25 de dezembro de 2018

Doutor G voltou - Especial de Natal



E esta surpresa de Natal, hein? Quase tão boa como quando a nossa avó com Alzheimer nos dá 100€ a pensar que são escudos e já se esqueceu que nos tinha dado prenda há cinco minutos. Pois, não sei se será uma vez sem exemplo ou se o Doutor G fará mais aparições, mas não pensem nisso e aproveitem o momento. Vamos, então, dar início ao "Doutor G explica como se faz".


Caro Doutor G, tenho 18 anos e nesses 18 anos de vida, 80% das miúdas que conheci me deram tampa e isto continua a perseguir pela vida fora até nos dias de hoje, eu tento ter o maior sentido de humor possível mas nada dão sempre para trás. Às vezes a minha falta de assunto também deve prejudicar um bocado nisso, mas como eu disse tento com que o meu sentido de humor resulte mas nada, preciso de ajuda rapidamente! 
Anónimo, 18, Lisboa

Doutor G: Caro Anónimo, elas gostam muito de um homem com sentido de humor, mas só se não tiver cara de capivara e corpo de lesma do mar. É tudo muito giro, mas é a verdade. Imaginemos que de 0 a 20 és um 12. Com bom sentido de humor podes sacar um 14 ou 15, verdade. No entanto, se fores um 1 ou 2, com sentido de humor só consegues sacar um 4 ou 5 e, mesmo assim, é complicado porque é aqui que a porca torce o rabo: as pessoas feias nem sempre têm noção que são feias e têm os padrões demasiado altos. Sim, devemos sonhar alto, mas um camafeu não pode comer um modelo a não ser que o camafeu seja rico e aí pode subir vários pontos, dependendo de quão pessoa de merda e interesseira é a outra. Isto é válido para homens e mulheres. Portanto, pode dar-se o caso de seres feio e estares com a mira demasiado para cima e achares que o sentido de humor te safa, mas não, até porque podes não ter assim tanta piada como pensas. No entanto, dizes que 80% te dão tampa. Não me parece grave; uma taxa de sucesso de 20% é bastante positiva. Isto é como investir na bolsa, tens de diversificar o portefólio. Se 80% derem prejuízo, mas 20% derem lucros avultados, sais a ganhar. Se as únicas que não te dão para trás forem camafeus, talvez esteja aí um padrão do qual podes tirar as tuas conclusões. Com a idade melhora, porque as mulheres chegam ali aos 30 e não querem ficar solteiras e às vezes os camafeus têm sorte porque o resto já está tudo ocupado. É teres esperança.


Dr. G, há pouco tempo foi com o meu marido a uma concerto. Ficamos ao lado de duas mulheres, da nossa faixa etária, uma de mini calções com as bordas "graciosamente" à mostra, a quem o meu marido apelidou de cuzuda. Tudo correu bem até quase ao final do concerto, na penúltima musica estivemos todos aos saltos o q provocou  um reposicionamento das pessoas. Quando estava a acabar a musica situava-me atrás do meu marido, e a cuzuda á sua frente, completamente grudada ao corpo dele, a roçar o cu nos seus genitais, ele tinha o polegar da mão esquerda no bolso, o resto da mão estava totalmente aberta e encostada á perna e borda da cuzuda. Ela super satisfeita fartava-se de roçar/dançar e conversar com a amiga, ele estava sempre na mesma posição, com a cabeça a olhar pro tlm, mas ñ descolava ou pedia para descolar. A minha questão é, sendo o homem tão visual e com facilidade em se excitar, " ñ estaria o meu marido excitado e a flirtar intencionalmente com a cuzuda??". Pelo o q eu presenciei tenho a certeza q sim, ele afirma q ñ e q só se apercebeu q ela estava a fazer de propósito no fim, por mto q eu queira acreditar nele, ñ consigo. É q para mim flirt é traição, ainda mais na minha presença, pura falta de respeito, sem falar em amor ou consideração!!! Gostaria mto de saber o ponto de vista masculino, o q lhe estaria a passar pela cabeça para permanecer e aceitar uma situação daquelas comigo ali.
Anónima, 32, Algures

