6 de dezembro de 2015

Não teve piada! #ConinhasGonnaConate



Com o crescimento da página e do blogue, começa a haver cada vez mais comentários de pessoas desiludidas com o meu nível humorístico. Temos pena. Não gosto de dar importância a esse tipo de comentários, mas gosto de os aproveitar porque acabam por ser sempre uma boa fonte de inspiração para textos como este. Nem estou a falar do pessoal que se ofende e se indigna com piadas ou opiniões sobre temas mais sensíveis, como por exemplo sushi e gin: estou a falar do pessoal que até gosta do que escrevo, segue regularmente, mas parece que tem o desejo secreto e o prazer mórbido de me ver a deixar de ter piada e, à primeira oportunidade, faz questão de o dizer nos comentários. Não me levem a mal, estão no vosso direito, mas se acham que estão a ser construtivos, enganam-se. Este texto pode parecer que me afectam, mas comentários como esses sempre os tive e, se os levasse a mal, tinha fechado a página ao fim de alguns meses. Tento sempre interagir nos comentários, mesmo quando me ofendem ou até ameaçam de porrada e de morte. Ainda está para chegar o dia que alguém venha até à Buraca para cumprir essas promessas. Mas, devo confessar, que fico um bocadinho desiludido quando leio comentários deste género:

«Estás cada vez com menos piada!»
Parecem aquelas namoradas que passada a magia inicial da novidade se começam a queixar de tudo o que o namorado sempre fez e a tentar mudá-lo. Ao contrário de muita gente, eu escrevo quase todos os dias e sobre os mais variados temas e escrevo para mim e não para agradar os outros. Vão sempre haver melhores e piores piadas. Vão existir muitas piadas ao lado porque sem as más que falham, não há as boas. E, as que falham para uns, são geniais para outros. Cada vez que comentam isto parece que esperam que eu seja o vosso bobo pessoal que tem de escrever para vocês, para vos fazer rir como se fosse a minha obrigação a partir do momento que meteram like na página. Lamento informar-vos mas não vos devo nada. Quando acharem que eu perdi a piada, é favor de irem embora. É tão simples quanto isso. Esta página e este blogue dificilmente vão durar para sempre, por isso, façam como essas namoradas quando percebem que vão ser deixadas: acabam vocês primeiro o relacionamento para se sentirem bem convosco próprios. Vale?

«Já vi isto em qualquer lado!»
Acontece. Principalmente em temas de atualidade é normal que haja pessoas a fazer parecido, é sinal de falta de originalidade minha e dessas pessoas. Até gosto que digam isto e que metam links onde viram parecido, desde que o façam num tom construtivo e de alerta e não por pensarem que ando a copiar piadas. Deve haver pouca gente por aí que produz tanto conteúdo como eu e pensar que ando a copiar é só parvo. Não tenho tempo para ver páginas e outros blogues porque estou ocupado a escrever, trabalhar e com o resto da minha vida. No dia em que me sentir tentado a copiar ou plagiar alguém, é o dia em que fecho a página e quem me conhece sabe perfeitamente disso. Lá por alguns humoristas profissionais fazerem da sua carreia o plágio constante, não quer dizer que os amadores como eu também o façam.

«Andas sem inspiração!»
Acontece. Temos pena. Dizerem isso não ajuda muito. Também não prejudica, é um facto, mas eu também não vou ao vosso trabalho dizer-vos como é que se passa o código de barras no leitor, ou como é que se põe sal nas batatas do McDonalds, pois não? Epá, agora se calhar fui muito bruto e insensível, peço desculpa. Não vos preciso de lembrar que estão desempregados. #bojardadodia.

«Onde é que está a graça da piada?»
Se calhar, quem comenta isto não percebeu a piada. Ou, só se calhar, não teve piada para esta pessoa mas os três mil likes e duzentas partilhas mostram que teve piada para outras pessoas. Eu já fiz piadas que não passaram os 500 like e que continuo a gostar delas e a usá-las quando faço stand up comedy. Não meço o sucesso de uma piada pelo número de likes, mas convenhamos que se tem milhares de likes é porque teve alguma piada para muita gente. «O Hitler também tinha muitos seguidores!» é o contra-argumento das pessoas que, caso eu a minha página não tivesse tantos seguidores, diriam «É por isto que não passas dos 1000 seguidores!». Os trolls têm sempre argumento para tudo o que só mostra o quanto se esforçam para terem atenção.

«Cheguei ao meu limite. Antes tinhas piada mas agora vou deixar de seguir a página!»
É legítimo. Quem deixa de gostar tira o like e continuamos amigos como antes. Só demonstra inteligência da vossa parte saberem com o que vale ou não a pena perder tempo do vosso dia. Mas sentirem necessidade de o anunciar ao mundo? É só de quem é mal fodido e precisa de atenção. Estas pessoas sentem a necessidade de me dizer porque sabem que eu nem daria conta. Todos os dias saem dezenas de pessoas da página mas, até agora, têm chegado sempre mais. Este texto, por exemplo, vai fazer com que muita gente me ache arrogante e que saia da página mas, mais uma vez, se isso me impedisse de escrever o que bem me apetece, era muito mau sinal.

«Mas isto é uma crítica construtiva! Não aceitas as críticas?»
Diz muitas vezes isto quem levou uma resposta depois de me criticar mostrando que afinal não aceitam que eu critique a crítica deles. Irónico. Se eu não aceitasse as críticas nem lhes respondia porque assim ficariam com menos destaque nos comentários ou, simplesmente, apagava como muito boa gente faz. Uma crítica construtiva implica alguma coisa nela que me ajude a melhorar. Adicionem camadas à piada, digam-me como é que ficava melhor ou porque é que não gostam. É a construção? O tema? Não é original? É demasiado inteligente e acham que vos ofende por eu não fazer piadas mais fáceis para toda a gente as poder apanhar? Adicionem esse tipo de comentários e aí sim, podem dizer que são construtivos. Caso contrário é só palermice.

Até acredito que muitos deste tipo de comentários venham de um bom fundo e que sejam uma tentativa de me motivar a fazer melhor da próxima, de mostrarem que eu elevei muito a fasquia e que agora tenho de a manter. Mas, sinceramente, esse tipo de comentários só me tiram a vontade de escrever porque me lembro que estou a fazer isto sem pedir nada em troca, por gosto, e que há muita gente ingrata por aí que pensa que me pode exigir alguma coisa. Não sejam essas pessoas, não vale a pena o esforço. Encarem os comentários como uma conversa de café onde nos acabámos de conhecer. Se eu fizesse uma piada ou comentário ao vivo, vocês iam dizer do outro lado da mesa «Não tiveste piada!»? Claro que não. Apenas não riam. Até podiam pensar isso mas ficavam calados porque não era educado da vossa parte. Na Internet também há regras da boa educação e eu não vou para os vossos perfis pessoais escrever «Estás cada vez mais feio!».

Ninguém vai gostar de tudo e eu até duvido do bom gosto de alguém que diz que sempre gostou de tudo o que eu escrevi porque até eu, com o tempo, leio coisas para trás que não gosto e nem acho piada. Faz parte. Só têm de meter o que gostam e o que não gostam nos pratos de uma balança: se pender para o lado que gostam, continuam a seguir; caso contrário, a porta da rua é serventia da casa e escusam de me dizer porque eu estou, sinceramente, a cagar-me para quem não gosta, nunca gostou, ou deixou de gostar. Quem não gosta mas não consegue fazer uma crítica construtiva, aqui tem uma ajuda sobre como lidar com aquele sentimento que vos leva, ao invés de continuar a fazer scroll no feed do Facebook e ignorar, a comentar qualquer coisa só para ter atenção.



