23 de março de 2015

Virgindade, ex-namoradas e cobranças difíceis



Bom dia e não percamos mais tempo. Vamos a mais uma rubrica "O Doutor G explica como se faz".

 
Grande Doutor G, um «amigo» meu, emocionalmente destruído por uma menina, não tem uma luta à moda do Dr. G (todo nu) já há bastante tempo. Nesse sentido, experienciou um sentimento que eu me atrevo a questionar se de facto existe: ele afirma ser virgem outra vez. Assim sendo, a minha questão passa por lançar a discussão no âmbito da virgindade. Será possível voltar a ser virgem? E como funciona com as Evas deste mundo? Dr. G, o que é a virgindade?? Aguardo uma resposta de acordo com a ideologia Filosofo-javarda! Muito obrigado!
CG, 22, Beja

Doutor G: Caro CG, a virgindade é acima de tudo um estado de espírito, principalmente nos homens, em que nada se rompe ao perdê-la. Pelo menos nos heterossexuais. Bom, mas adiante, esse sentimento que o teu "amigo" diz sentir, é aquele sentimento de quem sabe que da próxima vez que fizer, o acto vai durar tanto como o de um virgem, que normalmente são poucos minutos, ou até segundos. Nas mulheres, pode dar-se o caso de haver perda de elasticidade e da próxima vez haver necessidade de uso de halibut no dia seguinte. Ele que use essa do "sou virgem" como forma de engate, que há muitas mulheres que vão achar piada e tentar ser as primeiras a ensinar-lhe o que é bom.


Caro Doutor G, preciso de um conselho de alguém com criatividade...Se alguém lhe devesse 300 euros o que faria?! Eu e o meu namorado alugámos uma casa a um senhor que já tinha alugado casas a vários amigos nossos (correu tudo bem com todos), mas no final da história nós os dois ficámos sem dinheiro e sem casa... A questão é que este bandido ainda nos atende o telemóvel e fala como se nada tivesse acontecido! Anda na rua a fumar o seu cigarro com a descontracção de quem não deve nada a ninguém...já não sei o que fazer...
Soraia, 28, Lisboa

Doutor G: Cara Soraia, apesar de não ser uma pergunta de cariz sexual, sentimental nem existencial, eu respondo na mesma com todo o gosto. O Doutor G é apologista que a violência não resolve nada, mas que pode ajudar em muitos casos. Sugiro que com o auxílio de dois ou três gajos, o apanhem a fumar o cigarrinho na rua e o encostem à parede e lho apaguem na testa. Depois perguntem "Então, os meus 300€? Vais pagar já em dinheiro ou com os dentes, sendo que cada um vale 10€?". Ele se souber fazer as contas vai perceber que só vai ficar com 2 no final, caso tenha dentes do siso, ou que ainda vos vai ficar a dever 20€. Se preferirem uma via mais subtil, sugiro entrarem-lhe em casa sempre que ele não esteja, já que deduzo que tenham a chave e lhe mudem uma ou duas coisas do lugar, para ele começar a pensar que a casa está assombrada ou que está a ficar maluco. Dou-vos ainda uma terceira opção que passa por contratar uma prostituta de luxo que se faça a ele sem ele saber. No fim do acto, ela que lhe peça dinheiro pelo serviço, onde acrescem os vossos 300€. Se ele se recusar, ela ameaça com o seu chulo e seus brutamontes e voilá, o dinheiro aparecerá.


Caro Doutor G eu tenho uma questão que não me deixa descansado, quando era adolescente e durante anos um amigo meu tinha uma namorada e sonhei de várias maneiras que possuía a rapariga e fazia muito amor com ela. Mas agora passaram 10 anos, eles já não andam, ela quer fazer sexo comigo e posso finalmente concretizar o meu sonho, mas tenho medo que a realidade não seja tão boa como eu imaginei e que esse meu amigo me parta a boca toda por tocar no que foi dele e depois eu agora comecei a dar-me bem com uma outra amiga minha em que também posso ir para cama com ela. O que faço? Vou para cama com aquela com quem sempre fantasiei ou com a minha outra amiga que comecei também a dar bem?
António, 25, Setúbal

Doutor G: Caro António, primeiro que tudo não percebo a dúvida do "Vou para a cama com esta ou com aquela?". Porque não ir com as duas? Não me parece uma equação mutuamente exclusiva. Segundo, se fantasiaste com namorada de um amigo é porque não és um bom amigo. Para o Doutor G, namoradas dos amigos é como se tivessem uma pila, muitas das vezes na testa. As ex-namoradas igual, são homens. Caso não seja um grande amigo, percebo que tenhas essa vontade, mas se quiseres avançar, sugiro que fales com o teu "amigo" para saber se ele aprova essa situação. Primeiro para ele não te partir a boca e depois porque tens que pensar se vale mais um amigo ou uma noite de sexo. Para mim a resposta é óbvia, espero que para ti também.


