5 de maio de 2015

Sangue gay, o corpo é que paga



Então parece que para ser homem, homossexual e dar sangue, só estando em abstinência há vários meses? Não fossem os casos de pedofilia e quase que parecia um casting para padres. Pumbas, entrada a pé juntos à bruta e ironicamente por trás. A notícia é da semana passada mas só porque sim e, correndo o risco de não acrescentar nada ao debate, também vou opinar.

Primeiro que tudo, acho parvo ter-se tornado esta notícia numa luta dos direitos do homossexuais, quando a meu ver o principal é o direito a viver de quem está a morrer à espera de sangue que não chega. Esses são os verdadeiros lesados e não vi em lado algum essa preocupação como sendo o ponto fulcral da questão. Tal como no debate sobre a adopção gay, o foco não devia ser no direito dos homossexuais mas sim no das crianças. Um homossexual não doa sangue, fica arreliado e vai para casa tomar brunch, enquanto que um doente que não receba sangue, já não vai para casa, morre no hospital. Tenham calma meus ursinhos carinhosos do arco íris, eu estou do vosso lado mas por favor mudem o discurso de "Sinto-me discriminado!" para "Sinto que os doentes estão a ser prejudicados!". Aposto que assim vai ser mais fácil convencer as outras pessoas que esta lei é realmente parva. Já agora vão doar sangue, que a grande maioria dos que estão indignados nunca foi dar sangue e vão agora mais depressa como protesto do que iriam antes para ajudar o próximo.

Eu ao início não quis acreditar que esta lei tivesse como base motivos discriminatórios, tentei racionalizar e pensar que era para bem dos homossexuais, visto já perderem imenso sangue devido às hemorróidas.

Pus-me a pensar e não foi preciso muito para perceber o piquinho de homofobia que esta lei traz no bico. Um bico totalmente hetero, de mulher para homem, claro.

O presidente do Instituto do Sangue diz que não se trata de catalogar como grupo de risco os homossexuais homens pela sua orientação, mas sim pelo seu comportamento. Pouca gente percebeu o que ele quis dizer, achando que se estava a contradizer mas eu passo a explicar: O risco é praticar sexo anal com outros homens e não o gostar de o fazer. Será considerado no mesmo patamar de risco um homem que tenha sido violado analmente na semana passada, do que um que o fez por prazer com um gajo que conheceu na discoteca. Digam lá se a minha explicação não foi boa e quase que por momentos parecia que esta lei não era discriminatória. Embora eu não tenha a certeza se o que está por trás desta lei é a homofobia ou apenas a incompetência. Temo que sejam as duas.

Vocês perguntam "Mas o sangue não é todo testado?". É sim, mas pelo que diz o senhor, há risco de não ser detectado o HIV se o contágio tiver sido recente. O quê?! Então quer dizer que todas as transfusões de sangue são à confiança? Em princípio não é sangue infectado mas vai-se a ver há probabilidade de ter bicho? Não sou médico, mas algo me diz que é possível ter o sangue acondicionado de tal forma a que passado uns meses, seja testado outra vez e já se detecte o HIV, caso seja positivo. Chamem-me má língua, mas acho que ele disse isto só para a população entrar em pânico e concordar com a lei, já que que contrair HIV numa transfusão de sangue não deve ser agradável, que o diga a Leonor Beleza. Mas mesmo que não seja possível eliminar essa incerteza sugiro o seguinte processo. Para os casos menos graves, que podem esperar ou que não necessitam de sangue para escapar à morte, dê-se-lhes o sangue bom, em que há certeza que não está contaminado. Para os outros, os que estão quase a quinar, aqueles que se não lhes for dado uma litrosa de plasma morrem, dêem-lhe o sangue possivelmente estragado, aquele com piquinho a azedo. Mais vale ficar com HIV do que morrer, digo eu. Pelo menos são mais uns anitos com qualidade de vida e com sorte a cura aparece. Como é que ninguém pensa nestas coisas? Obviamente que têm que se informar os riscos ao paciente e fazer-lhe algumas perguntas antes da transfusão:

- Concorda com o casamento gay? - pergunta o médico.
- Não! Casamento entre maricas é pecado! Deviam todos morrer! - diz o senhor Aniceto no leito da morte.
- Ahhhh... que chatice. É que para o senhor Aniceto sobreviver, só temos aqui pacote de sangue mas é maricas. É que nem é um sangue bissexual, é mesmo um sangue bichona, bichona! Até me admiro isto não ser cor de rosa e com purpurinas.
- Mas se eu não receber isso, faleço?
- Sim, lamento imenso.
- Ó homem, venha de lá esse sangue maricas então que eu não quero morrer!
- Ah, sabe o que é? É que agora já não pode ser. Então o senhor não reconhece os direitos dos homossexuais... Eu nem é por mim, mas sabe como é... legislação e burocracias. Vá, feche os olhos deixe-se ir.

O sistema funcionava melhor e até se alargava esta medida ao racismo.

Voltando ao cerne da questão, haverá maior percentagem de casos com HIV em homens homossexuais do que em qualquer outra fatia da população cortada por orientação sexual? Não sei, eles dizem que sim mas mesmo a ser verdade não deixa de ser curioso que um homem hetero que tem a mesma parceira há 10 anos possa dar sangue, mesmo que essa parceira seja prostituta. Daquelas da recta da Reboleira que à noite acaba sempre o turno numa orgia com 10 toxicodependentes, enquanto se injectam com a seringa autografada do Magic Johnson. É nesta grande incoerência que reside a discriminação da lei e que pode fazer com que lhes saia o tiro pela culatra, já que agora vai ser um corrupio de gays aos postos de doação de sangue, que chegam lá e mentem, só para contornar o sistema em forma de protesto. Nem duvidem que isso vai acontecer e por um lado é bem feito, porque só demonstra o quão ridícula é a lei. Já estou a ver as entrevistas de despiste:

- Qual é a sua banda favorita? - pergunta a enfermeira.
- Katy Perry... e Iron Maden.
- Hum... e o seu restaurante favorito?
- Ali o Espaço Gourmet... é a seguir! Logo à direita fica a tasca do Manel da Rinchoa. Ui, o que eu adoro comer o entrecosto na brasa sem salada nem nada!
- Ryan Gosling ou Adriana Lima?
- A Adriana Lima veste-se com mais estilo...
- O senhor é homossexual, não é?
- Eu??!?!?! Por amor da santa!!! O que eu gosto de um bom naco de pipi! Não me dá vómitos nem nada!
- A expressão naco de pipi é um bocado gourmet. Confesse lá que é gay.
- Pronto, sou sim senhora. Mas não pratico vai para cima de 1 ano!
- Esteve sempre em abstinência durante esse tempo?
- Não, tenho bebido uns daiquiris.
- Estou a falar em termos de sexo.
- Em termos de sexo sim.
- Consegue provar-me?
- Conseguir consigo mas agora já sabe que sou gay não vale a pena o esforço. Dlhac.

O rapaz dá sangue e pronto, é como se a lei não existisse.

