19 de abril de 2018

A nova teoria da inocência de José Sócrates



Estou a adorar a série do José Sócrates (JS) na SIC e espero que a nova temporada estreie brevemente, pois estou em pulgas para saber como é que aquilo vai desenrolar-se. Gosto, especialmente, dos figurantes que fazem de advogados do nosso ex primeiro ministro, mas sinto que precisam de ideias novas para a tese da defesa, já que durante os interrogatórios nem abrem a boca e é óbvio que a teoria que diz que Carlos Santos Silva (CSS) bancava a vida de luxo de José só porque eram muito amigos, não cola. Aos amigos paga-se uma rodada de cerveja, esperando que eles paguem a seguinte. Por muito que eu fosse rico, se tivesse um amigo que quisesse estudar em Paris e precisasse de 500 mil euros para pagar o estilo de vida luxuoso, mandava-o trabalhar.

Por isso, se eu fosse advogado de JS, a minha tese seria a seguinte: Zezito e Carlinhos eram mais do que amigos. Eram um casal romântico!

Seria fácil a opinião pública acreditar nessa teoria, visto que que em 2005 houve um boato sobre uma possível relação de José Sócrates com Diogo Infante, que foi desmentido em seguida, mas que deixou a ideia na cabeça de muita gente. Sim, Sócrates alegar que tinha um caso com Santos Silva faria com que perdesse muitos dos seus (ainda) apoiantes, visto que são, na sua maioria, velhinhas que o acham muito charmoso e pessoas de pouca inteligência e, como tal, muito provavelmente homofóbicas. No entanto, pensem no enorme jeito que esta teoria daria à defesa de Sócrates:

Explicaria a insistência de Carlos Santos Silva em garantir que Sócrates estava de acordo com as obras do apartamento; sabendo que ele tem gostos sofisticados e que é dotado de uma maior sensibilidade, deixou para ele todas essas questões de "Querido, mudei a casa". Faz sentido e na maioria dos casais há sempre um que manda na decoração lá de casa. Como Sócrates ganhou o Sexy Platina do Correio da Manhã, seria fácil chegar à conclusão que ele era o trophy husband da relação, o que explicaria o porquê de Carlos Santos Silva, menos dotado em termos estéticos, lhe bancar tudo sem reclamar, só para continuar a usufruir de noites quentes com o ex primeiro-ministro. 

Em várias das escutas, ouvimos José perguntar a Carlos se este pode ir lá a casa um bocadinho, mostrando que é o carente da relação e que exige demasiado do seu parceiro. Com esta tese que proponho, a defesa também explicaria, facilmente, o porquê de falarem por código ao telefone, com JS a dizer coisas como "Vens cá a casa um bocadinho? Trazes-me daquilo que eu gosto muito?". Não se trataria, assim, de dinheiro ilícito, mas uma forma de dizer que o desejava carnalmente, mas que, por vergonha em assumir-se ou porque alguém poderia estar a ouvir, utilizavam códigos para expressar o seu amor. No fundo, as escutas de Sócrates e Santos Silva são phonesex, mas como trocavam dickpics pelo SnapChat não foram interceptadas pela PJ.

A teoria da relação amorosa entre JS e CSS explicaria, ainda, as casas que o segundo comprou à mãe do primeiro: quem não gosta de agradar a sogra? 

Com esta tese, a defesa de Sócrates conseguiria justificar o facto de Sócrates ter tantas ex-namoradas a ligarem-lhe constantemente a pedir dinheiro; sendo gay é mais fácil ficar-se amigo das ex-namoradas (sem rancor ou haver o risco de numa noite de copos haver sexo nostálgico) com as quais tinha um acordo para manter as aparências, acordo esse que explicaria o porquê de elas acharem normal pedirem-lhe dinheiro a toda a hora. Era, no fundo, tudo uma chantagem por parte das mulheres de Sócrates.

A defesa alegaria que a única namorada que não sabia do caso de Sócrates e o amigo havia sido a distraída Fernanda Câncio que ouvimos, nas escutas, propor a José Sócrates que fossem comprar uma casa, algo que JS chutou para canto porque, segundo a minha tese alternativa, já estaria farto de viver na mentira e estava a planear sair do armário. Antes de ganhar coragem para tal, decidiu ir para Paris, cidade conhecida pela a alta costura e pelas baguetes. Só não vê quem não quer, senhor procurador.
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17 de abril de 2018

Engate, choninhas e semana académica



O mundo está cada vez mais cheio de choninhas, homens e mulheres que não sabem como falar no mundo real! Felizmente para eles, existe um super herói do chavascal com classe! O Doutor G! sempre pronto a ajudar e a achincalhar pessoas! Vamos a mais uma consulta "Doutor G explica como se faz".


