25 de novembro de 2015

Pedro Arroja: o Rei dos homofobicus otarius



Raramente dedico textos a uma pessoa específica, acho que só o Gustavo Santos e a Alexandra Solnado tinham tido essa honra. Até agora. Hoje, venho falar-vos do Pedro Arroja, um professor que tem tempo de antena no Porto Canal para dizer alarvidades. Ficou conhecido aquando de comentários machistas sobre as deputadas do Bloco de Esquerda e agora voltou à carga ao falar da adopção por parte de casais do mesmo sexo. Já vos falei da sub espécie símia homofobicus otarius, da qual o Pedro Arroja é o imperador. Lembrem-se que não se trata da sua opinião ser contra, trata-se dos "argumentos" que ele dá. Podem conferir neste vídeo, 
cortesia do Porto Canal e da página Bocage 2.0, o qual vou, de seguida, criticar e maldizer.



Não, isto não é um sketch de comédia. Infelizmente. Vamos lá, então, por partes.

00:15 - «Alguém escolheu que eu fosse homem. Esse alguém, racionalmente, é Deus.»
Hum... não. Lamento, mas não foi Deus que escolheu que tu fosses homem. Foi todo um processo genético que definiu os teus cromossomas aquando da inseminação do óvulo da tua mãe com um espermatozóide do teu pai. A ver pelo vídeo, não foi o espermatozóide mais inteligente. Queres acreditar em Deus, tens o meu apoio. Trazer Deus para uma discussão política é que te devia valer um calduço com uma cruz de ferro incandescente.

00:25 - «São uns filósofos de café.»
Sim, essas pessoas que acham que a homossexualidade não é uma escolha, mas sim uma predisposição genética. Esses parolos que acreditam na ciência em vez de seguirem à letra os ensinamentos com mais de dois mil anos escrito por pessoal que dava no ópio com força. E mesmo que fosse uma escolha, não estou a ver como é que isso te iria dar razão. Antes um filósofo de café do que um homofóbico de tasca. Pedro, ao dizeres que é Deus que faz tudo, estás a culpá-lo não só de te ter feito homem, mas também de te ter feito uma aventesma. Acho que te fica mal teres em tão pouca conta o trabalho do senhor.

00:58 - «Imaginando-me a perguntar à minha mãe: Olha, tu sabes fazer pénis?»
Palmas, Pedro. Palmas. Ri-me a bom rir com esta tua frase. Imagino-te à mesa em família a dizer «Mãe, pode-me fazer uns ovos estrelados? E pénis? Pode trazer-me uns penizinhos de coentrada? Não sabe fazer pénis? A avó não lhe passou a receita de caralhetes au champignon?». Se a tua mãe te tivesse dado duas chapadas de cada vez que fazias perguntas parvas, talvez te tivesses feito um Homem.

01:14 - «Ela fez quatro! Mas não sabe fazer pénis.»
Sorte de principiante, Pedro. Eu também não sabia fazer magret de pato com molho de frutos silvestres, mas inventei e até saiu bem! Não sei quanto aos restantes pénis que a tua mãe fez, mas no teu caso deve-se ter esquecido da panela ao lume e isso queimou-te o cérebro.

01:19 - «E cérebros, sabes fazer?»
Claramente que a tua mãe não sabe fazer cérebros, Pedro. Isso é mais do que óbvio a julgar pelo teu. Pilas também só as deve saber fazer pequenas e mal amanhadas, porque essa pequenez de mentalidade, normalmente é proporcional à insegurança causada por um micro-pénis flácido que ninguém quer pôr na boca. 

01:51 - «Estou a imaginar a resposta dela, típica da mulher portuguesa a desvalorizar o marido.»
Estás errado, Pedro. A típica mulher portuguesa não desvaloriza o marido. A tua, se calhar é que te desvaloriza porque percebe o anormal que tem em casa. Noto aí alguma raiva para com as mulheres, alguma desilusão e descrença no sexo feminino... Queres falar sobre isso? Desabafa que te faz bem.