Sim, isto foi a minha egotrip. Um gajo da Buraca que não é rapper também tem direito. É Domingo e estou de mau humor. Já agora, aproveito para dizer que a todos os que têm feito comentários destes que podem comprar o meu livro, clicando aqui. Assim, no final de o lerem já podem refilar a dizer «Dei 15€ por esta merda e não tem piada nenhuma! Quero o meu dinheiro de volta!». Obviamente que não vos vou devolver nada, mas ao menos ficam com um bocadinho mais de legitimidade para criticar. Pumba! Marketing digital assim à bruta! Afinal os vossos comentários de crítica gratuita e do bota-abaixo a tentarem desmotivar-me até servem para alguma coisa. Esqueçam lá o que eu disse e continuem, por favor.
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3 de dezembro de 2015

10 tipos de ex-namorada/o



Quase todos temos, ou vamos ter na vida, ex namoradas e namorados. A maioria das vezes as coisas não terminam bem para um dos lados e é nessa altura que as pessoas revelam o seu verdadeiro eu. Como sempre, fiz uma investigação de campo intensa para categorizar os dez tipos de ex-namoradas. Quase todos os tipos são também aplicáveis ao sexo masculino, mas mesmo com todo o meu profissionalismo não efectuei essa parte do estudo empírico. Espero que me desculpem.

A ADELE
A Adele é aquela ex que chega aos 35 solteira e que decide ligar para dizer «Hello», embora não dê notícias há mais de dez anos. Está naquela idade em que já percebeu que afinal nós éramos o melhor que ela consegue arranjar na vida. Não é que nós sejamos espectaculares, ou que ela ainda goste realmente de nós, mas bateu-lhe aquela nostalgia quando percebeu que já tinha os padrões a bater no nível Plateau seis da manhã, fim de festa de lady's night. Liga a convidar para tomarmos um café para recordar momentos antigos só para se voltar a sentir jovem e desejada. Se, por acaso, apanha o ex-parceiro também na mesma situação desesperada, ou se calha ela estar até bastante mais jeitosa do que o que era, normalmente reatam o relacionamento. Metem logo uma foto com uma moldura em coração a dizer «O destino é uma coisa linda! Voltou a juntar-nos passados dez anos! Estava escrito nas estrelas. Chupa Maya!». Normalmente, acabam passados uns meses.

A PSICOPATA
Quem nunca teve uma psicopata? Aquele sexo selvagem, mas que estamos sempre de olho nas mãos dela a ver se não saca de um picador de gelo para nos tatuar «Propriedade de Sónia» no crânio? Calha a todos. Quando o namoro termina, sempre em maus termos, ela torna-se uma espia da CIA, altamente qualificada. Sabe todos os nossos passos, aparece-nos à porta do trabalho e liga-nos de número anónimo só para ouvir a nossa voz enquanto ela arfa com o prazer de nos estar a azucrinar a cabeça. É por causa destas meninas que a MEO e a NOS deixaram de ligar de número anónimo porque ninguém os atendia a pensar que era a ex, psicopata. Não vale a pena bloqueá-las no Facebook porque elas vão fazer um perfil falso e percorrer todo o nosso feed pelo menos uma vez por dia, a ver os perfis de todas as gajas que fizeram like ou comentaram as nossas fotografias. São meninas para enviar mensagens a essas raparigas a dizer «Então puta? Andas a dar em cima do meu damo? Vê lá se queres um acidozinho nessa cara de barbie badalhoca!». Por vezes cumprem o prometido. É ter cuidado.

A PASSIVA-AGRESSIVA
Este tipo é praticamente igual à psicopata mas o seu modus operandi é diferente. É especialista em deixar indirectas no Facebook a tentar mostrar que está melhor do que nunca! Ela esforça-se mas nós sabemos que a cada partilha de uma fotografia emancipadora da página «Poderosas popozudas» há várias lágrimas derramadas para cima do teclado. Tenta meter cunhas com os nossos amigos e a nossa mãe, a ver se consegue convencer alguma dessas pessoas de que nós só estamos bem com ela, sem perceber que isso só vai fazer com que a achemos ainda mais maluca e demos graças a deus por a termos deixado. A passiva-agressiva é gaja para tentar o suicídio para chamar à atenção, normalmente tomando uma caixa inteira de comprimidos que depois vai-se a ver e eram Kompensans. Em raras excepções, mata-se mesmo e nós ficamos com peso na consciência mas, por outro lado, de ego cheio a pensar «Porra! Uma gaja matou-se por causa deste menino! Sou ganda boss!». 

A MIIIIGAAAA
«Mas podemos ficar amigos...» é daquelas frases típicas de fim de namoro que já muitos usaram a tentar conter as lágrimas que vão escorrendo dos olhos da outra pessoa. Um mito. Os ex-namorados nunca ficam amigos. Há sempre alguém que ainda gosta ou que tem a esperança secreta que, numa noite de bebedeira, sobre qualquer coisinha para petiscar da carcaça, qual hiena oportunista. Ficar amigo ou até fuck buddy de uma ex é uma parvoíce. Ninguém gosta de andar a comer restos todos os dias. Só há duas razões para ficar amigo de uma ex: continuamos a gostar dela e/ou a querer saltar-lhe para cima; ou ela tem amigas boas que temos esperança que nos apresente para se desculpar de nos ter deixado. Nunca vai acontecer! No momento em que uma amiga dela tiver interesse em vocês, a vossa ex vai insinuar-se como se ainda estivesse interessada, só para que não dêem atenção à outra e continuem a aquecer o banco de suplentes da equipa «Massaja-me o ego». Ficar amigo de uma ex é como guardar uma perna de frango ratada debaixo da almofada. Já comemos, foi bom, mas vai acabar por cheirar mal.

A AMY WINEHOUSE
Imaginem o cenário: estão a ver um filme com uma manta por cima às 3 da manhã de um sábado, porque os vossos amigos estão todos comprometidos e ninguém quis ir sair convosco, e recebem uma mensagem. Apesar de já não terem o número gravado e de terem tentado esquecer, o vosso cérebro fez questão de marcar aquela sequência de números para sempre e vocês sabem, automaticamente, que é a vossa ex. O cérebro é um atrasado mental nestas coisas. Se ele mantivesse em memória a matéria da escola com a mesma persistência que mantém números de telemóvel de ex-namoradas, ninguém chumbava. Bem, mas voltando à mensagem que ela vos enviou que é mais ou menos isto «afdsad daodoad saudadesss tuasss. Axo qe nadssd oasd ver hoje!?». Vocês ficam na dúvida se ela se enganou no número, se afinal ainda gosta de vocês, ou se é apenas porque ninguém lhe passou cartão na discoteca e ela está com aquela larica de salsicha sem ser ser a dos cachorros das roulotes. O conselho que vos dou é que respondam sempre a esta mensagem com um «Quem és?». A partir daí é deixar a magia acontecer.

