20 de março de 2019

Quão importante é o sexo numa relação?



Está tudo em forma? Isso é que é preciso. Vamos, então, dar início a mais uma consulta "Doutor G explica como se faz".


Doutor G, imagine-se uma rapariga totalmente desprovida de qualquer tipo de compromissos afetivos para com terceiros, mas que volta quase sempre para casa acompanhada depois de uma saída à noite. Não é como se ela tivesse orgulho em ser roliça, mas nenhum rapaz a consegue cativar e uma pessoa tem necessidades. Imagine-se agora que esta rapariga encontra um menino que não seja aborrecido e gostava que ele ficasse para o pequeno almoço e refeições posteriores por tempo indeterminado. Acha que uma hipotética relação amorosa ficaria condenada pelo historial de badalhoquice desta rapariga ou é tranquilo?  
Anónima, 24, Coimbra

Doutor G: Cara Anónima,  há aqui vários factores que temos de considerar: se, por um lado, é verdade que muitos homens (talvez a maioria) fique de pé atrás ao saber que um potencial investimento amoroso tem o hobbie de albergar salpicão alheio de forma recorrente, também é verdade que os homens gostam de mulheres que gostem de sexo. Os homens são uns coninhas incoerentes e inseguros e têm medo que uma mulher que pratica o arrastão de pila possa vir a ser infiel ou, que já tenha tido, pela lei das probabilidades, gajos melhores na cama do que eles. Para um homem seguro, se ela teve muitos parceiros melhor, até porque assim há a possibilidade de fazer um brilharete e fazê-la pensar "Bem, este é mesmo bom na cama, porque é o melhor dos 372 com quem já pinei". Dito isto, como é que ele sabe o teu historial? Não tens um contador por cima da cama que incrementas a cada funaná pelado com desconhecidos, pois não? Não ficaram lá todos a viver e a tua cozinha parece o metro em hora de ponta, pois não? Então, é omitir até ele perguntar o historial. Quando ele perguntar, mais vale seres honesta e quando ele fizer uma cara de "Mas quem és tu? A padeira de Coimbra que avia toda a gente?" tu só tens de lhe efectuar um felácio épico e dizer "Vês, mas a prática fez a perfeição".


Caro Dr. G, tenho 63, ela 57, estamos juntos há 13 anos. Eu ainda preciso de 1 ou 2 doses diárias, ela precisa de zero ou uma mensal. Vamos pinando semanalmente, se não ocorrer o mau clima que este desajuste frequentemente acaba por acarretar. Além da quantidade, também a qualidade é muito fraca, não tenta ser sexy, mal me toca e até evita me estimular, pouca imaginação, prato único sem variações nem temperos (ou seja nem anal nem oral); nem carícias locais posso fazer pois arde aqui, doi ali, ou na melhor das hipóteses apenas incomoda. Só tem algum apetite na reconciliação de uma zanga. Passo o tempo frustrado mais ainda porque tive muita e boa experiência sexual e não posso deixar de lembrar como as coisas costumavam e deviam ser. Vês alguma outra saída além de desenvolver os músculos do braço? Não aconselhes o diálogo, já tentei muitas vezes e quando muito resultou por uns dias. Não refiras ajuda médica, ela recusa, incluindo compensação hormonal pois leu que faz cancro. Não digas para causar zangas e aproveitar a reconciliação pois é desgastante. Não sugiras o mais óbvio, mudar de namorada, pois estou muito ligado a esta, não conseguiria e é esta que amo a ponto de ter sempre suportado tudo isto.
Luís, 63, Vila Nova de Gaia 