Doutor G: Cara Anónima, vamos por pontos:
  • Óbvio que o teu homem estava a gostar. Nenhum homem que tenha a borda de um cu encostada à mão não repara em tal facto.
  • Sim, ele meteu o polegar no bolso e deixou a mão de fora para sentir pele com pele da cuzuda. 100% garantido, é uma técnica usada em todas as discotecas.
  • Não, flirtar não é traição se não todos tínhamos cornos.
  • Sim, o teu marido é uma besta, não por fazer isso, mas por fazer isso à tua frente.
Moral da história: ou ele não gosta assim tanto de ti, e faz-te pior nas costas, ou era daqueles rabos épicos que um gajo tem medo de ficar gay se não aproveitar porque Deus castiga. No entanto, dás tantos erros ortográficos que é um bocado compreensível que o teu marido se encoste a outra que tenha um cu com corrector ortográfico.


Caro doutor G, gostava de conseguir chegar com a boca ao meu pénis. Já tentei de tudo e nada. Tem alguma sugestão? E depois, ser eu gostar de me dar prazer oral a mim mesmo será que sou gay?
Pedro, 22, Lisboa

Doutor G: Caro Pedro, uma das dúvidas mais comuns da humanidade. Quem sou? De onde venho? Para onde vou? Como é que consigo auto-flaciar-me? Já Aristóteles se tinha debruçado sobre isso, salvo seja, até porque como vemos pelas estátuas dessa altura, com aquelas mini trombinhas só um contorcionista é que conseguiria abocanhar as próprias miudezas. Não tenho grandes sugestões, é fazeres alongamentos e ires para o Chapitô; tenta a seguir a um banho quente que os músculos estão mais quentes e flexíveis. Quanto à segunda parte da pergunta, acho que não tens de te preocupar. Também te masturbas, certo? Também estás a agarrar um pénis com a mão e a fazê-lo bolçar. Não és gay por isso, mas se o fizeres noutro pénis que não o teu, és. Pela lógica, diria que é igual com o sexo oral. Tal como levar no rabo, se levares com o teu próprio pénis não é homossexualidade, é introspecção. Não te preocupes com isso porque se descobrires que és gay, ao menos já vais treinando e és mais feliz no futuro.


Bom dia dr.G. O meu namorado há coisa de meio ano para cá vem sempre ter comigo a cheirar a beita. O que quer dizer isto? Não é do pénis, é de todo ele. E ele chega ainda com muita tesão.
Anónima, 27, Porto

Doutor G: Cara Anónima, nunca tinha ouvido a palavra "beita" e pensava que eras uma fanhosa a tentar dizer "meita". No entanto, fui pesquisar e percebi que existem ambas as formas para designar esperma. Até o Doutor G está sempre a aprender. Bem, há aqui várias hipóteses:
  • Anda a esfregar-se naquelas árvores que cheiram a sémen;
  • Viu uma influencer digital a dizer que sémen fazia bem à pele;
  • Meteu-se num grupo de bukake, por engano, a pensar que eram jogos de tabuleiro ou um clã de Magic;
As outras hipóteses são ele ter outra ou outro e chegar a casa a cheirar a sexo. Chegar com tesão não significa que não o possa ter feito. Isso ou anda a comer espargos estragados e depois saiu-lhe pelos poros quando transpira. Se calha toca sempre um solo de oboé antes de ir ter contigo para aguentar mais tempo no ensaio geral, mas, como é porco, esquece-se de lavar as mãos e depois coça-se na cara sem se lembrar. Acontece o mesmo quando se está a cortar malaguetas, esquecemos de lavar as mãos e depois coçamos os olhos ou outros sítios e andamos aos pulinhos em casa a dançar o funk. Por fim, pode dar-se o caso do suor dele ter um cheiro que lembra sémen, por algum motivo. É ir ao médico se não foi sempre assim. E tomar banho.