A NORA
E aquela namorada que queremos ver longe mas que a nossa mãe gosta muito? Quem nunca namorou com a nora perfeita mas que deixava muito a desejar enquanto parceira? «Ó filho, mas vocês ainda se vão entender um dia, vais ver.» diz-nos a nossa mãe enquanto a convida à socapa para a nossa festa de aniversário e mete laxante na sobremesa da nossa nova namorada. Não há pior conjugação do que uma ex psicopata e uma mãe que tem a mania de se meter nos assuntos privados dos filhos e que não vê o quão maluca é a ex-nora. Por vezes, o que acontece também é ter sido ela a deixar-vos a vocês mas não à vossa mãe. Ela, no fundo, não vos deixou mais cedo porque gosta realmente da sogra e já são amigas. Depois, em vez de vos dar espaço para o vosso luto, continua a aparecer lá em casa para tomar chá com a vossa mãe, enquanto vocês choram no quarto ao ouvi-la contar detalhes sobre o seu novo namorado de pénis marmóreo. 

A ÉRIKA
Há sempre aquela ex-namorada que mal acaba o namoro entra numa rampage de funaná pelado. Uma sucking spree de fazer inveja a muita actriz porno no auge da carreira. Um arraial de pénis que se ela cobrasse um euro a cada um já tinha dinheiro para se reformar. Já é conhecida em todas as discotecas num raio de 50 quilómetros e já rodou porteiros, barmans, RPs e os gajos oleosos das roulotes de hamburgueres. É aí que percebemos que criámos um monstro e que, qual Frankenstein, também está a ser montado com pedaços de corpos de várias pessoas. A única coisa boa é que percebem que ela é uma pessoa sem preconceitos e que não discrimina. Isso é fácil de perceber porque, nesta fase, ela tem o sistema de triagem avariado e toda a gente, seja qual for a raça, credo ou idade, leva senha de prioridade máxima para entrar o mais rapidamente possível.

A NOIVA
No espectro oposto há aquela ex-namorada que passadas duas semanas está a actualizar o estado do Facebook para noiva do Sandro Nélson. Passado um mês casa e, passados sete meses, têm o seu primeiro rebento: o Fábio Rúben. Fazem um Facebook conjunto e nós agradecemos a Deus por nos ter livrado de sermos aquele gajo com ar de panhonha que engorda 5kg entre cada atualização de foto de perfil. Desconfiamos que se calhar ela já andava enrolada com ele antes de acabarmos o namoro, o que só aumenta o nosso sentimento de agradecimento para com ele por se ter metido à frente das balas por nós. As mulheres pensam de maneira diferente se um dos ex-namorados casa logo, depois do final de um namoro de anos. Em vez de alívio, ficam com aquele sentimento «Eu bem sabia que ele não me pedia em casamento por não gostar de mim!», isto mesmo que tenham sido elas a acabar o namoro em que a única coisa que faltava era o anel.

A MÃE
E descobrirmos que uma namorada com quem terminámos o namoro há 7 meses acabou de dar à luz? Vemos a foto do recém nascido no Facebook e armamo-nos em pediatras a tentar descobrir se o puto tem ar de prematuro ou não. Vamos ver se ela tem namorado e ficamos atentos a todos os seus passos na esperança que a ratazana sem pelo não tenha traços em comum connosco. Fazemos tudo na sombra sem nunca perguntar directamente se o filho é nosso! Assim, temos sempre a desculpa do «A tua mãe nunca me disse...» quando ele nos procurar já com 18 anos a pedir dinheiro para pagar as propinas da faculdade. Bem, mas antes isso do que vermos, passados sete meses, a foto de um exame de HIV com o resultado positivo. Quer dizer... um filho é para a vida, a SIDA daqui a uns anos deve ter cura.

O PATINHO FEIO
Já aconteceu a muito boa gente ver uma ex-namorada passar de patinho feio a cisne, em menos de seis meses. Por um lado, ficamos tristes por termos desistido do investimento logo na altura que ele poderia dar frutos, mas por outro sentimos revolta por ver que ela mal chegou ao mercado fez por ficar gostosa e connosco não se importava de estar uma lontra sebosa. A maiora causa de desistência de ginásios não é a falta de vontade de treinar, mas sim o facto das pessoas começarem a namorar. «Pronto, agora já está no papo! Por falar em papo, apetece-me comer alguma coisa!». Claro que existe o oposto que é vermos uma ex-namorada que sempre dissemos que era a mulher mais gira em quem já tínhamos colocado as mãozinhas e percebermos que vendemos as acções na altura certa. Passou de modelo Victoria Secret a modelo do «Antes» em fotos de publicidade a clínicas de cirurgía plástica. É um alívio quase tão grande como o de descobrirmos que o puto da outra ex-namorada nasceu preto e não é nosso de certeza.

E é isto. Já vos calhou algum deste tipo na rifa? Todos? Há algum que eu me tenha esquecido? Podem deixar nos comentários e, como sempre, podem partilhar que a gerência agradece. Se alguém com perfil de Facebook conjunto estiver a ler isto, é favor partilhar duas vezes.
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30 de novembro de 2015

Quem trai uma vez, trai a vida toda?



Antigamente, este dia era feriado. Agora estamos aqui todos a trabalhar a não ser os milhares de desempregados e os filhos da mãe do pessoal que ainda está no bem bom a estudar e a queixar-se que as aulas isto e as aulas aquilo. Não aproveitem, não. Bem, vamos a mais uma consulta na rubrica "Doutor G explica como se faz".


Olá Dr G., pois que aqui a miúda, que está mais perto dos 40 que dos 30, gosta de rebolar! Tive uns quantos Fucking Friends e meia duzia de relacionamentos. Acontece que sem querer, tropecei numa cena antiga! Pois o primeiro tipo com quem soltei a franga, foi mau, na altura.... Agora.... Agora foi muito bom e não tenho duvidas que sou a melhor queca da vida dele. Conversamos e, dito por ele, não quer nada sério... saiu de um relacionamento complicado... Ok, a cena é boa, quero lá saber do anel, mas depois mete-me ao telefone com a mãe, oferece-me presentes, só falta deixar a minha escova de dentes em casa dele. O que raio se passa?   

Anónima, 37, Lisboa

Doutor G: Cara Anónima, começa a ser um tema recorrente nas dúvidas enviadas para o Doutor G. Quais as reais intenções de um homem que diz que não quer assumir um relacionamento sério? São essas mesmo, as de não querer nada sério mas querer continuar a rebolar pelado sempre que possível. Os homens sabem que mantém mais facilmente uma fuck buddy se forem fofinhos, do que apenas toma lá que já almoçaste e agora vais à tua vidinha até à próxima. Ele, provavelmente, andará a sambar de saco ao léu com outras, ou, pelo menos, anda a tentar e por aí também não quer assumir nada. Quanto a meter-te ao telefone com a mãe, pode ser porque ela o chateia de ele não ter namorada e assim sempre a consegue calar ou porque tu és boa na cama mas péssima na cozinha e ele está à espera que ela te dê umas dicas.