Caro Doutor G, tenho 20 anos e ainda sou virgem, por opção. Gostaria de saber qual é a sua opinião sobre sexo apenas depois do casamento. Eu por um lado gostava de me guardar, mas por outro tenho dúvidas e muita vontade de me entregar já. O que aconselha?
Raquel, 20, Portalegre

Doutor G: Cara Raquel, cada um sabe de si, mas esperar para fazer sexo depois do casamento é parvo. Ninguém compra um carro sem experimentar primeiro. E se depois descobres que ele tem um mico-pénis, juntamente com ejaculação precoce e que acima de tudo é egoísta e não está interessado em dar-te prazer? Calculo que para teres essa convicção devas ser religiosa e diz que divorciar é pecado, portanto vais ter que ter mau sexo para o resto da vida e deixa-me dizer-te que não conheço ninguém feliz que tenha mau sexo. Normalmente são até pessoas azedas e que vão para as redes sociais comentar a dizer mal em páginas alheias, porque lá está, não têm mais nada interessante para dizer. Tens vontade de efectuar uma bela fornicação? Então efectua. Aliás, depois quando encontrares o homem ideal para casar, até já vais com mais experiência e a saber mais truques para fazer dele o homem mais feliz do mundo.


Tive uma namorada até há uns 4 meses, acabámos e entretanto envolvi-me com outra rapariga e começámos a andar. No entanto esta 2ª rapariga é bastante estranha, e no outro dia estava com ela e dei comigo a prestar muito mais atenção às mensagens da minha ex do que ao que a atual estava dizendo... Tenho um historial bastante significativo de traições (e ser traído também infelizmente...), e embora já tenha dito a mim próprio que tenho que me deixar dessas coisas, nunca cumpro e a minha ex ainda se sente claramente atraída por mim, que achas que devo fazer?
Nuno, 19, Figueira da Foz

Doutor G: Caro Nuno, trocar mensagens com a ex? Isso é um erro de principiante. Claramente não gostas assim tanto desta nova namorada e/ou ainda sentes alguma coisa pela outra. Acho que deves estar sozinho e perceber o que sentes. Se conseguires juntar as duas para uma festa do pijama, pode ser também uma boa opção para esclarecerem os vossos problemas.


Hoje o post foi mais curto. Porquê? Porque o Doutor G recebeu poucas dúvidas esta semana. Por isso cabe a vocês que esta rubrica continue, porque eu não tenho paciência para inventar histórias falsas. Partilhem e enviem as vossas dúvidas para porfalarnoutracoisa@gmail.com. Até à próxima segunda-feira e já sabem:


Até lá, façam muito amor à bruta, que de guerras o mundo já está cheio.
Ler mais...

19 de março de 2015

Faz 5 anos que o meu melhor amigo morreu



Já não consigo achar piada ao dia do pai. Dia 18 para 19 de Março marca dos piores dias pelos quais já passei. Dia 18 percebi que irremediavelmente iria ter de mandar abater o melhor amigo e, dia 19, dei-lhe finalmente paz. Um texto para as meninas verem que eu sou um gajo muito sensível e para os meninos me chamarem maricas.


Chamava-se Zen e tinha na alma a calma e pachorrência de quem não guarda rancores. Gostava de brincar a que horas fosse, se fosse desafiado para isso. Gostava de dormir, de passear, de mimos, de maçãs e de lamber as tampas dos iogurtes. Ainda nem tinha feito os 6 anos quando adormeceu pela última vez à força de químicos injectados na veia. Sem dor partiu, mas ficou a dor para os outros, para eu digerir. Faz hoje 5 anos, dia do pai, um dia a seguir aos meus anos que fiquei sem o meu melhor amigo. Sem o meu companheiro dos dias. Sem ouvir o seu ressonar à noite a ecoar nas paredes do meu quarto, ou da cozinha quando estava mais calor. Sem alguém que vá a correr para a porta sempre que eu entro em casa, com uma alegria desmedida, fosse a minha ausência de 5 minutos ou 5 dias. Sem alguém que fosse apanhar os bocados de comida do chão que caíam enquanto eu estava a preparar o jantar, ou o lanche. Sem alguém que viesse ter comigo e fazer-me sentir que fosse qual fosse o problema tudo iria ficar bem.

Desde que me lembro de ser gente que me lembro de querer um cão. No meu diário quando tinha 12 anos escrevi "O meu maior sonho era ter um cão ou ter os poderes do Songoku" e isto diz muito sobre o quanto eu queria ter um cão, porque ter os poderes do Songoku era do caraças. Os meus pais nunca foram na conversa durante anos.


Para me calar, quando eu tinha 6 anos deram-me um cão de peluche de prenda. Senti-me ofendido por acharem que um ser inanimado me podia colmatar a falta de um verdadeiro amigo de quatro patas.

