O governo da Arábia Saudita divulgou na passada terça-feira uma oferta de emprego para a contratação de oito carrascos para executarem, por decapitação, o grande número de condenados à morte no reino. Vendo estas vagas, o nosso Sandro Miguel prontamente enviou o seu CV que quero partilhar aqui com todos.
25 de maio de 2015
Sandro Miguel concorre a carrasco na Arábia Saudita
O governo da Arábia Saudita divulgou na passada terça-feira uma oferta de emprego para a contratação de oito carrascos para executarem, por decapitação, o grande número de condenados à morte no reino. Vendo estas vagas, o nosso Sandro Miguel prontamente enviou o seu CV que quero partilhar aqui com todos.
21 de maio de 2015
Formas parvas de usar óculos de sol
Um indivíduo do blogue Tito Pinto veio ter comigo e disse "Aposto que não consegues escrever nada de jeito sobre óculos de sol!". Eu respondi que ele apostava bem e que realmente escrever algo decente sobre isso estava fora das minhas capacidades. Posto isso, aqui está este texto. Repararam que a introdução serviu para avisar que o texto não era nada de jeito? Pronto, então depois não se queixem.
Como é mais que sabido, a primeira lente escura data do século I e foi usada pelo imperador Nero, sendo que o primeiro e verdadeiro par de óculos de sol surgiu na Alemanha no século XIII. Tenho imensa cultura geral, não recorri à wikipedia nem nada... Fazia muito mais sentido ter sido um pais com sol a inventar óculos escuros, mas a humanidade nunca foi conhecida pela sua brilhante lógica. Apesar de interessantíssima, talvez seja melhor deixar a história das lentes escuras de parte e falar dos diferentes usos deste tipo de óculos que garantidamente quem os inventou, nunca pensou que fossem feitos. Alguns deles deveriam ser banidos.
Óculos escuros à noite
Este é sem dúvida o maior flagelo ao qual os óculos escuros deram origem. Felizmente parece-me uma moda pouco disseminada mas sempre que vejo um gajo de óculos escuros na discoteca assumo automaticamente que é um palerma. Mesmo que seja num bar ou apenas no meio do Bairro Alto, se não for cego nem for Carnaval, é um idiota que acha que tem estilo. E tem, tem estilo de palerma. Além de que é um perigo, com o álcool, a escuridão da noite e a maquilhagem já é difícil discernir entre pessoas bonitas e feias, com óculos escuros a probabilidade de se comer gato por lebre aumenta exponencialmente. Queria deixar uma palavra de apreço para as mulheres, pois que me recorde nunca vi nenhuma com óculos escuros na noite. Até aquelas bimbas que saem vestidas como quem vai a um casamento do Toy conseguem ter a noção que óculos escuros para sair à noite é só parvo. Confesso que usei uma vez mas foi para uma festa cujo tema era "Praia", e então lá fomos vestidos e ornamentados como quem vai apanhar banhos de sol. Lembro-me de um amigo a dançar na pista, já embriagado e dizer-me com um sorriso rasgado no rosto "Isto de estar de óculos escuros é brutal!!! Parece que estou invisível!!!".
Óculos escuros na cabeça
Outro grande flagelo da humanidade são as pessoas que acham que os óculos são para pousar na cabeça. Sei que é uma prática bastante comum e nem sei qual é a razão de eu achar que é ridículo. Devo confessar que há pessoas que conseguem escapar e dado o resto do estilo que têm, disfarçam o quão palerma é esta forma de usar os óculos. Numa mulher acaba por não parecer tão mal, sendo que se confunde com uma bandolete a segurar o cabelo mas num homem, especialmente em determinados penteados ou carecas, torna-se pateta. Mal por mal metam isso pendurado na camisola se estão com problemas de os meter nos bolsos e riscar os vossos preciosos Rabo Ban ou Arnetis comprados na feira ou a um indiano no Cais do Sodré numa noite de bebedeira. Quem diz óculos na cabeça, diz também por cima do boné. Não sei o que é pior, mas acho que é no boné, especialmente se for de noite.
À Paco Bandeira
O criador deste utilitário estava longe de imaginar que uma das aplicações mais utilizadas seria de mulheres que recebem festinhas com força na cara dos maridos queridos. Esse senhor se hoje fosse vivo iria ficar impressionado, já que no tempo dele certamente que as mulheres envergavam as nódoas negras nos olhos com orgulho na macheza do seu marido. Os valores que se perdem em apenas poucos séculos. Uma vez a minha namorada caiu à porta de casa e deu com um olho mesmo num lancil do passeio. Envergonhada, andou uns dias de óculos escuros a esconder o que parecia efectivamente ser a marca de um jab de esquerda bem metido. Aposto que houve quem a visse de mão dada comigo e pensasse que eu sou esse tipo de homem, que agride uma mulher num local onde deixa marcas à vista à de todos. Um insulto à minha inteligência.
