14 de março de 2017

Uma mulher que gosta de sexo é ninfomaníaca?



O dia está bonito, mas fica sempre melhor com uma nova consulta "Doutor G explica como se faz". 


Olá Doutor G, tenho uma "amiga" à três meses para cá com quem tenho tido um funaná pelado excelente mesmo mas o problema é que sempre que o fazemos a rapariga arrepende-se porque sabe que gosto muito dela e esta diz que não partilha do mesmo sentimento. "Vamos ser só amigos", "Foi a última vez", típicas frases ditas e o mesmo sucede-se. Comecei a ouvi-la e deixei de lhe tentar saltar em cima como um animal selvagem em todas as oportunidades que tive e algumas vezes continua a acontecer o dito funaná. Enfim, gajas malucas, quem nunca? Temos tido uma vida de casal praticamente mas somos só amigos, passamos aquelas mariquices todas do amor mas não estamos juntos. Ela diz que o sentimento não é recícropo porém as suas acções não dizem isso. Já faço de cego e finjo que não vejo nada para não voltar ao mesmo loop. Que devo fazer?
Anónimo, 20, Lisboa

Doutor G: Caro Anónimo, primeiro tens de de aprender a conjugar o verbo haver. Ajuda bastante para atrair parceiros de elevada qualidade. Quanto ao resto, ela quer-te só para sexo e é honesta quanto a isso. As mulheres também podem (e devem) tratar os homens como objectos sexuais sem estarem apaixonadas por eles. O que acontece é que ela gosta de outro e enquanto o outro não se decide ela limpa o palato contigo. Fácil. Ânimo, rapaz. Ser um dildo humano, usado apenas para sexo, é o sonho de qualquer homem. Só tens de te proteger para não apanhares nenhuma doença nem contraíres paixão por ela porque ela irá, mais cedo ou mais tarde, deixar de querer saltar-te em cima.


Olá Doutor G, iniciei a minha vida sexual há 2 meses, e desde então sempre que estou com o meu namorado e praticamos o amor nunca consegui que acontecesse apenas uma vez, são sempre umas 4/5 vezes, sinto sempre necessidade de mais. Posto isto, tenho-me questionado se serei ninfomaníaca, o que acha doutor?     
Anónima, 18, Lisboa

Doutor G: Cara Anónima, isto de rotular uma mulher que gosta de sexo como ninfomaníaca é uma prova de que a sociedade ainda não está preparada para mulheres totalmente libertas de amarras. Ninfomania é um problema grave que faz com que a mulher queira sexo a qualquer hora, mas, mais importante do que isso, com qualquer um e sem qualquer critério ou preocupação com a saúde. Se sentes apetite sexual e queres que o teu namorado te desbrave várias vezes, força nisso. Pode dar-se o caso de ele não te saber dar uma em condições e por isso terem de apostar mais na quantidade do que na qualidade. De qualquer forma, fica aqui este fluxograma que ajuda a despistar a ninfomania.


Caro Dr. G, escreve-lhe um jovem “estudante” de Erasmus desde a Hungria. Como deve calcular esta vida é bastante propícia a momentos de funaná pelado. Desde sempre achei as raparigas mais velhas mais interessantes pelo simples facto de terem mais para me ensinarem… Eis senão quando, esta semana fui surpreendido. Depois de embebedar, convenientemente, uma jovem donzela de 25 anos, vi a minha vida por caminhos apertados. Abrir uma caixinha da Pandora pela primeira vez, é algo que envolve demasiada sensibilidade. E como seria de esperar, o acto em si não foi dos mais agradáveis. Neste momento, estou a precisar dos sábios conselhos do doutor. Devo continuar a investir nesta menina esperando dela um exponencial aumento do seu desempenho sexual, e mantendo assim seu coraçãozinho intacto?  Ou partir em busca de um pipi mais calejado pela vida?   
Luís, 21, Hungria

Doutor G: Caro Luís, espero que percebas que acabaste de admitir que para levares uma gaja para a cama tens de a embebedar primeiro. Parabéns, campeão. Tens o mérito de um caçador que abate um leão no Jardim Zoológico com uma bazuca. Em relação à tua pergunta, a resposta é simples: se ela gosta de ti e tu gostas dela, então continuem. Se ela gosta de ti e tu só a queres para sexo, deves deixá-la o mais rápido possível para que a inexperiente escotilha dos bebés dela não fique moldada à tua alavanca de Arquimedes. Uma coisa é habituares mal o coração da rapariga, outra é habituares mal o pipi.


Olá Dr. G, estou a viver com o meu namorado há dois anos, e estamos noivos, muito felizes e tal. Tenho em mim, uma vontade imensa de experimentar o funaná com outra menina, e o meu namorado como é lógico concorda. A questão é que sou muito ciumenta, e tenho medo que a experiência venha causar instabilidade na nossa relação. O que devo fazer Dr. G? Fico para sempre a imaginar como teria sido, ou faço-o mesmo que haja possibilidade de isso estragar a nossa relação? E para além disso, como é suposto abordar alguém nesse sentido? Ajude-me Dr. G, por favor!
V, 23, Braga

Doutor G: Cara V, primeiro é preciso esclarecer alguns pontos importantes.