Caro Dr. G, passa-se o seguinte: sendo eu um jovem rapaz com os meus 25 anos e com a minha historia de relacionamentos... venho preguntar se o doutor acha normal... eu nao conseguir ter um relacionamento por mais que dois meses no máximo, algo me diz para saltar fora a primeira oportunidade... ela pode ser espectacular mas mais cedo ou mais tarde eu aborreco-me sera isto normal... ou um caso de xóninhas crónico?
Pedro, 25, Braga

Doutor G: Caro Pedro, desde já detecto um grave problema que é o facto de utilizares reticências porque sim e porque não. Se há coisa que me irrita são pessoas que... falam assim... só porque... sei lá... A minha namorada é igual. Ao início quando ela me respondia «Sim...» ou «Não...» eu pensava logo que já tinha feito merda sem saber. Depois percebi que ela é só maluca e usa reticências fora do contexto. Antes isso do assassinar-me durante o sono com um picador de gelo. Mais uma vez, sendo que esta dúvida é recorrente, reafirmo que se saltas fora é porque ela não te prendeu. As pessoas podem ser espectaculares mas não suscitarem em nós aquele sentimento de Josef Fritzl que nos apetece tê-las sempre perto de nós amarradas numa cave.


Caro doutor G., namoro há 4 anos e há quase 2 que mantenho uma relação à distância. Amo-o muito e acontece que, apesar de termos acordado manter a coisa na monogamia, ambos temos tido affairs com outras pessoas; a pior parte, é que ele não assume (apesar de não saber esconder), e eu adorava que pudessemos ser sinceros um com o outro até porque eu própria dou as minhas escapadelas com alguma frequência (não consigo passar muito tempo sem levar com ele, fico toda nervosa). A minha questão é: devo assumir o meu comportamento e correr o risco de acabar esta relação ou continuar sem falar no assunto como se não fosse nada?   
Maria, 23, Porto

Doutor G: Cara Maria, desde já os meus parabéns. Acho que devias registar a frase «Não consigo passar muito tempo sem levar com ele. Fico toda nervosa.». Acho que deve ser a frase na tua lápide e que podes fazer bom dinheiro se fizeres umas t-shirts com isso. Em inglês e tudo para as inglesas no Algarve: «I can't handle much time without levating with it. I get toda nervous.». Pois, não sei sei o que deves fazer. Por norma, os homens gostam todos de relações abertas mas é só se forem só eles a molhar o bico por fora. Mas, posto isto, há excepções e pode ser que ele alinhe numa relação Cicciolina. Mas, se ele também anda a comer por fora e não te diz, diria que vocês já têm uma relação aberta sobre a qual não falam e que, aparentemente, resulta! Não mexe que estraga.


Caro Guilherme, antes de mais quero felicita-lo pelo seu excelente livro que me tem proporcionado alguns minutos de riso diários. Agora, voltando ao assunto que me traz ate si: Há 3 anos conheci uma rapariga com quem me super identificava mas neste “match made in heaven” havia um senão: ela era casada. Os dias foram passando e a tensão sexual entre nos aumentou ate que não foi possível aguentar mais e acabamos ambos no vale dos lençóis. Pensei que seria apenas uma escapadela da parte dela pois era casada há 5 anos mas, contra todas as hipóteses 2 meses depois deste incidente a rapariga divorciou-se! Assim, sem ninguém pelo meio, decidi esperar mais uns tempos ate as coisas acalmarem e assumi uma relação, so far so good que ate decidimos juntarmo-nos num apartamento e realmente viver como um casal e puff... Até ali, a nossa vida sexual era muito activa e qualitativa, íamos aos lençóis 4 ou 5 vezes por semana e queríamos ambos mais e mais, mas tudo mudou. Sem razão aparente, de um dia para o outro a rapariga começou a evitar qualquer contacto sexual. Claro que a frustração e rejeição começam a tomar conta de mim, nunca fui egoísta no sexo, sempre pus a sua satisfação em primeiro lugar e a variedade sempre existiu. Mas também não consigo acabar com uma relação só porque não há sexo há 7 meses, mas também não suporto a ideia de ser rejeitado constantemente. Poderá o doutor elucidar-me com os seus conselhos? 
PM, 30, Lisboa

Doutor G: Caro PM, é o que dá juntares os trapinhos com uma mulher que meteu os palitos ao marido. Posso estar aqui a teorizar sobre os vários motivos que podem levar a essa quebra de libido da parte dela mas é impossível saber. No entanto, digo-te uma coisa: o marido dela devia andar a perguntar-se exactamente o mesmo quando ela não tinha vontade em casa, mas andava a chafurdar contigo. Agora, daqui tiras as tuas conclusões. O universo encontra sempre o equilíbrio perfeito e para tu estares há 7 meses sem sexo, há, provavelmente, alguém que anda há 7 meses a jogar o tiki-taka genital como se não houvesse o dia de amanhã. Como compraste o meu belo livro, ao menos já tens como ocupar os tempos mortos na cama. Pumba, marketing digital à bruta.


Bom dia caríssimo Dr. G. namoro há 2 anos mas o gajo não me satisfaz sexualmente, tanto que eu tive que arranjar um segundo plano e ir chafurdar em território alheio. A questão é que me arrependo e bastante. E a pessoa com quem cometi o pecado do adultério nunca mais me disse nada depois do que aconteceu. Não tenho sabido como lidar com nenhuma das situações e aguardo ansiosamente que me elucide para o que fazer.
M., 20, Inferno

Doutor G: Cara M, não desculpes o facto de seres uma porca com a incapacidade do teu namorado para te satisfazer. Se ele não te satisfaz e não estás contente com isso, só tens de terminar a relação e partir (para) outro. E, quando dizes que estás arrependida, não é de o teres traído mas sim porque o outro gajo te mandou dar uma volta ao bilhar grande depois de te ter dado com o taco e as bolas. É só uma questão de tempo até seres novamente infiel e dares com os pés ao teu namorado se o teu parceiro de adultério não te der a ti. Por isso, ganha os tomates que o teu namorado não tem e deixa de fazer o "gajo" perder tempo.


Caro Doutor G, tenho 20 anos e estou na universidade, posso-lhe dizer que já tive algumas oportunidades indecentes de lutas greco-romanas debaixo dos lençóis, mas que nunca se chegaram a concretizar. Isto tudo deve-se a minha insegurança e receio uma vez que não sou muito dotado da parte de baixo. O que me aconselha a fazer da minha má sorte? Aqui vão as minhas medidas: 12,5 cm de comprimento e 12 de diâmetro 
António, 20, Leiria

Doutor G: Caro António,  deve haver algum erro com as tuas medidas. 12cm de comprimento e 12cm de diâmetro? Isso não é um pénis, é um disco! É um coto de um rolo de carne! Vou, então, partir do princípio que o diâmetro está errado e que é outro valor qualquer dentro do médio baixo. Não te vou mentir António, não tens um bacamarte, não. E, não te vou mentir António, o tamanho conta, nem que seja psicologicamente. Digamos que tens uma piloca modesta. Aliás, as boas notícias é que, segundo as novas estatísticas, só está abaixo da média por 0.7 cm. Não é um caso clínico em que precises de meter espuma isolante para dar volume ao bicho. É um pénis que se tiveres boa técnica, endurance e fores um gajo dedicado com os dedos e com a língua, elas não se vão queixar. Vê as coisas pelo lado positivo: vai ser-lhes fácil efectuar uma garganta funda (mais ou menos funda, vá) e nunca vão ter a desculpa de dizer que não querem anal porque lhes dói. Tens é de ter confiança! Agarra-as e encosta-as à parede e diz-lhes ao ouvido «Vou despir-te e dar-te uma meia-dose de enchido que até diz que é melhor porque a carne processada faz cancro!».