Chorar
Quase toda a gente já sacou dos óculos escuros, mesmo em dias de chuva, para tapar os olhos vermelhos e as lágrimas que teimavam em suicidar-se, deitando-se por nossa bela face abaixo. Eu próprio tenho sempre um par de óculos escuros no carro, não para usar naquela hora em que o sol vai baixo e não vemos dois metros à frente, mas sim porque sempre que passa o Jajão na rádio não consigo evitar que uma lágrima se solte. Convenhamos que é bastante vergonhoso um homem chorar a ouvir esta canção e quem passa ao lado iria ficar com essa sensação errada, já que as lágrimas eram de tristeza pelo estado da RFM.
Publicidade enganosa
Não sei se as mulheres já passaram por isto, mas nós homens somos constantemente enganados por espécimes do sexo oposto que utilizam daqueles óculos grandes que tapam metade da cara. Isto acontece especialmente no trânsito em que vemos uma rapariga que aparenta ser bem gostosa, de cabelo apanhado e ao volante do seu C3, Mini ou Yaris. Vêmo-la assim de num ângulo de três quartos e parece ter uma face simétrica, de queixo meigo e boca desenhada por Miguel Ângelo. Depois ela tira os óculos para os limpar e vira-se para nós fazendo-nos realizar que afinal toda a cara dela foi feita pelo Miguel Ângelo mas dos Delfins ou das tartaruga ninja.
Currículos e Linkedin
"Ah o desemprego isto, o desemprego aquilo", "Ninguém contrata agora e em sequer me chamam para entrevistas". Alguém que diz isto mas depois na foto do Linkedin e CV está de óculos escuros, é porque merece. Quem é que no seu perfeito juízo, nos dias de hoje em que basta agarrar no telemóvel e tirar uma fotografia, escolhe uma em que está de óculos escuros? Então se for de óculos escuros numa discoteca com o copo na mão e a aparecer uma mão de outra pessoa no ombro dele, dando a ideia clara de que cortou uma foto de grupo de uma saída à noite, ainda pior. Se essa mão que aparece tiver unhas de gel às cores, com brilhantes e piercings, piora a situação de forma drástica.
Ray Charles
É curioso que um objecto inventado para proteger os olhos saudáveis dos raios solares e dos malefícios que eles provocam, seja também utilizado para os que não têm olhos que funcionem os escondam, porque nós seres humanos achamos nojenta a diferença. É curioso pensar na razão que terá levado o primeiro cego a utilizar óculos escuros, não deve ter sido ele a preocupar-se com o que os outros viam, mas sim alguém que lhe deve ter dito "Nem todos são cegos como tu e não queremos ter que olhar para esses teus olhos estranhos!". Ou então foi por questões médicas, também não vamos dramatizar.
E é isto. Como disse no início, este tema foi-me desafiado por outro blogue. Eu em troca também lhe dei o desafio de escrever sobre marquises. Podem ver aqui se ele se saiu bem e aproveitem para dar uma vista de olhos no blogue dele que tem umas coisas engraçadas. Não, ele não me pagou para dizer isto, muito menos em géneros que nem ando com tempo para isso. Já agora, não se esqueçam de identificar nos comentários caso tenho algum amigo que seja um destes tipos de utilizadores de óculos escuros. Caso seja o Ray Charles não o identifiquem que é feio brincar com coisas sérias.
20 de maio de 2015
Se calhar as bastonadas foram merecidas...
Bem, eu não ia falar sobre este assunto porque ao ler o título de uma notícia em que aparecem as palavras Guimarães e agressões, pensei que fosse mais uma notícia sobre o Carrilho. Mas como não gosto de tirar conclusões apenas dos títulos lá percebi que afinal tinha sido a polícia a distribuir fruta em Guimarães e no Marquês a torto e a direito. Não me choca nem um pouco. Porquê? Porque é normal. É ao que a "nossa" polícia nos tem habituado desde há muitos anos para cá. Devo confessar que eu não gosto de polícias. Tenho problemas com a autoridade principalmente porque não os posso agredir quando são arrogantes para mim. Não gosto de fardas, sejam elas quais forem a não ser quando são utilizadas para fazer safadezas no quarto. As fardas servem para intimidar e são sinal de formatação e de falta de incentivo para questionar a autoridade por parte de quem as usa, o que é bastante irónico.
Não estou sozinho neste pensamento, infelizmente ninguém tem especial apreço pelos polícias em Portugal e os principais responsáveis por isso são os pais que dizem às crianças "Olha que eu chamo a polícia", quando querem que elas se portem bem. Vão-nos enraizando que os polícias existem para nos manter na linha e não para nos proteger e ajudar. Lembro-me perfeitamente de quando o meu irmão tinha cerca de 2 ou 3 anos, estarmos com os meus pais numa esplanada e para ele tomar Ultralevur (sim estava de caganeira), cujo sabor ele detestava, os meus pais utilizaram essa frase mesmo quando passava por nós um polícia. O meu irmão bebeu aquilo mais depressa do que um traficante enfia bolotas no cu ao ver uma operação stop ao longe. O polícia chegou ao pé de nós e disse amavelmente e com um sorriso sincero "Peço desculpa por estar a incomodar, mas por favor não diga isso à criança, é por isso que ninguém gosta de nós..."
Escusado será dizer que ao chegar-se perto, fez com que o meu irmão se encolhesse e se borrasse de medo. Literalmente.
Bem, falemos então do caso de Guimarães. Há aqui as seguintes hipóteses:
- O senhor que levou umas lambadas está a dizer a verdade e não fez nada de mal, apenas questionou porque não podia estar ali.
