24 de fevereiro de 2015

Feminazi: as feministas de meia tigela



Eu já me andava a contorcer há algum tempo para não falar deste tema. Aguentei-me quando houve revolta das feminazi por causa do que um dos cientistas que aterrou a sonda no cometa trazia vestido. Deixei passar quando depois do discurso da Emma Watson, excelente a meu ver, vieram algumas mulheres dizer que ela não esteve bem e que os homens não devem ser sensibilizados, mas sim atacados. Deixei passar depois de ler alguns textos de propaganda falaciosa no site Maria Capaz, não estou a falar de todos os textos, alguns são bons, mas há outros tão ridículos e que se se fossem escritos por homens era o início da 3ª Guerra Mundial. Até deixei passar quando criticaram a Malala por dizer que perdoava aos seus agressores. Não consigo é deixar passar a notícia de ontem, uma barbearia onde só podem entrar homens, ter sido invadida por um grupo de mulheres mascaradas, num protesto daqueles que faz lembrar a Rússia mas sem as mamocas ao léu. Eu não queria falar disto principalmente porque é difícil fazê-lo sem parecer machista, mas quem assim interpretar é porque é tão palerma como essas feministas nazis.

Primeiro que tudo, queria dizer que eu sou a favor da igualdade. Igualdade de género, de raças, de orientação sexual, tudo! 

Até pela igualdade religiosa sou, já que acho que todas as religiões, sem discriminar nenhuma, deviam desaparecer.

Estas feministas de meia tigela dão mau nome a todas as mulheres que lutam pela igualdade de géneros e a todos os homens que também o fazem. Estas palermas, invadem um espaço privado, que só por questões de marketing e apenas isso, tem um sinal à porta que as impede de entrar. Por discriminação? Claro que não! Só quem quer arranjar guerras onde elas não existem é que acha isso. É apenas e só por marketing, as mulheres até deviam agradecer, que assim não têm que apanhar seca com os maridos ou namorados e podem ir à vida delas enquanto eles tratam da barba. Quem me dera a mim que não fossem permitidos homens em todas as lojas de roupa de mulheres. Para contrabalançar, vou todo nu invadir um ginásio Viva Fit (aqueles onde só podem entrar mulheres!) e andar lá a brandir o mastro em movimentos circulares e a imitar sons de um helicóptero, enquanto chamo gordas a todas as clientes.

Comecei por referir o caso do cientista que foi atacado nas redes sociais pelo que trazia vestido, por um grupo de atrasadas mentais, não querendo ofender quem tem realmente uma deficiência genética. Ironia máxima, feministas que defendem e bem, a liberdade da mulher poder usar o que bem lhe apetecer, virem criticar esse homem, por uma camisa com desenhos de mulheres ao género de super heroínas, com trajes reduzidos. Ironicamente essa camisa tinha-lhe sido oferecida por uma mulher, artista e sua amiga. Vêm estas deficientes cognitivas mandar vir com um gajo que acabou de ajudar a aterrar uma sonda num cometa, numa das manobras tecnológicas e científicas mais avançadas da humanidade. Estas mentecaptas que nunca na vida devem ter feito nada de significativo, vêm ofender gratuitamente alguém que acabou de contribuir para a humanidade de forma gigante. Ele acabou por pedir desculpa e chorar em directo. As feminazi devem-se ter masturbado ao som do seu choro.

Era prendê-las e obrigá-las a fazer sandes de torresmos e servir minis ao Zézé Camarinha o resto da vida!

Foda-se que isto enerva-me! Não me enerva por ser um ataque aos homens, enerva-me porque isto descredibiliza todos os esforços que têm vindo a ser feitos ao longo dos anos para que as mulheres tenham os mesmos direitos que os homens. Muito por causa destas pseudo feministas, quando se fala em feminismo os homens pensam em mulheres que os odeiam e que não querem direitos iguais, mas sim privilégios. Isso irrita-me. Irrita-me porque houve gente a lutar para que as mulheres pudessem votar, para que a violência doméstica seja cada vez menos um tabu e para que tivessem acesso à educação, entre tantos outros avanços que foram feitos nas últimas décadas, pelo menos nas civilizações ocidentais. Queria ver estas paspalhas a irem para o meio do Irão ou da Arábia Saudita e fazerem chinfrim pela emancipação das mulheres, que nesses países sim, continuam a ser descriminadas desumanamente. Mas ir para esses lados lutar, está quieto que dá muito trabalho e chibatadas no lombo fazem dói dói. Tomem juízo, lutem pelo que é importante e deixem-se de merdas. O meu desejo é que por ironia do destino acabem todas a trabalhar na Companhia das Sandes.