Boas, Doutor G. Estou com um problemazito de gaja... completamente. Entrei há um ano e pouco para a Universidade e conheci várias pessoas, entre as quais a Antonieta que é a rapariga que me dou melhor. A Antonieta é muito tímida e nunca teve uma relação. Eu bem tento, porque ela é uma rapariga brutal, mas não vai lá. Bem, passado uns meses, comecei a dar umas voltitas com um rapaz e, vai na volta, quando contei à Antonieta, a reação dela foi muito estranha. Achei que ela estava interessada nele. Tempos depois disse-lhe isso, mas, como é esperado, ela negou. Entretanto, ela disse-me que estava interessada num conhecido nosso. E isso era brutalíssimo SE esse rapaz e eu não tivéssemos uma relação muito boa e SE ele não parecesse estar interessado em mim. Inicialmente, via-me a ceder a este rapaz, mas quando soube, risquei essa hipótese (para não estragar ambas as amizades). Até agora tudo ok, sou uma tipa porreira. Acontece que, neste momento, dou-me muito bem com um outro rapaz e tenho uma curiosidade enorme de dar umas cambalhotazitas com ele. A chatice nº 3: ela parece ter uma igual pancada por este, embora não tenha admitido. Questão: Devo continuar a dizer que não às minhas cambalhotas por causa de uma amiga que não sabe o que quer? É que, vendo as últimas situações, temos tendência para achar piada aos mesmos. Ou devo simplesmente avisá-la mal me interesse por um rapaz, do género "Pára lá Antonieta que este é meu!"? 
Inês, 19, Porto

Doutor G: Cara Inês, a Antonieta é uma empata fodas do caraças, está visto. A amizade é mais importante que o sexo casual, no entanto, devem estabelecer uma espécie de prioridade e de regras sob as quais se devem reger. Aqui coloco um fluxograma para vos ajudar:




E pronto, depois do trabalho que isto me deu, o mínimo que podem fazer é partilhar este texto e comprar o meu livro à venda na FNAC, Bertrand e hipermercados. Pumba, marketing digital outra vez assim à Tomás Taveira. Obrigado a todos e continuem a enviar as vossas questões filosóficas e javardas para porfalarnoutracoisa@gmail.com. 


Façam muito amor à bruta que é quase Natal e de guerras o mundo já está cheio.

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25 de novembro de 2015

Pedro Arroja: o Rei dos homofobicus otarius



Raramente dedico textos a uma pessoa específica, acho que só o Gustavo Santos e a Alexandra Solnado tinham tido essa honra. Até agora. Hoje, venho falar-vos do Pedro Arroja, um professor que tem tempo de antena no Porto Canal para dizer alarvidades. Ficou conhecido aquando de comentários machistas sobre as deputadas do Bloco de Esquerda e agora voltou à carga ao falar da adopção por parte de casais do mesmo sexo. Já vos falei da sub espécie símia homofobicus otarius, da qual o Pedro Arroja é o imperador. Lembrem-se que não se trata da sua opinião ser contra, trata-se dos "argumentos" que ele dá. Podem conferir neste vídeo, 
cortesia do Porto Canal e da página Bocage 2.0, o qual vou, de seguida, criticar e maldizer.



Não, isto não é um sketch de comédia. Infelizmente. Vamos lá, então, por partes.

00:15 - «Alguém escolheu que eu fosse homem. Esse alguém, racionalmente, é Deus.»
Hum... não. Lamento, mas não foi Deus que escolheu que tu fosses homem. Foi todo um processo genético que definiu os teus cromossomas aquando da inseminação do óvulo da tua mãe com um espermatozóide do teu pai. A ver pelo vídeo, não foi o espermatozóide mais inteligente. Queres acreditar em Deus, tens o meu apoio. Trazer Deus para uma discussão política é que te devia valer um calduço com uma cruz de ferro incandescente.

00:25 - «São uns filósofos de café.»
Sim, essas pessoas que acham que a homossexualidade não é uma escolha, mas sim uma predisposição genética. Esses parolos que acreditam na ciência em vez de seguirem à letra os ensinamentos com mais de dois mil anos escrito por pessoal que dava no ópio com força. E mesmo que fosse uma escolha, não estou a ver como é que isso te iria dar razão. Antes um filósofo de café do que um homofóbico de tasca. Pedro, ao dizeres que é Deus que faz tudo, estás a culpá-lo não só de te ter feito homem, mas também de te ter feito uma aventesma. Acho que te fica mal teres em tão pouca conta o trabalho do senhor.

00:58 - «Imaginando-me a perguntar à minha mãe: Olha, tu sabes fazer pénis?»
Palmas, Pedro. Palmas. Ri-me a bom rir com esta tua frase. Imagino-te à mesa em família a dizer «Mãe, pode-me fazer uns ovos estrelados? E pénis? Pode trazer-me uns penizinhos de coentrada? Não sabe fazer pénis? A avó não lhe passou a receita de caralhetes au champignon?». Se a tua mãe te tivesse dado duas chapadas de cada vez que fazias perguntas parvas, talvez te tivesses feito um Homem.

01:14 - «Ela fez quatro! Mas não sabe fazer pénis.»
Sorte de principiante, Pedro. Eu também não sabia fazer magret de pato com molho de frutos silvestres, mas inventei e até saiu bem! Não sei quanto aos restantes pénis que a tua mãe fez, mas no teu caso deve-se ter esquecido da panela ao lume e isso queimou-te o cérebro.

01:19 - «E cérebros, sabes fazer?»
Claramente que a tua mãe não sabe fazer cérebros, Pedro. Isso é mais do que óbvio a julgar pelo teu. Pilas também só as deve saber fazer pequenas e mal amanhadas, porque essa pequenez de mentalidade, normalmente é proporcional à insegurança causada por um micro-pénis flácido que ninguém quer pôr na boca. 

01:51 - «Estou a imaginar a resposta dela, típica da mulher portuguesa a desvalorizar o marido.»
Estás errado, Pedro. A típica mulher portuguesa não desvaloriza o marido. A tua, se calhar é que te desvaloriza porque percebe o anormal que tem em casa. Noto aí alguma raiva para com as mulheres, alguma desilusão e descrença no sexo feminino... Queres falar sobre isso? Desabafa que te faz bem.

02:25 - «Não foi a minha mãe porque não sabe sequer fazer os orgãos genitais dos homens (...) A resposta é: Foi Deus. Embora o tenha feito dentro do ventre da minha mãe.»
Mau... E o teu pai sabe disso? O teu pai sabe que Deus andava a enfiar coisas no ventre da tua mãe assim à bruta? Logo quatro pénis que lhe enfiou no bucho com o seu santo e sagrado sémen? E a tua mãe, será que deu conta? Deus violou-a como fez a Maria? Meteu-lhe roofies na francesinha? É ver isso que pode ser que o crime não tenha prescrito. Mais uma vez, quando estiveres a falar de política e de leis, mete Deus no teu santíssimo rabo.

04:55 - «Uma mulher sozinha não sabe para onde é que há-de ir.»
Finalmente, um argumento com o qual concordo. Toda a gente sabe que uma mulher sem GPS ou co-piloto, é provável que se perca e não saiba por onde ir. No parque de estacionamento também já as vi às voltas à procura do carro no Colombo, quando o tinham estacionado no Vasco da Gama. Ah, mas espera, estavas a falar na vida em geral? Que uma mulher não se sabe orientar sozinha? Eu é que queria ver como te orientavas sozinho sem uma mulher que tirasse as nódoas de merda do babete, quando a comes às colheres.