Boa noite Dr. G, de momento estou a viver um dilema e necessito de uma opinião. Felizmente, por vezes costumo ser abordado por mulheres, tanto pessoalmente como via redes sociais e não costumo "dar muita trela", ou seja, falo o necessário para ser simpático mas não faço o necessário para que haja funaná pelado. No momento penso que seja a atitude correta a tomar pois algumas delas nem me cativam assim tanto mas existem amigos meus que dizem que não estou a aproveitar as oportunidades que a vida me dá. Essa crítica por parte deles deixou-me a pensar se será melhor deixar de ser um xoninhas e ser tipo zeze camarinha ou se devo de continuar esta atitude e não me arrepender um dia mais tarde.
Tiago, 22, Setúbal

Doutor G: Caro Tiago, como um velho sábio/bêbedo uma vez me disse "por cada vez que rejeitas sexo na terra, levas no cu no céu e eu, meu amigo, não hei de levar no cu no céu nem uma vez." Como todos os sábios bêbedos, podem ter uma quota parte de razão, mas penso que a questão é mais complexa e que te deves orientar pelo seguinte fluxograma:
De nada. 


Caro Dr.G, trabalho numa empresa constituída maioritariamente por mulheres com uns 10 homens à mistura. No meio dos homens há um rapaz um pouco mais velho do que eu que me chama muito à atenção. O problema é que ele é super tímido. Ora passa por mim e sorri, ora passa por mim a olhar para o chão. Já tentei puxar conversa mas ele é mais vidrado no trabalho que o Papa! Às vezes dá-me a entender que faz um esforço para manter um conversa mas nunca desenvolve nada ou então quando está com alguns dos nossos colegas parece que me ignora. Só me apetece dar-lhe um abanão para ele desembuchar. Fico frustrada com o rapaz porque assim não ata nem desata!
Patrícia, 20, Porto

Doutor G: Cara Patrícia, às vezes eu também parecia muito focado no trabalho, até metia os auscultadores e tudo para parecer concentrado, mas na verdade estavam desligados e era só para não ter de dar conversa a pessoas chatas. Pode ser esse o caso, não sei. Sorrir para ti no trabalho pode ser só porque é uma pessoa bem educada. Um homem não pode sorrir para uma mulher sem que pensem que é assédio ou que é engate. Às vezes, vocês são feias e é só cordialidade. Mas bem, se ele é super tímido e tu queres alguma coisa, faz pela vida! Convida-o para ir beber um copo a seguir ao trabalho ou tenta ser mais subtil, e já que ele é tão focado no trabalho, tenta-o com algo do género: "Hoje podes ficar até mais tarde para me ajudar a atingir os meus objectivos? Por objectivos, refiro-me a orgasmos sentada na tua cara.".


Caro doutor G, estão a chegar as semanas académicas e eu queria aproveitar para praticar o funana pelado. O problema é que sou completamente inexperiente nessa àrea. Contudo, uma vez vi as mamas a uma amiga minha, também numa semana académica e a única sensação que tive foi que não sabia para onde olhar, no fundo sou um rapaz respeitador, nada que se confunda com homossexualidade. Só não tenho muito jeito... Sou tímido e não sei como abordar raparigas, como devo agir?
José, 22, Aveiro

Doutor G: Caro José, sim, respeitador é um bom sinónimo para choninhas. Resta saber em que situação vislumbraste os seios da amiga: se foi porque ela tos mostrou e viraste a cara, diria até que é falta de respeito da tua parte; se foi porque estava bêbeda e mostrou sem querer, fizeste bem; se foi porque a estavas a espiar a trocar de roupa, és um bocado creepy. No entanto, a pergunta que se impõe é: eram boas mamas? Quanto ao resto, deixo algumas sugestões para conseguires facturar nessas semanas loucas que se aproximam:

  • Se fores feio aborda as raparigas sempre por trás como se faz nas discotecas, numa espécie de dança de acasalamento em que elas começam a roçar o rabo caso as amigas em frente não lhe façam sinal a avisar que que a aproximação está a ser efectuada por um sujeito com cara de suricata atropelada;
  • Usa aplicações digitais com o Tinder ou Fuck Marry Kill que até tem sugestões de quebra gelo para início de conversa;
  • Chega-te ao pé delas, especialmente se já trocaram olhares e elas não vomitaram e diz-lhes o seguinte "Olá, tudo bem?". E pronto, é seguir a partir daí.
Se nada disto resultar, podes usar roofies, mas se és inexperiente sexualmente, talvez te seja complicado praticar sexo com uma mulher inconsciente. É melhor uma acordada que se mexa e te ensine alguma coisa. Este último parágrafo pode conter ironia.