Caro doutor G, ando a sair com uma rapariga. Ela é gira e simpática e temos boa conversa. Quando não estmaos juntos era parece flirtar comigo e até mete conversa quando eu não digo nada. O pior é quando estamos juntos ao vivo: vamos jantar, eu pago o jantar sempre (já aconteceu 5 vezes no último mês), mas quando a tento beijar ela recusa sempre e diz que é melhor ficarmos só amigos. Tudo bem, mas depois manda-me mensagens a provocar. Está a fazer-se de difícil ou não está interessada e parto para outra?
Anónimo, 26, Leiria

Doutor G: Caro Anónimo, lamento informar-te, mas tu és o Uber Eats gratuito dessa rapariga. As mulheres sentem muitas coisas e uma delas é fome e deve ser só nessa altura que ela se lembra de ti. Não há mal em pagar um ou dois jantares, desde que ela insista pelo menos uma vez em dividir a conta ou pagar ela. Se ela se esquecer da mala em casa, é porque é uma interesseira, pois nenhuma mulher se esquece da mala. Portanto, é isto, o dinheiro que já gastaste em 5 jantares, mesmo que tenham sido numa tasca manhosa, já tinha dado para pinares uma prostituta que ao menos é mais honesta. Aqui fica um fluxograma para ajudar pessoas na mesma situação:

Olá Doutor G. Ora então, porque gostam tanto os homens do sexo anal e também porque pedem tanto "nudes"? Em relação à última, a dúvida aumenta pois existe um grande universo de "nudes" disponíveis na internet.
Ana, 28, Castelo Branco

Doutor G: Cara Ana, não diria que os homens gostam tanto de sexo anal quanto isso, os homens, devido à selecção natural da espécie, gostam de conquistar território e espetar a bandeira onde ainda nunca tinham ido. Acontece isso com o sexo anal e depois de desbravarem esse mato, só querem muito ir lá em dias especiais. É mais uma questão de posse e de poder do que de prazer físico, diria. Pode dar-se o caso de os homens com pila de esparguete preferirem anal por sentirem mais apertado, já que o calibre dos seus pénis palito não é suficiente para sentirem o abraço apertado e carinhoso da vulva. De qualquer forma, é uma maneira de ter e de dar prazer como tantas outras. Há muitas mulheres que têm orgasmos mais prazerosos com anal do que com penetração ou dedilhanço na campainha de Satã. Relativamente às nudes, diria que tanto homens como mulheres gostam de ver. A vasta biblioteca de nudes que é a Internet não é a mesma coisa, já que nós gostamos de ver nudes de alguém que conhecemos. Preferimos ver nudes de uma mulher que nem sentimos atracção, do que nudes de uma actriz pornográfica que já vimos muitas vezes. É uma questão de curiosidade, os homens são crianças que gostam de ver o que nunca viram. Como dica, fica o alerta para sempre que enviarem nudes não mostrarem a cara. Primeiro, porque às vezes estraga a fotografia e, depois, porque nunca se sabe em quem podemos confiar. 


E é isto. Espero que tenham gostado da prenda. Agora, em troca, permitam-me promover aqui o meu novo espectáculo de stand-up comedy a solo que vai estrear em Março de 2019. Depois deste Doutor G surpresa só vos ficava bem comprar já o bilhete, digo eu. As datas e bilhetes estão neste link ou, no caso de serem de Faro ou de Vila do Conde é neste link. Se forem de Londres é neste link e se forem de Barcelona vão ter de esperar que a bilheteira só abre dois meses antes. Também estão à venda na FNAC, Worten e lugares habituais. Quem está na dúvida se sou uma merda ao vivo ou não, pode ver aqui o meu primeiro espectáculo a solo que foi gravado no início deste ano e perceber se vos agrada ou não, apesar de o texto e piadas deste novo espectáculo serem 100% diferentes. Feliz Natal, boas entradas e não se esqueçam:

Façam amor à bruta porque de guerras o mundo já está cheio.

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Especial de Natal - Tradições, Mitos, Jesus



Ho ho ho! Feliz Natal. Neste episódio festivo, falamos sobre as tradições de Natal, mitos, Jesus Cristo e muito mais.

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23 de dezembro de 2018

POR FALAR NOUTRA COISA ao vivo - Espectáculo completo



Aqui está a vossa prenda de Natal. Eu sei que preferiam meias, mas foi o que se pode arranjar. A gravação do meu primeiro espectáculo a solo que estreou em 2017 e se estendeu até inícios de 2018. Aqui fica o vídeo do espectáculo completo, espero que gostem e partilhem.