Passado uns bons anos, sem saberem como, já tinha eu mais de 20, lhes dei a volta. Convenci-os que havia uma raça perfeita para apartamento, que não ladrava, nem largava muito pelo. Por coincidência havia um conhecido que tinha uma ninhada com 2 meses. Fomos lá vê-los e os meus pais apaixonaram-se por ele no momento em que o viram. Os xixis ocasionais no tapete do corredor, os chinelos roídos e os pelos no sofá deixaram de ser problema. Era mais um lá em casa que sujava. Era o melhor cão do mundo e eu tentei ser o melhor dono possível, e acho que fui. Passei os últimos 3 meses da vida dele a dar-lhe comida à boca, a comprar toda a comida possível para lhe despertar o apetite, a cozinhar para ele. A dar-lhe antibióticos de 4 em 4 horas, todos os dias na esperança, que era pouca, que ele melhorasse e não se fosse. Apesar dessa dedicação lhe ter dado mais 2 meses do que o prognóstico inicial, acabou por ir. Vi-lhe os olhos a fechar e o corpo a abater-se quando se lhe entrou o líquido da seringa. A médica disse que era melhor eu não estar presente, mas eu estive. Ele merecia isso. Merecia que eu fosse a última coisa que ele visse, que estivesse calmo antes de lhe darem o sedativo. Merecia que eu lhe desse uma festa e dissesse que ia correr tudo bem, como ele me fazia a mim e que depois disso já não ia sofrer a tentar respirar, porque já não ia precisar de o fazer.

São poucas as pessoas que amei mais do que amei o meu cão. Mais que muita gente que é ligada a mim por sangue. Quando ele já estava muito doente, a minha mãe ligou-me quando eu estava fora de casa. Eu atendo e vejo na voz dela que algo não estava bem, pensei que tivesse chegado o dia, mas não. Era um tio meu que tinha morrido de ataque cardíaco. 


Quis ficar triste mas não consegui. O alívio de não ter sido o Zen a morrer foi maior.

Quem não tem, ou nunca teve provavelmente não compreende. Não consegue conceber como se consegue gostar tanto de um animal, que para mim era uma pessoa. Não tenho filhos, mas gostava dele como se fosse um. E quem diz que não se deve comparar que vá à merda, porque eu trocava o teu filho por o meu cão sem pensar 1 vez. Saber que há pessoas capazes de abandonar um cão, ou de o mal tratar de outras formas, faz-me querer estar com elas cara-a-cara numa sala fechada onde as leis não se aplicam. Deviam ser abatidas mas sem a bondade de uma morte calma e indolor como foi a do Zen. Quando foi operado da primeira vez, ainda novo, ficou sem me "falar" 2 dias. Sem aceitar biscoitos da minha mão, sem querer festas, sem dormir no meu quarto. Depois perdoou tudo. Dois dias foram o suficiente para esquecer o sofrimento horrível que passou sem compreender nada. Dois dias bastaram para me perdoar na culpa que não tinha, mas que ele não sabia. Dois dias para voltar a amar incondicionalmente e sem remorsos, sem ressentimento. Só um cão consegue fazer isso.

Sempre pensei que o pior que podia acontecer era ter que se decidir quando abater um cão. Talvez pela palavra abater, que é horrível. Talvez por me ter morrido antes um, com 5 meses, no colo, de repente. Sempre achei que era pior ter que se decidir por fim à vida do nosso melhor amigo quando ele ainda dá sinais dela e de alegria ocasional. Quando por muito mal que esteja haja sempre esperança de recuperar. Mas não foi difícil. Foi fácil. Foi perceber que era egoísmo ele continuar vivo. Na noite dos meus anos decidi que de manhã iria dar-lhe paz. Ele sempre me apaziguou e acalmou, sempre me tirou a depressão ao deixar fazer-lhe uma festa no focinho enrugado, e eu, como melhor amigo dele, tive que o deixar ir. Foi fácil. O difícil é lembrar-me dele todos os dias e saber que nunca mais o vou ver. Porque o céu onde ele está não existe, só existe onde ele deitava a cabeça para dormir. No meu peito.
Ler mais...

18 de março de 2015

Queridos, mudei o blogue e faço anos hoje



Os mais atentos já devem ter reparado que o endereço do blogue passou a ser www.porfalarnoutracoisa.sapo.pt. Mudei-me de morada mas a antiga continua a funcionar também, por isso não refilem. "Ai, mudaste porquê? Aposto que vais mudar a forma de escrever e passar a ser politicamente correcto!", dizem alguns, os mais parvos. Estive a ponderar algum tempo, já que tive receio que ao mudar para o SAPO perdesse alguns leitores, especialmente os ciganos. Estou a brincar, toda a gente saber que isso é mito! Os ciganos não sabem ler. Pronto, estão a ver como isto vai continuar a ter piadas de mau gosto? Espero que estejam mais descansados. Vai ficar tudo igual menos o endereço lá de cima. De resto continuará a ser um local onde vai imperar a parvoíce, mas também algum bom senso.

Peço-vos que estejam atentos e que caso se deparem com algum problema me digam. Se der algum erro, não funcionar alguma partilha ou comentário, avisem que é para eu dar conta do recado. Sim, porque para não perder os comentários anteriores, a equipa técnica do SAPO não sabia como resolver, até disseram que seria impossível, mas o que é certo é que aqui o menino a puxou das skills de xoninhas nerd e resolveu o problema em menos de uma hora. Bem, por isso já sabem, qualquer problema ou coisa fora do normal agradeço que avisem.

