19 de janeiro de 2015

Traições, alergias, dominadoras e sabor a latex



Aqui estão algumas das dúvidas enviadas esta semana, devidamente respondidas na rubrica semanal "O Doutor G explica como se faz". Vamos a isto. 


Doutor G, estou grávida de 5 meses não sei se o filho é do meu marido ou do meu amante. O grande problema é que o meu amante é preto. Não sei se conte já ao meu marido ou se jogue na lotaria e espere que a criança não saia mulata. O que aconselha?
Carla, 29, Rinchoa

Doutor G: Cara Carla, a solução para o teu caso é extremamente fácil. Coloca umas colunas ao pé da tua barriga a tocar Anselmo Ralph, se o bebé começar a dançar com bastante ritmo, é sinal que tens que ter uma conversa complicada com o teu marido. 


Boas, fiz sexo oral à minha namorada e ela veio-se, e eu bebi aquilo, soube-me a aguardente, por isso não me importei. Isso foi na sexta feira à noite, no sábado de manhã, quando acordei, deu-me uma caganeira que me rompia o cu e até hoje, não tem parado. Será que foi por causa daquilo?
José, 28, Almada 

Doutor G: Primeiro que tudo, deixa-me dizer que conseguiste ganhar o prémio de comentário mais nojento, em apenas 4 linhas. Parabéns. De resto, acho que foi alguma coisa estragada que comeste e não os fluídos da tua namorada, que são 90% constituídos por água. Vai ao médico.


Tenho um dilema existencial que me atormenta e anda a tirar-me horas de sono (devido essencialmente a mensagens indesejadas). Passo a explicar. Um rapaz, amigo de amigos do meu círculo, parece ter-se interessado pela minha pessoa, e mostrou ser bastante persistente. Continua a mandar-me mensagens e apesar de eu, eventualmente, deixar de lhe responder, continua a fazer-se vivo passado alguns dias. Ora, eu sou uma pessoa simpática e gosto do rapaz como amigo, até porque saímos muitas vezes juntos com o pessoal, pelo que não quero ser rude (até porque isso poderia gerar um ambiente estranho). Mas também não quero dar-lhe falsas esperanças e continuar a contornar a situação com respostas vagas. O que me aconselha, doutor? Espero ansiosamente uma resposta.
Gisella Almeida, 23, Lisboa

Doutor G: Cara Gisella, a frontalidade é sempre o melhor caminho. Convida-o para ir a tua casa e diz que não está ninguém em casa. Quando ele lá chegar e realmente não estiver lá ninguém para lhe abrir a porta ele vai perceber a metáfora entre a porta de tua casa e tudo o resto que nunca se abrirá para ele. Provavelmente uma parte de ti gosta da atenção que ele te dá e por isso o mantens no banco de suplentes, não vá um dia alguém ser expulso e precisares que ele vá a jogo. Podes sempre começar a revelar-lhe detalhes da tua vida íntima, dizendo que andas com diarreia e pelos encravados nas virilhas, que ele perderá o interesse na hora.


Em termos de namoro pode-se dizer que sou ainda virgem, mas há algum tempo comecei uma amizade colorida com uma rapariga e quando a beijo fico cheio de borbulhas a volta dos lábios, no pescoço e nas mãos. Uma situação horrorosa. Serei alérgico ao sexo feminino?
Marco, 22, Cacém

Doutor G: Caro Marco, poderá dar-se o caso de seres alérgico à última comida que ela comeu e aquando do ósculo com língua, saboreares quiça, os restos de amendoins que ela tem entre os dentes, ou outro alimento qualquer que te esteja a provocar tal reacção. Também pode ser dos nervos, mas pensa assim, antes borbulhas nas zonas que descreveste do que na sacola dos girinos. Experimenta com outra e logo verás se o problema é teu ou dela. Caso ela fique chateada diz que foi o Doutor G que prescreveu essa receita.


É normal querer ter um homem em casa vestido só com um avental?
E de vez em quando lhe apetecer experimentar o sexo oposto?
E querer fazer colecção de brinquedos eróticos?
E gostar mais da rubrica "Fetish" do "tubo vermelho"?
Luna Izabella, 22, Badajoz

Doutor G: Cara Luna, tudo o que descreveste é normal, excepto a última que eu não sei o que é. A primeira trata-se de uma forma de expressares a tua emancipação feminina, dizendo "Usa tu o avental e vai-me fazer uma sandes... de salsicha". As outras, se tens vontade de experimentar e fazer colecção de brinquedos eróticos, tens o meu apoio. Por questões de investigação científica, fotografa a experiência e depois envia fotos, para uma opinião mais detalhada.