Uma lei que não cumpre o propósito para que foi criada e só serve para rotular pessoas por orientação sexual, é uma lei homofóbica que traz consigo o efeito colateral de estigmatizar ainda mais.

Sim, se fosse cumprida nem o Freddie Mercury nem o António Variações poderiam dar sangue, o que leva muita gente a aplaudir esta medida, dizendo que não quer receber sangue de homossexuais porque provavelmente têm SIDA. Mas sinceramente, não sei se não preferia ter a honra de ser salvo com sangue de um deles, mesmo que infectado, do que com sangue limpinho de um dos que pensa isso. É que provavelmente o HIV vai ter cura daqui a 15 anos, enquanto que para a estupidez e a homofobia nunca vai haver uma vacina.
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4 de maio de 2015

Vida louca, brincar com o pinipom e pedir em namoro



Espero que o fim de semana tenha sido agradável, até porque a semana será certamente pior. Vamos a mais uma rubrica "Doutor G explica como se faz", o melhor consultório sentimental e sexual feito directamente da Buraca e por alguém sem habilitações para tal.


Caro Doutor G, tenho um amigo que não pode ver uma mulher que fica logo de pau feito e como deve imaginar é um bocado vergonhoso para nós. E agora que a queima das fitas esta a chegar tememos que nos possamos envolver em confusões devido a sua dificuldade em se conter. Sendo que qualquer pedaço de carne, bem recheado ou não já lhe serve, não diferenciando de solteiras, comprometidas, gordas ou magras.
Vasco, 25, Santarém 

Doutor G: Caro Vasco e a pergunta? Era só para contares a tua história ao mundo ou era suposto perguntares se eu tenho alguma sugestão? Vou partir do princípio que era a segunda. Peçam-lhe para colar com fita adesiva (daquela preta) o trombinhas à coxa durante 1 semana. Sempre que ele tiver uma erecção vai sentir uma dor acutilante, fazendo com que fique treinado para tal não acontecer. Uma espécie de pénis de Pavlov. Outra opção é contratarem um travesti para se colocar de costas para ele. Ele ao vê-lo vai ficar erecto, mas mal a Nádia Diamonds se vire e ele veja que é um homem, o sentimento de vergonha e culpa vai ser tal que é como se ficasse castrado quimicamente para o resto da vida.


Olá Dr. G! Vou direta ao assunto: tenho um amigo que está interessado em ter "festa" comigo mesmo estando numa relação aberta com a namorada. Está-me sempre a perguntar quando é que vamos ter "festa". O problema aqui é que não me está a apetecer visto eu própria não sou assim e mesmo que seja relação aberta acho estranho... Sei que no final a decisão é minha mas qual é a sua opinião?
M, 25, Lisboa

Doutor G: Cara M, se tu dizes que não te está a apetecer, qual é a dúvida? Das duas uma, ou és bipolar ou estás-te a armar sonsa. Um conselho, quando um rapaz diz a outra que tem uma relação aberta com a namorada, 99% das vezes é treta.


Caro Doutor, recentemente encontrei uma rapariga que gosta muito de mim, tanto gosta que para aí depois de estarmos juntos uma vez, quis partir logo para assuntos mais sérios. Ora bem, o problema é que só a vejo como uma docking station, somos amigos, falamos, mas ela quer-me exigir mais do que aquilo que deve, no entanto o desejo e vontade de andarmos todos pelados a jogar às escondidas, no escuro, debaixo dos lençóis é grande e por vezes acontece para matarmos o tempo, enquanto se espera pela hora de jantar, ou quando combinamos um café e não nos apetece despedir logo assim sem mais nem menos. Não estou preparado para assumir uma relação, mas este tipo de sentimento acontece-me por uma ou outra rapariga, sem nunca no entanto progredir para um sentimento que se diga de amor para viver no dia-a-dia. Acha que isto é um problema? Será que estou a sofrer do síndroma do banco de suplentes por não ter uma jogadora titular indiscutível?
Oscar Montanellas, 29, Visconde d'Elvas

Doutor G: Caro Oscar, como já disse várias vezes o que importa é a honestidade. Desde que ela saiba que apenas queres festa rija no leito e nada de namoros sérios e mesmo assim ela também queira, não há problema. É tudo uma questão de gerir as expectativas do cliente. O que acontece a quem tem o síndroma do banco de suplentes é que quando aparecer uma que tu queiras colocar a titular, o Karma vai-te lixar e fazer com que ela queira mudar de equipa. O Karma pode inclusivamente ser o nome do colega Moçambicano dela.


Doutor G, sempre pensei que quando fosse para a Universidade ia ser a loucura, isto é, ia curtir a vida com cada rapaz que achasse piada. A verdade é que (pensava eu) encontrei o amor, ou ele a mim, e namorei no meu 1º ano de faculdade. Agora que acabou, pensava que ia voltar á "vida loca" que imaginei, mas descobri que, na verdade, não sei o que fazer para isso acontecer. Ok, não faltam candidatos sempre que saio, mas a verdade é que nenhum me agrada o suficiente. Além disso, tenho receio de ficar com um historial de conquistadora (se é que me entende). O que hei-de de fazer?
Melissa, 19, Guimarães

Doutor G: Cara Melissa, mal utilizaste a expressão "vida loca" lembrei-me da Fanny e bolsei um bocadinho na boca. Agora estou com azia, acho que devias ter mais cuidado com o que dizes. De resto, não tenho muito a dizer, se não aparece nenhum candidato que te agrade mais vale estar quieta ou beber para baixar os padrões. Quanto mais tempo passar em que não molhas o bico, salvo seja, esses padrões vão também descer e tornar a escolha mais fácil. Em relação à fama de conquistadora, não te preocupes com isso, não estamos em 1950 nem na Arábia Saudita, as mulheres têm tanto direito como os homens de andar no rodízio. Desde que não vás para a TV dizer que foste para a cama com mais de 200 gajos, que aí sim, serias umas porca. Haveria quem te chamasse revolucionária mas não, só o serias se os 200 homens fossem deputados e lhes tivesses pegado SIDA. Aí sim, eras uma Che Guevara do chavascal! Hasta la fornicación siempre!


Olá Doutor G, para além do meu namorado não ser grande espingarda no que toca à ''caça do gambozino'' decidiu que seria normal pedir-me em namoro à uns tempos especificamente no ato com barulhos estranhos pavorosos. Se antes já só se passava algo para o satisfazer a ele ( pois a minha vontade começa a ser pouca)...agora cada vez que tentamos desato a rir que nem uma louca. Estarei a ser exagerada? Será isto normal?
Olga, 19, Lisboa

Doutor G: Cara Olga, troca de namorado. O sexo não é tudo numa relação mas quando não é bom a relação não funciona. Ter um homem que te faça rir também é importante, mas nunca quando estão prestes a andarem à bulha todos nus. Quem é que no seu perfeito juízo acha que pedir em namoro durante o acto com barulhos é adequado? Imagina que quando te pedir em casamento traz uma banda filarmónica, dois malabaristas e um anão transformista a cantar Celine Dion, enquanto te sodomiza por trás? Não digo que não seja romântico, mas incomoda os vizinhos.