Prometo também não começar a postar uma fotografia do meu outfit todos os dias de manhã, quanto muito meto uma de pijama ao deitar. Prometo que não vou falar de moda, de maquilhagem nem de trens de cozinha e receitas da Bimby. Não vou começar a namorar com ninguém da Casa dos Segredos, tampouco vou começar a sentir-me atraído sexualmente por homens. Bem sei que é uma desilusão para muitos, mas para eu ficar interessado por alguém continuará a ser preciso pagarem-me um jantar e possuírem um pipi. Prometo também não falar de decoração de interiores nem me afiliar em nenhum partido e ver as minhas opiniões "livres" sublinhadas a azul. Como podem ver, enfiaram-me neste lote de blogues conceituados, onde estou claramente a destoar, nem que seja porque sou o único homem... Estou a brincar, agora num tom mais sério, obviamente que o público alvo da maioria deles não sou eu, mas todos têm o seu valor, nem que seja porque escreveram muito, durante muitos dias, durante meses ou até anos, sem que ninguém lhes ligasse nenhuma e mesmo assim não desistiram e continuaram a fazê-lo por gosto. Por isso, estar seleccionado para estar no meio deles é uma honra, é sinal que em pouco mais de um ano, graças a Deus (lol), a vocês todos e a mim, consegui alguma visibilidade. Se eu gostava que houvesse menos blogues de moda e mais de humor? Claro que gostava, mas também assim tenho menos concorrência. Sou um optimista.



"Se está tudo igual, então para que mudaste? Vão-te pagar milhões, não é sua porca capitalista?", pensam alguns. Nada disso, continuarei a ser pobre. Mudei porque é possível que estando no SAPO chegue a mais pessoas e é só isso que me interessa neste momento. O blogue nunca será o meu trabalho nem de onde vou conseguir  ganhar dinheiro para pagar as contas. Por isso, o que me interessa é que mais gente conheça, que mais gente leia e que mais gente diga bem (e mal também). O SAPO à partida vai ajudar o blogue a crescer e a que mais pessoas se vão rindo das parvoíces que vou escrevendo. Na prática não muda nada, por isso quem se insurgir com tretas do "Ahhh eu gostava mais quando não tinha o .sapo.pt lá em cima", bem que pode levar um pontapé na sacola dos girinos. Estou muita forte a fazer associações entre as várias fases da vida dos batráquios.

E pronto, era só isto que tinha para vos dizer, até porque faço anos hoje e não tenho tempo para mais. Sim, faço 31, o início do fim. Podem dar-me os parabéns que só vos fica bem. Podem também aproveitar o dia e partilhar o blogue com os vossos amigos, dizendo que é o melhor blogue feito por alguém da Buraca! 

Só porque o António Feio já morreu, o Bruno Nogueira já não mora lá e o João Baião não tem internet em casa para não se sentir tentado a rever vídeos do Big Show SIC.

Já agora, deixo uma pergunta no ar, se eu editasse um livro com a compilação das melhores crónicas do blogue, vocês eram gajos e gajas para querer adquirir um exemplar? E já agora oferecer outro à vossa avó no Natal, para ver se ela tem um enfarte e vos deixa a herança mais depressa? Pensem nisso e digam-me, que ando só a sondar o mercado. Bem, agora vou só ali continuar a trabalhar, sim porque eu também tenho um trabalho honesto de gente crescida, portanto cada vez que alguém comenta a dizer que eu em vez de escrever idiotices devia era arranjar um trabalho, eu rio-me um bocadinho e depois choro, porque realmente tenho que trabalhar. Beijinhos às meninas e abraços aos meninos, ou se quiserem ao contrário é convosco, não sou gajo de discriminar.
Ler mais...

17 de março de 2015

Caderneta de cromos de pedófilos



Então parece que que foi aprovada a medida que prevê a criação de uma base da dados de condenados por pedofilia que será acessível às autoridades, mas também a todos os pais com filhos menores de 16 anos. Uma espécie de cromos para que a criançada complete a colecção e troque os repetidos. Já estou a ver os pequenotes a gritar "Oba! Saiu-me o cromo brilhante, o Carlos Cruz! Antes sair que entrar!" e "Tenho um Bibi para a troca!" ao que o amigo responde "Oh, esse toda a gente tem, é o cromo que sai sempre". Depois quando completassem a caderneta, podiam trocá-la por um par de ténis da Nike.

Voltando à base de dados semi-pública, acho que é uma medida parva. Não tenho compaixão nenhuma por pedófilos, mas se foram condenados e cumpriram pena, é para serem reintegrados na sociedade e não para serem discriminados. Ainda por cima discriminados por pais que têm medo que alguém queira abusar das suas crianças ranhosas. Já estou a ver conversas de elevador deste género:

- Sabia que o Alfredo do 2º esquerdo esteve preso 6 anos por pedofilia? Eu bem me parecia que ele olhava com um ar guloso para o meu Sandro Miguel.
- A sério? Não fazia ideia! Por acaso nunca reparei em nada, mas sabe como é, o meu Valter nunca anda com roupas provocantes e usa pouca maquilhagem.
- Pois, só pode ser disso, que o seu filho é muito bonito, qualquer pedófilo seria um sortudo em o ter.