Caro Doutor G,  neste último ano tenho tido dificuldades em atrair as pessoas do sexo masculino para a minha vida amorosa. Isto é: vou trocando umas mensagens, faço uns olhares e assim, e pelos vistos nao obtenho resposta. O que acontece é que ou não querem saber de mim, ou quando querem saber um bocadinho parece que os afugento (se calhar porque estou a forçar demasiado a coisa mas não sei muito bem como é que faço isso). Doutor, ajude-me, pois necessito que alguma coisa aconteça neste departamento, que já vai um ano que não saio do deserto! 
Daniela, 22, Algures

Doutor G: Cara Daniela, não sei se tens noção de que a tua dúvida se pode resumir a "Os gajos não se aproximam de mim, o que posso fazer?". O Doutor G é muita coisa, mas não é adivinho. Podes ser só feia, não sei. Podes ser só chata, também. Podes ser ambas, na verdade. Se colocas a hipótese de que os afugentas porque forças demasiado a coisa, seja essa coisa o pénis ou não, é porque talvez seja esse o motivo. Se eles querem apenas conhecer-te melhor e tu os apresentas aos pais e começas a dizer que queres ter um casal de filhos e que até já escolheste os nomes, é normal que eles batam em retirada e prefiram bater do que te aturar. Grande trocadilho ordinário! Quanto ao resto, as dicas são as mesmas que dei ao paciente a cima, exceptuando a parte dos roofies em que se usares convém misturares com viagra para não dares por ti a tentar fazer sexo com um boneco de esponja.


Caro doutor G, namoro há 4 meses com um rapaz, e estou completamente apaixonada, gosto mesmo muito dele, a relacao corre mais ou menos bem, mas ele nao fala comigo sobre nada do que o incomoda e eu nao sou vidente nem adivinho. Alem disso sempre que chegamos ao funaná pelado parece que tenho de o convencer a isso, porque ele nao demonstra interesse nenhum, quase que tenho de implorar e estou a ficar farta. Por fim e a situaçao que me chateia mais e que ele continua a ser bestie da ex namorada... ele sabe que nao a suporto e que faço o esforço por ele mas eles trocam demasiadas mensagens para o meu gosto, sempre que ele vai sair ela vai tambem e parece que eu nunca sou boa o suficiente quando comparada a ela. E como já disse faço o esforço de me dar minimamente bem com ela, mas chateia-me porque quando chega a altura de ele fazer alguma coisa por mim, ele simplesmente nao faz. O sacrificio e o esforço nunca é reciproco. Alguma dica?  
Laura, 21, Covilhã

Doutor G: Cara Laura, tive de ir confirmar que era mesmo uma mulher a escrever porque, pela descrição, parecia-me um homem a queixar-se da parceira. Ora bem, é um caso complexo, por isso vamos dividi-lo para facilitar a solução:

  • Quatro meses ainda é pouco tempo, se calhar não te quer chatear com os seus problemas nesta fase. Se ele não te disser o que o incomoda, mas não te cobrar nem ficar chateado se o fizeres, não há problema, caso contrário é parvo;
  • Se o tens de convencer a fazer sexo é porque ou ele anda a fazer com outra/s ou porque são incompatíveis sexualmente e as necessidades dele são mais baixas do que as tuas;
  • Se ele é amigo da ex-namorada e por muito que lhe digas que não te sentes confortável ele continua, só tens de aceitar ou decidir deixá-lo.
Como já referi muitas vezes, ser amigo dos ex é como guardar cotão do umbigo porque um dia pode dar jeito para fazer uma caminha a um hamster. Não faz sentido em 99% dos casos. Se eles já eram muito amigos antes e a coisa acabou porque viram ambos que não valia a pena e continuaram amigos, pode compreender-se um bocadinho melhor, mas são muito raros esses casos de amizade de ex completamente desinteressada ou que não acaba em funaná pelado numa noite de copos. A minha pergunta é: se ele não tem conversas contigo sobre o que realmente sente, se o sexo é escasso e se ele insiste em dar-se com a ex, porque é que namoras com ele? É rico ou assim?


Senti que esta consulta teve laivos de machismo, aqui e ali; devo estar naquela altura do mês, ou do dia, sim, porque os homens também têm ciclos hormonais que os deixam irritados, existe até um termo IMS - Irritable Male Syndrome - com a única diferença de que os homens não usam essa desculpa para serem umas bestas. Até para a semana e continuem a enviar as vossas dúvidas para porfalarnoutracoisa@gmail.com. 

Façam amor à bruta porque de guerras o mundo já está cheio.

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13 de abril de 2018

Nova review ao novo vídeo da Ana Malhoa



É sexta-feira treze, mas sinto-me como se fosse Natal ao receber a notificação de que a Ana Malhoa acaba de lançar um novo videoclipe: Viúva Negra. Como crítico não oficial dos vídeos da senhora Malhoa, sinto-me obrigado a fazer mais uma review ao trabalho da nossa musa latina tropical urbana. Se ainda não viram o vídeo aqui fica para estarmos todos em pé de igualdade e segue a crítica detalhada e profissional a que vos tenho habituado.


Gostaram? Achei fraco em termos de potencial humorístico e esse é o maior elogio que posso fazer à nossa embaixatriz das gorduras monoinsaturadas. O vídeo começa bem, com a Ana a quebrar um grande tabu da nossa sociedade que é a menstruação.