Doutor G: Caro Luís, desconfio fortemente que esta dúvida seja fidedigna: primeiro porque nunca vi um senhor de 63 anos a utilizar a expressão "pinar", depois porque com 63 anos um gajo tem mais que fazer do que pinar bi-diariamente. O dominó não se joga sozinho! Bem, dito isto, e sendo que todas as sugestões que eu iria dar tu dizes que não servem para nada, só te resta ir às freelancers do sexo. Há pessoas incompatíveis sexualmente, se ela não está para aí virada é porque pode ter uma necessidade de sexo inferior à tua. Ou tem outro, também pode ser. Parecendo que não, com 57 é preciso mais tempo de recuperação que a carne maturada mói mais facilmente. Fui nojento, eu sei. Se não a queres deixar, resta-te resignares-te ao sexo medíocre dessa relação. Não aconselho que a violes porque, além de ser crime, elas tendem a não se empenhar muito quando estão a ser violados, algo que é errado porque seria tudo mais rápido. Experimenta fazer as lides domésticas, se calhar é só isso, libertá-la de fazer o jantar e lavar a loiça e ela já fica com vontade. Falem, se não se resolver e não a quiseres deixar, ou vais trair ou pouco ou nada irás pinar e terás de te conformar. Bonito poema. Parecia uma rima dos DAMA, sempre acabadas em "ar".


Caro doutor G, estou noiva e vou casar no próximo ano, mas há uma coisa que me anda a atormentar: o rapaz não parece ter interesse na dança horizontal. Ou seja, de vez em quando fazemos (tipo uma vez a cada 15 dias ou isso), e ele sabe mexer-se, mas tenho de ser eu a iniciar e às vezes nem assim. Só que eu preciso de mais vezes. Vibradores e dildos não são grande substituto e tenho medo que um destes dias me borrife para a propriedade e decida pinar por aí. Gosto mesmo dele e não quero ser infiel. Sugestões?
Carla, 28, Lisboa

Doutor G: Cara Carla, talvez devas juntar-te ao Luís de 63 anos da dúvida anterior. O meu conselho é muito simples: não cases com ele. Fim do esclarecimento, volte sempre e obrigado. Agora a sério: a compatibilidade sexual é fundamental num casamento, especialmente quando ainda são novos. Se, além de pouco sexo ele não mostra interesse nem toma a iniciativa, a tendência será piorar. Cabe-te a ti decidir a importância que o sexo tem na tua vida conjugal, mas se já te passa pela cabeça saltar a cerca com uma vara emprestada, diria que o casamento vai ser curto ou que o marido terá uma avença mensal de ornamentos de marfim. Fala com ele, explica que a tua campainha de satã precisa de mais sinfonia e se ele não mudar, muda-te tu.


Olá Doutor, vivo junto à beira-mar (é relevante) e perto de casa existe um mini-mercado onde trabalha uma rapariga extremamente atraente e simpática. Idade idêntica, trabalhou cá no mês do Verão e dadas as minhas compras recorrentes ela já me conhecia, trocávamos "olás" amigáveis e que eu notava serem diferentes do típico "olá" de boa educação a outro cliente. Mas desapareceu no fim do Verão. Há poucos dias fui lá e, para meu espanto, reparei que está de volta. Ficámos a fitar-nos uns bons dois segundos e trocámos umas palavras enquanto me fazia a conta. Pensei em perguntar-lhe o nome ou em arranjar maneira de lhe mostrar o meu para ver se algo nas redes sociais acontecia que pudesse desbloquear a coisa. Pensei também que o supermercado vende licor e preservativos, e que o meu move pode passar por aí. Tenho pensado bastante e acredite que a moça vale a pena, Doutor. Eis a dúvida: qual a maneira correta de fazer uma aproximação à pista sem dar cabo dos trens de aterragem?
Pedro, 23, Vagueira 