- O polícia mauzão está a ser verdadeiro e realmente o senhor cuspiu-lhe na cara sem que nada o justificasse.
- Estão os dois a mentir e houve ofensas de parte a parte.
Seja qual for a vencedora, nenhuma das três justifica a acção da polícia e em nada tem a ver com lá estar a criança ao lado. É apenas e só porque a polícia existe para proteger e garantir a segurança dos cidadãos e não para contribuir para a violência. Mesmo que o outro lhe tenha cuspido, o polícia deveria ter-lhe dado ordem de prisão primeiro e depois tentado imobilizar, fazendo tudo para não recorrer à violência. Em vez disso decidiu sacar do cassetete com uma convicção de quem estava à espera daquele momento há muito, numa excitação a fazer lembrar um adolescente depois da namorada lhe dizer pela primeira vez que o pode tirar para fora para ela dar festinhas. Neste caso também a farda dele ficou suja, não de sémen mas de nódoas que envergonham todos os polícias competentes. Agora que já estamos em acordo que nada parece justificar uma atitude daquelas por parte do polícia, mesmo que tenha sido cuspido, vamos falar da outra parte da culpa, que nunca morre solteira. Deve um pai ir para o meio da confusão com um miúdo tão pequeno? Deve um pai ir confrontar a polícia de mão dada com o seu petiz? Poder pode, mas é parvo. Devia ter bom senso e meter o rabinho entre as pernas e ir embora, porque se quer ser herói e desafiar a autoridade, algo que eu valorizo, que o faça sem o filho pequeno ao lado. Se o ofendeu e/ou lhe cuspiu então ainda pior, claro. Resumindo, nada justifica aquela violência desmedida mas se calhar foi merecida. Perceberam? Não devia ter acontecido mas se calhar só se perderam as que acertaram ao lado. Perceberam agora? Tal como um pedófilo nunca deve ser morto ao pontapé nos tomates em praça pública, porque somos um país civilizado, mas se isso acontecesse era merecido. Volto a explicar: Se ele cuspiu merece um par de chapadas mas o polícia devia ter-se controlado e não as ter dado, tal como se um gato se pavonear à frente de um rottweiler treinado, este deve aguentar a vontade de o esfrangalhar todo, porque é para isso que foi, ou devia ter sido formado.
Dava-lhe depois uma sova na esquadra, longe das câmaras, como acontece todos os dias e já ninguém ficava escandalizado.
Espero que tenham percebido. Eu sei que parecem conceitos contraditórios mas não são. Agora voltemos à má fama dos polícias em Portugal onde, ao contrário dos Estados Unidos por exemplo, ninguém ou quase ninguém cresce com o sonho de ser polícia. Ninguém acha que ser polícia em Portugal é uma profissão de respeito e de valor, o que faz com que os polícias sejam mal tratados. Ganham mal mas acima de tudo são mal tratados porque têm pouca e má formação. Sei que me vão cair em cima por dizer isto, mas não é preciso ser muito inteligente para se ser polícia. Atenção que esta equação não significa que não haja polícias inteligentes, boas pessoas, sensatos e bem formados porque obviamente os há e muitos, mas que os testes que fazem permitem a entrada a pessoas a roçar o défice de aprendizagem patológico, isso permitem. Só assim se explicam tantas situações como estas. Eu tenho amigos tanto na PSP como na GNR e estou certo que vão concordar comigo, se é que conseguiram perceber. (É brincadeira, não me comecem a mandar multas para casa assinadas por Agente Charlie). Eu dou-lhes a atenuante da pressão, das más condições e disso tudo, mas se alguém que foi para polícia pelas boas razões, que são apenas e só fazer do país um local melhor e mais seguro, se quem vai com essas intenções sente que não aguenta e vai ter que ser mais um troglodita, então só tem que pedir demissão. Os verdadeiros e bons polícias devem ser os primeiros a não proteger nem compactuar com este tipo de colegas que têm a ideia errada do que é servir a população e quando digo servir é no melhor sentido da palavra. A vergonha deste tipo de casos não é para a polícia enquanto instituição, é para quem decidiu que iria dar o corpo para proteger, educar e ajudar os outros. Esses polícias bons é que estão a ser envergonhados e deviam exigir melhor formação, educação e critérios na selecção da nossa força policial. Aliás, o nome força policial diz tudo. Por alguma razão não é meiguice policial.
Para mim o pior ainda foi a atitude de alguns policias no Marquês e estou a referir-me a um que se vê nas filmagens a mandar as pessoas para o caralho e a colocar o bastão a fazer de pénis, convidando os adeptos do Benfica a sugá-lo. Nada, mas nada, nada, nada, mesmo nada, justifica que um polícia tenha esta atitude. Nunca um polícia pode instigar à violência e provocar um civil, mesmo que do outro lado esteja o maior mentecapto e excremento humano de sempre. Se fosse eu a mandar, este polícia dificilmente voltaria a vestir aquela farda a não ser para fazer festas de strip em bares gay. Há sobretudo uma coisa que não percebo, que é o facto de ele achar que é de macho mandar outro homem felaciá-lo, eu que pensava que só nos anos 90 é que havia a teoria homofóbica de que só quem leva é que é maricas. Lembro-me de um colega no 7º ano que no calor das discussões dizia "Vê lá que se queres levar um broche", até que alguém lhe explicou que isso significava que ele se estava a oferecer como degustador de pila alheia e não o contrário.