Percebe-se que está nos primeiros dias em que o fluxo é mais abundante e, claramente, não está a usar tampão.

Parece-me uma má escolha para quem diz ser uma viúva negra, visto que se pretende matar os maridos, convém não deixar aquele rasto de sangue de pipi ou a polícia nem precisará de cães pisteiros para a encontrar. A Ana começa por palrar qualquer coisa que não consigo perceber, mas deixo algumas hipóteses: La Dueña - nome da editora; Ventoinha; Não tinha. Vamos dar o desconto e partir do princípio que é a primeira, caso contrário teríamos de assumir que a Ana Malhoa não tem o seu forte na escrita de letras de músicas, algo que é impensável para alguém que tem obras que começam como "Eu nunca apoiaria a guerra. Sou uma máquina, sim. La makina de fiesta". Bons tempos. Foi talvez o que mais falta senti neste vídeo: a ausência do castelhano. Percebo que haja uma aposta na língua nacional, mas exigia-se, pelo menos, um "subelo" ou um "cariño". Em vez disso, Ana inicia com um "Ai tu encosta-te a mim". Nada contra fazer sexo nessas alturas difíceis do mês, mas com esse fluxo todo, diria que é melhor tomar um banho primeiro com água fria para o abrandar e irmos para um hotel para que não tenhamos de estragar os lençóis lá de casa. Continua; "Ai que eu já estou pronta". Não sei se estás, Ana. Não sei se estás. "Vai até ao fim, não pares", ordena, mas começo a ficar preocupado com tanto sangramento. Bem sei que pode diminuir o nível de oxigénio no cérebro e que isso pode potenciar o orgasmo, mas se calhar é melhor abrandar e ir ao hospital.

"Caça que isto é um safari". Portanto, está a dizer que ela é um animal de um safari, é isso? Pronto, ao menos não sou eu a dizer. Que animal? Um texugo do mel? É o que tem o penteado mais pimba. Quantos foram ao Google pesquisar texugo do mel? Ah pois, já vos conheço. Caçar num safari parece-me um conceito parvo, gosto de safaris para ver e apreciar a fauna e flora e não para matar bicharada e mostrar a minha masculinidade. Até porque não sei se a cabeça empalhada da Ana Malhoa, por cima da minha televisão, ficaria bem com a decoração da sala. Aos 0:36 há um detalhe muito rápido que passa despercebido ao espectador menos atento: um grande plano das unhas da Ana Malhoa. São, como seria de esperar, unhas de gel. Achei que era importante referir para o caso de haver dúvidas.

Pelos 0:40m aparece a Ana em frente de uma teia e com vários braços atrás, personificando uma aranha - a viúva negra. Apesar das cores estarem bem escolhidas - preto e o vermelho - mostrando algum conhecimento sobre a espécie em questão, a anatomia da aranha está errada. Vislumbramos, contanto com os braços da Ana, 10 braços e 2 pernas. A aranha é um aracnídeo e tem 8 patas. Só tem a menos se tiver sofrido algum acidente de trabalho e só tem a mais se for deficiente. Um erro clamoroso vindo da parte de quem esperamos sempre, acima de tudo, rigor científico. Só me lembro de pior num episódio do Inspector Max em que havia um criminoso que matava as vítimas colocando-lhes uma viúva negra em casa. No decorrer do episódio, mostram a aranha e é uma tarântula, mas os detectives afirmam "Confirma-se, é uma viúva negra." mostrando que, provavelmente, pensavam que o Max era de raça chihuahua ou um ganso.

"Vou dar-te a beber do meu veneno em gestos mortais". Ah? Não percebi. O que são gestos mortais? Golpes de artes marciais? Se ele vai beber veneno para que é que ela precisa de executar gestos mortais? Não se percebe. Devem ser as hormonas do período a confundir a nossa Ana. "Isto vai ser só uma noite, só uma e nada mais", ameaça, durante toda a canção como se isso fosse um problema para os homens. Não percebo se isto é uma canção de libertação da sexualidade feminina ou uma canção machista que desculpabiliza os homens por não ligarem no dia seguinte.

