14 de abril de 2015

10 tipos de pessoas que beijam mal



Ontem foi dia do beijo e por isso calculo que se tenham dado por esse mundo fora milhões de beijos, muitos deles mal dados. Há pessoas que não sabem dar um bom beijo, nem que a sua vida dependesse disso. Eu só experimentei mulheres, mas calculo que com os homens o caso seja igual. Como ontem foi dia do beijo e eu sou um estudioso de vários assuntos e a minha vastíssima experiência no assunto levou-me a identificar e categorizar os 10 tipos de pessoas que não sabem beijar. Atenção que não estou a falar de beijos mais ou menos que até safam a noite quando um gajo está com os copos. Estou-me a referir àqueles beijos que metem nojo e nos fazem pensar que tinha sido melhor ficar em casa a ver pornografia do que ir sair à noite. Aqueles beijos que fazem com que a rapariga mais gira do mundo passe de nota 20 a negativa e sem possibilidade de ir à oral, porque pelos beijos já sabemos que vai chumbar e, muito provavelmente aleijar. Seguem então os 10 tipos de maus beijos e aviso já que podem conter cenas chocantes e/ou nojentas.

O BABETES
O babetes é aquele tipo de pessoa que para dar um beijo em condições precisava de ter instalado de origem um daqueles aspiradores de saliva que os dentistas usam. É aquele tipo de gente cujas glândulas salivares produzem em quantidades capazes de apagar um incêndio de pequenas dimensões. Por norma até é daquela saliva mais aguada, o que parecendo que não ainda torna a situação pior porque é mais difícil para a pessoa sorvê-la toda de uma vez e acaba por ir escorrendo pelos cantos da boca. O grande problema dos babetes é que normalmente não têm noção que o são, nem mesmo quando vêem a outra pessoa limpar a boca com a mão depois do beijo. Não estou a incluir neste lote pessoas com paralisia cerebral ou Síndrome de Down, nesse caso é desculpável.

O PREDADOR
O predador dá tudo o que tem no que toca a questões de mamar da boca. Agarra a nuca e puxa a presa contra si, enquanto abre a boca em toda a sua amplitude. Quantas vezes já me vi eu, qual domador de leões, com toda área que vai desde o queixo até ao nariz enfiado na boca de uma predadora. Há todo um sentimento de claustrofobia associado a quem tem uma experiência de perto com um destes beijadores. Por norma a língua tenta inspeccionar as nossas amígdalas e ainda se torna mais tenebroso quando mantêm os olhos abertos durante todo o processo. O predador por norma está bêbedo e também nós acabamos por ficar depois de respirar os fumos directamente da sua laringe.

O PERIQUITO
Este tipo de pessoa está no espectro oposto ao predador. O periquito mal abre a boca para beijar. Só quer dar beijinhos à primária e não dá sequer espaço para que se lhe enfie o escalope para que haja dança de línguas. Qualquer homem ao beijar uma periquita, salvo seja, imagina que provavelmente lhe iria rasgar os cantos da boca se passassem à fase seguinte. Estou a ser demasiado gráfico bem sei, mas não vou pedir desculpa por isso. A técnica com os periquitos é simples, puxar-lhes o cabelo com força ou beliscar-lhes os braços e aproveitar o momento em que ele ou ela abram a boca para gritar de dor.

A MÃE CEGONHA
A mãe cegonha fica ali de boca aberta apenas, sem movimentar nem lábios nem língua. Fica ali, impávida e serena, como fazem as cegonhas ao alimentar as suas crias com o bolo alimentar, previamente mastigado e pré digerido. Nós ali estamos, a dar o nosso melhor, enquanto a pessoa tem os braços caídos ao longo do corpo, inerte, qual cadáver ainda quente. Bem passamos a língua pela dela, que está parada e adormecida no rés-do-chão da boca mas nada. Por vezes abrimos os olhos e afastamo-nos só para ter a certeza que ela está consciente, não vá ter adormecido e ao acordar acusar-nos de abuso sexual. Todo este beijo parece uma espécie de exame médico e só lhes falta dizer "Ahhhh", o que seria bom porque seriam obrigadas a meter a língua de fora.