Agora é que reparei que esse polícia do Marquês me fez lembrar um puto do 7º ano... Acho que isso diz tudo.
Quando a polícia arreia em manifestantes que estão a lutar pelos seus direitos, por causa de dois ou três anormais que vão para lá atirar pedras mesmo que nem saibam o nome do Ministro das Finanças, quando isso acontece há muita gente que acha que é merecido e que deviam era estar a trabalhar. Que as fardas são para respeitar! Quando é com um adepto de futebol parece que é o fim do mundo e até aposto que se fosse um adepto do Vizela nunca o alarido teria sido tão grande. Atenção que eu acho muito bem que se revoltem com este caso e que os responsáveis sejam punidos exemplarmente. O que me faz comichão é que já vi muitos outros, tantos e tão piores em que não vi nem metade da revolta. Já vi polícias a entrarem na Cova da Moura e a distribuir bananos e insultos por tudo o que é gente desde que de pele escura, novos e velhos, sem se importarem em acertar em 1000 inocentes para acertar num criminoso. Já se deram tiros pelas costas e se mataram crianças que nunca tiveram culpa de nada, muito menos culpa para serem abatidas de forma cobarde. Mas nessa altura, não houve notícias de abertura, não houve primeiras páginas de jornais e muito menos vídeos com milhares de partilhas e comentários a exigir a cabeça da polícia. "Alguma coisa ele deve ter feito..." pensaram muitos dos que agora estão indignados.
Moral da história: Nada justifica aquela cena selvática embora possa ter sido merecida. Há muitos polícias bons e há muitos polícias maus, mas vamos tratá-los e respeitá-los como se fossem todos bons até prova em contrário. No entanto, quando aparecer a polícia de intervenção, pelo sim pelo não, é melhor não lhes ir perguntar as horas com uma criança pela mão. Já bastava à criança o trauma de ter que andar na rua vestido com uma camisola do Benfica... Pronto, agora é que me vão insultar.
19 de maio de 2015
Xoninhas, rodízio de erasmus e acordo ortográfico
Então parece que o Doutor G passou mesmo para terça-feira e não fui eu que escolhi, ora reparem nos resultados das votações, só para verem que eu sou muito democrático e essas cenas todas.
Como a maioria de vós nem sabe às quantas anda, vamos lá então dar início a mais uma rubrica "Doutor G explica como se faz". Peço desde já desculpas às 56 pessoas que votaram na primeira hipótese, mas isto das ditaduras das massas é assim.
Dr. G estou muito preocupada com a vinda do novo acordo ortográfico. Receio que com isto como a palavra ação deixa de ter o "c" isso vá perturbar o modo de funcionarem as coisas debaixo dos lençóis com o meu companheiro, será que devo-me preocupar? E não é só, o meu amante chama-se Victor por isso não sei se com este novo acordo ortográfico ele vai ter que mudar o nome para Vitor, já viu o problema que é se ele se enganar a escrever? E se ele mantiver o "c" no nome continuando assim Victor, não será uma nova forma de vir a sofrer bullying? Exemplo, ele vai passar a vida a ouvir "ahah tu tens "c" no nome não és normal...ahah". Ajude-me Dr. não sei como ajudá-lo.
Rita, 17, Setúbal
Sr. Dr.G, eu sou um xoninhas, por isso peço-lhe ajuda. Por vezes trabalho num restaurante da minha localidade, e foi ai que vi uma rapariga que me chamou a atenção. Já a apanhei a olhar para mim umas 2 ou 3 vezes, mas não sei se era por ela ter também algum interesse ou se é apenas da minha cabeça. Gostava de a conhecer, mas sempre que a encontro está com os seus familiares, e não me parece que, enquanto sirvo a sobremesa, seja a melhor altura para lhe pedir o número, e ainda por cima em frente ao pai dela. Ao problema de não saber como estabelecer contacto junto o de nunca ter beijado ninguém, o que é óptimo pois ainda não ganhei herpes.
Um xoninhas, 17 anos e 5/6, Lisboa
Prezado Dr. G., desde que terminei um relacionamento duradouro, há 2 anos, tenho tido alguns problemas de confiança para voltar à caça. Acontece que, desde Fevereiro, estou a fazer Erasmus e é como se estivera faminto e, de um momento para o outro, o famigerado Ambrosio dos anúncios da Ferrero rocher me tivesse presenteado com um banquete requintadamente abastado de vagina do velho continente. A partir daqui, ganhei o gostinho ao hobby de saltimbanco, brindado com o facto de me sentir um macho latino flamejante, no topo da sua forma e confiança. Posto isto, o Dr. pensa que será difícil abdicar do mundano prazer de esbarrar o corpanzil em lombo alheio em prol de relações mais estáveis? É um apelo humilde que lhe faço. Um forte abraço e longa vida a si e aos seus projectos!