Boas Dr. G, vou tentar espremer a minha situação da melhor maneira. No ano passado perdi a virgindade com um rapaz (mais velho) e que nada tínhamos para além de amizade, mas a tensão, atracção e desejo sexual sobrepunham-se e lá nos envolvemos (sendo que ele traiu a namorada dele comigo). Tal aconteceu mais umas vezes mas com muitos intervalos de tempo e eu desenvolvendo sentimentos por ele... Recentemente ele terminou o seu relacionamento e, na sua 'solitude', virou-se novamente para mim depois de eu ter já partido para outra, e, apesar de não me encontrar numa relação (ainda ando numa de apalpar terreno), sinto que voltar a envolver-me com o meu "primeiro" será como uma traição, que não estou disposta a ceder, para além de que tenho receio que se reacendam as sequelas. Porém, a chama parece continuar a fervilhar e a actual pessoa com quem "estou" já me envolveu em chatices com a ex-namorada dele e ainda ando a reconquistar confiança e de pé atrás, se valerá a pena... Devo ir pelo caminho do prazer ou da "honestidade"?
Anónima, 19, Porto

Doutor G: Cara Anónima, nunca se deve voltar a um local onde já fomos felizes, diz o ditado. Se dizes que não namoras, não percebo o que queres dizer com caminho da honestidade. Dizes que tens a confiança abalada em relação ao rapaz com quem andas, no entanto nas costas dele andas a pensar em saltar para cima de outro. Juntem-se todos numa bela e honesta orgia. 


Boas, Dr. G, durante muito tempo (muito tempo mesmo) gostei de um rapaz mas ele tinha namorada e, mesmo não querendo, acabei por o esquecer (até pk dps arranjei outras pessoas).... Dps eles acabaram e nós voltámos a falar (mas apenas como amigos); entretanto já me sentia muito próxima do tal rapaz e ele acabou por também sentir o mesmo pk começámos a namorar; mas o namoro durou apenas 3 semanas e acabou por causa de uma brincadeira (na minha opinião de mau gosto) que ele teve.... Para mim a brincadeira não teve piada nenhuma e foi o que fez não só que acabássemos mas que discutíssemos muito na última semana.... Ele diz que passávamos a vida a discutir e que para ele isso não dava, mas na minha opinião, sem ser de facto na última semana, nós não discutíamos muito.... Já acabámos há quase dois meses mas a realidade é que não consigo mesmo deixar de pensar nele; o pior é que sei que ele já me esqueceu e até desconfio que já ande a falar com outra; e agora o que faço??
BGN, 17, Lisboa

Doutor G: Cara BGN, tanto drama por causa de um namoro de 3 semanas? Dizes que não passavam o tempo a discutir a não ser na última semana, ou seja passaram 1/3 do namoro a discutir, o que para mim é bastante. Sem saber qual foi a brincadeira, não posso opinar em conformidade. Se ele só andar a falar com outra já não é mau, mas se gostas mesmo dele diz-lhe "Coisinho, vamos na loucura namorar mais 3 semanas a ver no que dá? Não te ponhas é com brincadeiras de mau gosto, caso contrário também faço uma brincadeira que passa por espalhar o "boato" na escola que tens um micro pénis". Quando disseres a palavra "boato" usa mesmo o gesto de aspas, só para ele ficar na dúvida.


Ola Dr. G, como vai? A situação é a seguinte, eu nunca fui uma pessoa confiante no que toca a pedir nº e falar com raparigas que gostaria de conhecer, tanto no fb como na rua, mas um vez ou outra lá arranjo coragem para falar com alguma. Essas poucas com que falo são sempre interessantes e amáveis, dão a entender que me querem conhecer e que talvez possa haver alguma coisa, mas passado um tempo acabo por me aperceber que não bem assim, elas arranjam namorado ou começam a deixar de falar. Com todas estas raparigas, as que são poucas, a conversa costuma durar alguns meses, com uma delas cheguei a falar quase todos os dias. O que é certo é que nunca tenho sorte e acabo por ficar sempre a olhar para o ar. O problema é que elas pensam que um gajo vai falar com elas só porque quer ser amigo, quando na verdade o queremos é ver se ela é a tal com se que deva acasalar e mostrar o ninho do amor. Considero-me bonito, não um modelo de beleza, mas o necessário para que gostem de mim. Sou um rapaz engraçado em todas as situações do dia-a-dia e não sou do tipo que anda pelas noites a jafurdar nas discotecas armado em Zezé Camarinha. Eu gostaria que o Dr. me ajudasse, o que acha que deva fazer? Mandar me de cabeça as raparigas que me parecem interessante? (Não literalmente, visto que não sou nenhum búfalo para andar as cornadas para mostrar quem manda). Deverei ser mais serio no meu dia-a-dia? Deverei eu chegar a um ponto da conversa em que digo a minha verdadeira intensão? Espero que me possa ajudar, ou por compaixão, aceito uma garrafa de whisky para afogar as mágoas, ou entrar em coma alcoólico quem sabe.
Gabriel, 19, Porto

Doutor G: Caro Gabriel, obviamente que ficas a chuchar no dedo. Então passas meses na conversa sem tomar a iniciativa para mais? Claro que elas arranjam outro que lhes dê conversa à bruta. Mais de 1 mês de conversa diária e passas a amigo confidente, em vez de a potencial macho procriador. É a lei da selva e só se safam os mais fortes, que neste caso são os que tomam a iniciativa. Se elas falam contigo e aceitam o teu primeiro passo é porque te estão a dar abertura para mais tarde te darem a outra abertura. Sou um bardajão eu sei, mas o que é certo é que se passas 3 meses e não sais da conversa, há outro que vai preencher o lugar que podia ser teu. Sim, é outra metáfora porca. Convida-as para ir a qualquer lado, saiam da frente do PC e mamem-se da boca caraças! Em relação a seres mais sério no dia à dia, depende, é preciso dosear já que se estiveres constantemente a dizer "Quero-te comer! Ha ha ha, estava a brincar!", elas vão ficar confusas e não perceber se estás mesmo interessado ou és só um brincalhão. As intenções não se dizem em conversa, vais insinuando mas mostrar é com actos, mas nada de violações.


Olá Senhor Doutor G, esta história é verídica e aconteceu com uma amiga. Somos quatro raparigas (entre os 21 e os 25 anos) e nenhuma tem currículo suficiente para perceber a anormalidade da coisa. Somos meninas de respeito, mas estas situações são sempre caricatas e torna-se motivo de conversa e chacota capaz de durar três dias. (qual festa cigana).

Aqui vai: Certo dia, apresentei a minha amiga a outro amigo. Eles acharam piada um ao outro, tomaram um café ele levou-a casa a e ficaram pelo carro. Depois de um longo beijo, ela repara que ele SACOU-A LITERALMENTE PARA FORA. (Nota: Ela não lhe tocou, apenas foi um beijo). Olhando para o pequeno Pinipom ela disse que já não tinha idade para brincar com bonecos e que, portanto, não ia acontecer nada (como disse, somos meninas de respeito). Ele aborrecido, e como queria brincadeira, não faz mais nada e pega-lhe na mão, várias vezes, com o intuito de perceber se ela era capaz de pôr mudanças. Não foi. É menina que não conduz carros alheios assim com duas de treta. Ele, desesperado, agarrou no Pinipom e brincou sozinho (qual filho único). (SIM, SÓ ESTAVAM AOS BEIJOS).

