de ser penetrado analmente por um qualquer objecto fálico, seja sinal de homossexualidade. Só é esse caso, quando o objecto fálico é uma pila verdadeira, ou algo inserido por um outro homem. Se ele quer fazer isso contigo e não com o Carlão do ginásio, é porque gostará de ti e mulheres no geral. É estranho, bem sei, mas cabe a ti saber se queres e te sentirás bem ao fazê-lo. Pensa que é uma boa oportunidade para assumires o controlo da relação, lhe dares à bruta enquanto lhe sussurras ao ouvido "Vês como doí minha vagabunda!".


Preciso da sua opinião Dr.. Eu tenho uma namorada à 1 ano e sempre achei que o meu "amiguinho" de baixo era assim para o mirradinho e pequeno e que nunca satisfiz a minha namorada sexualmente e agora ela diz que vai beber um café com o ex-namorado e para eu não me preocupar, que não vai acontecer nada e para eu confiar. Será que devo ficar preocupado?
Miguel, 25, Caldas da Rainha

Doutor G: Caro Miguel, antes de mais, deixa-me expressar o meu descontentamento por seres a 3ª pessoa aqui que não sabe que "à 1 ano" deve ser escrito com "há". Bem, depois desta lição de português, é óbvio que deves ficar preocupado. Depende se eles logo após terminarem o namoro continuaram amigos e a falar-se, ou se agora é que se voltaram a aproximar. De qualquer forma, é muito provável que ela vá levar turrinhas no colo do útero. O teu problema não estará no tamanho, salvo raras excepções, mas sim na tua falta de confiança devido à falta de centímetros. 


Dr. G, sinto-me muito atraída pelo meu colega de trabalho mas ele cheira a pia da boca. É a única coisa que me impede de me atirar a ele. Não sei o que fazer.
Dora, 29, Amoreiras

Doutor G: Cara Dora, o melhor é colocares um WC pato dentro das cuecas e dizeres para ele te fazer um cunnilingus. Juntas o útil ao agradável e matas dois coelhos de uma só cajadada.


Caro doutor, eu sou um aluno de engenharia de som, bem como um músico apaixonado que veio vingar para o estrangeiro, mais concretamente, para Birmingham, no Reino Unido. Uma das melhores experiências que tive na minha vida, foram as primeiras semanas que aqui estive a trabalhar no hostel onde, por assim dizer, aterrei, e assim conheci dezenas, senão centenas de pessoas, nomeadamente algumas na mesma situação económica e/ou académica que eu. Foi, então, numa destas semanas, que conheci uma miuda com olhos verdes, 1,80m (sensivelmente a minha altura) e com um peito que dava nome a um cabo. Meti conversa com ela, naturalmente, e houve ali qualquer coisa, no nosso momento de lucidez à base de etanol, tanto que, no fim da noite, quando a conversa se limitava a risinhos estúpidos, ela não se despediu de mim, a entrar na residencial de estudantes onde vive, mas olhou para trás assim que viu que eu não tinha entrado com ela. Vim-me depois a lembrar que ela era Checa, e que, se calhar, tem outros costumes. Eu próprio, se estiver a gostar da conversa, não tenho muito o hábito de ir para a cama com a miúda na primeira noite, então deixei passar, por uma vez.  A partir dessa noite, ela chama-me "babe" como o porquinho do filme, nas conversas do fb, e eu sinto-me mais à vontade com ela, mas parece que ela é que mete o rabinho entre as pernas agora, quando o momento aquece. Houve um episódio em que um bife se virou para nós e disse que fazíamos um belo casal, e ela responde "We're just friends" e lava-me os dentes com a língua, logo a seguir. Será que ela pensa que me apaixonei, ou que ela é que ficou fraca nos joelhos? Ou será que ela pensa que eu não me sinto atraído por ela e daí não ter dormido com ela na primeira noite?
Manuel, 19, Cascais

Doutor G: Caro Manuel, ela é Checa! Checa, Manuel! As Checas, como boas raparigas de leste que são, não fazem jogos nem são de falsos puritanismos como as latinas. Devia-la ter bagunçado à primeira oportunidade. Cabe a ti agora fazer por isso, para que ela diga "We're just friends... with benefits". Diz-lhe coisas porcas ao ouvido em português, ou a meteorologia, que para ela é igual. Se ela te lavou os dentes com a língua, já tens 90% do trabalho feito. Se ela recusar, ficam amigos como antes, o não está garantido, mas algo me diz que vais ouvir "Fuck yeah" em checo.