Marcelo, 23, Figueira da Foz
Grande Doutor G, conheço uma miúda que é 5 estrelas, ela é um ano mais nova que eu, simpática e já não é tímida (já foi, mas isso passou) e parece-me que também tem um fraquinho por mim. O único problema é que pessoas que a conhecem bem dizem que ela é ciumenta... eu detesto cenas de ciumes. Nem dou razoes para ter ciumes. Eu queria mesmo que resultasse com ela. Pergunta: Quais as melhores maneiras para fazer a miúda ter mais confiança em mim?
Manuel , 20, Aveiro
Boa tarde Dr., namorei uns meses com uma garina 5 estrelas, fizemos muita coisa juntos, fomos felizes, muita brincadeira, mas a distância era incomportável (não me venha com aquela coisa que o amor vence tudo porque só estávamos juntos um dia por semana, umas horas vá! E isso é impossível, era preciso muito mais!) e agora terminou e terminou de uma forma menos boa, mas não o quero maçar com isso, até porque não é uma psicóloga jeitosa com umas amigas do peito onde eu pudesse chorar e desabafar. Eu nunca fui um garanhão, melhor nunca o quis ser porque sou um coraçãozinho mole e não um coraçãozinho de satã (ainda bem, porque seria verde e feio, contudo, carismático...) e sou um eterno apaixonado (estou sensível, é normal...) e não gosto de tratar as mulheres como objetos de uma só noite, a não ser que ela queria algo sem compromisso, mas isso só me aconteceu uma vez e foi a única vez em que tive uma One Night Stand. Dê-me a sua opinião... O que é que eu faço agora? Dê-me várias opções. Ilumine-me o caminho mestre!
Ps- Se isto importa: vou para a faculdade em setembro.
Anónimo, 18, Massamá
Doutor G, tenho uma relação perfeita! Dou-me muito bem com a minha parceira, somos completamente apaixonados um pelo outro. Pelo menos, sinto isso! Um dia perguntei-lhe se era capaz de ter um momento sexual a 3, apenas para ver a reacção dela. E ela rapidamente respondeu que talvez SIM. Eu fiquei chocado, não é que não gostasse de ter uma aventura dessas, mas ia prejudicar a nossa relação! Disse-lhe que a nossa relação não voltaria ser a mesma, ia ser uma relação baseada em sexo, em vez de paixão/amor. Após essa conversa, ela disse-me que eu tinha razão. Que não faria sentido, e que íamos acabar por nos prejudicar. E que de facto ela talvez não suportaria ver-me enrolado com a suposta amiga dela. A minha questão é: será que ela disse que sim apenas por curiosidade relativamente à experiência, ou será que ela não se importa com o facto de eu me envolver com outras pessoas desde que ela esteja envolvida também. Tenho receio que ela dê mais valor ao sexo, do que À nossa relação como casal! :(
VRS, 23, Braga
Boa tarde doutor G. Eu sou uma pessoa muito envergonhada, mas sou capaz de ter boas conversas, geralmente o mais difícil para mim é começar mas depois até fico mais descansado e a conversa até flui bem. E quando isso acontece várias vezes sinto que devo fazer algo mais, se é que me entendes... Mas fico com tanto receio de fazer alguma coisa, sem saber qual será o método mais acertado que geralmente acabo por não fazer nada,.. Fico arrependido, mas o mais provável é que da próxima vez actue exactamente da mesma maneira, fico mesmo Fo**** com isto mas o nervosismo impede-me sempre de fazer alguma coisa, fico sempre a pensar que irei fazer uma figura de parvo! Sempre que acabei por tentar fiz merda, isto é grave ao ponto de praticamente nunca ter comido nenhuma gaja (conto pelos dedos de uma mão as que já comi!) já tenho 23 anos e só não sou virgem porque já paguei para foder! Eu sou um bocado gordo mas sei que já tive algumas oportunidades que acabo sempre por desperdiçar, por não ter coragem sequer de tentar! O que devo fazer???
Anónimo, 23, Oleiros
E já está. Peço desculpa pelas asneiras mas já sabiam ao que vinham. Reparei que as dúvidas de hoje foram quase exclusivamente masculinas, o que é de estranhar e entristecer. Já agora faço um apelo, está a faltar algum colorido a esta rubrica por isso dúvidas lésbicas e gays são também bem-vindas, que o Doutor G não discrimina e até era giro. Se querem mais não deixem de partilhar e enviar mais dúvidas para porfalarnoutracoisa@gmail.com.
Até lá, façam muito amor à bruta, que de guerras o mundo já está cheio.
18 de maio de 2015
Eu não queria falar de futebol...
Como hoje não se fala de outra coisa, lá cedi à tentação de fazer um texto sobre futebol, embora a Buraca seja o único sítio que não se nota que o Benfica foi campeão.
Carros a fazer rotundas a chiar, petardos, tiros e pessoal de fato treino do Benfica nas ruas são um dia como outro qualquer.