Diga-me, Senhor Doutor G, isto é normal? Corremos o risco de passar pelo mesmo? Isto não é chato por causa das constipações? As mães não ensinam aos filhos que não a devem mostrar a qualquer uma sem mais nem quê? Que ela deve ficar quentinha, protegida e embalada em vácuo? Sabemos que são várias dúvidas, mas são realmente importantes nas nossas vidas. O público feminino agradece.
Sara, 22, Lisboa

Doutor G: Cara Sara, os homens são uns porcos, disso já todas deviam estar cientes. Também se pode dar o caso de serem as mulheres que são demasiado sensíveis, já que se fosse ao contrário e fosse uma mulher que levantasse a saia e começasse a tocar à campainha de satã, nenhum homem ficaria ofendido, muito antes pelo contrário. No entanto compreendo que seja de mau tom. Uma solução para esses casos é olharem para o rapaz e seu fiel amigo e dizerem "Olha, um pinipom!", como tu própria lhe chamaste. Quase que aposto que ele o vai meter de novo nas calças, com o ego ferido. Também se pode dar o caso de a tua amiga ter ar safadão e dar beijos como quem quer levar com ele já ali e tenha assim induzido em erro o rapaz. Ela que considere toda a situação como um elogio.



Está feito. Tentem abreviar as questões por favor, mas não deixem de partilhar e enviar as vossas dúvidas para porfalarnoutracoisa@gmail.com.


Até lá, façam muito amor à bruta, que de guerras o mundo já está cheio.

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30 de abril de 2015

Pornografia: Hábitos de consumo dos portugueses



Ontem vi uns dados estatísticos sobre os consumos de pornografia em Portugal e achei interessante partilhar, juntamente com alguns comentários e insights, que é como as pessoas que percebem bué de cenas dizem.


Estatísticas gerais

Como podemos ver, o dia de maior utilização é a segunda-feira e o de menos é o Sábado. Fico contente por ver que os portugueses preferem sair à noite ao fim de semana, do que ficar a tocar solos de oboé em casa. O facto de o dia de maior utilização ser a segunda-feira também me alegra, já que quem tem motivação no dia mais deprimente da semana, é capaz de tudo.

Tempo médio de visita é de 8 minutos e 36 segundos, 40 segundos abaixo da média mundial. Não consigo perceber como é que se demora tão pouco tempo a ver pornografia. Nem dá para perceber o enredo e ver a profundidade das personagens, salvo seja. 8 minutos demoro eu a ver decidir qual é o filme que quero ver, já que é essencial uma boa escolha para que o serão seja bem passado. Por último, acho preocupante dedicar-se tão pouco tempo a fazer arrotar o menino, já que está mais que provado, que uma das técnicas para aguentar mais tempo durante o acto, é exactamente o de efectuar sessões de masturbação mais demoradas, criando assim uma habituação e fazendo com que o cão de Pavlov, mal veja o sino a badalar não se ponha logo a salivar.

25% de mulheres? Sim senhor, estou impressionado! 2 pontos percentuais acima da média mundial, suas malucas!

Nas categorias mais populares percebemos que os portugueses não discriminam e que tanto vão a velhas como a novas. De realçar a presença de Anal na quarta posição, reflexo dos tempos de austeridade.


Idades


Tudo normal aqui, excepto o facto de o grupo dos 18-24 ter menos percentagem que o dos 25-34. É sinal que a criançada anda entretida com outras coisas. É de exaltar que 5% dos utilizadores tenham idade superior a 65+, sendo que o que acho de valorizar não é o serem activos sexualmente, mas sim o facto de saberem mexer-se na Internet.


Pesquisas mais populares


Ainda dizem que os portugueses não são patrióticos e não gostam do que é seu! As três primeiras posições são ocupadas por termos pesquisados por quem quer ver produto nacional, enquanto batem punho e empreendem as suas técnicas de onanismo. Só falta colocar a bandeira na janela de cada vez que vão "tocar" o hino. Para além disto, é também de valorizar que "brazilian" esteja na 5ª posição, contribuindo assim para que se espalhe a lusofonia. De resto tudo normal, excepto o "caseiradas portuguesas" que pelo que pesquisei agora é uma edição de vídeos pornográficos portugueses que já vai na 10ª edição. Pensei que fosse algum prato transmontano ou algo do género. Se calhar é.


Actrizes mais populares


Lisa Ann? Por amor da santa ao contrário, que mau gosto. Kim Kardashian? Já vi bonecas insufláveis com melhores prestações na cama. Érica Fontes em 3º lugar, mais uma vez a mostrar que somos um povo que gosta do que é seu. Seu e de todos, neste caso. Fico triste por não ver a Tori Black e a Mia Malkova numa melhor posição no ranking. De resto já as vi em todas as posições.


Os mais precoces


Aparentemente no Norte de Portugal a coisa dá-se mais rápido. Talvez seja do frio ou algo do género, que parecendo que não, tira a vontade de o ter fora das calças. Faro a ganhar a corrida de quem chega mais tarde ao ponto de encontro, mostrando que no Algarve a vida é mais calma e há mais tempo para ter hobbies. Lisboa está também bem posicionada e logo a seguir cidades Alentejanas, a mostrar que sabem tratar da sua cabecinha não pensadora.


Feriados


Parece que no Natal e na Passagem de Ano ninguém quer amarfanhar o peru. Acho muito bem, respeitinho é bom e eu gosto. Ironicamente, no dia da imaculada concepção já se nota um acréscimo da utilização, que dispara no dia do trabalhador, no 25 de Abril e, claro está, no Carnaval, época festiva de brincar com o palhaço.


Tecnicidades


Os portugueses utilizam mais o computador que os dispositivos móveis para ver pornografia, a diferença é bastante grande em relação ao resto do mundo. Haverá quem diga que é porque ainda não somos um país evoluído tecnologicamente, eu cá acho que é porque temos padrões de qualidade e achamos que ver pornografia no ecrã de um telemóvel é disparate.

E é isto, espero que tenham aprendido muita coisa. Aposto que muitos de vós interromperam a leitura deste post a meio para pesquisar no google por "Caseiradas portuguesas". Eu conheço-vos como a palma da minha mão... Palma da mão no contexto deste post é capaz de ficar estranho.

PS: Aposto que quem não tinha pesquisado "caseiradas portuguesas" foi pesquisar depois de eu ter dito que já tinham pesquisado. Ou então vão agora.
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29 de abril de 2015

UBER proibida em Portugal? Acho muito bem!



Então parece que a UBER foi proibida em Portugal? Eu acho muito bem, vêm para cá essas empresas estrangeiras a querer roubar o trabalho aos portugueses de forma desleal!