Vamos lá esclarecer umas coisas. Em Portugal e na maioria dos países civilizados, a discriminação entre homem e mulher já quase não existe, pelo menos nas gerações mais novas. Há mais mulheres na faculdade, logo o acesso à educação é igual. Há cada vez mais mulheres que gerem equipas, muitas CEOs de sucesso e ministras igualmente incompetentes aos seus colegas homens. Eu nunca estive em nenhum trabalho que soubesse que as mulheres ganhavam menos que um homem na mesma posição. Mas mesmo admitindo que isso ainda aconteça, tanto em termos de ordenado para a mesma posição, como de oportunidades de contratação, acabam por reaver esse dinheiro nas entradas de discotecas que não pagam e nos jantares e bebidas que os homens lhes oferecem. Acho que estamos quites. 

Antigamente sim, as mulheres eram considerados seres inferiores e nem podiam votar mas, por outro lado, também não eram enviadas para a frente de batalha. Eu sei que deviam poder escolher e que esse é o cerne da questão, mas para efeitos humorísticos vamos imaginar que o mundo está em guerra e que perguntavam o seguinte: "Quer direitos iguais e ir de metralhadora na mão para o meio do deserto combater uma guerra que não é sua, ou prefere não poder votar nem trabalhar e ficar em casa no quentinho a ver a novela?". Eu cá escolhia a segunda e vocês também. Nos naufrágios era e talvez ainda seja igual, com o famoso slogan "Mulheres e crianças primeiro!". Eu cá se me visse num desastre desses, abdicava bem rápido dos meus direitos para poder ir no primeiro bote salva vidas.

Ainda há muitas desigualdades é certo, por exemplo, uma situação onde não há igual tratamento é nos divórcios, isso realmente ainda é uma situação bastante injusta. Nem estou a falar de divórcios em que as mulheres ficam com metade do dinheiro do homem e só se casaram com ele por interesse. Isso é bem feito que é para ele não ser burro. Estou a falar de aquando da luta pela guarda dos filhos, a mulher ser privilegiada. Sim, a mulher tem vantagem em relação ao homem naquilo que dizem ser o mais importante da vida, os filhos. 

Por falar nisso, adorava ter uma filha chamada Custódia, só para nesse caso dizer que estou a lutar pela custódia da Custódia.

Sabiam que apesar de haver mais mulheres no ensino superior, há muitos mais homens nos cursos que têm mais procura no mercado de trabalho? Engenharias por exemplo. "Ai meu Deus, tirei sociologia aplicada à literatura moderna, mestrado em psicologia renal e doutoramento em arqueologia tibetana e agora não tenho emprego! Os meus amigos homens que tiraram Engenharia Informática já têm todos emprego! Não há as mesmas oportunidades para as mulheres!". Se tivesses feito como os teus amigos agora tinhas emprego e ainda estavas rodeada de 200 homens que olhavam para ti como um bife do lombo, mesmo que sejas razoavelmente feia. Má escolha, temos pena. Às vezes é preciso ver os dois lados da questão, que são atiradas muitas estatísticas para o ar e vai-se a ver o problema é outro. É como a polémica que houve porque a Google, Twitter e Facebook têm poucas mulheres nos seus quadros. Não é preciso pensar muito para perceber porque é que isto acontece. Façamos o paralelismo com o facto de haver muito menos mulheres mecânicas de oficinas de garagem. Porque será? Porque há mais homens a interessarem-se por carros do que mulheres, da mesma forma que ainda há muitos mais homens a interessarem-se por informática e tecnologia no geral do que mulheres. Se me disserem que o problema vem de trás e que a educação dos pais e da sociedade condiciona e não incentiva as mulheres para essas áreas, como faz aos homens, até concordo, agora querer que empresas empreguem obrigatoriamente uma quota de mulheres é só estúpido. Olha que nunca vi mulheres a quererem quotas de empregabilidade nas obras.

Em jeito de remate final, não querendo fazer uma referência futebolística, é óbvio que ainda há desigualdades. É óbvio que as mulheres sofrem mais que os homens em muitos, muitos países. São apedrejadas em praça pública por adultério, chibateadas porque mostraram o tornozelo, são mutiladas genitalmente porque não é suposto sentirem prazer, não podem conduzir nem votar, entre outras atrocidades que o Homem continua a fazer a ele próprio. Por tudo isto, é que acho ridículo estas atitudes de feministas da treta, que só lutam para chamar à atenção e porque não devem ter quem lhes faça bagunça no pipi como deve ser. 

Protestos como os de ontem são redutores ao que realmente é uma ou um feminista, que luta por um mundo melhor e não por poder fazer o buço numa barbearia de homens.

Moral da história: em Portugal, as coisas já estão ela por ela. Ser homem é ter algumas regalias, ser mulher é ter outras, às quais se juntam os orgasmos múltiplos. Não somos iguais nem nunca vamos ser e no dia que formos capazes de admitir essas diferenças, sem ninguém se sentir melindrado, talvez possamos ter a verdadeira igualdade no mundo.

PS: Já sei que vou ser mal interpretado, especialmente por quem não conhece o blogue, por isso queria relembrar as mulheres que ficaram ofendidas com este texto, que têm que agradecer a um homem, John O'Sullivan. Porquê? Porque foi ele que inventou o WiFi que vos permite ler este texto e ofender-me nos comentários enquanto estão na cozinha. #bojardadodia





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