Já eu tinha escrito este texto mas vim aqui editar só para dizer que os distúrbios que se passaram ontem no Marquês só vieram provar que 34 é também o número de QI de muitos adeptos de futebol, seja de que clube forem. A reacção da polícia, inclusivamente um polícia que foi filmado a dizer "Vai para o caralho!" e ainda um "Chupa aqui!", enquanto colocava o cassetete a fazer de pénis (maior que o dele obviamente), também veio mostrar que as nossas forças de segurança são de uma classe impecável. Bem, mas como comecei por dizer, hoje vou ter que falar futebol, caso contrário ninguém me liga nenhuma. É raro, não que não goste do jogo jogado, porque gosto bastante, mas porque é difícil dizer algo diferente sobre este tema e porque é demasiado fácil fazer piadas sobre futebol. Fácil no sentido em que os adeptos da equipa contrária à que é visada na piada, vão-se rir não porque é boa ou má, mas porque goza com um clube rival. Acontece também o oposto, que é a piada ser efectivamente bastante agradável, mas os adeptos da equipa visada não se rirem. Isto porque o futebol, de todas as actividades que me lembre, é a que mais transforma as pessoas. Para pior. Amigos insultam-se nas caixas de comentários, estranhos andam à porrada no meio da rua porque acham que os seus jogadores têm a pila maior do que os da equipa adversária e em muitos países, como em Portugal, até se mata em nome de um emblema desportivo.
Portanto o que é que eu tenho a dizer? Tenho a dizer que apesar deste ano desde cedo ter deixado de acompanhar com atenção o campeonato, até porque cedo percebi que o Sporting ia ficar a ver navios novamente, me parece que o Benfica foi um justo vencedor. Foi o mais regular e o que errou menos face aos adversários. Teve ajudas dos árbitros em muitos jogos? Claro que sim... mas o Porto também. Até o Sporting teve, embora todos saibamos que neste caso nunca será por comprar árbitros, porque o Sporting não tem dinheiro para mandar cantar um cego, quanto mais para fazer com que um árbitro finja que é invisual. Eu desgosto do Porto e do Benfica por igual, não gosto de cânticos anti-benfica nem anti-porto. Não gosto do Luís Filipe Vieira nem do Pinto da Costa e gosto tanto do Jesus como gosto do Lopetegui. Não gosto dos dirigentes de nenhum deles mas gosto de muitos jogadores, dos que jogam bem e que estão lá para fazer o seu trabalho e não para incentivar à rivalidade desleal nem à violência. São esses que me fazem ver futebol e que fazem deste jogo o maior do mundo. Infelizmente para mim, os jogadores dos adversários são os que ganham sempre e deixam o Sporting para trás, porque os seus clubes têm mais poder no futebol, mais investimento e equipas 10x mais caras, mas sobretudo porque jogam melhor e merecem ganhar mais vezes. Devo no entanto confessar, que me dá algum gozo ver adeptos do FCP dizerem que o Benfica foi levado ao colinho, porque mesmo que tenha sido já aconteceu o oposto em muitos outros e não longínquos anos. Anos esses em que muito provavelmente o Porto ganharia na mesma sem essa ajuda dos homens de negro, porque era efectivamente a melhor equipa em Portugal, como tem vindo a ser quase todos os anos desde que me lembro de ver futebol. Desta vez foi o Benfica, parem lá de chorar porque ao menos vós portistas não chorais todas as épocas há 15 anos como nós, lagartos. Resta-nos o orgulho de jogar com portugueses, com diamantes em bruto da formação que invariavelmente vão ser lapidados lá fora ou pior, nos rivais.
Posto isto, ficam aqui uma série de piadas só para chatear os benfiquistas e portistas que não têm sentido de humor, os outros ou se vão rir ou não achando piada não irão ficar ofendidos, porque são pessoas inteligentes e como tal, não levam a sério o que eu escrevo:
- O ponto positivo da vitória do Benfica, é que muita gente vai colocar o símbolo do SLB como foto de perfil e o Facebook fica aparentemente com menos gente feia;
- Jorge Jesus é dos grandes embaixadores contra o acordo ortográfico;
- Há muitos adeptos do Benfica que estão desconfortáveis em dizer que são bi-campeões. Preferem dizer que são hetero-campeões vezes dois;
- Um portista queixar-se que o rival foi ajudado pelos árbitros é o mesmo que um pedófilo queixar-se que é violado no duche da prisão. É irónico e merecido;
- "Era um Pastel de Belém e um kompensan, se faz favor!", vai ser a única forma dos adeptos do FCP conseguirem saborear novamente esta sobremesa portuguesa. Estou a brincar, os adeptos do FCP nunca diriam "por favor"... diriam "faz fabor". Caraças que agora eu parecia o Quaresma a trocar-vos as voltas, é melhor verem se não vos falta nada na carteira;
- Os adeptos do Benfica vão festejar até às tantas porque muitos deles amanhã não trabalham. É normal, porque o desemprego está tão alto que afecta todos os adeptos dos clubes por igual, mas sendo que eles são em maior número é normal que haja mais desempregados benfiquistas. Às vezes é preciso ler até ao fim, se pensaram que eu estava a dizer que os benfiquistas têm menos habilitações, é porque esse preconceito está na vossa cabeça.
"Ah e tal, então porque é que não fazes piadas com o Sporting ó meu filho da puta atrasado mental do caralho?!?!?!?" Perguntarão alguns de vós mais eruditos.
Ao que eu respondo que não o faço, porque é feio gozar com quem não sabe defender. Nem construir jogo.