Caro Dr. G, portugueses em geral e Jardineiros Navegadores, especificamente, adoptam a Mística Proctológica Governamental e começam a fazer-se a pergunta quântica: "Haverá Vida antes da MORTE?" 
Rita, 32, Porto

Doutor G: Cara Rita, mete mais tabaco nisso. Se não houvesse vida antes da morte não estávamos aqui a discutir sobre isso. Infelizmente para alguns, que nascem para sofrer até morrer. Isto está a ficar demasiado profundo e profundidade no consultório do Doutor G deve ser outra.


Sempre fui um grande garanhão e já perdi a conta ao número de mulheres com quem me relacionei sexualmente. À parte isto, ainda tenho o dom de fazer com que as mulheres se apaixonem perdidamente por mim e cheguem a estar dispostas a ter um relacionamento mais sério, mesmo sabendo que eu não sou homem de uma mulher só. Trato-as mal, faço sempre o que me dá na gana, vou e venho quando quero, mas elas estão sempre à minha espera. Estou preocupado...não sei o que faço para elas ficarem assim caídinhas por mim, ao ponto de me ser até difícil de terminar os relacionamentos. Também estou preocupado com o facto de já ter 33 anos e não conseguir ter um relacionamento sério, arranjar uma mulher para o resto da vida e ser fiel. Não sei o que se passa comigo. Às vezes até parece que encontrei a mulher da minha vida, mas passados uns meses desencanto-me dela e procuro outras, não importa que ela me trate na palminha das mãos. Por favor Dr. ajude-me!
Xavier Almeida, 33, Amadora

Doutor G: Caro Xavier, padeces do síndrome do macho latino. Para o macho latino, a novidade atrai sempre mais o cliente. Preferes saltar para cima de uma rapariga diferente, do que da namorada que até é mais gira que a outra. É o síndrome que as mulheres têm, mas com a roupa. Não te deves preocupar com isso, desde que sejas honesto com elas e elas saibam com o que contam, tudo bem. Tens que ser tu próprio e um dia, talvez encontres uma que te faça mudar ou ver as coisas de maneira diferente. Se isso não acontecer, é porque nenhuma valia a pena. Honestidade acima de tudo, contigo e com elas.


Caro Dr. G, confesso que a relação com a minha namorada, sempre foi motivo de orgulho numa daquelas conversas entre amigos, em que o objetivo é ver quem costuma "enterrar a toupeira" com maior frequência... Digamos que era sexo ao acordar, sexo depois do pequeno almoço, sexo ao chegar do trabalho, sexo depois do jantar, sexo a meio da noite... e levo esta vida á aproximadamente um ano. Desde á uns tempos para cá (coisa de um/dois meses), que mudou radicalmente... e já levo com semanas inteiras sem uma agradavel "martelada". Ela dá as mais variadas desculpas... ou está cansada, ou doi-lhe alguma coisa, ou tem trabalho até tarde... que devo eu fazer, sábio Dr. G? Devo acreditar nas suas desculpas e esperar... ou devo desconfiar que lhe andam a saltar para cima?
Carlos, 26, Peniche

Doutor G: Caro Carlos, outro que não usa "há" quando deve. Catano, isso deixa-me irritado! Bem, adiante, se a alteração de comportamento foi de repente sim, ela tem outro. Se foi gradual, pode ser alguma preocupação não relacionada contigo ou apenas o esmorecer da paixão inicial de um relacionamento. De qualquer das formas, semanas inteiras sem petiscar é de estranhar. Marca um fim-de-semana romântico com ela, com um bom jantar e um bom vinho. Fá-la sentir especial e desejada, se ela rejeitar, é porque provavelmente ainda tem o pipi dorido do outro que lá andou.



E neste tom romântico me despeço hoje. Se querem ver as vossas dúvidas aqui esclarecidas pelo Doutor G, não deixem de as enviar para porfalarnoutracoisa@gmail.com. Até à próxima segunda-feira e já sabem:


Até lá, façam muito amor à bruta, que de guerras o mundo já está cheio.
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16 de fevereiro de 2015

Tinder, falta de sexo e squirting



Esse dia dos namorados, foi gostoso? Espero que sim. Talvez por essa data que se avizinhava, o Doutor G foi inundado de e-mails durante a semana passada, pelo que houve muitas questões que ficaram de fora desta edição da rubrica "O Doutor G explica como se faz"! Para a próxima semana estarão aqui respondidas, não desesperem meus petizes. Vamos lá a isto.