«07:34 - Corro o risco de sair um atado.»
Eras atado, mas no pescoço com um nó de forca. Estás, então, a querer dizer que uma mãe solteira não tem capacidade de educar uma criança em condições, é isso? É uma conclusão fácil de tirar do teu discurso machista. Portanto, uma mãe que foi abandonada pelo pai da criança, que tem dois trabalhos e conta com a ajuda da avó para cuidar do seu filho, ou filha, nunca vai conseguir criar um ser humano sem que este seja atado? Não sei, a quem estiver a ler isto que tenha sido criado só pela mãe ou avó, que mande o senhor Pedro para o caralho, mas só para lhe mostrar que não são atados. Dizem que somos aquilo que comemos, mas no teu caso não acredito porque tu és um coninhas, Pedro.

07:38 - «Corro um risco de ser um brutamontes.»
Sim, porque toda a gente sabe que os homossexuais são os seres mais violentos à face da terra. As paradas gays acabam sempre à porrada e com mais mortes do que as festas populares da Cova da Moura. Experimenta ir para o Bairro Alto, ou para as Galerias aí no Porto, e dar encontrões, por trás e sem querer, às pessoas. Muitos heterossexuais vão querer logo medir pilas e andar à porrada contigo. Os homossexuais vão-te convidar para beber um daiquiri. No fim até podem querer medir pilas contigo, mas vão ficar contentes se a tua for maior.

08:14 - «Por mais que eu pusesse cabelos compridos, fosse ao cabeleireiro, pintasse os lábios ou, até, fizesse uma operação para me aparecer... o peito.»
Repararam que ele disse isto enquanto esfregava as mãos? Um claro desejo recalcado de se fantasiar de mulher e cantar Celine Dion num bar de bears. Faz isso, Pedro. A sério. Se calhar vai fazer com que soltes a Suelly Cadillac que há em ti e que sejas mais feliz. Os vizinhos da minha namorada fazem umas festas que tu eras capaz de gostar. Podia ser que te convidassem para dar um pezinho de dança com a Nádia Diamonds. Se quiseres eu meto uma cunha por ti.

08:57 - Jornalista com um sorrisinho de quem pensa "Esta gajo é um perfeito anormal".
Esta jornalista deve morrer por dentro um bocadinho sempre que tem de manter um diálogo com este homem. Vê-se, claramente, que ela nem o leva a sério e que acha que ele é um palerma de fato. Se lhe perguntarem se ela preferia efectuar um felácio ao Balsemão para subir na carreira ou aturar este gajo todas as semanas, ela punha-se, logo, de joelhos.

09:35 - Momento BBC vida selvagem.
O professor Pedro termina em grande, a mostrar que é muito culto no tocante aos hábitos dos aracnídeos. Detesto aranhas, mas preferia dar um linguado numa tarântula bichona do que dar-te um aperto de mão, Pedro.

Resumindo, este senhor merecia ser condecorado pela ordem dos homofobicus otarius com um alfinete de peito, vulgo broche, e uma coroa de dildos. Uma espécie de chapéu com três bicos, algo que ele, para ser tão azedo, não deve ter há muito tempo. Sem ser a pagar.
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24 de novembro de 2015

Bebidas de homem e bebidas de mulher



Sejam bem vindos a mais uma consulta javarda deste vosso consultório das terças-feiras, "Doutor G explica como se faz". Temos boas dúvidas hoje e eu estou de mau humor. Metam o cinto que vem badalhoquice.



Caro Dr. G. entrei na universidade há 2 anos e meses antes acabei com o meu namorado. Acontece que ao ir estudar para outra cidade conheci muitas pessoas interessantes, nomeadamente rapazes. Envolvi-me com alguns e a maior parte (sem me querer gabar) ficaram caidinhos por mim. Poderia até ter começado algo mais sério com um deles mas quando eles se punham com essas ideias, eu inventava uma desculpa e fugia deles. Porque será que fujo dos compromissos sérios doutor? Será algum trauma do passado que não me deixa avançar? Ou será apenas medo de me magoar como aconteceu anteriormente?   
Miriam, 19, Elvas

Doutor G: Cara Miriam, eu sei lá se são os chineses ou o vernáculo do pénis, menina. Pode ser por isso tudo mas é, principalmente, porque nenhum deles tinha interesse suficiente para te fazer ficar de beicinho. No dia em que um te der uma saraivada como gente grande, vais ver que perdes o medo de ser magoada e já só pedes é com mais força e à bruta. Se nenhum te levou a querer mais do que sambodromo dos lençois, então é porque nenhum merece. Ou então és uma doida javardolas que só quer andar no buffet de carnes vermelhas. Cuidado que diz que faz cancro. E sífilis.


Olá Doutor, sou um rapaz muito tímido e por isso destaco-me muito pouco em ambientes de convívio. Tenho assim muita dificuldade em fazer amigas, daquelas mais intimas. Por mais esforço que faça para tentar conhecer raparigas novas, as coisas nunca vão para o lado que eu quero, mesmo perdendo a vergonha e sendo brutalmente honesto (até me deixarem de falar e perder assim algumas delas). Tive apenas uma namorada, com quem namorei dois anos e tivemos sexo espectacular, mas no entanto não toco em nada há mais de um ano e meio, o que está a dar comigo em doido. E eu e a minha ex até concordamos que a minha performance é muito boa. O Dr. tem algum conselho para alguém como eu?
José, 21, Almada

Doutor G: Caro José, vamos chamar as coisas pelos nomes: és um xoninhas. Orgulha-te disso que o mundo, parecendo que não, cada vez é mais dos xoninhas. Os conselhos que se dá aos xoninhas parecem sempre muito frases feitas do Gustavo Santos: «Não tenhas medo da rejeição.»; «Tens de ter confiança e tentar, falhar, e voltar a tentar.» e, claro, «Ama-te a ti mesmo», algo que já deves estar farto de fazer neste ano e meio em que estás restrito a tocar solos de oboé. Mas acaba por ser verdade, se não és o gajo que se destaca nas festas, nunca vais ser e não há mal nenhum nisso. Mas não podes ser um coninhas de todo o tamanho, também. Tens 21 anos, o teu target está todo no Tinder e nessas plataformas de engate para xoninhas que não têm coragem de abordar as pessoas na vida real. Eu sei que deves estar sempre com a mão direita ocupada, mas usa a esquerda para ir fazendo swipes. De resto, é ter calma e ir vivendo. Arranja hobbies que, para além de te distraírem do facto de não teres um pipi com que brincar, são uma óptima forma de ficares uma pessoa mais interessante e de conheceres novas potenciais parceiras. A não ser que tenhas hobbies tipo coleccionar selos... dessa forma vais criar teias de aranha nas virilhas. Quanto à tua ex dizer que a tua performance é muito boa, de pouco te serve, é o mesmo que dizer «Sou excelente a escolher destinos de férias paradisíacos, a questão é que nunca tenho dinheiro para ir a nenhum.». Podes sempre pedir-lhe para fazer essa recomendação no Linkedin a ver se te ajuda no recrutamento.