Nisto, entra o beat do refrão, house carrinhos de choque e/ou de festa de gente pastilhada que até dança ao som do barulho das obras do meu vizinho de cima. Como é habitual, e para disfarçar o facto da letra ser sempre igual, a artista exibe diferentes outfits para desenjoar o espectador e ouvinte:
  • Começa bem vestida, elegante e de vestido preto. Estranho.
  • Ah bom, finalmente roupa azeiteira. Meia de rede vermelha com cueca da avó ir ao pão, e com um oleado vermelho de gola alta. Assim, sim, é a Ana turbinada que conhecemos.
  • Casaco de peles, provavelmente de um dos animais do safari.
  • Enrolada em sacos do lixo.
  • Tapada por lençóis daqueles que se encontram em casas de meninas. Ouvi dizer.
  • No fim, peladona a ser banhada por por um líquido preto, mas que parece branco devido ao negativo da imagem e que daria para fazer referências a bukkakes e coisas assim, se eu fosse uma pessoa sem classe.
A partir do segundo minuto, até ao final, é sempre igual. Repetição de batida, de letra, de roupa, tudo igual, mostrando que a nossa diva está a fazer de tudo para deixar de ser a minha musa inspiradora. Não há nada a acrescentar. De 0 a 5 garrafas de azeite, temo que esta só mereça dois e meio. Ainda assim, positivo para todos. Como sempre, reforço que estas reviews devem ser interpretadas como uma homenagem. Respeito, genuinamente, o trabalho da Ana Malhoa e acho que é a nossa melhor artista dentro do género. Pena o género ser uma merda.
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12 de abril de 2018

Como acabaria com a minha vida?



O suicídio é um dos temas mais tabu da nossa sociedade. Encaro-o com naturalidade já que escolher a hora e forma de morrer é um luxo que a maioria de nós não tem. Acho que estar por cá vale a pena, mas percebo quem ache o contrário e prefira ir embora em vez de ficar cá a incomodar os outros. Para efeitos de não me acharem uma besta, se estiverem com pensamentos suicidas, procurem ajudaNão sou gajo para me suicidar, pelo menos nos próximos tempos em que tenho a agenda muito ocupada; no entanto, e como gosto de estar preparado, já pensei várias vezes qual seria o método a utilizar caso decidisse dar por terminada esta minha estadia na Terra.

Enforcar
Acho de mau tom para quem encontra o corpo, pendurado e com uma possível mancha de sémen nas calças, devido à ejaculação que pode acontecer com este método; depois, olhando aqui para a minha casa, onde é que me penduraria? O varão do cortinado não aguenta com este mamutezinho; teria de ir a uma loja de bricolage comprar camarões e usar um berbequim para me conseguir prender ao tecto. Parece-me demasiado trabalhoso para quem anda há um ano para pregar umas molduras e afixar um candeeiro. Já estou a ver a minha namorada a discursar no funeral e a atirar-me à cara que só quando é para mim é que faço as coisas.

Overdose
Pode ser um bom método dado que temos oportunidade de ver dragões a sodomizar unicórnios anões antes de irmos ter com o criador. No entanto, tenho algum receio que o facto de não ser imediato me cause arrependimento. Cenário: ingiro uma caixa de comprimidos e até aquilo bater posso começar a entrar em pânico e a mudar de ideias; vou tentar vomitar, mas já está no sangue e sinto-me a ir embora sem bilhete de volta. Não quero que o meu fim seja vivido com sofrimento e arrependimento, prefiro algo mais rápido, isto sem contar que como hipocondríaco que sou teria paranóia com os efeitos secundários dos medicamentos.

Cortar os pulsos
Nem pensar. Não tenho a vacina do tétano em dia, além de que optar por este método é não respeitar quem encontra o corpo e, especialmente, as empregadas que vão ter de limpar a sujeira toda. Depois, se corre mal, um gajo fica com as marcas para sempre nos pulsos e toda a gente saberá que nem no suicídio somos competentes.

Afogamento
Sou um excelente nadador pelo que seria complicado. Fora de questão conseguir afogar-me numa piscina a não ser que seja com pedras amarradas à cintura. A questão é que não sou rico e não tenho casa com piscina e fazê-lo numa piscina pública parece-me uma má escolha, já que poderia ser resgatado por um nadador salvador que me estragaria os planos e ainda me mamaria da boca. No mar? Podia ser, mas não quero ser o gajo que se suicidou e cujo corpo apareceu todo inchado e nojento numa praia enquanto um pai faz uma amona a um filho. Matar-me tudo bem, traumatizar crianças acho parvo. 

Electrocução
No outro dia, apanhei um choque valente a arranjar o fogão e percebi que não é boa opção. É daqueles métodos cuja probabilidade de correr mal é muito alta e um gajo pode ficar vegetal ou com tiques na cara para o resto da vida. Isto para não falar de que em minha casa um aquecedor e um secador já manda o quadro abaixo.

Sónia Brazão
Por falar em fogões, temos o método Sónia Brazão. É um método estúpido que incomoda os vizinhos com o barulho, além de poder correr mal e funcionar apenas como peeling gratuito.

Beber lixívia
Sou esquisito a comer: não gosto de marisco e não aprecio muito peixe nem couve flor; não consigo beber sumos detox e vou beber lixívia? Se der para misturar com lima e açúcar e fazer uma caipiblanc, talvez pondere, caso contrário acho que não. A morte em si também não deve ser agradável: deve dar dores de barriga e um gajo deve vomitar sangue e, caso nos encontrem ainda vivos, vamos ter de ir para o hospital fazer uma lavagem ao estômago e passar vergonha. Se uma noitada com vinho e cerveja já me deixa ressacado dois dias, imaginem com shots de lixívia.