Doutor G: Caro Pedro, se, ao menos, houvesse uma forma de iniciar uma conversa sem as redes sociais. Isso é que tinha sido uma boa invenção, não era? Imagina uma forma em que presencialmente, pudéssemos comunicar com as outras pessoas. Não sei como, sinais de fumo não se pode em locais fechados, danças de acasalamento as pessoas pensam que é flash mob e juntam-se e acaba por ser orgia, não estou a ver nada. Olha, giro era uma cena tipo em que emitias sons que formavam palavras e a outra pessoa compreendia através de um sistema de audição que transformava essas tuas palavras em sinais perceptíveis pelo cérebro dela. Isso é que era, como é que ainda ninguém fez essa app? Andam a dormir. Ahhhh, chama-se falar, caralho! Fala com ela, coninhas da merda! Faz assim: chegas ao pé dela, e quando ela estiver de forma sexy a passar o código de barras no leitor, dizes:
  1. Como é que te chamas?
  2. Eu sou o Pedro, prazer. No verão passado estavas aqui a trabalhar, não foi?
  3. Pois, lembro-me bem da tua cara, por acaso.
  4. Queres ir tomar um café mais logo ou amanhã?
  5. Pronto, então diz-me o teu número para combinarmos.
O que pode correr neste cenário:

  1. Chamo-me Jasmim Vanessa.
  2. Sim, foi o meu primeiro ano, quando fiz 15 anos.
  3. Lembras-te é das minhas mamas seu porco me merda! ACUDAM que me estão a micro-agredir!!!
  4. Obrigado, mas tenho namorado.
  5. Não tenho telemóvel nem redes sociais, sou contra essas coisas e sou vegan. Vais mesmo comprar este bacon que é cadáver de porco? Devias ter vergonha.
Isto é o pior que pode acontecer: ela recusar o café, dando uma desculpa qualquer, ou que tem namorado ou que tem de trabalhar. Na melhor das hipóteses, dá-te o número, trocam mensagens e ela não dá erros tipo "a gente podia-mos ir tomar café no çabado", vão dar uma volta e poderá a coisa desenrolar-se. Se ela rejeitar, começas a ir a outro supermercado ou na próxima compras preservativos XXL só para ela ficar a pensar no que pode ter perdido. Vá, depois diz como correu e se fizerem sexo, vais pensar em mim e vai ser estranho.


E é isto. Façam o favor de chegar as vossas dúvidas (ou dos vossos amigos...) para porfalarnoutracoisa@gmail.com.

Tal como no sexo, é bom dar e receber. O que é que me podem dar em troca desta bonita consulta? Nudes? Também pode ser, mas caso sejam homens, prefiro que comprem bilhetes para o meu novo espectáculo de stand-up comedy. Ficam aqui com as próximas datas:

22 de Março - Vila do Conde - Clica aqui para bilhetes
23 de Março - Guimarães - Clica aqui para bilhetes
30 de Março - Funchal - Clica aqui para bilhetes
4 de Abril - Aveiro - Clica aqui para bilhetes

(NOVA) 23 e 24 de Abril - Lisboa - Clica aqui para bilhetes
(NOVA) 11 de Maio - Braga
 - Clica aqui para bilhetes

Todas as datas e cidades nos locais habituais e nas minhas redes.
Obrigado e, como sempre: 

Façam amor à bruta porque de guerras o mundo já está cheio.

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13 de março de 2019

As mulheres também gostam de sexo pelo sexo



Numa altura em que os revivals estão na moda, em que Hollywood não tem criatividade e só faz sequelas e remakes, decidi ressuscitar o Doutor G que estava em ano sabático. Calma, não precisam de ficar já malucos que, como muitas sequelas e remakes, pode ficar aquém. Vamos, então, dar início ao "Doutor G explica como se faz".


Boa noite, conheci um homem quase a três meses e desde o primeiro encontro que estamos quase todos os dias juntos. Bom sexo e boa conversa, temos gostos muito parecidos e o tempo passa voando quando estamos juntos. Estou numa fase que tento aproveitar sem grandes expectativas mas conhecê lo surpreendeu me muito. Não sou como muitas mulheres que não toma iniciativa e eu própria convido para sair etc. Apesar de estar a aproveitar o momento fico na dúvida se haverá aqui algum futuro, se o lado carinhoso dele e brincalhão e querer estar comigo todos os dias apenas isso ou se estará mesmo interessado em mim e nao apenas no sexo. 
Anónima, 31, Lisboa