Esta medida é parva, reafirmo. Isto é dizer que a sociedade não tem capacidade para reintegrar este tipo de criminosos, mas que ter molduras penais mais severas para eles não dá muito jeito. É dizer que mais vale remediar que prevenir e que há criminosos diferentes de outros. Já agora, porque não abrir a base de dados de todos os cadastrados a toda a gente? 

A mim dava-me jeito saber se tenho alguma rapariga na praceta que já tenha sido presa por atentado ao pudor na via pública. 

Dava-me também jeito saber a lista de condenados por tráfico de droga, que dada a taxa de reincidência é bem provável que ainda tenham produto para vender. Não gosto de governos que deixam as coisas a meio, se é para divulgar a lista de pedófilos, porque não a de violadores no geral? Acho que uma mulher tem tanto direito em saber se há um predador na sua área para atacar a sua cria, como a ela própria. Homens também, atenção, exijo saber se existe uma gorda no meu bairro que já tenha sido presa por se sentar na cara de um transeunte, enquanto lhe barrava Nutella nas vergonhas e se lambuzava toda, numa apneia sexual e gastronómica que faria o Chef Avillez bolsar na própria boca.

Para além de tudo isto, esta medida vai causar muitos outros problemas. Dizem que só os pais de crianças menores vão ter acesso à base de dados... Sim, porque as pessoas não falam nem nada, basta uma dessas mães ser a porteira de um prédio, para no dia seguinte já o bairro inteiro saber que no número 65 da Rinchoa, há um pedófilo a morar com a mãe no rés-do-chão frente. Eu não respondo por mim se souber que há um animal desses no meu prédio, estou a ver-me a chegar a casa, depois de uma hora no trânsito e encontrar esse sujeito no elevador. Ele vai tentar desbloquear a conversa e dizer "Está fresquinho, não está?". Com o cansaço e a raiva acumulada no trânsito, eu vou associar o uso do diminutivo na palavra "fresco" a pedofilia e o resto da história estará na capa do Correio da Manhã.

Como disse, não tenho compaixão por pedófilos, desejo do fundo do meu coração que faleçam com um grau de sofrimento elevado. Se eu mandasse nisto havia pena de morte para esses meninos. Não me interessa se tiveram uma infância difícil ou se é um impulso que não conseguem controlar. "Ah foi abusado quando era criança". Ai foi? Então metam-no a ele e ao gajo que o abusou em criança numa arena e deixem-nos lutar até à morte! No fim, o que sobreviver é-lhe colocada uma granada no esfíncter e enche-se-lhe o bucho de purpurinas e confetis para o gajo se finar em grande estilo. Aliás, vou soltar o torturador que há dentro de mim e chocar-vos um bocadinho com a minha demência ao descrever-vos o que eu acho que um pedófilo, ou qualquer outro violador, merecia:

Primeiro aquecia 10 agulhas até ficarem em brasa e enfiava-lhas no espaço entre o dedo e a unha até bater no fundo. Fazia uma pausa para fumar um cigarro e deixar aquilo arrefecer. Depois, tendo ele as mãos presas, efectuava um swing perfeito com um taco de golf, só mesmo a acertar na ponta da agulha que tinha ficado de fora, fazendo com que a unha saltasse em grande estilo. Repetia este processo 10 vezes. Em seguida, obrigava-o a ver o Buereré e de cada vez que ele começasse a ter uma erecção, furava-lhe um joelho com um berbequim, mesmo na rótula, até ele parecer um daqueles bonecos GI Joe, que já tinham a dobradiça das pernas moídas e não se seguravam em pé. Já com ele sentado, obrigava-o a ler um livro inteiro do Gustavo Santos e entre cada virar de páginas tinha que lamber os dedos, mas antes disso tinha que os molhar no pipi de uma prostituta com HIV da Artilharia 1 acabadinha de sair de um turno duplo sem tomar banho. Quando ele terminasse o livro, entrava a Ana Malhoa e as suas bailarinas a cantar durante uma hora, apenas e só o refrão da música "Tá Turbinada". 

Iam começar a doer-lhe os joelhos só de associar a Ana ao Buereré, no entanto aqui podia ter erecções que eu não lhe faria nada. Só iria ficar com pena do mau gosto dele. 