Caro Dr.G, soube por este blog que o meu namorado aparentemente espectacular foi tomar café com a ex e que lá pelo meio, acabou com a língua enfiada na garganta dela e que é possível que goste das duas. Pois bem, sendo assim também tenho um desabafo a fazer: eu também tenho andado a sair com um colega do escritório ao lado do meu e não tem sido só a língua que ele me tem enfiado. Agora que estamos quites, diga-me Dr.G, acha que viveremos felizes para sempre?
Margarida, 23, Sintra

Doutor G: Cara Margarida, lembro-me perfeitamente. Realmente é caso para dizer que são almas gémeas, ambas com coisas enfiadas em vários locais. Já que assim é, aconselho vivamente uma festa a quatro, que é sempre uma boa forma de convívio e de queimar calorias. Tudo com muito respeito obviamente, que histórias de amor como a vossa são raras.


Doutor trabalho com uma colega que descobri recentemente já fez alguns filmes porno amadores, ela é uma rapariga mesmo simpática e começo a ficar apaixonado por ela, mas no entanto tenho medo de não conseguir ficar à altura do quimbé com quem ela contracena e que tem mais 10cm de "altura" que eu. O que acha que devo fazer?
Mário, 29, Paços de Ferreira 

Doutor G: Caro Mário, o tamanho não importa, dizem os mentirosos. No entanto, há coisas que importam mais, como a tua dedicação a dar-lhe o máximo de prazer. Podes sempre dizer-lhe durante o actor "O outro não conseguias pôr todo na boca, não era?" ou até um "Faz aquele truque com as ancas que fazias no vídeo" e para finalizar "Se com o outro não te doía na frente, comigo nem vais sentir por trás". É dar tudo.


Conheci um rapaz no Tinder que é realmente lindo e fofinho. Combinámos um encontro e andámos aos beijinhos e abraços, mas ele sempre muito gentil e querido para mim. Temos falado todos os dias, a toda a hora. Apesar de termos o número um do outro, não partilhámos o facebook nem outra rede social e, por isso, tenho medo que tenha namorada...  O problema é que acho que estou a começar a gostar mesmo (MESMO) muito dele. Acha que lhe devo dizer? Pensa que seria indicado pedir outra rede devido à minha insegurança? No fundo, devo confiar nele e apostar todas as minhas fichas? Para além disso, nunca estive numa relação portanto, o que devo fazer para que, se ele estiver interessado em mim como estou nele, manter a ''coisa''? 
Ana, 19, Lisboa

Doutor G: Cara Ana, tens que pensar que ele pode estar a pensar exactamente o mesmo. Os homens também são inseguros e ele pode estar exactamente com as mesmas dúvidas. Toma a iniciativa. Se ele tiver namorada ao menos já sabes com o que contas e mais cedo partes para outro. Antes disso, efectua-lhe um felatio épico, só para o caso de ele ter namorada, ficar para sempre arrependido de não ter ficado contigo. Só agora é que reparei que só tens 19 e por isso convém dizer que felatio significa fazer amor com a boca.


Boas Dr. Tenho uma enorme duvida. Tenho um fetiche enorme por squirting e ja fiz a minha namorada (ja namoro com ela á 2 anos, quase) vir-se varias vezes, mas nunca squirt. Tens alguma dica?
Luís, 26, Guarda 

Doutor G: Caro Luís, o squirt é algo que não está ao alcance de todas as mulheres. Dizem estatísticas que apenas 10% consegue atingir o orgasmo com ejaculação. No entanto há várias técnicas de massagens e pressão de pontos que podem ajudar. É pesquisares tutoriais no google que existem vários que explicam em detalhe essas técnicas. Um conselho, guarda isso para ocasiões especiais, nunca no carro ou na cama dos pais, que fica um chiqueiro que não se pode e depois vais ter que dizer a toda a gente que foi incontinência urinária.


Preciso da sua opinião. Ando a sair com um rapaz há 11 meses e ainda não fizemos sexo. Sempre que eu tento algo, ele diz que está a ficar tarde, mas quando estamos em casa dos pais dele, ele não me larga com beijos e apalpões. Os pais dele dizem que sou a primeira namorada que ele leva a casa, estavam preocupados a pensar que seria gay. Ajude-me doutor.
Sandra, 22, Queluz

Doutor G: Cara Sandra, se ele não te larga com beijos e apalpões é porque deve gostar de mulheres, a não ser que tenhas bigode. Se ele não quer partir para a javardeira propriamente dita, pode ser por questões religiosas, caso em que te aconselho a deixá-lo imediatamente. Pode ser porque está com uma infecção na genitália e tem vergonha de te dizer, mas pode também ser apenas por insegurança, ou porque ainda é virgem, ou porque lhe dás uma excitação tremenda que ele sabe que só vai durar 5 minutos. Qualquer que seja a razão, terás que ser tu a tomar a iniciativa à bruta. Caso não resulte, veste-te de bombeiro e se ele assim já quiser é porque muito provavelmente gosta mais de mangueiras.