Onde é que se já se viu oferecer um serviço com mais qualidade e eficiência, de forma mais conveniente e a um preço reduzido?

Era o que faltava. Andam os taxistas anos a aprender a arte de conduzir à chico-esperto, para depois vir um badameco qualquer tirar-lhe o pão da boca? Um xoninhas que usa piscas, não se mete à papo seco nas rotundas e não buzina nem chama nomes por tudo e por nada? Não pode ser, Portugal precisa de manter as suas tradições e ter choferes de praça é uma delas. Para não parecer que estou aqui a falar sem saber, deixo aqui uma das muitas conversas interessantes que já tive com taxistas. Já foi há 4 ou 5 anos mas garanto-vos que foi 99% isto que se passou e desde já peço desculpa pela linguagem obscena que se segue:

- Boa noite, é para a Buraca se faz favor - digo eu ao entrar num táxi na Gare do Oriente em Lisboa.
- Buraca? Se fosses preto não te levava. - diz o senhor taxista, numa honestidade que faz falta a Portugal.
- ... - sorrio eu, tentando interpretar aquele comentário de forma leve.
- Vamos pela 2ª circular? - pergunta o senhor.
- Pode ser, a esta hora não deve haver trânsito.
- Então vai ser sempre a abrir HE HE HE! - exclama ele, enquanto calça uma luva branca na mão direita.
- Pois... vamos a isso - concordo eu, não querendo ser desmancha prazeres.
- Então e há muitos assaltos lá na sua zona?
- Alguns, mas não é tão mau como se pensa.
- O que faz falta a Portugal é um Salazar, que fazia logo uma limpeza a essa pretalhada toda. - sugere ele, como quem sabe imenso de política e estado social.
- Não me parece que seja da cor da pele... - tento eu explicar.
- Ai não é, não! São todos uns larápios! Só sabem é roubar! - interrompe-me ele, enquanto acelera mas olha para trás, descurando a estrada.
- Tenho muitos amigos que não são assim... - continuo eu.
- São amigos são, quando menos der por isso roubam-lhe o carro e a mulher!
- Experiência própria a falar? - digo eu a meter-me fora de pé.
- Eu não! Ai dela! E filha igual, se aparece lá em casa com um preto, meto-a fora de casa.
- Sem o conhecer? Só por ser preto?
- Ó amigo, a ver se a gente se entende. Não é só por ser preto! É por só querer é boa vida e trabalhar nada. - diz ele, demonstrando que afinal não tinha nada a ver com racismo.
- Ah... ok.

Nisto passa outro taxista por nós quando já estávamos na 2ª Circular e em excesso de velocidade.

- Olha aquele filha da puta deve querer picar-se comigo! Eu já lhe mostro. Está a ver este botãozinho? Isto carregando aqui ele nunca mais nos vê. - diz o taxista com os olhos a brilhar. O que é certo é que o carro passou dos 120 km/h para os 180 km/h em poucos segundos e ele grita enquanto bate com a mão no tablier - Só falta aqui uma anti-aérea caralho!
- Eu não estou com pressa... - digo eu como quem diz para ele abrandar.
- Agora é este que não me sai da frente! Condutores de fim de semana! - grita ele não se lembrando que era quinta-feira.
- Então e o negócio anda bem? - pergunto eu só porque sou parvo.
- Ui, nem queira saber, está uma desgraça. Hoje em dia, só compensa com os turistas, que uma pessoa mete sempre a mais e já dá para fazer um bom serviço. Agora de resto, só aos fins de semana à noite. - desabafa ele.
- Pois e à noite não deve ser fácil trabalhar...
- É só bêbedos! Elas piores que eles agora! Entram aí no táxi, todas tortas, saias subidas, mesmo a provocar, está a ver como é que é. Um homem até tem que se controlar para não as levar aí para um beco escuro HE HE HE HE.
- Pois... acredito.
- Estou-lhe a dizer homem, parece que estão mesmo a pedir, a ver se um gajo cede e elas não têm que pagar a corrida... pagar pagam, mas de outra forma, não é? Não é? Hum? Hum?
- É capaz.
- Não me vai dizer que não gosta de mulheres, pois não?
- Gosto pois. - digo eu de forma muito máscula.
- Ah bom, estava a ver que era um desses! É o que há mais por aí! No outro dia levei dois rapazes, assim da sua idade e quando dou por ela, olho pelo espelho e estão-se a beijar! Até me deu um nó no estômago! Mandei-os logo sair, era o que faltava agora! Oiça o que eu lhe digo, qualquer dia são mais que nós! Então ali na Baixa só se vê é paneleiros!
- Ficam mais mulheres para nós. - digo eu tentando fazer-lhe ver o lado positivo.
- Não fica não, que elas ficam mal habituadas. Porque esses paneleiros sabem cozinhar, gostam de ir às compras com elas, depois elas ficam desabituadas dum homem a sério e já não querem fazer nada em casa. - conclui ele, num raciocínio brilhante.
- Bem, agora depois na rotunda é à direita e pode parar logo ali - digo eu.
- Ah, já estava a ver que era mesmo para o meio da Cova da Moura, já lhe ia dizer que não ia para o meio dos pretos. - diz ele virando o disco na mesma música - Pronto, são 10 euros e 85 cêntimos.
- Aqui tem. Já agora, se eu lhe dissesse que a minha namorada é preta, não se ficava a sentir mal com o que disse?
- Ah mas pretas é outra coisa, são fogo na cama amigo. Fogo na cama, é o só o que eu sei!
- Por acaso não é, mas podia ser...
- Ah caralho que me estavas a enganar! Mas olha que são mesmo fogo, pele de veludo e fogo! É preciso é ter cuidado por causa das doenças! - diz ele estragando tudo novamente.
- Vá, obrigado e boa noite.
- Obrigado eu amigo.

E é por conversas destas que eu acho muito bem que o UBER tenha sido proibido em Portugal. Os taxistas deviam ser uma espécie protegida, para que nunca se extingam e assim possamos continuar a observar a estupidez, racismo, machismo, homofobia e falta de civismo no seu habitat natural. Para quem gosta de escrever humor, os taxistas são como tágides, ninfas do asfalto.

Ah e tal, estou a generalizar e a maioria dos taxistas são pessoas que sim senhor. Claro que são, já apanhei imensos que foram impecáveis, cordiais e prestáveis, mas se estereotipar é giro, para quê ser politicamente correcto?
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28 de abril de 2015

10 tipos de bailarinos de discoteca



Hoje vou falar-vos dos tipos de bailarinos e bailarinas que se avistam em qualquer estabelecimento de diversão nocturna. Eu como bom observador que sou, cataloguei-os e sim, já deve haver artigos e vídeos sobre isto na Internet, mas apeteceu-me fazer a minha lista, pode ser? Claro que pode, que quem manda aqui ainda sou eu. Nota-se que estou mal disposto? Cá vão os 10 tipos:

O barman
O barman é aquele tipo de bailarino que está sempre no balcão, é uma das espécies autóctones às discotecas que se vê em mais abundância. O barman não está no balcão por adorar beber, embora também goste, mas sim porque tem a consciência que possui dois blocos de cimento onde deveriam estar os pés. Tendo essa consciência e faltando-lhe a confiança para assumir a sua inabilidade em termos de expressão corporal na pista de dança, decide ficar ao balcão, a abanar a cabeça a um ritmo desfasado do da música. Por vezes, dá-se um milagre da natureza e observamos a metamorfose do barman, qual lagarta que sai da sua fase crisálida, revelando ser agora uma bonita borboleta a bater asas energicamente na pista de dança. É sinal que bebeu demais.