Terminado o concerto, iria amputar-lhe o pénis apenas com o auxílio de um corta unhas ferrugento e uma lixa para dar os acabamentos finais. Tudo com anticoagulantes para ele não morrer com hemorragias, que parecendo que não eu até sou um gajo que se preocupa com as pessoas. Por fim, colocava numa liquidificadora os restos genitais dele, com 10 das malaguetas mais potentes do mundo, 10 giletes de 5 lâminas, uma garrafa de UCAL (a garrafa mesmo, não o conteúdo), 1 litro de vodka do LIDL, 500 Peta Zetas e 1 litro de Coca-Cola light. Fazia ali um batido bem jeitoso e depois, com ele de quatro, injectava-lhe tudo no rabo com o auxílio de um saco de pasteleiro de ponta dura. No fim, bem antes de lhe fechar o buraco com uma mistura de super cola 3 e betão, deitava para lá uma caixa de Mentos. Tirava-lhe as amarras e o resto é poesia.

Sim, a minha mente é doente. Obrigado e bom dia.

PS: Outros textos sobre a temática de comer criancinhas e não estou a falar de comunistas: Um, dois e três.
Ler mais...

16 de março de 2015

Dar o primeiro passo, travestismo e lei do ruído



Esse fim de semana foi gostoso? Eu estive no Porto a arejar. Vamos lá então começar a semana com mais uma rubrica "O Doutor G explica como se faz". A última edição foi dedicada ao dia da mulher, apenas com questões colocadas pelo sexo feminino. Coincidência ou não, esta tem quase na sua totalidade dúvidas de leitores homens e, como devem imaginar, o nível desceu bastante. É uma javardeira à moda antiga, mas enfim, vamos a isto.

 
Caro Doutor G, já namoro com uma rapariga há quase 9 meses, demoramos uns 5 meses até começar a nossa vida sexual (éramos os dois virgens), mas a partir do momento que aconteceu voltou a repetir-se vezes sem conta, digamos sempre que tínhamos a minha casa ou a dela livres... (4 a 6 vezes por semana) Mas agora devido à minha mãe ter ficado desempregada e ela ter irmãos mais novos que estão quase sempre em casa tem se tornado quase impossível ficarmos à vontade para o ato em qualquer das casas. As únicas oportunidades são quando estamos de férias e lá apanhamos alturas em que temos uma das casas livres, ou quando a minha mãe se lembra de sair e nos deixar sozinhos e ter a lata de nos dizer "Portem-se bem, volto daqui a 2 horas e o teu pai só chega daqui a 3 ou 4." como quem diz salta-lhe à espinha e faz um bom trabalho, mas isto reduziu-nos as oportunidades para menos de 1/4. Já pensamos em trancar a porta, por uma musiquinha ou um filme e fazer bem baixinho mas a resposta dela é que é impossível para ela não fazer barulho com o material que eu tenho, e que não consegue conter os gemidos/gritos de prazer. Outro dos nosso problemas é que nenhum de nós tem carro para dar umas escapadinhas numa rua escura e tão cedo não será também possível nenhum de nós tirar a carta por questões financeiras.
Alguma sugestão Doutor G?
Vasco, 18, Aveiro

Doutor G: Caro Vasco, tudo parecia real até dizeres que ela não consegue ser silenciosa por causa do material que tu albergas. O meu medidor de balelas disparou. Um par de meias na boca e a almofada na cara resolve sempre. Um filme com o som alto também, desde que seja um filme de guerra e entre cada explosão dás uma estocada. Aproveita bem as rajadas de metralhadora. De resto, é juntar dinheiro para motel, por exemplo, salas de cinema de filmes franceses, que costumam estar vazias, também são uma boa opção. Quando se quer muito, arranja-se maneira. Casas de banho públicas aconselho as dos deficientes que têm mais espaço e bons apoios. Tens também os confessionários de Igreja e já que lá estão, aproveita para lhe dizer "Ajoelha aqui e sorri como um Donut". De nada.


A minha Maria digamos que, portanto, quando me faz o amor com a boquinha, não se importa de tomar o recheio do bombom (e até gosta) mas com a frequência com que o faz eu acho que se começássemos a guardar no frigorífico, dava para fazer o leite com café do dia a seguir. Que acha doutor, qual vai melhor a acompanhar? Torradas de manteiga ou uma taça de cereais?
Judas, 21, Cascos de Rolhas

Doutor G: Caro Judas, espero que a tua Maria, depois de ler isto, comece a guardar o recheio nas bochechas, qual hamster javardo e te comece a fazer um belo cuppucino todas as manhãs.


Doutor G preciso de ajuda. ja estive nos preliminares e ainda não cheguei a esconder o palhaço porque na altura fico um bocado equivocado, ela tem dois buracos, é para meter no maior ou no mais pequenino?
Ferreira, 38, Santa Cruz

Doutor G: Caro Ferreira, não sei responder a essa pergunta, porque já vi filmes que abalaram as minhas convicções. 