"Ahhh és um aziado do caralho, havias de morrer com um very-light!!!" comentarão outros missing links da teoria de Darwin. Não, não sou aziado, sou sportinguista e sportinguista não tem azia, tem refluxo gástrico, porque parece muito mais fino. "Isso é tudo dor de cotovelo meu bói almiscarado! Devia-te de nascer uma árvore de pimenta rosa no cu!!!", dirão outros com interesses na fauna e flora aprimorados. Não, não é dor de cotovelo, porque qualquer sportinguista que se preze já tem os cotovelos com calo e já não sente qualquer tipo de dor. Árvore de pimenta no rabo também não iria fazer grande mossa, já que a constante sodomia da arbitragem ao longo dos anos foi insensibilizando a zona.
Depois de me queixar também eu da arbitragem mas voltando a acentuar que o Sporting não ganhou o campeonato este ano porque não mereceu, resta-me felicitar os benfiquistas pelo campeonato ganho e deixar uma palavra de apreço aos Portistas por com uma equipa nova e sem treinador terem dado tanta luta. Ao Sporting, fica o desejo que seja vencedor da Taça de Portugal, mas se por acaso não o for eu cá estarei para desdramatizar, dizendo que é uma competição sem importância. Caso ganhe vou dizer que até gosto dela do que do campeonato. Isto porque quando toca ao futebol somos todos iguais, um pouco hipócritas e muito pouco Charlies.
15 de maio de 2015
Shark Tank: O pitch completo dos Pastorinhos
Três jovens empreendedores de Cova da Iria entram no Lago para tentar convencer os cinco tubarões a investir no seu negócio.
- Olá tubarões. Eu sou a Lúcia, estes são os meus sócios, Francisco e Jacinta. Estamos a oferecer 10% do nosso negócio por 100 milhões.
- Elá, você deve ter aí um belo negócio! - diz o João.
- Bem, ainda é apenas uma ideia... - continua Lúcia.
- Você avalia a sua ideia em mil milhões? Agora fiquei curioso. - diz o Mário.
- A nossa ideia chama-se "Milagre de Fátima" e consiste em nós inventarmos uma história rebuscada dizendo que vimos Nossa Senhora no cimo de uma árvore, para que Fátima seja falada em todo o mundo e seja conhecida como um local milagreiro e de fé, a donde rumarão milhões de pessoas todos os anos, muitas delas a pé e quem sabe de joelhos. Sonhar não custa. - explica Lúcia.
- Eu não gosto muito de árvores e só por isso estou fora. - diz invariavelmente a Susana.
- Interessante... e como é que pensam fazer dinheiro?
- O modelo de negócio tem 3 fontes de receita: Lojinhas que vendem bugigangas, ou seja merchandise; donativos dados pelos clientes, quer dizer, crentes; e também investimento externo. O melhor de tudo é que é um negócio isento de impostos! Aqui o estado não mama é nada!
- Well... tenho que dizer que é genial! Acho que é a billion dollar idea! Não consigo encontrar razões para não investir... - diz o Tim já todo excitado.
- Quando fala em investimento externo, pode especificar? - pergunta o João.
- Sim, temos já um angel investor da Vaticano Ventures.
- E onde pensam gastar o dinheiro?
- Bem, nós vamos gastar uma parte para contratar uma equipa de criativos de elite, para inventar 3 segredos que profetizam acontecimentos importantes, que supostamente nos são ditos por Nossa Senhora e que serão a base da nossa estratégia de activação de marca. - explica Lúcia.
- Vocês já pensaram que podem poupar esse dinheiro todo, se apenas revelarem os segredos depois das coisas acontecerem? - sugere o Miguel.
- Olha que não é mal pensado não. Ficamos apenas com o quarto segredo que nunca podemos revelar. O segredo de que é tudo inventado e é esse segredo que é a alma do negócio. - diz Lúcia com um sorriso safado.
- Desculpem interromper, mas há pouco parece-me que não me ouviram dizer que estava fora e só por essa razão estou fora. - reafirma Susana.
- Realmente vocês têm a lição muito bem estudada. Let me ask you a coisa, como é que pretendem educar o consumidor? - pergunta o Tim.
- Educar?! Não, para este negócio funcionar bem, até convém educar o mínimo possível. - graceja Lúcia.
- Hahahah, você tem um piadão Lúcia. E patentes, têm? - pergunta o João.
- Temos sim e até já há pessoas a infringi-la que pretendemos processar.
- Quem?
- A Maya e a Maria Helena, essas aldrabonas.
- Ok, não é uma concorrência muito forte. Já pensaram em ter o endorsement de algumas celebridades?
- Sim já. Conseguimos fechar contrato com Jesus para ser um dos embaixadores da nossa marca. - diz Jacinta.
- O treinador do Benfica?
- Não, o Cristo. Tivemos que ir para a segunda opção porque infelizmente ainda não temos budget que permita contratar o JJ e também achámos que poderia ser uma parceria perigosa, já que colinho de homens de preto, sendo que no nosso negócio serão padres, poderia dar aso a mal-entendidos. - explica Lúcia.
- E onde pensam gastar o dinheiro?