O pinguim
O habitat natural do pinguim é a pista de dança mas não se sabe movimentar com a graciosidade com que se serpenteia na água. Anda ali, a abanar de um lado para o outro, numa fluidez de movimentos de quem está em pé no autocarro a passar em terreno acidentado. Este é talvez o tipo mais comum de todos e ao contrário do que se pensa, também está presente no género feminino. Há quem lhes chame os sempre em pé, cataventos ou desengonçados.

A stripper
A stripper é aquela dançarina de discoteca que se percebe que treinou em casa em frente ao espelho. Dá tudo o que tem e abana o rabo como ninguém, manda o cabelo para trás, especialmente se vir que está algum macho interessante num raio próximo, tentando acertar-lhe na cara, num ritual de acasalamento de deixar um qualquer pavão roído de inveja. Morde o lábio para ser sexy, mas muitas vezes parece que é devido ao herpes. Ela diz que teve aulas de hip-hop e que só vai às discotecas para dançar, mas no fundo todos sabemos que ela gosta é que lhe encham o... ego.

O Rui Costa
O Rui Costa é o mágico da pista, que distribui jogo para todo o lado. Vai a uma, agarra por trás e leva nega. Segue jogo, sobe equipa, vai à próxima, consegue dançar 30 segundos, até que ela se vira porque alguém lhe fez sinal que ele era feio, leva barra ainda mais feia que ele! É no barrote senhoras e senhores! Rui Costa reorganiza, vai ao bar, pede mais um imperial e um shot, levanta a cabeça, vê uma abertura, finta um, finta dois, faz uma revienga e agarra-a por trás. Dá um toque de classe dizendo-lhe ao ouvido "És buéda linda!", ela gosta mas não pode demonstrar já. Vira-se para ele e sorri, ele vê que ela é mais feia que um tractor agrícola, mas como profissional que é sabe que o que interessa não é a exibição, mas sim o resultado final. É golo!

As meninas de roda da fogueira
Há sempre alguns focos onde há um aglomerado de espécimes do sexo feminino, formando um círculo quase perfeito. As rodas de mulheres são usadas de forma similar à técnica das gazelas andam em grupo, protegendo-se umas às outras e aumentando as probabilidades de não serem comidas, embora neste caso o propósito seja por vezes o oposto. Quando numa roda de mulheres se vêem constantes mudanças de posições, é porque elas já avistaram um alvo. Se a troca de posições fosse falada seria assim "Maria, está aqui um gajo a roçar-se no meu rabo, já me encostei duas vezes e pareceu-me ter potencial, preciso de ver como é a cara dele mas não me quero virar para trás, que é para parecer que só estou aqui a dançar e ainda nem reparei que ele está a dar-me pancadinhas de pénis nos glúteos". Acontece o inverso também "Maria, o gajo que está atrás de ti é podre da bom, deixa-me ir para aí casualmente esfregar-lhe o rabo nas virilhas". Há ainda outro tipo de roda de mulheres, que é aquela onde no centro estão todas as malas, numa espécie de ritual satânico em honra da Pipoca Mais Doce. Ficam indignadas quando alguém passa e lhes pisa a mala sem reparar. Deixem no bengaleiro ou usem calças com bolsos em vez de vestidos curtos.

O gajo que dança bem
Há sempre um gajo que dança bem. Demasiado bem. Envergonha os amigos e as raparigas reparam nos seus movimentos ondulantes, no seu carisma na pista de dança e na sua confiança à entrada de cada música, como se soubesse de antemão uma coreografia cuidadosamente ensaiada. De repente chega um gajo grande e musculado, diz-lhe algo ao ouvido e todos pensam que vai haver porrada. Começam a mamar-se da boca! Toda a gente abana a cabeça afirmativamente, como quem percebe agora porque é que ele dançava bem. Nas discotecas africanas é diferente, todos dançam bem.

Os surdos-mudos
Há sempre alguns dançarinos de língua gestual, que decidem interpretar a música como quem está a jogar mímica com os amigos. Se taparmos os ouvidos e interpretarmos apenas os seus sinais, o resultado é algo deste género: "Vou de carro, deito o laço e pesco-te, mesmo no coração, bate forte o tambor, para a esquerda e para a direita, cuidado que me estou a afogar, toma palmadas no rabo e não digas a ninguém. Olha a onda! Vamos beber mais uma?".

Os Kama Sutras
Há sempre aqueles casais, que acabaram de se conhecer, mas que dançam como quem está a fazer sexo com roupa. Ele é por trás, pela frente, ao colo, perna para cima, perna para baixo e até me admiro nunca ter visto um 69 em pé, em plena pista de dança, às rodas quais patinadores artísticos à espera de sacarem a nota máxima. Vê-se mãos por dentro das cuecas em movimentos basculantes e ao ritmo da batida. Batida não foi uma palavra escolhida ao acaso. Nesta fase é estúpido continuarem ali, mais cedo ou mais tarde algum deles vai beber aquele copo a mais que vai estragar a noite a ambos.

O Zé Carlos Pereira
Este tipo de bailarino dispensa apresentações. É movido a álcool, drogas e dança à sua maneira, sendo que a sua maneira é andar num movimento perpétuo de quem vai cair a qualquer momento. Perde a noção do espaço, dá cotoveladas, empurra e fica furioso quando alguém lhe diz para ter calma com o Marco de Camillis que tem dentro de si. Quando um Zé Carlos Pereira quer ser Rui Costa há pandemónio garantido para gáudio de todos os espectadores. Mais cedo ou mais tarde ele vai atacar uma rapariga que tem o namorado ao lado e ele não reparou. Vai haver porrada, entram os seguranças, agarram nele e ele esperneia qual anjo selvagem enquanto é convidado à bruta a dançar lá para fora.

O Carlos Paião
O Carlos Paião é um tipo de bailarino que está mais interessado em cantar todas as músicas do que em dançar. Fica entusiasmado quando aparece aquela música da qual ele pensa saber a letra na perfeição. Quando está quase a chegar ao refrão vê-se-lhe o brilho nos olhos no crescendo de excitação e, inevitavelmente engana-se no local exacto onde ele entra e diz para o lado "Enganou-se o gajo" enquanto se ri para esconder a vergonha. Eu tenho uma ideia genial que era dar um micro com gravador a todos os clientes nas discotecas que isolasse todo o som e apenas captasse a voz da pessoa. Ia ser um festival de horrores mas onde iríamos descobrir novas línguas e variações criativas de músicas bem conhecidas como "Ai gote a peeling, dete tu naites gonna be a good good vibe". Há também outros tipos de Carlos Paião, que são os que bebem, conduzem e batem de frente num muro.