Caro Doutor G, eu tenho 18 anos e nunca tive nenhuma namorada até agora. Já estive perto de ter 3 vezes, mas uma delas fui friendzoned, outra a rapariga disse que não estava pronta (apenas para um mês depois andar com um badboy de lá da escola), e na outra eu não vi que uma rapariga gostava de mim. Vivo numa aldeia, e numa loja aqui ao pé da minha casa, um homem tem uma loja e tem duas filhas gémeas que têm mais ou menos a minha idade e que estudam na mesma cidade que eu. Uma delas, a que está solteira é sempre muito simpática para mim, e apesar de eu ser muito tímido estou-me a dar bem com ela, mas só falo com ela quando lá vou à loja. O que aconselha para eu começar a falar mais com ela, e se calhar até sair com ela? Tenho mota e carro, e normalmente as raparigas gostam da minha mota, será que pode ajudar neste caso?
Pedro, 18, Entroncamento

Doutor G: Caro Pedro, deixa de ser xoninhas e pede o número ou o facebook à rapariga. Ela vai dar. Falem dois ou três dias e depois convida-a para sair. Pergunta-lhe com um sorrisinho maroto "Queres sentir a cavalagem entre as pernas e dar uma volta em cima da minha (faz uma pausa de 2 segundos) mota!". Se ela por acaso não te der o número nunca mais voltas à loja e passado 3 dias já cicatrizaste o ego.


Doutor, ando a colar o pisto num rapaz já há bastante tempo. E, recentemente, ele reparou que eu existia e tem uns comportamentos que me deixam na dúvida sobre o interesse (ou não) dele em mim. Ora, estas atitudes vão desde ver-me em cafés e entrar lá de propósito, a seguir-me até (imagine-se o grau de romantismo) às casas de banho desses mesmos cafés/discotecas e até a ter amigos dele a virem perguntar-me para onde vou sair em determinada noite. Contudo, por outro lado, vira-me a cara quando me vê, só fala comigo quando cai um santo do altar e desaparece dos tais cafés/discotecas sozinho, sem avisar ninguém - e lá vai ele sabendo que é lindo. Que me diz? (Não diga, por favor, que os homens não se fazem de difíceis e que quando querem vão atrás, que isso não me vai ajudar muito)
Ana, 20, Coimbra

Doutor G: Cara Ana, ele está interessado em ti. No entanto, um gajo que te segue às casas de banho públicas é de estranhar. Pode ter sido para ter a certeza que não ias à dos homens e urinar de pé. A parte dos amigos intercederem por ele é das técnicas mais antigas do mundo. Isso diz tudo. O resto é a timidez dele a fazer das suas. Tal como o Pedro ali de cima, deixa de ser xoninhas e pede-lhe o número mesmo à mulher proactiva. Ou então puxa-o para dentro do WC quando ele te seguir.


Boas, tenho um amigo meu chamado Ricardo, meio carocho e tal, mas boa pessoa. Sube que ele um certo dia foi às "meninas da vida" e durante o acto foi ao cu de um traveca e só reparou nisso depois "dela" lhe ter sacado um bico e enquanto lhe ia ao cu.... no entanto quando descubrio continou...
a minha pergunta é, será que ele tem tendências sexuais e poderei o por a render no Intendente ou serei uma possivel vitima dela?
Rúben, 26, Lisboa

Doutor G: Caro Rúben, tantos erros minha nossa senhora. É mais grave isso que o teu amigo carocho ter desbravado terreno traveca. Olha, eu já não sei nada, quando se era puto havia quem dissesse que gay é quem leva e não quem dá. Isso é obviamente parvo. Este fim-de-semana um taxista disse a uns amigos meus que comer travecas não tinha mal, desde que se atasse um cordel aos testículos e pénis que era para puxar para cima enquanto se estava por trás, para não haver cruzamento de espadas. Cu é cu, dizia ele. Pérolas de taxistas. Voltando ao Ricardo, mesmo que ele seja gay, se és amigo dele isso não deveria ser problema. Pelo sim, pelo não, no Carnaval e Halloween não te vistas de mulher.


Oi doutor, venho expor uma situação que me deixa um bocado desconfortável com a minha namorada. Já namoramos à 3 anos e meio, e digamos que a nossa vida sexual dificilmente podia ser melhor, andamos sempre no truca-truca bate bate pelo menos 3x por semana, e bem... o sexo com ela é fenomenal! (Bem dizem que as santinhas são as mais safadxinhas na cama...) Mas de vez em quando quando ela fica por cima de mim, tem a mania de depois de já termos a carequinha polida, fazer de propósito para espalhar o bechamel, não com as mãos mas através da fricção da dita cuja (mais concretamente nas coxas) começa a roçar-se em mim já depois de ter tirado o carro da garagem. Não me mete grande confusão porque estamos os 2 bem com isso mas será normal? Vê-se na cara dela que aprecia, e ainda se começa a rir a provocar-me para a deitar e bem... meter uma 5ª em estrada aberta. Que acha doutor?
Luisão, 21, Lousada

Doutor G: Caro Luisão, és um poeta. Nem quero comentar muito, para não estragar tão bela descrição jarvardolas. Se ela gosta e tu também, qual é o problema? No sexo não existe normal, existe o que as pessoas quiserem e lhes der prazer mutuamente. Cocó e xixi à mistura é que não. Isso é doente.