Sou uma moça com alguma experiência em cambalhotas javardas no divã, a bem dizer sou uma gaija que gosta à brava de comer bem e consequentemente ser bem banqueteada com a bela da fruta rija a estalar de boa! Como já percebeu sou aficcionada convicta de uma bela tourada na cama. Bom, adiante. O que me traz aqui é um grande assunto ou um assunto grande, por assim dizer, que recentemente ainda só me chegou ás mãos, mas que brevemente me chegará a outras partes do corpo. Ou seja, o assunto é o seguinte: Mangalho tamanho XXL. E a minha questão é esta: há algum cuidado extra que uma gaija deva ter antes da bela cambalhota quando se depara com uma mortadela inteira estando ela habituada a chouriço corrente?!
Ana, 38, Lisboa

Doutor G: Cara Ana, folgo muito em saber que a safadeza no teu corpo está viva e de boa saúde. Se te calhou na rifa um barrote do Entroncamento, só tens de seguir estes passos para conseguires disfrutar em pleno:

  • Fazer dez minutos de alongamentos;
  • Tequila para anestesiar. Oralmente e não na patareca.
  • Lubrificante com fartura. Pode ser mesmo dos carros que é melhor.
  • Evitar posições como as pernas nos ombros dele e o piledriver. Opta por aquelas em que ficas em cima a fazer de porteiro, ou seja, a controlar a entrada.
  • Ter gelo à mão.
  • Halibut.
  • Canadianas.
Força nisso. Devagar nisso, aliás. De qualquer forma, deixo uma resposta mais detalhada para alguma leitora que tenha passado pelas mesmas dores.


Caro Dr. G, primeiro, começo por dizer que sou bissexual. Tenho a certeza desta condição pois já tive relação com os 2 sexos e gosto dos 2. Sou casado com uma mulher de quem gosto muito e tenho completa tesão por ela e nunca falhei. Gosto de mulheres e sinto extremo prazer com elas. Mas existe o outro lado, em que tenho uma vontade de estar com homens e como disse já estive e também sinto grande prazer. Como é óbvio (pelo menos para mim), só assumo o meu lado hétero (Sou daqueles que não gosta de ver gays na rua, mas aceita pois cada um faz o que quer e ninguém tem nada a ver com isso). Nem sequer penso em outra coisa. Também como é óbvio, a não ser a pessoa (homem) com quem estive e vou estando, ninguém sabe nem ninguém vai saber pois a situação dele é igual à minha e nem por sombras queremos assumir o que quer que seja, pois de homossexual só temos mesmo o prazer do sexo. Como isto é um “consultório”, peço-te que dês uma opinião, para realmente verificar o que outras pessoas pensam…

Joaquim, 32, Aveiro

Doutor G: Caro Joaqum, então tu és daqueles gajos que diz «Maricas de mão dada na rua? Que nojo!». Sempre me pareceu que quem diz isso tem uma espécie de homossexualidade recalcada. «De homossexual só temos mesmo o prazer do sexo?», até soltei uma gargalhada. «Eu, gay? Nem por isso, a única coisa que gosto é de sorver umas pilocas de vez em quando. Não é homossexualidade, é um hobbie.» O único problema no meio da tua história toda, é que estás a trair a tua mulher e ela não sabe e isso não tem nada a ver com a tua bissexualidade. Qualquer homem ou mulher casado tem vontade, mais cedo ou mais tarde, de efectuar o funaná pelado com outra pessoa, algures durante a vida. No teu caso é com outros homens, mas isso não é desculpa. É o mesmo que um heterossexual trair e dizer «É que eu tenho esta necessidade de comer uma chinesa de mamas grandes de vez em quando...». Mas bem, podes sempre falar com a tua mulher e pode ser que ela aceite. Antigamente, a mulheres diziam «O meu marido traiu-me porque ela se foi pôr debaixo dele.», pode ser que a tua diga «O meu marido traiu-me porque ele se for pôr por trás dele.». Até pode ser que ela goste, dizem aqueles estudos que a maioria das pessoas são bissexuais. Eu sei que não sou porque uma vez beijei uma gaja com buço e nada. Nem senti uma comichãozita na enguia trapalhona.


​Caro Dr G., há cerca de 2-3 meses comecei a falar com um rapaz. Eram conversas parvas, no geral, mas que volta meia volta tinham umas insinuações dúbias de parte a parte. Isto de falarmos quase diariamente durou umas 3 semanas, durante as quais fomos tomar café 2 vezes. De repente deixa de meter conversa comigo (e eu acabei por não meter tb pq não queria dar o ar de mt interessada, coisa típica de gaja) durante umas 2 semanas e eis senão quando o moço assume um relacionamento no facebook. Perante isto a minha dúvida é o que me escapou aqui??
  1. Ele só me via como amiga, nunca teve outras intenções, eu é que vi coisas onde não havia nada para ver;
  2. Ele ainda não tinha a outra segura, e por isso quis manter-me ali no banco de suplentes, não fosse dar-se o caso da outra não querer entrar em jogo;
  3. Fazia-lhe bem ao ego ter outra pessoa interessada nele, andar no jogo do flirt, mesmo não tendo qualquer interesse;
  4. Outra qualquer que me está a escapar mas que o Dr. G me vai elucidar.
Entretanto, 1 ou 2 semanas depois de assumir a tal relação, voltou a meter conversa comigo, como se nada fosse, e eu agora vejo-me na posição de querer mandá-lo à merda mas não poder para não dar numa de dama ofendida (porque bem vistas as coisas não tivemos nada, por isso não tenho o direito de estar chateada), e ao mesmo tempo não querer mostrar que isto me afectou (mas também não quero q ele ache q me pode manter ali no banco de suplentes à vontade, que eu vou ficar ali eternamente, porque isso não vai acontecer). Elucide-me Dr. G., que é dos poucos homens que ainda me faz acreditar que os seres do sexo masculino não são todos uns cafagestes.  
Maria, 25, Lisboa

Doutor G: Cara Maria, isto vai para aqui um testamento que sim senhor. Por hoje passa, mas dúvidas com este tamanho vão começar a ficar na caixa de entrada que ninguém me paga para isto e a boa vontade tem limites. Ora bem, vamos atalhar e passar já às respostas e não se fala mais nisso:

  1. Errado. Ele queria-te saltar para a cueca.
  2. Errado. Ele andava a ver qual queria e a primeira que se chegou à frente, ou atrás, fidelizou o cliente.
  3. Sim, fazia-lhe bem ao ego e isso tudo mas ele tinha interesse.
  4. Não há outra.
Conclusão: armaste-te em esquisitinha e difícil e outra mais badalhoca ficou com o prémio. Para a próxima já sabes, é caires-lhes de boca no colo como quem não quer a coisa. Ou quer a coisa. Se ele voltou a meter conversa contigo é porque continua interessado e quer pular a cerca, tropeçar e cair-te de pélvis na cara. Caga nesse gajo, é o conselho deste espécime masculino nada cafegeste.