Doutor, ajude-me com esta aflição que tenho desde que desflorei uma menina perto da minha idade. Quando a conheci, comecei a notar que ela não era como as outras e na hora H, ela mostrou-se ser uma pessoa completamente. No início, ela mostrava ser uma pessoa envergonhada, mas assim que iniciámos ela  controlou a 100% o meu pénis. Desde aí ela é que tem decidido quando e onde efectuávamos o coito e a maneira como esse seria feito. Já passou 1 ano desde que se deu esta transformação nela, tenho notado que até o meu próprio pénis já não está o mesmo e temo que na próxima vez haja uma coisa a entrar em sítios que nenhum homem deseja que entrassem. O que devo fazer?
Júlio Miguel, 23, Torres Novas

Doutor G: Deixa de ser maricas Júlio! Dá-lhe com força e mostra quem manda.


No outro dia, mal o meu namorado chegou a casa eu quis fazer-lhe sexo oral. Tirei-lhe as calças e quando meti lá a boca aquilo soube-me a latex! Será que ele me anda a trair?
Kátia, 25, Massamá

Doutor G: Sim, anda. Pensa pelo lado positivo que é o facto de ao menos não te andar a pegar doenças. Era pior se soubesse a cocó.


Olá, há uns dias falei com a minha namorada para fazermos um menage, iria trazer uma amiga. Ela não aceitou muito bem e diz que também queria trazer um amigo, e em vez de um menage, fazíamos um foursome. Eu não gostei la muito da ideia, ver um gajo a papar a minha namorada? Não não, o que devo fazer Doctor G?
Roberto, 26, Leiria

Doutor G: Desde que ele não tenha um membro maior que o teu, não deve haver problema. Se tiver, para além de te sentires melindrado, pode ela nunca mais se satisfazer com o teu pénis de esparguete. No entanto, se a qualidade da amiga que vais levar for elevada, pode compensar o trauma.


Olá, o meu nome é Zé Tolas e moro em Verga de Baixo, não sei bem onde fica, nunca fui à escola. O meu médico diz que tenho de usar uns pervativos ou lá como se diz, para a minha Gertrudes não ter mais moços. Fui à farmácia mas aquilo é caro, posso usar a tripa das chouriças?
Alfredo, 58, Guarda

Doutor G: Caro Alfredo, desde que não se importe com o cheiro e sabor a alheira, não há problema nenhum. Não se esqueça é de retirar aquela parte metálica que prende a tripa no fim, que é coisa para aleijar a sua Gertrudes por dentro.


Doutor G, tenho 20 anos e comecei a trabalhar há pouco tempo numa casa de restauração onde sou o único elemento do sexo masculino ao lado de 6 raparigas. Acho piada a uma rapariga, ela é linda, tem aquele sorriso de olhos encantador mas ao mesmo tempo não é a tal rapariga de "é demais para a tua camioneta". Sempre que saio de manha para o trabalho vou a pensar nela e o quanto gostava de ter uma relação mais próxima com ela, no entanto, a particularidade da casa onde eu trabalho é que estamos todos há pouco tempo, nem sequer 2 semanas, desde logo, ainda nos estamos todos a conhecer. A minha situação é que desde algum tempo para cá, devido a uma relação, a minha confiança não é muita, sinto-me mais tímido e com dificuldade para avançar na eventualidade de ela me rejeitar, julgar-me e tornar o ambiente no trabalho pesado e embaraçoso para os meus lados. Eu sou apenas um tipo bem disposto, nunca estou rabugento no trabalho, tenho um aspecto normal mas não sou nenhum modelo de campanhas de outdoors para prestigiadas marcas de perfumes. Gostava de ser mais do que um colega de trabalho, queria mesmo que esta miúda entrasse na minha vida, como é que faço para conseguir? 
Daniel, 20, Porto

Doutor G: Primeiro que tudo, o Doutor G não sabe qual é o significado de uma rapariga ser "demasiada areia" para a sua camioneta, mas adiante. Andar com alguém no local de trabalho por norma dá porcaria. Ou há rejeição de alguém e fica mau ambiente, ou se envolvem e depois andam todos os dias a ver-se e acaba por saturar a relação. Há casos de excepção, onde vão dando umas escapadelas ao WC para aliviar o stress do trabalho e ninguém se chateia. Mas se queres, tens que ler os sinais. Organiza um jantar com o pessoal todo para a conheceres e estarem juntos fora do local de trabalho. Ou seja, vais tu e mais 6 mulheres, alguma coisa se há-de arranjar. Olha-lhe para os lábios enquanto falas com ela, toca-lhe (não num sentido sexual) enquanto conversam, para lhe mostrares que queres uma relação mais próxima. Convida-a para sair, ver um filme ou para ir lá a casa "ver a tua colecção de matutolas". Se ela rejeitar é porque não está interessada mas não vai ficar estranho, porque para todos os feitos foi um convite inocente. Iniciativa e confiança é que é preciso (à falta de dinheiro).


E é isto. Para que esta rubrica tenha continuação, já sabem, é continuar a enviar as vossas dúvidas para porfalarnoutracoisa@gmail.com para a próxima segunda-feira. 

Até lá, façam muito amor à bruta, que de guerras o mundo já está cheio.





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