Doutor G: Cara Anónima,  o Doutor G não é o Professor Bambo ou a Dona Maya. O Doutor G baseia-se em factos e numa intuição e bom senso acima de média, é certo, mas não consegue fazer futurologia com base numa questão destas. As mulheres complicam demasiado, ora repara: "estou a adorar conhecê-lo, bom sexo e boa conversa, mas... estou na dúvida". Na dúvida de quê? Não está a ser bom? Aproveita. Pode ter futuro ou não ter futuro, nunca se sabe, embora quando as coisas estão na fase em que tudo é lindo já estás assim, temo que possam não ter grande futuro e já todos sabemos de quem será a culpa. É um bocado presunçoso achares que ele pode só ser carinhoso contigo por causa do sexo, é achares que és tão boa na cama que pode levar um homem a ser falso só para te comer. Estou a brincar, os homens fazem isso mesmo com gajas que não são boas na cama. Para a maioria dos homens, uma mulher é boa na cama se lá estiver e o deixar meter. Dito isto, nunca saberás, por isso aproveita e deixa de ser gaja.


Olá Dr. G, namoro há praticamente um ano, e as coisas até agora estão a correr muito bem, gostamos muito um do outro e o sexo é fantástico, no entanto, adoraria praticar o dito anal com ela, coisa que ainda não aconteceu. Gostaria de saber qual a sua opinião na abordagem que devo ter, ou por outro lado, se me pode dizer o que devo evitar. Um abraço e obrigado pelo regresso!
David, 24 Lisboa 

Doutor G: Caro David, estás na fase de João Garcia, o alpinista português, em que queres espetar a bandeira onde nunca estiveste, mesmo que nunca mais lá voltes, não é? Ele ficou sem o nariz, a ver se tu não ficas sem outra coisa. Ora bem, deixo algumas sugestões para abordar o tema do sexo anal:

  • Dizeres-lhe "Gostavas de experimentar sexo anal?". Ya, falar com ela e dizeres quais são as tuas fantasias, conceito muito estranho este de comunicar, eu sei, mas pode funcionar. No entanto, aconselho a nunca te referires a sexo anal como "Hoje apetecia-me entrar no teu túnel de chocolate".
  • Durante o sexo, envias um dedo, estilo sonda exploratória, que passa no ânus da tua amada. Recolhes informação e em caso de contracção forte do esfíncter ou caso ela te tire a mão, é um sinal que o caminho não está livre e que deves recuar.
  • "Enganares-te" no buraco, técnica muito utilizada, mas que não recomendo. É como mudar de via na estrada sem meter piscas, é falta de respeito e pode dar merda, neste caso, literalmente.
  • Usares a táctica chamada "À lá Cristiano" em que mesmo que ela diga que não, tu forças a entrada por trás. Esta técnica também tem outro nome que é: crime.
Boa sorte e compra lubrificante e não tentes depois de um jantar no mexicano.


Caro Dr. G, sou a Ana e estou já a algum tempo tempo no "mercado", tenho medo de desvalorizar. Já tentei o tinder, o happn, o grinder e nada. O Facebook, o Instagram e o Twitter também tentei engatar lá. Não deu em nada. As pessoas com quem dei match são todas "burrinhas". O problema será meu ou de quem lá está? Em que me pode ajudar Dr? 
Ana, 27, Lisboa

Doutor G: Cara Anónima, partindo do princípio que não és um camafeu, penso que o problema será o seguinte: tens os padrões demasiado altos. Repara, és mulher e logo aí tens muito mais facilidade em ter pretendentes. Se não encontras nenhum que gostes em todas essas plataformas é porque estás com a mira desajustada e a apontar muito para cima. Sendo que na primeira frase conjugaste mal o verbo haver, se calhar não devias ser tão picuinhas com a inteligência dos matches. Fui bruto, eu sei, mas vocês já deviam saber ao que vêm. Querem paninhos quentes falem com os vossos amigos.