02:25 - «Não foi a minha mãe porque não sabe sequer fazer os orgãos genitais dos homens (...) A resposta é: Foi Deus. Embora o tenha feito dentro do ventre da minha mãe.»
Mau... E o teu pai sabe disso? O teu pai sabe que Deus andava a enfiar coisas no ventre da tua mãe assim à bruta? Logo quatro pénis que lhe enfiou no bucho com o seu santo e sagrado sémen? E a tua mãe, será que deu conta? Deus violou-a como fez a Maria? Meteu-lhe roofies na francesinha? É ver isso que pode ser que o crime não tenha prescrito. Mais uma vez, quando estiveres a falar de política e de leis, mete Deus no teu santíssimo rabo.

04:55 - «Uma mulher sozinha não sabe para onde é que há-de ir.»
Finalmente, um argumento com o qual concordo. Toda a gente sabe que uma mulher sem GPS ou co-piloto, é provável que se perca e não saiba por onde ir. No parque de estacionamento também já as vi às voltas à procura do carro no Colombo, quando o tinham estacionado no Vasco da Gama. Ah, mas espera, estavas a falar na vida em geral? Que uma mulher não se sabe orientar sozinha? Eu é que queria ver como te orientavas sozinho sem uma mulher que tirasse as nódoas de merda do babete, quando a comes às colheres.

«07:34 - Corro o risco de sair um atado.»
Eras atado, mas no pescoço com um nó de forca. Estás, então, a querer dizer que uma mãe solteira não tem capacidade de educar uma criança em condições, é isso? É uma conclusão fácil de tirar do teu discurso machista. Portanto, uma mãe que foi abandonada pelo pai da criança, que tem dois trabalhos e conta com a ajuda da avó para cuidar do seu filho, ou filha, nunca vai conseguir criar um ser humano sem que este seja atado? Não sei, a quem estiver a ler isto que tenha sido criado só pela mãe ou avó, que mande o senhor Pedro para o caralho, mas só para lhe mostrar que não são atados. Dizem que somos aquilo que comemos, mas no teu caso não acredito porque tu és um coninhas, Pedro.

07:38 - «Corro um risco de ser um brutamontes.»
Sim, porque toda a gente sabe que os homossexuais são os seres mais violentos à face da terra. As paradas gays acabam sempre à porrada e com mais mortes do que as festas populares da Cova da Moura. Experimenta ir para o Bairro Alto, ou para as Galerias aí no Porto, e dar encontrões, por trás e sem querer, às pessoas. Muitos heterossexuais vão querer logo medir pilas e andar à porrada contigo. Os homossexuais vão-te convidar para beber um daiquiri. No fim até podem querer medir pilas contigo, mas vão ficar contentes se a tua for maior.

08:14 - «Por mais que eu pusesse cabelos compridos, fosse ao cabeleireiro, pintasse os lábios ou, até, fizesse uma operação para me aparecer... o peito.»
Repararam que ele disse isto enquanto esfregava as mãos? Um claro desejo recalcado de se fantasiar de mulher e cantar Celine Dion num bar de bears. Faz isso, Pedro. A sério. Se calhar vai fazer com que soltes a Suelly Cadillac que há em ti e que sejas mais feliz. Os vizinhos da minha namorada fazem umas festas que tu eras capaz de gostar. Podia ser que te convidassem para dar um pezinho de dança com a Nádia Diamonds. Se quiseres eu meto uma cunha por ti.

08:57 - Jornalista com um sorrisinho de quem pensa "Esta gajo é um perfeito anormal".
Esta jornalista deve morrer por dentro um bocadinho sempre que tem de manter um diálogo com este homem. Vê-se, claramente, que ela nem o leva a sério e que acha que ele é um palerma de fato. Se lhe perguntarem se ela preferia efectuar um felácio ao Balsemão para subir na carreira ou aturar este gajo todas as semanas, ela punha-se, logo, de joelhos.

09:35 - Momento BBC vida selvagem.
O professor Pedro termina em grande, a mostrar que é muito culto no tocante aos hábitos dos aracnídeos. Detesto aranhas, mas preferia dar um linguado numa tarântula bichona do que dar-te um aperto de mão, Pedro.

Resumindo, este senhor merecia ser condecorado pela ordem dos homofobicus otarius com um alfinete de peito, vulgo broche, e uma coroa de dildos. Uma espécie de chapéu com três bicos, algo que ele, para ser tão azedo, não deve ter há muito tempo. Sem ser a pagar.





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