Doutor G, como grande conhecedor do sexo oposto que o doutor é, gostava que me esclarecesse quanto a um problema com que me deparei. Nas ultimas semanas comecei a falar com uma rapariga e chegámos a estar juntos algumas vezes, falávamos bastante por telemóvel até que ela começou a responder menos e um dia disse que "não me via mais do que como amigo" (claro inicio de um caso de friendzone) e depois disso ainda falámos mais algumas vezes . Eu curto dela mas não tou apaixonado por ela nem nada assim, no entanto ela é um "bom achado", por isso queria saber se o doutor me aconselha a insistir na coisa, a deixá-la na "agenda" para um dia mais tarde quem sabe, ou esquecer definitivamente o assunto?
Diogo, 20, Lisboa

Doutor G: Caro Diogo, se ela disse essa frase é para esquecer. Só há duas formas de saíres da friendzone: Ganhando o euromilhões ou uma noite com muita vodka. Mulheres há muitas, se ela não se sente atraída por ti, parte para outra. Atenção que quando isso acontecer ela virá provavelmente voltar à carga e tentar desencaminhar-te. Nessa altura o comando será teu e cabe a ti escolher o canal que queres ver. Para já aconselho-te a colocá-la no  banco de suplentes, um dia logo vês se vai a jogo.


Boas Doutor G, ultimamente tenho tido este pequeno problema de falta de comunicação com o meu namorado. Digamos que, ele é pouco experiente no que toca ao sexo, e algo desinteressado. Quando se vem, é como se acabasse o acto,(3 minutos) e se conversamos sobre o facto de eu precisar de um orgasmo, a reacção dele é rir-se ou adormecer. No entanto, acaba por ser mais sensível que eu noutros assuntos. AJUDA-ME!
Maria, 20, Porto

Doutor G: Cara Maria, troca de namorado. Uma coisa é ele ser inexperiente e não conseguir dar-te um orgasmo, outra é rir-se e adormecer quando tentas falar disso com ele. É sinal que não está interessado no teu prazer. Arranja outro e diz-lhe que 3 minutos nem dá para ouvir uma música inteira durante o coito.


Doutor G, eu e o meu grupo de amigos andamos desconfiados de que um dos nossos colegas é gay isto porque quando estamos a falar ele costuma fazer os gestos típicos de quem joga Basket ou que serve à mesa, só que sem a bola de basket e sem a bandeja. Ora a juntar a tudo isto numa conversa sobre a separação da Irina do CR7, comentei que não me importava de ser o acompanhante de luxo da Irina já que ela agora está só e deve precisar de muita manutenção e de quem lhe gaste os Dólares já que ela passa a vida a posar nas revistas e deve ter ali toda aquela massa parada. Nisto esse nosso colega diz que não gostava de ser o acompanhante dela mas sim do CR7. Será mesmo Gay ou apenas um grande admirador do CR?
José Manuel, Vila Nova do Boi, 21, Lisboa

Doutor G: Caro José, claramente que o teu amigo gosta de alheira de Mirandela ao empurrão. Como bom amigo que calculo que sejas, só tens que o ajudar a sair do armário e fazer com que ele se sinta aceite no grupo de amigos de qualquer forma. Deves fazer isto porque é a coisa certa a fazer, já que não estamos em 1847, mas também por motivos egoístas, já que um amigo gay no grupo atrai sempre uma enormidade de raparigas e ainda tem a vantagem de não ser concorrência directa. Isto para além de te poder dar dicas de roupa e de decoração de interiores à borla.


Caro Dr. G., estou casada há 8 anos mas estou insatisfeita sexualmente com o meu marido, apesar de o amar muito. Como ainda sou uma trintinha fogosa queria saber se podemos marcar os 2 um encontro e brincar de esconder a morcela?
Xaninha Esteves, 35, Lisboa

Doutor G: Cara Xaninha, agradeço imenso o convite mas infelizmente o código deontológico impede-me de jogar ao esconde a morcela com as minhas pacientes. Para além disso sou comprometido com Deus e só com ele é que faço esse tipo de jogos, não é por acaso que me ajoelho para rezar.



Apesar do Doutor G já ter várias questões para responder para a semana, não deixem de enviar as vossas dúvidas para porfalarnoutracoisa@gmail.com. Até à próxima segunda-feira e já sabem:


Até lá, façam muito amor à bruta, que de guerras o mundo já está cheio.
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