Doutor G, estou num grande dilema! Há uns tempos que não fornico com ninguém e nos belos 23 anos torna a situação difícil. Não e que não tenha interessados em querer descobrir o que está por baixo destas belas roupas, mas nenhum deles me enche as medidas ou mexe com o meu íntimo. Passando à questão fulcral em que me pode ajudar, sou assídua nas minhas idas ao ginásio e o novo PT é um pedaço de mau caminho que até me torno religiosa e se ele quiser ajoelho-me para rezar. A minha dúvida é: serei uma Sheila por só querer f**** com ele? Ele está na mesma onda que eu, portanto talvez possamos fazer a festa. PS: Vemo-nos dia 16 no Porto!
Inês, 23, Porto

Doutor G: Cara Inês, obrigado, desde já, por ires ao meu bonito espectáculo no Porto, para o qual ainda há alguns bilhetes neste link. Quanto à tua dúvida, penso já ter respondido a semelhantes e é um bocado assustador ver como as mulheres ainda se retraem e acham que não é natural querem fazer sexo pelo sexo. Queres pinar o gajo? Pina, mas com força e bem pinado. É um bocado cliché pinar um personal trainer, mas é um bocado para isso que eles servem. Se me dissesses que estavas com vontade de discutir arte ou política internacional com ele é que era estranho e eras capaz de te desiludir. Desde que ele não cobre no fim o valor da hora de exercício, estás à vontade. Aproveita e, no fim, faz alongamentos que se o sexo for bem feito queimas mais calorias do que uma ida ao ginásio. Aproveita para lhe dizer durante o sexo aquelas cenas que os PTs dizem durante os treinos:

  • Vai, mais uma.
  • Isso, a última é toda tua.
  • Não desiste, insiste, isso, boa.
  • Contrai bem.
  • Acabou o descanso, vamos a mais um set.
Tem apenas cuidado para o ambiente não ficar estranho depois do sexo já que terias de mudar de ginásio ou ficar gorda.


Caro Dr. G, conheci o Jim à 6 anos na faculdade e rapidamente estabelecemos uma amizade inseparável. Durante este tempo, eu tive alguns relacionamentos, que falharam e ele sempre foi o meu porto de abrigo. Aconteceu que, recentemente, tivemos relações sexuais que se tem repetido com bastante frequência e não sabemos onde isto nos vai levar ou que passo devemos tomar... será só uma mera amizade com benefícios, ou tudo indica que haverá algo mais?
Anónima, 27, Guimarães

Doutor G: Cara Anónima,  olha outra. Mas eu é que sei? Mas os meus tomates são bolas de cristal? Vá, por acaso até posso especular sobreo que aconteceu e irá acontecer:

  1. O Jim sempre te quis comer, quiçá, gostou de ti romanticamente.
  2. Tu sempre o mantiveste no banco de suplentes como "migoooo".
  3. Depois de vários relacionamentos falhados estavas carente e precisavas de alguém que te subisse a autoestima.
  4. Certo dia, com álcool à mistura ou não, enrolaram-se e soube-te a pato.
  5. Vais cagar para ele quando aparecer outro porque sempre o viste como amigo e estás só a sentir-se sozinha.
  6. Ele vai deixar de ser teu amigo.
  7. Tu vais ficar com ciúmes e tentar que ele não se afaste.
  8. Ele vai afastar-se na mesma.
  9. Tu vais ficar a pensar que ele era o homem da tua vida, mas na verdade é só porque ficaste sem uma coisa que agora já não podes ter.
É isto. Ou não, não sei. Pode dar-se o caso de se apaixonarem verdadeiramente um pelo outro e viverem felizes para sempre, mas dizem as estatísticas que é pouco provável, por isso, é aproveitar o funaná pelado enquanto sabe bem. O que sei é que podem aproveitar para ir ao meu espectáculo em Guimarães dia 23 de Março, no CAE São Mamede, cujos bilhetes estão à venda nos locais habituais e neste link. Se ele não gostar do espectáculo, é deixá-lo na hora porque claramente tem péssimo gosto e só baixa o teu valor de mercado andares a comê-lo.