- Bem, nós vamos gastar uma parte para contratar uma equipa de criativos de elite, para inventar 3 segredos que profetizam acontecimentos importantes, que supostamente nos são ditos por Nossa Senhora e que serão a base da nossa estratégia de activação de marca. - explica Lúcia.
- Vocês já pensaram que podem poupar esse dinheiro todo, se apenas revelarem os segredos depois das coisas acontecerem? - sugere o Miguel.
- Olha que não é mal pensado não. Ficamos apenas com o quarto segredo que nunca podemos revelar. O segredo de que é tudo inventado e é esse segredo que é a alma do negócio. - diz Lúcia com um sorriso safado.
- Desculpem interromper, mas há pouco parece-me que não me ouviram dizer que estava fora e só por essa razão estou fora. - reafirma Susana.
- Realmente vocês têm a lição muito bem estudada. Let me ask you a coisa, como é que pretendem educar o consumidor? - pergunta o Tim.
- Educar?! Não, para este negócio funcionar bem, até convém educar o mínimo possível. - graceja Lúcia.
- Hahahah, você tem um piadão Lúcia. E patentes, têm? - pergunta o João.
- Temos sim e até já há pessoas a infringi-la que pretendemos processar.
- Quem?
- A Maya e a Maria Helena, essas aldrabonas.
- Ok, não é uma concorrência muito forte. Já pensaram em ter o endorsement de algumas celebridades?
- Sim já. Conseguimos fechar contrato com Jesus para ser um dos embaixadores da nossa marca. - diz Jacinta.
- O treinador do Benfica?
- Não, o Cristo. Tivemos que ir para a segunda opção porque infelizmente ainda não temos budget que permita contratar o JJ e também achámos que poderia ser uma parceria perigosa, já que colinho de homens de preto, sendo que no nosso negócio serão padres, poderia dar aso a mal-entendidos. - explica Lúcia.
- Sim senhora, vocês sabem sem dúvida o que fazem. Eu vou oferecer exactamente o que vocês estão a pedir, porque confio em vocês! Parecem-me pessoas honestas. - oferece o Mário.
- Obrigado, sim levamos muito a sério o negócio de vender falsas esperanças a pessoas. - agradece Jacinta.
- Eu não sei, gosto do conceito, acho que tem potencial mas em termos de branding parece-me um pouco fraco. Ponderariam alterar o nome para "Milagre da Fatinha"? - interroga João.
- Pensámos nisso, mas o Arquitecto Tomás Taveira disse que só cedia os direitos do nome caso pudesse construir uma Igreja no santuário e então tivemos que rejeitar, porque ninguém quer ir rezar a Chelas.
- Fizeram bem, mostra visão da vossa parte. Estou convencido. Tim, queres entrar comigo? Vamos os dois, por 200 milhões por 20%?
- Eu não sei, gosto do conceito, acho que tem potencial mas em termos de branding parece-me um pouco fraco. Ponderariam alterar o nome para "Milagre da Fatinha"? - interroga João.
- Pensámos nisso, mas o Arquitecto Tomás Taveira disse que só cedia os direitos do nome caso pudesse construir uma Igreja no santuário e então tivemos que rejeitar, porque ninguém quer ir rezar a Chelas.
- Fizeram bem, mostra visão da vossa parte. Estou convencido. Tim, queres entrar comigo? Vamos os dois, por 200 milhões por 20%?
- Yes João. Very nice. Vamos lá to that.
- Susana, não queres reconsiderar e entramos os dois? - tenta Miguel.
- Não Miguel, é que me esqueci da carteira em casa e só por isso continuo fora.
- Então eu também estou fora, mas vou ser cliente.
- Vocês se forem inteligentes, sabem que dois tubarões são melhores que um. E o Tim fala americano, o que é uma mais valia porque eu não sei e calculo que 3 crianças do interior de Portugal também não saibam. - diz João ao seu estilo bonacheirão.
- Vocês sabem que eu vou ser o primeiro português no espaço, não sabem? Posso inclusivamente dizer, para dar credibilidade, que vou lá acima falar com Nossa Senhora para acertar os royalties dela. - diz Mário.
- Bem, quem é que ofereceu o quê? É que eu não vejo um piço à frente e não conheço as vozes. - diz Lúcia.
- Afinal enganei-me, você não tem visão nenhuma! Hahahaha! - diz o João, provocando uma risota geral.
Resumindo, quem tem fé muito bem, eu também adorava ter. Agora quem não acredita que isto tudo não passa de um negócio, é porque acredita em coisas mais improváveis que a existência de Deus. Aliás, os primeiros a ficarem ofendidos e acharem nojenta toda a capitalização que se faz em nome de Deus, deveriam ser os verdadeiros Cristãos.
- Afinal enganei-me, você não tem visão nenhuma! Hahahaha! - diz o João, provocando uma risota geral.
Resumindo, quem tem fé muito bem, eu também adorava ter. Agora quem não acredita que isto tudo não passa de um negócio, é porque acredita em coisas mais improváveis que a existência de Deus. Aliás, os primeiros a ficarem ofendidos e acharem nojenta toda a capitalização que se faz em nome de Deus, deveriam ser os verdadeiros Cristãos.
Como diria Kevin O'Leary "Yeah baby! It's all about the money!"