Bónus
Antes de terminar, queria apenas fazer uma menção honrosa a quem vai de óculos escuros para discotecas. Eram duas chapadas na moleirinha! Só é aceitável para quem tem fotossensibilidade ocular com risco de ter um ataque epiléptico devido às luzes. Ainda assim, um ataque epiléptico poderia ser a única forma de dançarem bem, por isso deixem os óculos em casa. Outra menção honrosa que é importante fazer é às meninas que acham que dançar o esquema ainda é giro. Nunca foi!


É isto. Esqueci-me de algum? E vocês, querem confessar ser algum destes? Já sabem, identifiquem nos comentários os vossos amigos com o tipo de bailarino ou bailarina que eles são, só para os envergonharem.
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27 de abril de 2015

Fazer novos amigos, ménages, amantes e SIDA




Bom dia coisinhas e coisinhos. Depois de um fim de semana cheio de gin barato, o Doutor G está restabelecido para o seu consultório sentimental/sexual onde vos explica como se faz.


Conheci a mulher mais espectacular de sempre, mexe comigo como nenhuma outra alguma vez mexeu, sinto grande atracão por ela e acho que é mútuo, não avancei porque o meu melhor amigo, que conheço há mais de 10 anos, tinha um relacionamento com ela, eles acabaram mas ele ainda quer voltar, sei que se fizer alguma coisa ele vai ficar mesmo mesmo muito mal mas não sei o que fazer porque sinto que é mesmo uma cena diferente do normal. Estou solteiro há mais de um ano, isso terá influência? O que devo eu fazer?

Filipe, 25, Sintra 

Doutor G: Caro Filipe, tudo o que relatas é muito estranho. Suponho que a tenhas conhecido quando ela começou a namorar com o teu melhor amigo, pelo que concluo que tu não és o melhor amigo para ele, caso fosses não sentirias atracção por ela. Ela igual, se andou com um amigo teu e dizes que se sente atraída por ti, de fiar não será certamente. Referes que estás solteiro há 1 ano e a meu ver isso poderá realmente ter alguma influência, especialmente se nesse ano não afiambraste nenhuma. Mulheres há tantas e almas gémeas não existem, por isso para quê saltar para cima da ex do teu melhor amigo em vez de procurares outra? Só se não te fizer diferença perder a amizade dele e/ou levar uns bananos no focinho, que a meu ver eram bem dados.


Olá Dr G., tenho 26 anos e sou solteira. E gostava de mudar isso. Mas estou naquela fase da minha vida em que raramente conheço pessoas novas, pois o meu círculo de amigos não mudou muito desde os tempos de faculdade. Não sei se este é um problema comum a pessoas da minha idade, ou se sou só eu que sou uma naba na arte de conhecer pessoas. Sendo assim, gostava de saber a sua opinião sobre sítios/actividades que propiciem ao conhecimento de novos seres humanos. Como se fazem amigos novos?
L, 26, Lisboa

Doutor G: Cara L, quando perguntas sobre como fazer novos amigos, parto do princípio que estejas a falar de amigos com os quais queres andar à bulha toda pelada e quiçá, mais tarde algum passar a namorado. És mulher, por isso tens bastante mais facilidade em conhecer novas pessoas, já que serás abordada na noite mais frequentemente do que um homem o é. Caso não gostes de conhecer pessoas na noite e os teus amigos já te tenham apresentado todos os amigos encalhados que eles conhecem fora do vosso círculo, aconselho o uso de soluções tecnológicas como o Tinder ou algo do género. Participar em orgias é também uma excelente forma de conhecer novas pessoas e fazer amizades duradouras.


Doutor preciso que o senhor me ajude no problema que arranjei. Tal como o senhor sabe nos dias de hoje pode-se encontrar meninas em certos bares e que essas não têm idade para pinar. Há um ano atrás, eu na minha inocência entrei num bar cheio delas e assim que entrei uma começou a dançar comigo e eu, para não a afugentar (pois ela parecia ter pelo menos 20 anos com o corpo que tinha), agarrei-lhe nas ancas e dançá-mos durante um tempo. Isto tudo normal até ela me dizer ao ouvido que precisava de ir mijar e disse que queria que fosse com ela. Como sabia que ela queria pinar fui com ela e digo-lhe isto doutor, foi a melhor foda que dei recentemente. Mas como nem tudo é rosas, assim que acabámos notei que não tinha usado preservativo e disse logo para a gaja que tinha de ir ter com uns amigos meus. Hoje em dia namoro com uma rapariga de Setúbal e ontem ela apresentou-me a amiga dela (era a rapariga do bar) e que ela tem um bebé. Mas para além de ter um bebé com a idade certa, também me disse que a porca tinha SIDA. Estou encalhado, porque não sei como hei de lidar com este assunto, preciso que o doutor me diga instruções para puder curar-me desta doença.
Pedro, 23, Setúbal 

Doutor G: Caro Pedro, como diria Bruno Nogueira, foi o chamado "Azar do Caralho". Só no fim é que notaste que não tinhas usado preservativo? Mas ela é que tinha a pila ou quê? Provavelmente essa irresponsabilidade custou-te caro e apanhaste SIDA, mas muito pior que isso é o facto de escreveres "dança-mos". Devias ter saltado fora mal ela te disse ao ouvido "Preciso de ir mijar".


Caro dr. G, envolvi-me com um homem que, quando começámos, era solteiro. No entanto, arranjou uma namorada fixa (e xoninhas). Com o passar do tempo fui apaixonando-me por ele à séria, deixou de ser apenas sexo, e ele nada de largar a namorada, apesar de prometer que, provavelmente, um dia, vai acontecer. Então, peço-lhe um conselho, não como homem da ciência e questões afins, mas como homem. Acredito nesta ladainha?
Anónima, 27 anos, Parede

Doutor G: Cara Anónima, se já se tinham envolvido e ele arranjou outra como namorada é mais que óbvio que não a irá deixar para ficar contigo. Pode ser que ela faleça, é a tua única hipótese e atenção que não estou a sugerir que a mates.


Querido Dr. G, eu gosto muito de um rapaz e quero encanta-lo e queria pedir a sua opinião como homem que é, em relação a uma dúvida muito urgente que eu tenho. Eu tenho uma pele branquinha, cabelos pretos encaracolados e magrinha como a Paula Neves da telenovela Anjo Selvagem que passou na TV. Acha que uma lingerie vermelha ficaria bem com o meu tom de pele?
Liliana, 19, Algures

Doutor G: Cara Liliana, só poderia responder a essa pergunta se me tivesses enviado fotografias. Como tal, não posso avaliar em conformidade. Desde que não tenhas aquele cabelo desgrenhado à anos 80 que ela tinha pode ser que fique bem. Aconselho que, tal como essa personagem uses então um boné vermelho virado para trás a condizer com a lingerie.