Espero que tenham gostado, a ideia é voltar à recorrência semanal, mas dependerá sempre das dúvidas que me fizerem chegar para porfalarnoutracoisa@gmail.com. Não se esqueçam que estou em tour com o meu segundo espectáculo a solo de stand-up comedy e que os bilhetes são como o sexo oral, não se lambem sozinhos. Vejam todas as datas neste link, excepto Vila do Conde, Faro, Londres e Viana do Castelo. Obrigado e, como sempre: 

Façam amor à bruta porque de guerras o mundo já está cheio.

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11 de março de 2019

Quem quer ser empregada do meu filho?



Ontem foi um bom dia. Dois novos programas de televisão que prometem encontrar o amor. De um lado, na SIC, um grupo de pindéricas que querem namorar com um agricultor ou, em termos mais práticos, querem aparecer na televisão. Do outro lado, na TVI, um programa em que mães tentam desencalhar filhos para, finalmente, conseguirem meter o quarto no Airbnb. O dos agricultores tem paisagens bonitas, com planícies repletas de animais e vacas, e também das de quatro patas que dão leite. Piada fácil e machista, mas estava aqui tão à mão que tive de a fazer. Por isso, vou focar-me mais do da TVI que me parece ter o maior potencial humorístico. Primeiro, vamos aos gajos que querem encontrar a sua cara metade:
  • Um gajo que é barman, mas não quer gajas que gostem de sair à noite e cujo cabelo foi inspirado na capa da revista 100% Jovem de Maio de 1997. 
  • Um agrobeto da Golegã que gosta de ir com o jipe para o meio do mato porque é muito radical.
  • Um com a mania que é garanhão que foi comprar o casaco à Bershka a pensar que era cool e que diz que tem o hobbie da fotografia porque comprou uma máquina DSLR, mas que aposto que usa sempre no automático e usa flash à noite para fotografar paisagens.
  • Um que diz praticar bodyboard a nível nacional, imagino que seja fazer bodyboard em praias portuguesas, não sei.
  • Um com a mania que tem a mania e que trata as mulheres por princesas, o que faz sentido pois parece ter a mentalidade de um macho latino do tempo de D. Sancho I.
Portanto, os gajos são um misto de choninhas com bimbos rejeitados pela Casa dos Segredos; já as candidatas são um misto de badalhocas da margem sul com divorciadas encalhadas que ainda têm um Nokia dos antigos e não conseguem instalar o Tinder.

Sou um gajo prático e que gosta de simplificar e, a meu ver, se chamas princesa a uma gaja que acabaste de conhecer tens logo o visto azul de certificado de otário. No caso delas, se tens unhas de gel com brilhantes e dizes que gostas muito de dançar funk e kizomba e piscas o olho a morder o lábio a um gajo que acabou de te chamar princesa, tens logo também o selo de qualidade da ganadaria de Alcochete. Atenção que não tenho nada contra mulheres sexualmente libertas, acho que deviam ser todas, a questão é que estás num programa para "casar" e não para "acasalar", embora as duas coisas estejam intrinsecamente ligadas. A maioria está lá porque quer aparecer na televisão para depois ir fazer presenças em discotecas. Muitas das pretendentes foram ao Love on Top e a outros reality shows de dating e continuam à procura do "amor". No fundo, ninguém lhes pega e todos sabemos o porquê.

Uma das coisas que criou mais polémica foram as perguntas feitas às candidatas, especialmente por parte das mães dos ranhosos: a pergunta mais recorrente de algumas mãe para as candidatas era sempre: "Sabe cozinhar? O meu filho é de muito alimento." Ele que cozinhe, caralho. Que peça um uber eats ou o raio que o foda. Que meta uma pizza congelada na puta do microondas ou que coma pão de forma sem nada. Só mães a criarem panhonhas que querem uma mulher que seja mãe deles. Se querem uma empregada, sai mais barato contratar uma a tempo inteiro a 7€ à hora que casar sai mais caro e dá mais trabalho.