Entretanto, já tenho um novo espectáculo à venda, que irá estrear em Março de 2019. O conteúdo é 100% diferente deste que acabaram de ver. Não prometo que seja melhor, mas vou tentar. Datas e bilhetes em baixo.


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19 de dezembro de 2018

Marial Leal - Review à nova "música"



O Natal está cancelado. Maria Leal, qual grinch, destruir toda a magia desta quadra festiva e eu sinto-me uma prostituta: vocês pedem e eu faço. Só recebi cerca de 320 mensagens a informar-me que, em plena época de milagres, tinha chegado a boa nova. Não que o menino nasceu, mas que nasceu nova música e vídeo da Maria Leal, chamada "Sou a tua menina". Felizmente, minha menina não é e depois da reportagem sobre o casamento, ninguém deve querer que seja a não ser que tenha a conta a zeros. Portanto, é visionar e em seguida a review deste que é o vosso crítico oficial de música de merda.


Saiu-vos massa encefálica pelos ouvidos? A mim sim. Deixem-me só ir ali chorar um bocadinho em posição fetal no banho. Pronto, já voltei e já me sinto melhor. Primeiro que tudo, reparei que na descrição do vídeo diz «Tema extraído do álbum "Sou a tua Menina" de 2018». 


Gostei do verbo extrair já que, normalmente, o que é extraído são os tumores, os quistos ou os pelos encravados. Infelizmente, o que se extrai costuma ser mandado para o lixo, mas neste caso manda-se para o YouTube.

O vídeo começa com a música característica dos carrinhos de choque do Uzbequistão, e uma voz anuncia "Miss Mary Loyal". Soltei uma pinga de azeite. Primeiro, porque é ridículo, depois porque por tudo o que veio a lume sobre a vida da Maria, neste último ano, já sabemos que a lealdade não é um dos seus fortes e que o apelido foi só uma das coisas que ela, alegadamente (wink wink), roubou ao marido. A acompanhar esta parte, vemos umas letras gigantes a dizer Maria Leal, feitas no Word Art. O gajo que fala - e que inteligentemente não dá a cara - termina com um "Respect", enquanto vislumbramos, pela primeira vez, a suricata epiléptica, enquanto se senta no sofá, com a graciosidade de uma lontra paraplégica. Toda a roupa e cenário faz lembrar um bordel de araras, não me perguntem porquê. 

A "música" começa e o porquinho da índia afónico diz "Hey... é tempo de dançar. / É tempo de pular. / Nesta noite fria.". Certo, não chamaria bem "dançar" àquilo que a Maria faz e se estava assim tanto frio ela escusava de ir com aquelas calças rasgadas, já que, no caso dela, quanto menos pele visível melhor para todos. Continua com "DJ... põe a mão no ar. / Põe a pista a vibrar / Até ser dia". Rimas em "ar", claro, e percebemos que o DJ da Maria é daqueles que levanta a mão até porque está a fazer playback com uma música que gravou em casa e só está a mexer nos botões para justificar o cachet de dois panados que cobrou ao dono do bar. Segue-se a bonita quadra:

Não deixes de ser o melhor
Acerta o beat pelo coração
Levanta o copo vamos brindar
E tirar o pé do chão

Acertar o beat pelo coração poderia ser um bonito verso com uma metáfora, mas foi só para ter a palavra "beat" na música e uma rima em "ão" para não serem todas iguais. Depois, tirar o pé do chão? Toda a gente sabe que a Maria tem pé de chumbo e com aquelas pernas de flamingo anoréctico nem os consegue levantar. Segue-se o refrão, se bem que toda a música é um refrão porque repete logo após a primeira passagem:

Hey hey hey
Hey DJ
Sou a tua menina
All night long

Hey hey hey
Hey DJ
Sou tua bailarina
Play my song

Se a Ana Malhoa usa o castelhano nas suas músicas por que é que a Maria não pode usar o inglês? É a tentativa de internacionalização e acho muito bem que pode ser que assim algum país fique com ela e nos livremos da caturra. Parece-me que não terá sucesso até porque o sotaque é "Au nái lóooneee.". Pior do que a azeitice da letra é o facto de percebermos que a Maria é daquelas azeiteiras chatas que ronda a cabine do DJ sempre a pedir músicas. A questão é que os DJs fazem a vontade a algumas porque têm boas mamas e as querem comer, caso contrário fazem vista grossa e não querem de ter uma gaja aos berros ao lado, enquanto eles tentam trabalhar - que é como quem diz carregar no play e na pausa. No entanto, gabo a auto-estima da Maria que se auto-intitula como menina. Não, Maria, já não és menina há uns anos, agora devias dizer "Sou a tua senhora" ou algo do género. A idade passa por todos e não há mal nenhum nisso. Seguem-se repetições de letra e de planos; não há mudança de roupa nem de cenário porque no reino da Mary Loyal tudo é feito em cima do joelho e outras coisas são feitas de joelho a troco de uma conta conjunta onde está uma herança choruda.

Por volta dos três minutos, altura em que já sangramos dos ouvidos, vemos a Mary Loyal a tentar ser sensual, adoptando uma posição de cócoras a fazer lembrar quem tem de cagar no mato ou numa estação de serviço da estrada nacional. Isso ou uma avestruz com medo dos germes a tentar pôr um ovo sem tocar no chão. A parte que mais me enche de vergonha alheia é quando ela tenta ser sexy, a passar a mão pelo corpo. Tal como só os surdos acham que a Maria Leal canta bem, só os cegos podem achar que é sexy. Ou se forem chalupas da cabeça como o ex-marido.

Aos 3:20 parece mesmo que a música vai acabar, mas começa de repente como se fosse uma boa surpresa para todos. É como estarmos a ser violados, o gajo parece que já terminou, mas estava só a fazer uma pausa para aguentar mais tempo e volta a sodomizar-nos, com a diferença que nem um violador teria a falta de decência de nos foder os ouvidos desta forma. 

Infelizmente não vemos muitos passos de dança, mas em alguns momentos somos brindados com os famosos passos de dança que se assemelham a uma sessão de fisioterapia em Alcoitão. E aquela mania de apontar para a câmara? Foda-se, mas que merda é aquela? Parece a bruxa má da Branca de Neve a rogar-nos uma praga. Estão a ver aqueles robôs que tentam imitar os movimentos e expressões humanas? A Maria Leal a dançar parece um deles. Todos os movimentos são meio descoordenados e parece que está sempre a ter mini AVCs.


Há quem diga que tudo fica mais bonito e poético em câmara lenta e há quem nunca tenha visto este vídeo da Maria Leal.

Já agora e não querendo tirar mérito a quem escreveu esta fantástica letra, penso ter uma que poderia assentar melhor à Maria:

Hey... é tempo de casar.
Com comunhão de bens
para eu te chular

Ma-ri-do... dá-me o cartão
O dinheiro é dos dois
não digas que não.

Não deixes de ser parvo
Levanta o copo vamos brindar
Pode ser do champanhe mais caro
que és tu que vais pagar

Moral da história? A Maria Leal dá mau nome à música de merda e acho que isso diz tudo. Não sei quem ficou pior, se o ex-marido da dela depois de ser chulado e enganado ou se eu depois de ouvir a música dez vezes para escrever isto.


PS: Podem retribuir o favor comprando bilhetes para o meu novo espectáculo a solo de stand-up comedy:


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18 de dezembro de 2018

Convidado especial: Dário Guerreiro aka Môce dum Cabréste



No episódio desta semana contamos com a presença do Dário Guerreiro, aka Môce dum Cabréste, YouTuber, humorista e criador de conteúdo no geral. Falámos sobre comédia, sushi, centralização da cultura, gajas e muito mais.

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13 de dezembro de 2018

O flagelo dos jantares de Natal com amigos



Uma das tradições de Natal é reunir os amigos mais próximos e fazer um jantar. Ao contrário dos jantares de aniversário ou de simples convívio, a sua execução é mais complicada devido a todos os outros jantares de natal, seja de amigos ou de empresas, que entram em conflito com este. É todo um processo complicado que é composto pelas três seguintes partes:

1. Marcar o dia
Por volta de finais de Novembro, um grupo é criado no WhatsApp com o nome "Jantar de Natal". Tem de ser um grupo novo porque, desde o ano passado, já algum dos amigos terminou com a namorada e o grupo anterior teve  de ser deixado ao abandono no esquecimento da cloud porque remover a ex-namorada seria demasiado cruel. A primeira abordagem é do criador do grupo a dizer "Pessoal, temos de ver quando vamos fazer o jantar de natal" e passam-se duas semanas de silêncio, sem que ninguém responda. O amigo insiste: "Como é? Fazemos jantar ou não?", todos respondem afirmativamente e começa a discussão das datas. No dia 8 não pode um, dia 15 não podem dois. Pondera-se fazer um almoço no domingo ou um lanche na terça, mas, mesmo assim, não está reunido o quórum. Lá se arranja outra data em que todos podem ir e quando tudo parece resolvido há sempre alguém que diz "Ahhh, esquece, vi mal, afinal nesse dia não posso" e volta tudo à estaca zero. Alguém toma as rédeas e diz "É dia 15 e pronto." 

2. Marcar o restaurante
Este é, talvez, o ponto mais delicado de toda a marcação. Sendo que faltam apenas dois dias para o jantar, porque só se decidiu em cima da hora como em todos os anos, todos os restaurantes já se encontram cheios de outras pessoas que tiveram a mesma ideia inovadora de fazer um jantar de natal com os amigos. Sugerem-se alguns, mas os que não estão cheios são longe das zonas de divertimento nocturno e não há ninguém que queira levar o carro e manter-se sóbrio. Há sempre um ou dois elementos do grupo que já gastaram o dinheiro todo em prendas e querem minimizar as despesas em táxis. O criador do grupo refila, dizendo que se tivessem respondido logo, nada disto teria acontecido. Uns dizem que o restaurante tanto faz, libertando-se assim da responsabilidade de o escolher ou marcar. O criador do grupo escolhe um local e diz que está marcado e é quando os que disseram que tanto fazia começam a perguntar "onde é?", "quanto é?", e se "tem pratos vegetarianos?". Há uma discussão com gifs e emojies e um dos amigos sai do grupo. Há grupos de amigos em que um deles cai na ratoeira de aceitar que o jantar seja em sua casa, normalmente influenciado por outros que garantem que ajudarão a arrumar no fim. Mentira. Nunca ajudam.

3. O jantar
Depois da luta para encontrar e decidir o restaurante, lá chega o dia e a hora do jantar. Os pontuais chegam a horas e, enquanto esperam, resmungam entredentes que para o ano serão os últimos a chegar, mas a pontualidade está-lhes no sangue e não vão cumprir a promessa. À última da hora, alguém se corta ao jantar, normalmente a pessoa que disse que só podia naquele dia. Chegam os restantes e começa-se a comer e a beber. Todo o restaurante parece uma cantina, com cânticos que incentivam à deglutição de copos inteiros de vinho e toda a gente fala demasiado alto. Há algumas mesas em silencio com pessoas agarradas ao telemóvel a "conviver" com os amigos. Em alguns grupos junta-se a tradição do amigo secreto em que são distribuídas prendas que não servem para nada e que quem ainda não comprou para a família, aproveitará para as reciclar e oferecer,  a não ser que se recebam prendas de cariz sexual, muito tradicionais neste quadra religiosa. O amigo apenas se mantém secreto durante uns minutos, já que toda a gente começa a revelar a quem deu a prenda. Há sempre alguém que desrespeita o valor máximo e gasta cinco vezes mais do estabelecido, o que gera um desconforto generalizado no grupo, pois quem deu um porta-chaves com uma pila fica melindrado por ter recebido uma viagem com tudo incluído a Bora Bora. Será que nos jantares de natal de amigos dos betos ricos também há limite superior para a prenda do amigo secreto ou só inferior tipo "Valor acima de 100€"? Não sei, os meus amigos são quase todos da Buraca e da Damaia e as prendas são cachimbos, grinders e mortalhas. O jantar continua, come-se o prato típico do jantar de natal de amigos que são os bifinhos com cogumelos ou o bacalhau com natas; bebe-se vinho da casa, de jarro. Se não for menu fixo, na hora de pagar a conta alguém refilará que não bebeu tanto ou que não comeu sobremesa e, invariavelmente, um dos casais discute. É nesta altura que alguém cria um novo grupo no WhatsApp para combinar a passagem de ano.
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