Agora um momento especial. Um dos leitores da primeira edição do consultório do Doutor G, voltou a escrever, com novidades depois de ter ouvido atentamente os conselhos dados. O rapaz não fazia sexo há mais de 5 anos e, inseguro, dedicava-se em demasia a fazer solos de oboé em vez de andar atrás de maestra que lhe manuseasse a batuta. Aqui está a prova que o Doutor G sabe do que fala.

Bom depois de ter ido a uma consulta no seu primeiro post do Doctor G. Caro doutor decidi apanhar forças e tentar. Já que um gajo, bom um Doutor como o senhor, que não conheço de lado nenhum, consegue escrever para dar forças a um solista de oboé como eu. Pá tenho que tentar fazer algo com minha vida. Depois de algumas saídas e um que outro intento falido,  aconteceu algo porreiro:

Eu trabalho num sítio, vamos dizer turístico, e por consequente de vez em quando apanho "inglesas" que procuram um bom bocado ao apanhar bebedeiras e curtir noite dentro. Duas irmãs "inglesas", decidiram convidar ao sair do trabalho para ir beber uns copos. Tudo foi o "normal" numa saída das que tinha passado antes, mas quando fui deixar as meninas no hotel onde estavam a ficar, uma delas (que veio todo o caminho ao fazer "olhinhos de boi morto" ) perguntou se não estava outro sitio aberto que ainda era cedo ( 5am). Bom, como tenho a chave que o patrão confia para eu abrir cedo o negócio, decidi dizer vamos ali onde trabalho e bebemos mas um bocado se quiseres. Bom o resto para além de ser infracções para Asae, passou do solo de oboé para uma funk ao estilo brasileiro. Só tenho agradecer por ter conseguido dar forças a um gajo que pensava que só dinheiro dava para ter meninas. Tinha esquecido a boa mistura de gajas estrangeiras que não vais ver mais na tua vida, álcool e chaves do patrão no bolso.   

Obrigado Doutor G. 
Ricardo, 31, Alfragide

Doutor G: Caro Ricardo, tenho uma lágrima no canto do olho. Obrigado eu.


E com este momento lindo me despeço. Já sabem, partilhem e enviem as vossas dúvidas para porfalarnoutracoisa@gmail.com. Até à próxima segunda-feira e já sabem:


Até lá, façam muito amor à bruta, que de guerras o mundo já está cheio.
Ler mais...

12 de março de 2015

As mulheres são todas iguais em termos de restauração


Em termos de restauração as mulheres são 90% iguais, diz um estudo recente, efectuado por mim de cabeça. Vejamos:

- Onde vamos jantar hoje para celebrar o nosso aniversário? - pergunto eu.
- Onde quiseres. O que te apetece? - responde a minha namorada.
- Escolhe tu este ano.
- Oh, para mim é qualquer coisa, diz lá tu o que te apetece.
- Vamos ao Indiano? - arrisco eu.
- Isso não me apetece muito, por acaso.
- ... então diz o que queres, por mim é igual.
- Oh, tanto faz, menos Indiano.
- Hum... e irmos àquele afrodisíaco que fomos há uns anos?
- Deve estar cheio e da última vez a comida não estava grande coisa.
- Italiano?
- Ainda ontem comi pizza.
- Sushi?
- Apetecia-me antes carne.
- Rodízio brasileiro?
- Isso depois ficamos muito cheios.
- Chinês?
- Oh, isso não é romântico.
- Aquele do Bairro Alto que falámos da outra vez?
- Não me apetece ir para o meio da confusão.
- E experimentar o do Avilez?
- Isso é muito caro.
- Ao Mexicano ao pé do rio?
- Esse mais vale no verão para estarmos na esplanada.
- Ao mesmo do ano passado?
- Esse não, temos que quebrar a rotina!
- ... epá, então diz-me onde queres ir!
- Já te disse que tanto faz, escolhe tu.

 
Acabamos por jantar em casa. Já quando é a minha namorada a sugerir o sítio para jantar é muito isto:

- Hoje podíamos ir jantar àquele restaurante na Baixa que fomos uma vez. - diz ela.
- Qual? - pergunto eu.
- Aquele que tinha toalhas de mesa aos quadrados.
- Bué específico... Não estou a ver. Que comida era?
- Normal.
- Normal? Então para que vamos lá outra vez se não era bom?
- Normal, tipo comida portuguesa.
- Estou a ver, como 90% dos restaurantes que vamos.
- Aquele que a empregada tinha umas unhas de gel horríveis.
- Pois, não reparo nas empregadas... vais ter que ser mais específica!
- Aquele que até comemos uma sobremesa boa.
- Que sobremesa?
- Bolo de bolacha acho eu. Ai não, se calhar era cheesecake ou mousse de chocolate, agora já não sei.
- Estou muito mais elucidado...
- Oh, aquele que depois até fomos aquele bar.
- Lá vamos nós outra vez... qual bar?
- Aquele bar que a empregada tinha um decote à porca com umas grandes mamas!
- O "Park", aquele do terraço no Bairro Alto?
- Para quem não repara nas empregadas, agora soubeste logo qual era!
- Foi coincidência...


Acabamos por jantar em casa.
Ler mais...