Veneno
É igual ao anterior, a juntar ao facto de que um bom veneno não se vende assim por dá cá aquela palha. Se desse para comprar um bom cianeto, ainda era de pensar nisso, embora a morte seja bastante agoniante e ninguém queira matar-se da mesma forma que Hitler. É como o bigode dele, até pode ser giro, mas depois dele ninguém o vai usar e só um tipo especial de pessoa é que dá o nome Adolfo aos filhos.

Coma alcoólico
Apesar de não ser das piores formas de morrer, já que dá para aproveitar uma bonita bebedeira antes de bater as botas, tenho algum receio de que as minhas últimas palavras fossem "Não, eu estou bem, a sério. Estou alegrezito, vá.".

Tiro
Conheço um senhor que tentou rebentar a cabeça com uma caçadeira, apontando o cano de baixo para cima, na zona do queixo, mas com o coice da arma acabou por não morrer e cometeu apenas a proeza de ficar sem cara. Dois anos volvidos em operações plásticas de reconstrução facial, quando já se voltava a assemelhar ligeiramente a um ser da espécie humana, decidiu mandar-se da ponte. Escusava de ter andado a gastar dinheiro do SNS, mas pronto, ao menos conseguiu suicidar-se e não passar pela humilhação de falhar duas vezes.

Injectar ar na veia
Há pessoal que se tenta suicidar assim, pretendendo provocar uma embolia. Pode dar certo ou não acontecer nada, dependendo dos vasos sanguíneos para onde vai o ar. Pode ficar-se só vegetal. Demasiadas variáveis, numa espécie de roleta russa dos pobres. Sim, é giro em termos de deixar um mistério por resolver, sendo que te encontram com uma seringa no braço, partem do princípio de que foi overdose, mas não encontram nada na autópsia e ficam todos confusos. É engraçado morrer e deixar cá um desafio, mas acho que o risco de ficar courgette babona não compensa.

Acidente de carro
Lá está, mais uma vez, pode correr mal. Já vi acidentes de carro em que estes ficaram desfeitos e as pessoas, quase de forma milagrosa, safaram-se. O que me garante que espetar o meu Clio de 2002 contra um muro me mata? As pessoas ficam sem saber se foi acidente ou propositado e pensam que não sabes conduzir e ficas com má fama.

Mandar para a frente do comboio
Funciona que é uma maravilha, é certo, mas só o faria para chatear as pessoas que vão chegar atrasadas ao trabalho por minha causa. Depois, tem de vir o pessoal do INEM recolher os bocados e montar-me qual móvel do IKEA e não gosto de dar trabalho a quem tem vidas para salvar. Como seria o funeral? Em vez de um caixão seria uma tigela com papa? Era um ambiente estranho, acho que um gajo pode matar-se e pensar na família ao mesmo tempo.

Monóxido de carbono
Vi nos filmes, não sei se é muito usada. Ligar um tubo desde o escape do carro até à janela, fechar tudo e meter o carro a trabalhar para ir desmaiando, lentamente, até morrer. Tem nota artística, mostrando engenhosidade, mas é preciso ter em conta que funciona melhor nos carros antigos que deitam fumo preto e que não podem ir para o centro de Lisboa. Se um gajo tiver um carro eléctrico está tramado, claro, e penso que o instinto de sobrevivência entra em acção e faz-nos abrir a porta ou janela do carro e ficamos só com tosse durante uma semana.

Viagra
Lembrei-me desta e acho que pode ser inovadora. Contratar umas profissionais do chavascal e tomar uma caixa inteira de Viagra. Depois, era festa até o coração dar o berro. Pagaria antes às senhoras porque não gosto de ficar a dever a ninguém e, caso não funcionasse, era uma noite bem passada e talvez me passasse a vontade de me suicidar.

Saltar para a morte
Esta é a minha favorita. Das várias vezes que me debruço sobre este assunto, chego sempre à conclusão que a melhor forma de me suicidar seria atirar-me de um sítio alto. Não custa dinheiro e é 100% fiável se feita de uma altura generosa - não é como aquele pessoal burro que se atira do primeiro andar - é subir ao Cristo Rei, apreciar a vista para Lisboa e saltar com um mortal encarpado à retaguarda. Esta técnica dá para deixar uma boa história: saltar vestido de Deus, por exemplo, é uma bonita mensagem e metáfora que fica; saltar vestido de super-homem, também, deixando as pessoas na dúvida se te querias matar ou voar; mascarado com roupa futurista e com uma montagem de um jornal de 2050 também é capaz de ser giro, deixando milhares a acreditar que tinhas vindo do futuro, mas falhaste as coordenadas e materializaste-te no ar. As possibilidades são muitas, é puxarem pela cabeça.