Olá Dr. G., sou uma jovem rapariga, quase a terminar o curso superior, razoavelmente bonita e sempre fui muito bem comportada. Tive apenas um namorado e fui dando uns beijinhos a um ou dois rapazes, mas nada sério. Desde que terminei com o meu ex- namorado (há cerca de 5 anos) ele nunca me "largou", isto é, mandava mensagens, ligava-me, fazia cenas de ciúmes e eu nunca conseguia desligar-me por completo dele... a verdade é que também demorei a esquecê-lo. Acontece que, no verão passado, conheci um rapaz que me fez querer apagar o meu ex de vez. Começámos a conversar e a estar juntos. Porém, já nos afastámos algumas vezes porque ele diz que não quer assumir nada com ninguém. No meio disto tudo, fico baralhada. Há vezes em que parece que ele apenas quer estar comigo pelo sexo. Porém, faz coisas que me levam a pensar que não é bem assim, como uma vez que fez 150 km para me oferecer o jantar e irmos passear só porque eu estava em baixo nesse dia. A minha dúvida é: devo dar-lhe tempo e espaço para perceber o que quer ou sigo em frente, porque ele quer apenas aplicar-me uns mata-leões entre os lençóis? 
Anónima, 22 anos

Doutor G: Cara Anónima, nunca digas que és razoavelmente bonita que as pessoas imaginam logo um papa-formigas a provar limão pela primeira vez. Já respondi a dúvidas parecidas à tua e até me passo com este tipo de questões. Vou escrever agora como fazem os velhos e as velhas, nos comentários do CM, que só agora tiveram acesso à Internet: MAS SE ELE TE DIZ QUE NÃO QUER ASSUMIR NADA COM NINGUÉM QUAL É A PUTA DA DÚVIDA, CARALHO?!?!?! Se ele não quer, não quer, temos pena. Tens duas opções: ou continuas com ele só numa de te divertires, ou segues a tua vida se não estiveres para isso. Se ele diz isso e algum dia assumir alguma coisa contigo, não é porque mudou de ideias e começou a gostar de ti, é só porque ficou sem opções. A cena de ele fazer esses km todos para te consolar é porque se calhar até é um bom rapaz e gosta de ti como amiga colorida. Ou então foi porque estava com o depósito cheio e não estou a falar do carro.


Boa noite caro Dr.G, sou um jovem de 19 anos, que raramente vou a discotecas ou bares nocturnos. A minha dúvida é a seguinte: existe um tipo de bebidas certas para o homem e outro para as mulheres? Sempre que saio à noite não sei se devo beber esta ou aquela bebida, se vou pagar o mico porque estou a beber uma bebida que as "mulheres é que bebem", etc. Existe um tipo de bebidas para beber quando se está entre amigos e outro tipo quando se está na companhia de uma mulher?
Anónimo, 19, Algures 

Doutor G: Caro Anónimo, pagar o mico? A tua sorte é que eu via a Malhação e sei o que é que isso quer dizer. Mas, indo à tua pergunta, tudo depende da tua confiança. Eu, devido à minha barba e masculinidade exuberante, posso beber um daiquiri de morango com uma sombrinha lilás e ainda assim parecer um heterossexual. De resto, bebe mas é o que gostares e marimba-te para o que os outros pensam. Pede uma bebida de gaja se te apetecer e se a, ou as, mulheres que estiverem contigo se rirem, só tens de dizer «Só falta a sombrinha espetada. Por falar em espetar...». 



Espero que tenham gostado, caso contrário peçam a devolução do dinheiro na secretaria. Obrigado a todos e, como sempre, até para a semana e continuem a enviar as vossas dúvidas para porfalarnoutracoisa@gmail.com. 


Partilhem e façam muito amor à bruta, que de guerras o mundo já está cheio.

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20 de novembro de 2015

Homofobicus otarius: os "melhores" comentários



Foi aprovada a lei da adopção por parte de casais do mesmo sexo e gerou-se o caos nas redes sociais, como sempre. Antes de vos mostrar, quero apenas dizer que, para mim, só há um argumento relativamente válido de quem é contra a adopção por parte de casais do mesmo sexo: é o argumento de que a sociedade pode não estar preparada e que os miúdos vão sofrer discriminação na escola por parte de outros putos ranhosos, filhos de pais preconceituosos que os vão impregnar de crueldade e homofobia. Ainda assim, embora perceba este argumento, sou a favor porque acho que o bullying é saudável e porque qualquer pessoa inteligente vê que mais vale chamarem-nos maricas no recreio do que passar a vida numa instituição sem uma família que nos dê amor. Posto isto, varri algumas secções de comentários de jornais portugueses e morri um pouco por dentro. Porque não gosto de guardar as coisas más só para mim, partilho aqui convosco para, também, falecerem um pouco. De nada.


Aqui conseguimos observar alguns exemplares de uma ramificação da evolução humana que não teve a sorte e chegar a ser homo sapiens, mas sim, homofobicus otarius. Comparar homossexualidade com pedofilia não é desinformação, é mesmo atraso cognitivo. De notar que existem «likes» em alguns destes comentários, dando a entender que esta sub espécie "humana" não está, infelizmente, perto da extinção.



Neste belo quadro, podemos observar os argumentos desta espécie, altamente ponderados e eloquentes. O uso das letras maiúsculas e os erros ortográficos são uma das armas mais poderosas do homofobicus otarius. De notar a falta de conhecimento da anatomia humana do senhor Jorge que, para além de pensar que dois pipis ou duas pilinhas podem procriar, ainda acha que adoptar o filho que foi abandonado por um casal heterossexual é, de alguma forma, «usar os filhos».



Perante a falta de argumentos, muitas vezes, o homofobicus otarius prefere expressar os seus argumentos e emoções na forma de bonequinhos palermas.



O senhor Mário é um cientista incoerente. Apesar de denotar algum sentido de humor, embora nojento, decide chamar Deus, dizendo que nada acontece por acaso, sem depois se lembrar que se Deus faz tudo pensado, também terá feito gays e lésbicas propositadamente. Tal como terá permitido que a lei fosse aprovada ao invés de deitar um meteorito na Assembleia. O senhor Mário é um palhaço.



A Luzia e o David a mostrarem-nos que o mais importante neste caso é a semântica. Já agora, podiam juntar-se os dois que assim só se estragava uma casa. Mas não procriem, por favor.



A verdadeira magia acontece nas zonas de comentários anónimos, onde o homofobius otarius revela a sua faceta mais nojenta. Chamo à atenção para o senhor Fernando, que está claramente a tentar enganar as pessoas, dizendo que é gay. Até se pode dar o caso dele ter um fetiche anal mal resolvido, é um facto. Mais uma vez, o homicídio da língua portuguesa é uma constante, porque a iliteracia e o preconceito andam de mãos dadas. Duas mãos de sexos diferentes, atenção. Não queremos cá mariquices.



Sim senhor, até que enfim argumentos e propostas de solução. O senhor Felisberto a revelar a sua homossexualidade reprimida a ver se pega. «Ah e tal, vou enfiar um pénis no rabo e outro até à garganta só para provar que tenho razão!».



A democrata senhora Helena a fazer a pergunta que faz sentido, à qual eu vou tomar a liberdade de responder. Senhora Helena, estas coisas não devem ir a referendo porque, como pode ver em todos os comentários acima, ainda existe muita gente retrógrada e atrasada mental. Como tal, os direitos humanos não devem ir a referendo, correndo o risco de serem decididos pela maioria inculta, burra e desinformada.

E é isto. Espero que tenham gostado. Se forem contra pelos motivos que falei no início, até vos respeito, mas argumentem de forma inteligente. Não sejam otários. Não sejam homofobicus otarius.
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