Estas mães não querem uma nora, querem uma Bimby.

Parece que estavam a fazer uma entrevista para a governanta lá de casa. Sinto que deviam ter feito outras perguntas mais importantes:
  • Sabe fazer o IRS e levar o carro à inspecção sozinha?
  • Não sabe cozinhar, mas sabe fazer os 3 pratos na cama? É que o meu filho é um lambão que mamou até aos 10.
  • Sabe fazer bons felácios? Sabe como é, um homem conquista-se pela boca.
Isto, sim, seria uma mãe preocupada com o bem-estar e a felicidade do filho. Se aceitas que a tua mãe te escolha a namorada, mereces uma estaladão no focinho. A mãezinha leva-te o pequeno almoço à caminha e dá-te à boquinha, é? Também precisas dela na noite de núpcias para te arregaçar a pilinha e apontar ao pipi da mulher? Cambada de coninhas, pah. Estou irritado, embora, por um lado, isto faça com que depois os gajos normais como eu pareçam os mais prendados do mundo só porque sei cozinhar e lavar a loiça.

Se isto fosse um programa em que há honestidade dos participantes, podia ser uma boa experiência social: perceber por que é que num mundo cada vez mais ligado há cada vez mais solidão; por que é que as relações amorosas são cada vez mais descartáveis; mas não: quem participa, salvo raras excepções, quer é fama e entrar no mundo dos profissionais dos reality shows porque não sabem fazer mais nada na vida. Falta sinceridade no programa. Faltou ver uma mãe a dizer sobre algumas candidatas "Ó filho, é gira, sim, mas é um bocado puta, não?". Aliás, foi curioso ver que uma das potenciais sogras gostou muito de uma senhora que tem a bonita profissão de ser filmada a sugar pichotas (se isto não é das melhores descrições para o que é ser actriz pornográfica, então não sei). Nada contra, o corpo é dela e se não sabe cozinhar, ao menos que saiba fazer o resto, mas duvido que a sogra continue a gostar dela quando descobrir que ela tem um filme chamado "Anita estuda para ser puta". Bem, ao menos estudou, certo, não é daquelas putas autodidatas que nem leva a coisa a sério nem faz formações para melhorar; ainda assim, duvido que a sogra goste de uma nora que não faz as lides domésticas, mas que leva com espanadores por dinheiro.

Acho que esta receita de programas de televisão tem muito potencial e sugiro outras opções dentro do mesmo formato:
  • Quem quer mamar da boca do meu filho licenciado em sociologia e que trabalha num call center?
  • Quem quer ter um perfil de Facebook em conjunto com o meu filho?
  • Mais? Podem deixar outras sugestões nos comentários.
Bem, não tenho mais nada a dizer sobre isto. Aguardo os próximos episódios porque o meu guilty pleasure é ver lixo televisivo e depois contar-vos como foi. De nada, não precisam de agradecer este sacrifício que faço por vós. Quer dizer, se querem agradecer, podem comprar bilhetes para ao meu novo espectáculo a solo, cujas datas e bilhetes podem ver neste link.


Bilhetes à venda na FNAC, Worten, teatros, Ticketline e BOL. É ir e partilhar. Obrigado e uma boa semana.

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5 de fevereiro de 2019

Podcast: Doenças, drogas, abusos sexuais



No episódio desta semana falamos sobre drogas, doenças, abusos sexuais e muito mais.

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29 de janeiro de 2019

Comentários jornais online, mamadeira de piroca, perguntas dos ouvintes



No episódio desta semana falamos dos recentes casos de racismo (?), comentários dos jornais online, mamadeiras de piroca (sim, é ouvir), perguntas dos ouvintes e muito mais.

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22 de janeiro de 2019

Podcast: Gillette, Armando Vara, Bairros Sociais



No episódio desta semana falamos sobre a polémica do anúncio da Gillette, da prisão de Armando Vara e políticos corruptos, violência policial e racismo em bairros sociais, fama da Internet e muito mais.

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