Já agora, como nota final, fiquem a saber que o suicídio é ilegal em muitos países como no Chipre ou na Papua Nova Guiné, algo que pode parecer estranho, mas que é capaz de ser o melhor incentivo ao suicídio: quem tentar e não conseguir pode ir preso. Querem melhor forma de garantir que toda a gente se esforça ao máximo para acertar à primeira? Quem diz "Já me tentei suicidar cinco vezes" tem um problema maior na vida do que a depressão e esse problema é falta de empenho.
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10 de abril de 2018

Bruno de Carvalho | Perguntas dos ouvintes



O episódio desta semana é dedicado às perguntas dos ouvintes, mas ainda há tempo para falar da polémica com Bruno de Carvalho, pessoas que fazem espuma no canto da boca e muito mais. É ouvir e, se gostarem, subscrevam e partilhem.



Podem ouvir e subscrever o podcast nas seguintes plataformas:
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Um namoro sobrevive sem atracção física?



Cá estamos em mais uma consulta onde pessoas, na sua maioria, choninhas, enviam dúvidas a um gajo da Internet porque não devem ter amigos, ou assim. Sim, estou de mau humor. Vamos a mais um "Doutor G explica como se faz".


Caro doutor G. Andei com uma rapariga durante 3 meses e não namoramos porque ela disse-me abertamente que era assexual. Eu não me importei porque ainda sou romântico e demos passeios espetaculares. No outro dia fiquei um pouco desesperado e isso refletiu-se numas mensagens que lhe mandei. Mandei mais umas mensagens a pedir desculpa pelo exagero e agora ignora-me como se nada se tivesse passado entre nós. Eu disse-lhe que já não estou tão interessado como dantes (não foi só para lhe agradar, mas sim porque é verdade) e que queria voltar a passear com ela. Eu tenho uma ideia de onde ela vive, achas que devo... Outra coisa especial nela é que eu sou esquisito a escolher raparigas, não pela beleza mas pela inteligência. Ela tinha um balanço interessante entre beleza e inteligência e estou com dificuldades a encontrar uma substituta. 
Anónimo, 17, Póvoa de Varzim

Doutor G: Caro Anónimo, existe um tipo de pessoa com as quais damos passeios espectaculares, vivemos momentos incríveis e com as quais não fazemos sexo: amigos. Para que é que estás interessado em alguém que é assexual? Não tens outros amigos ou não gostas de ver séries sozinho? Respeito o LGBTXPTO e o resto do abecedário todo, mas ser assexuado é sinal de trauma psicológico ou deficiência ao nível das hormonas. Isso ou nunca levou uma trancada como deve ser, também pode ser esse o caso. De qualquer das formas, é respeitar a posição dela e se ela não te quer nem para amigo, é esqueceres e arranjares outros amigos. Não, não acho que devas aparecer à porta dela para a agarrares por um braço e irem dar um passeio à praia. Seria a violação mais lame de sempre. Já a estou a ver de voz distorcida "Ele agarrou-me à força e... até me custa relembrar... levou-me a passear pela praia, ainda por cima com este frio". Se ela não quer, não quer, ao menos sabes que não é por não te achar atraente sexualmente, já não sente comichão na virilha por ninguém. Como namorada, mais vale uma feia e burra que faça sexo do que uma bonita e inteligente cujo pipi já meteu os papeis de insolvência e fechou para sempre.


Caro Dr. G, namoro com um rapaz há quase 6 meses. Gosto muito dele. Mesmo. Acho que nunca gostei tanto de uma pessoa e é algo que cresce todos os dias. Mas em termos de funaná pelado as coisas não andam bem. Da última vez que estivemos juntos, ele reparou que, enquanto lhe dizia para avançar, o afastava com as pernas (como se estivesse a fechá-las). A maioria das vezes que ele chega a penetrar-me, doi-me muito e temos de parar a meio. Como é a primeira pessoa com quem tenho relações sexuais, não percebo bem o que se está a passar mas palpita-me que não seja muito normal... podia ajudar-me a perceber o que se passa? Tem algum conselho?
Daniela, 21, Porto

Doutor G: Cara Daniela, vamos por partes:

  • A dor da penetração pode ser normal e fruto da falta de uso ou pode dar-se o caso de teres vaginismo que é um problema muito comum. Apertadinho é bom até certo ponto, depois dói a toda a gente. Digo eu que não sou pedófilo. Vai à ginecologista e ela que faça lá os exames com a colher de pau e a varinha mágica ou lá o que é que se faz nessas consultas;
  • Pode dar-se o caso de ser ele a ter um pénis barracuda e aleijar-te. Grande é bom até certo ponto, depois dói a toda a gente.
  • O problema de dizeres para ele avançar e fechares as pernas é resolvido facilmente adoptando outra posição sexual que não a de missionário. Por trás, podes fechar as pernas à vontade desde que não dês coices.
Para além de cuspo e de muitos preliminares, usem lubrificante a sério e fica tu por cima para controlares a penetração. Já agora, só para ter a certeza, não estão a usar o buraco errado, não?


