29 de maio de 2013

Cavalheirismo é disparate



Acho o cavalheirismo parvo. Gosto da boa educação e respeito, quando se justificam, mas acho cavalheirismo discriminatório. Ora vejamos:
  1. Pagar o jantar (especialmente se for primeiro encontro). Não sou forreta mas acho descabido. Aliás, até o posso fazer mas porque sim e não porque fica bem. Se uma mulher repara que não pagaste o jantar provavelmente não merece um segundo encontro. Esta tradição existe por duas razões: A primeira porque a mulher não era economicamente independente e então ficava bem o homem pagar, agora com a igualdade isso já não faz sentido, seria continuar a descriminar. A segunda razão nasceu pelo facto de o homem pensar que aumenta as suas possibilidades de praticar o coito pagando o jantar à donzela. O pior é que é capaz de ser verdade.
  2. Ceder o lugar a uma mulher. Se eu não estiver cansado e a mulher em questão vier carregada de sacos e com um ar de quem vai ter um AVC cedo o meu lugar sem problemas. Mas também o faria se fosse homem. Agora privar-me do meu descanso só porque antigamente se fazia devido à ideia de que as mulheres eram seres mais fracos não me agrada. Não gosto de descriminar. Quem tem energia para andar 10 horas num centro comercial, correr 30 lojas com 10 sacos na mão de saltos altos tem certamente energia para aguentar uns minutos em pé.
  3. Mulheres e crianças primeiro. Escandaloso. Crianças ainda vá que não vá nem que seja para não as termos que aturar aos berros na fila de espera, agora mulheres e homens em pé de igualdade se faz favor. É eu apanhar-me num naufrágio a ver se cedo o meu lugar na fila dos botes salva vida. Até passo a frente se for preciso!
  4. Ceder o casaco quando estão -4ºC ao Sol porque a mulher achou que não devia levar casaco pois não tinha nenhum que ficasse bem com aquelas botas: Temos pena. Estão-se sempre a gabar que as mulheres têm mais capacidade de sofrimento que os homens e mais resistência à dor, então ai está uma boa maneira de provar tais afirmações. Até porque depois ficamos constipados e com febre e como nós somos mais mariquinhas vamos queixar-nos muito mais que elas. Por isso não há que arriscar. Se eu tiver calor e ela frio cedo cavalheirosamente o meu casaco, mas se depois começar a sentir um fresquinho, peço-o de volta.
  5. Abrir a porta para uma mulher passar primeiro. Fica bem? Sim, mas quando é voluntário, porque quando me tentam passar a frente faço questão de passar eu primeiro e não segurar a porta. A não ser que a mulher em questão justifique deixá-la passar para poder observar melhor outros ângulos. De certeza que foi para observar glúteos que essa moda surgiu.
Concluindo, sou um romântico mas igualitário. 





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