Há cerca de um ano comecei a aproximar-me de um rapaz da minha turma com quem falo regularmente desde então. Uma noite ele bebeu de mais e envolvemo-nos mas o problema foi que no dia seguinte ele não se lembrava de nada e combinamos ficar só amigos. A nossa relação continuou como antes mas ele de vez em quando manda umas indiretas que me deixam confusa. Tenho receio de falar com ele diretamente sobre isto porque não quero estragar a nossa amizade.
Rita, 19 anos, Porto

Doutor G: Cara Rita, quando dizes que se envolveram porque ele bebeu demais fico um bocado preocupado... Espero que não o tenhas violado, nem que seja necessário estar bêbedo para alguém conseguir ir para a cama contigo. É por casos como esses que se deve filmar o acto, para que ele pudesse relembrar no dia seguinte. Uma amizade nunca se estraga com sexo, tal como um bolo de chocolate não se estraga com uma cobertura de chocolate derretido. A não ser que o chocolate seja daqueles espanhóis com sabor a ranço. 


Dr G, preciso de ajuda! Desde o primeiro dia de aulas que senti uma enorme atração por um professor meu, e ele deu-me todos os sinais de querer estar comigo, por isso um dia fui a ultima a sair e confrontei-o com isso... resultou de ser sentada em cima da mesa semi nua e ele a beijar-me toda.. fiquei com receio de sermos apanhados, mas continuamos até que finalmente toquei-lhe na parte baixa... e não é que é mesmo baixa?! Fiquei desiludida quando a senti, e além disso ele é bastante peludo, por isso disse que era virgem, ele ficou sem reacção e eu saí.. A partir daí o ambiente ficou estranho e todos os meus colegas perceberam que se passava algo entre nós, e o pior de tudo é que eu e ele nunca mais nos falamos e quase nem nos olhámos.. as aulas têm sido super constrangedoras! Será que ele se arrependeu de ter estado comigo por ter dito que era virgem e ele não me quer tirá-la ou eu devia ter dito algo acerca do seu mangalho para podermos esclarecer tudo? Acha que deveria voltar a falar com ele?
Anónima, 18, Faro

Doutor G: Cara Anónima, deixar a outra pessoa avançar até um certo ponto e depois dizer que se é virgem é de mau tom. Essas coisas devem ser ditas logo de início. Quando dizes que era baixa, estás a falar em altura ou em entusiasmo? Se era em entusiasmo, se calhar ele estava mais desiludido que tu com o que viu. Se era em altura tens a solução para o teu caso, já que lhes podes dizer que podem praticar o coito sem perderes a virgindade, pois dificilmente ele irá te irá conseguir rasgar o hímen. Quando dizem que os professores em Portugal não querem trabalhar, esquecem-se destes casos de professores aplicados que até acumulam funções.


Bom dia Doutor G, sou o João 21 anos e sou da Madeira. Quero pedir desculpa pela texto enorme que ai vem. Estou com a minha namorada (3 anos mais velha que eu) à 4 anos e vivo com ela por opção minha, visto que eu e a minha mãe parecemos cão e gato. Conhecemo-nos na praxe da universidade, onde muita loucura acontece e eu só tava com a intenção de dar umas curtes e acabei na rede. A relação nunca foi muito forte, mais mantida por interesse de não ter que aturar a minha mãe. Acontece que no ano passado apareceu uma caloira louca que me pôs seriamente a "pensar". Ficamos todos amigos mas aquelas borboletas que incomodam o estômago e deixam um gajo sem dormir de noite ficaram cá. Po próximo ano lectivo a actual vai estudar po continente e vai deixar-me aqui com aquela Leoa. A minha questão é se eu devo acabar com a actual antes de ela ir embora (com a historia de que o amor a distancia não serve, o que não e mentira), ou se tento enfiar-me com a Leoa às escondidas numa de "tu não contas, eu não conto". O que esta em causa é que o facto de viver com a actual saturou a relação e dar um espaço não e bem uma questão visto que não posso com a minha mãe e não me consigo sustentar só. Apesar de ser inevitável que tenha que viver com a minha mãe quando a actual se for embora, mas sou capaz de aguentar. No que toca à Leoa ( caloira), acho que nunca me senti assim por nenhuma rapariga (não que já tenha tido muitas). Somos amigos e dou-me melhor com ela do que com a maioria dos restantes. Dado que os meu amigos são os mesmos que os da actual, e a Leoa é uma amiga em comum, tenho aquele receio que haja merda por causa disso. Para além do mais, só o facto de estar ao pé da Leoa já me deixa no triste estado de apaixonado. Obrigado pela atenção! Um abraço do teu fã.
João, 21, Madeira

Doutor G: Caro João, a tua mãe deve ser uma besta jeitosa deve. Disseste que conheceste a namorada nas praxes, onde muita loucura acontece e que acabaste na rede. Houve outros que nas praxes acabaram na rede de um pescador ali para os lados do Meco. O meu conselho é simples: Tu não gostas assim tanto da tua namorada e ainda por cima ela vai para longe, por isso mais vale acabarem. Isto houvesse ou não a Leoa na savana, seria o que eu aconselharia, até porque me parece injusto para ela que mantenhas uma relação apenas por interesse de não aturares a tua mãe, que volto a repetir, deve ser uma besta. Ou então a besta és tu, também pode ser esse o caso. Andares com as duas, por questões deontológicas não posso aconselhar, pelo que reforço novamente que deves acabar com a outra e depois sim, cobrir a Leoa sem dó nem piedade. Para finalizar, se a tua mãe é assim tão terrível, arranja um trabalho e aluga um quarto, já que se não a suportas, estares a manter a relação de mãe-filho só para teres um tecto para viver, parece-me xoninhas.


Caro Dr. G, preciso dos seus conselhos urgentemente. Namoro há dois anos, com um rapaz espectacular e mantemos uma vida sexual muito satisfatória. Nesta ultima semana, ele sugeriu-me algo fora do habitual e talvez um pouco fora das minhas capacidades! Quer fazer uma ménage á trois com a minha melhor amiga! Se a visse tocar flauta com o meu namorado isso iria tornar a nossa amizade muito estranha e além disso a atenção estaria virada toda para ela durante o acto, viste que era a "novidade"! Será que devo-lhe sugerir uma foursome com o seu melhor amigo, e talvez aí ficássemos todos satisfeitos e na mesma posição (não literalmente)? 
Anónima, 19, Açores

Doutor G: Cara Anónima, é bom ver que o Doutor G chega às ilhas. Sim, penso que será justo. Ele não vai aceitar, caso aceite é porque não gosta assim tanto de ti e está disposto a tudo para comer a tua amiga. Sugiro no entanto em vez de uma foursome, ser uma fivesome, onde o quinto elemento será uma espécie de arrumador de carros, que vai coordenando as arrumações e os estacionamentos. "Vai, mais um bocadinho, destroce e mete tudo. Está bom, está óptimo, pode vir".



E está feito. Se enviaram dúvida e não apareceu é porque ficou para a próxima edição, já que recebi bastantes e muitas ficaram de fora. Não desesperem! Partilhem e enviem as vossas dúvidas para porfalarnoutracoisa@gmail.com.


Até lá, façam muito amor à bruta, que de guerras o mundo já está cheio.

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