Caríssimo Doutor G, tenho 23 anos e vivo um dilema constante. Sempre que começo a conhecer alguém, geralmente ao fim de uma semana ou depois de já termos travado uma luta pelada debaixo dos lençóis, perco subitamente o interesse. Passo a só conseguir ver defeitos nesses rapazes (principal defeito que a minha pessoa identifica: incapacidade para mandar uma boa foda) e não consigo focar-me no que há de positivo. Contudo, mesmo quando o sexo satisfaz, acabo por encontrar outros pontos negativos que me aborrecem. Será que não fui feito para estar numa relação? Será que sou um player sem sentimentos ou simplesmente ainda não encontrei a pessoa certa?

Alfredo Maria, 23, Coimbra

Doutor G: Caro Alfredo, como deves imaginar, a minha cultura sobre relacionamentos homossexuais é apenas baseada na literatura e não empírica. No entanto, se o sexo não é bom está explicada a súbita perda de interessa no rabo e/ou pila dos rapazes. És novo, não tens com o que te preocupar, calculo que no mundo dos homens gays seja mais complicado manter uma relação duradoura porque a oferta é muita já que são sempre dois homens a querer e os homens não têm muitos critérios e só pensam numa coisa, seja qual for a sua orientação. Por isso, aproveita porque quando aparecer a pessoa certa, vais deixar de ser picuinhas e provavelmente até te vais apaixonar tu por um player sem sentimentos que te vai fazer sofrer a ti. É a vida. É o universo a equilibrar-se.


Caro Doutor G, esta sua fã conheceu um rapaz há uns tempos. Quando começamos a conviver achei-o interessante, mas sempre o vi como um amigo. Acontece que ele se apaixonou perdidamente. Apesar de já ter sido bem clara e desenhado o círculo da “friendzone” mas aquilo não descola! Mensagens despropositadas só para tentar manter conversa e situações idênticas acontecem… Tanta pressão já me anda a deixar desorientada, sei que algo sério não ia resultar e uma coisa mais casual não é opção! O que fazer para resolver a situação, sem perder um amigo?
Anónima, 20, Lisboa

Doutor G: Cara  Anónima, mas sem perder um amigo porquê? Queres que o gajo se mantenha por perto para te subir o ego? Se dizes que ele te manda mensagens só para manter conversa e que isso te irrita então é porque não és assim tão amiga dele, não me venhas com tretas. Corta o mal pela raiz, se ele não quer ficar na friendzone não vão poder ficar amigos. Para ilustrar melhor, deixo um fluxograma:

Olá Dr. G, à cerca de 4 meses que namoro com uma rapariga por quem me sinto muito apaixonado, damo-nos bem e as coisas estão a avançar e a evoluir. Acontece que em relação ao sexo as coisas não correm tão bem como gostaria, ela tem muito apetite sexual e eu, ao contrario do que era normal com as minhas anteriores companheiras sexuais, não sinto grande vontade. Aliás, embora esteja feliz com ela, sinto muita vontade de estar sexualmente com algum dos meus affairs pré-namoro. No inicio da relação esta discrepância de vontades era mais notória e levava a algumas situações constrangedoras, agora as coisas melhoraram um pouco mas continuo a sentir-me sexualmente insatisfeito. Será que afinal não estou tão apaixonado como penso estar ou simplesmente o facto de ela fisicamente não ser o que eu gostaria faz com que eu perca interesse? É justo continuar com uma pessoa com estas dúvidas?
Anónimo, 29, Porto

Doutor G: Caro Anónimo, parece-me que a resposta é mais do que óbvia: se dizes que ela fisicamente não é o que tu gostas, talvez, só talvez, seja por isso que não sentes atracção física por ela. Somos todos uns fúteis e macacos com smartphones e por muito que nos achemos evoluídos, o aspecto físico conta e no que toca ao sexo conta muito, especialmente para a atracção inicial. No entanto, ela pode não ser bonita mais efectuar-te um felácio de pontapé de bicicleta que tu ficas maravilhado e esqueces que ela tem pelos nas costas. Por isso, se gostas mesmo dela, tens de lhe dar oportunidades para te mostrar o que vale e descobrirem ambos como darem prazer um ao outro. Se não estás assim tão apaixonado, se calhar é melhor acabares o namoro para não fazer a rapariga sofrer mais tarde. Por fim, isso de sentires vontade de ter sexo com outras pessoas tem um termo técnico: ser Homem. Homem com H grande porque as mulheres são iguais, só que mais discretas e não andam a dizer a toda a gente. Moral da história: somos todos uns porcos, mas os homens são mais burros.


Obrigado e até à próxima. Quem tiver dúvidas sexuais, sentimentais ou existenciais, é enviar para porfalarnoutracoisa@gmail.com. 


Façam amor à bruta porque de guerras o mundo já está cheio.

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