O CASTANHOLAS
Bater com os dentes acontece, especialmente a quem os tem todos. Há no entanto pessoas que não têm noção espacial e que criam toda uma sinfonia de castanholas enquanto se beijam. Por norma aqui a culpa é dos dois elementos, mas há sempre um que é o catalisador, rodando a cabeça de 2 em 2 segundos e pressionando os lábios em demasia. Quando um castanholas se junta com um predador, alguém pode sair do encontro com menos um dente. Se tiver dentes de leite ainda mais provável é e pior ainda se for só um deles a ter dentes de leite. Provavelmente neste último caso estaremos na presença de um crime.

O CAMALEÃO
O camaleão é dos mais desagradáveis tipos de beijo. São aquelas pessoas que lançam a língua e a retiram de imediato, qual reptiliano em busca de insectos para o pequeno-almoço. Só sentimos algo a entrar e sair da nossa boca sem ter tempo de fazer nada. Normalmente metem a língua dura, com força e sem qualquer tipo de critério. Para as mulheres talvez isso tenha algum outro tipo de utilidade, mas para nós homens é sinal claro que estamos perante uma camaleoa não uma leoa na cama. Granda trocadilho caraças.

O RAFEIRO
O rafeiro é aquele tipo de pessoa que fica tão contente com umas festas que começa a lamber indiscriminadamente. Pensa que é um cão e que nós somos o dono que chegou para lhes dar um biscoito ou osso para roer. Para um rafeiro, a lambidela na cara, nas orelhas, nos olhos e no nariz fazem parte da forma em como mostra afeição. Se for um rafeiro babetes piora toda a situação e vão ser precisos vários maços de lenços no fim e vamos ficar a cheirar a saliva ressequida até ao próximo banho.

A FILIPA VACONDEUS
A Filipa Vacondeus é aquele tipo de pessoa que pensa que beijar bem é dar à língua durante dois minutos seguidos com a batedeira em potência máxima. Para esta pessoa o beijo deve ser apenas e só trabalho de enguia. Boca aberta e línguas em turbilhão até se conseguir fazer claras em castelo da saliva.

O DIABO DA TASMÂNIA
Este é aquele tipo de pessoa que gosta de trinchar lábios com os próprios dentes. É aquela pessoa que não sabe a diferença entre trincar um lábio e partir uma noz com os dentes. Estão mais preocupados em morder e puxar-nos os lábios até quase os arrancarem, do que em beijar. Mesmo que vos mordam e vocês gritem um alto e sonoro "Foda-se!", elas vão pedir desculpa mas voltar a fazer logo em seguida. Algumas de propósito, tirando prazer da vossa dor, outras sem querer, devido à inexperiência na arte de morder um lábio, que requer mestria. Se querem morder comecem em grau crescente de intensidade até a pessoa se queixar. É uma regra de ouro tanto para morder lábios, como mamilos ou outro tipo de extremidades e não estou a falar das unhas dos pés.

O TUPPERWARE
Como o próprio nome indica, este tipo de pessoa guarda restos de comida na boca, para alguém incauto depenicar mais tarde. Mal se beija um tupperware sabemos o que ele ou ela almoçou, às vezes no dia anterior. Primeiro sentimos apenas o que parecem ser umas migalhas esquecidas nos incisivos, mas com o prolongar do beijo descobrimos um bocadinho de fiambre entre os caninos e uma perna de frango escondida atrás dos molares. Se o beijo for dado à noite, no calor da bebedeira numa discoteca, o mais provável é que esses bocados já tenham estado no estômago antes dela ter ido vomitar ao WC 5 minutos antes de nos beijar. Os homens tendem a ignorar o sabor da bílis acabadinha de sair do fígado consoante o tamanho das tampas do tupperware.


Já bolsaram na própria boca depois de toda esta descrição nojenta? Espero bem que sim, para mim seria um elogio. Digam qual destes já vos calhou na rifa e não se esqueçam de identificar nos comentários a pessoa que conhecem que beija pior, só para ser giro. Aprendam a beijar como deve ser porque o beijo é a audição para o sexo, sorte a vossa que o casting não é com o Manuel Moura dos Santos.





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