  1. Serias apenas tu a chafurdar na rapariga e o teu namorado ficava a ver?
  2. Fazem os três juntos, mas ele só tem autorização para tratar de ti?
  3. Tudo à molhada e fé em Deus?
Se for o primeiro caso, penso que não haverá problemas a não ser o teu namorado ficar rabugento tal como quando se leva um vegan a um rodízio brasileiro. Se for o segundo caso, parece-me que a meio ele vai tentar dar umas trincas na outra e tu, se estiveres toda doidona, não vais impedir e depois podes ficar arrependida. No entanto, calculo que seja a terceira alternativa, por isso, deixo várias dicas para minimizar o risco de essa aventura contaminar a vossa relação com mais do que gonorreia:
  1. Ele tem de dividir o tempo em, pelo menos, 60% para ti e 40% para a outra.
  2. Ele tem de atingir o orgasmo a olhar-te nos olhos.
  3. Ela tem de ser mais feia do que tu, mas não feia ao ponto de duvidares dos critérios do teu namorado.
Quanto à forma de abordar alguém para isso, usem a Internet ou vão a uma discoteca onde dizes ao ouvido de raparigas «Esse vestido é lindo, miga. Queres ser a vela da nossa relação e ser soprada pelos dois?». 


Caro Dr. G., descobri um segredo da minha namorada. Ao que consta, esta, e antes de sequer nos conhecermos, beijou em duas ocasiões diferentes, raparigas. Ora, eu cresci banalizando os beijos entre as mulheres, contudo ela confessou-me que não foi um mero bate-chapas, e mais tarde confessou que até envolveu língua. A desculpa para o ocorrido foi TEQUILA, afirmando ela que nem estava propriamente bêbeda mas que era como se essa bebida abrisse a orientação sexual dela e por isso nunca mais voltou a tocar na referida bebida. Portanto, há algum link na internet que explique este fenómeno, ou ela apenas tem potencial lésbico?  
Alex, 24

Doutor G: Caro Alex, não devias estar preocupado com links na internet que expliquem esse fenómeno, mas sim preocupado em saber onde é que há Tequila em promoção. Os estudos feitos afirmam que álcool é álcool e que o tipo de bebida não influencia, mas sim a rapidez com que a bebes. Por isso, shots de vodka ou shots de tequila terão o mesmo efeito. No entanto, podes aproveitar para fazer um teste científico com a tua namorada, tudo a bem da ciência.

  • EX1: Num dia dás-lhe shots de vodka dizendo que é tequila;
  • EX2: Noutro dia dás-lhe shots de tequila dizendo que é vodka.
Depois de ela estar alegre, colocas-lhe à frente uma rapariga voluptuosa e safadona a pedir-lhe que a mame da boca como gente grande. Consoante os resultados podes tirar as conclusões:

  1. Beija a rapariga apenas na EX1. Neste caso, fica provado que a tequila apenas tem um efeito psicológico na tua namorada e que ela a usa como desculpa para soltar a franga camionista que tem dentro de si. Sorte a tua porque o vodka é mais barato do que a tequila.
  2. Beija a rapariga apenas na EX2. Neste caso, fica provado que a tequila tem efectivamente um efeito secundário na tua namorada que a faz olhar de outra forma para bocas sem buço.
  3. Beija a rapariga em ambas as experiências. A tua namorada tem um desejo interior de ter experiências sexuais com o sexo oposto e só as consegue libertar quando está inebriada e desinibida.
Repete a experiência várias vezes para que a margem de erro seja mínima. Science, bitch.


Olá Dr G, tive relações sexuais, ou como gosta de lhe chamar lutas greco romanas nos lençóis com 3 pessoas, sendo que todos eles virgens. Sempre me elogiaram bastante mas como não tinham muita experiência nunca soube se era mesmo verdade. Entretanto estive com outros dois homens já bastante rodados (15 pessoas para cima) que me disseram que fui o melhor sexo de sempre blá blá blá. O que eu queria saber é se é só conversa ou se realmente tenho um dom. Já agora aproveito para perguntar também como é que termino um relacionamento em que os sentimentos não são correspondidos sem magoar a pessoa? 

Anónima, 22, Lisboa 

Doutor G: Cara Anónima, tal como aconselhei ao leitor acima, a única forma de responder à tua pergunta seria fazer um teste altamente científico para testar a tua performance sexual. No entanto, o código deontológico do Doutor G proíbe a prática do funaná pelado com pacientes. Foi uma boa tentativa da tua parte. Sendo impossível averiguar com precisão a situação, deixo as hipóteses mais prováveis:

  1. Foste escolhida por Deus para seres uma ceifeira debulhadora de trombinhas de chicha e já nasceste com esse dom.
  2. Os gajos com quem estiveste tinham tido azar e só tinham apanhado patereca fraquinha e, ao apanharem uma razoável, elevam-na ao pináculo da qualidade quando, na verdade, és só mediana.
  3. Os gajos mentem muito e dizem-te isso só para te continuarem a comer. Da mesma forma que as mulheres dizem «É tão grande!» quando na maioria das vezes é médio.
Seja como for, para saberes a verdade terás de experimentar mais e ver se o feedback continua a ser consensual. Uma dica: nem sempre quem teve mais parceiros é o cliente mais exigente. Pelo contrário, há estudos que dizem que quem tem relações mais longas é melhor na cama pois tem tempo para experimentar tudo o que é javardeira. Dito isto, tenta sacar um namorado de longa duração de uma acompanhante de luxo e ver o que ele diz.


Está feito. Não custa nada. Já agora, deixem nos comentários a resposta à seguinte pergunta: Acham que o Doutor G inventa as dúvidas ou acreditam que são enviadas por leitores?

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