15 de junho de 2016

Como lidar com a falta de experiência sexual do parceiro?



Sentiram saudades da rubrica "Doutor G explica como se faz"? Já estavam a desesperar, confessem! Depois de mais de um mês de folga, talvez esteja meio enferrujado, mas vamos lá então começar o consultório com mais javardeira de classe que há neste cantinho à beira mar plantado. Já agora, hoje é quarta, mas o consultório continuará a ser às terças-feiras a partir da próxima.


Olá Doutor G! Há um ano atrás tive um namorado com quem perdi a virgindade. Fizemos de tudo: de pé, sentados, deitados, a conduzir, a tomar banho, tudo o que é possível. No entanto, passados alguns meses de começarmos a namorar ele acabou comigo. E até hoje, passado um ano, nunca mais fodi (ou nunca mais me foderam, neste caso)! O que se passa é que a minha parreca acordou e agora só pensa em comer toda a morcela que encontra pelo caminho. Mas há um problema: é que há um menino no qual estou interessada e com quem poderia facilmente voltar a perder a virgindade, porque ele também está interessado. Mas ele tem muita experiência e isso assusta-me, porque apesar de eu ter sido bem fodida, isso só aconteceu com o meu ex e agora não sei se estou à altura de ser papada por um rapaz com tanta experiência. Quais são os teus conselhos, Doutor G, para eu estar à altura deste garanhão?    
Salomé Toc Toc, 19, Porto

Doutor G: Cara Salomé, quem fala assim não é gaga! Parabéns por isso. Uma nota inicial: olha que agora fazer sexo a conduzir tira pontos na carta de condução. No entanto, se for anal e não lubrificarem bem, podes recuperar os pontos. O teu problema é o mesmo de quem está a entrar no mercado de trabalho: é preciso experiência para ter um bom trabalho, mas é preciso ter um trabalho primeiro para ganhar experiência. O meu conselho é que mintas no CV! Diz que fizeste um estágio lá fora e mete nas competências sociais que foste delegada de turma no 5º ano. Na parte de informática, diz que és nível avançado PornHub na óptica do utilizador e que consegues teclar com os cinco dedos ao mesmo tempo. As tuas opções são as seguintes:

  • Perdes o medo de não estares à altura e és bem fodida e ele ou fica desiludido ou não.
  • Não perdes o medo e ficas a chuchar no dedo e ele vai perder o interesse na mesma.
De qualquer das formas, o mais provável é ele ser mau na cama. É homem e, por norma, estão é preocupados em colocar o menino a bolçar e não no prazer da mulher. E, já agora, a mulher não é apenas fodida. A mulher que sabe o que faz, também fode o homem, mesmo sem dildos no rabo e cenas maradas dessas.


Doutor G , namoro com uma rapariga ja há 2 anos e meio, gosto dela, mas a sua vida é tão complicada, têm mesmo uma vida de merda cheio de problemas familiares e emocionais e acaba por sempre descarregar em mim, isso fez me perder um bocado o interesse na relação mas não sou capaz de acabar com ela! Ela sempre diz que sou a pessoa no seu mundo que está agarrar, e sinto pena. Sei que estou a ser um coninhas, mas como posso resolver isto?
Anónimo, 23, Lisboa

Doutor G: Caro anónimo, sou apologista, desde sempre, que os namorados não devem ser psicólogos das namoradas, e vice-versa. A tua namorada é passivo-agressiva e ao dizer-te que és a única pessoa que a está a agarrar ao mundo, está basicamente a dizer que se a deixares vai meter ao bucho meio pacote de Kompensans e uma caixa de supositórios. Se gostas dela, ajuda-a. Ela que procure ajuda porque ir ao psicólogo não é vergonha nenhuma a não ser que seja o Quintino Aires. Se ela não quiser ajuda e preferir continuar a descarregar em ti, abandona-a à beira da autoestrada. Seja como for, a pena é a última das colas que deve segurar os cacos de uma relação. Foda-se! Tenho de chamar um exorcista que devo estar a ser possuído pelo espírito maligno do Pedro Chagas Freitas!


Caro Doutor G, conheci um rapaz 7 anos mais velho que eu, mas muito parecido comigo. Temos os mesmos gostos, mesmos hobbies, mesmas filosofias. Conhecemo-nos há cerca de 1 mês e há coisa de 2 semanas que temos andado a sair, mas não percebo o que ele quer... embora seja ele a convidar a maior parte das vezes, tenho que ser sempre eu a meter conversa, pois ele não toma a iniciativa de mandar mensagem ou de me ligar. De salientar que é muito difícil falar com ele, pois demora uma eternidade a responder às mensagens! Gostava que acontecesse mais alguma coisa entre nós, já saimos umas 6 vezes e nada, nem um beijinho... O que acha do meu caso dr? Acha que não está interessado? Ou está e é um xoninhas com medo de levar uma tampa? 
Anónima, 18, Lisboa

Doutor G: Cara Anónima, este tipo de dúvidas tira-me do sério. Queres um beijinho? Bota-lhe o escalope dentro da boca! Esfrega-lhe os dentes com mais entusiasmo do que uma maníaca das limpezas passa o piaçaba nas paredes de uma sanita que foi usada há uma semana por um doente de Ébola! Ficas logo a saber o que ele quer. Na pior das hipóteses ele diz «Credo! Que nojo!» e já não perdes mais tempo em saídas com ele. Se ele te convida para sair é porque há interesse, mas se não te responde às mensagens é porque ou tem namorada ao lado dele, ou não sabe manter assunto porque é um xoninhas. Ou, se calhar, não acabou a quarta classe e tem medo de dar erros. Não há nada pior do que receber uma mensagem de alguém na qual estamos interessados a dizer «Que tal oje há noite sair-mos para beber uma serveja?».


Dr. G. tenho 25 anos, bem-parecido, sociável, culto, filho único, pais extremamente conservadores, conheço imensa gente, toda a vida pratiquei desporto, estou em boa forma física, sou alto, moreno, inteligente, licenciado, mas nunca tive uma namorada! Foram cerca de quatro as vezes que até hoje estive apaixonado por raparigas, tenham estas sido colegas universitárias ou fora do âmbito académico, mas nunca fui correspondido, ou porque elas não sentiam o mesmo por mim, ou num dos casos, porque já era comprometida e eu não quis meter a colher no meio de um casal e arruinar a relação deles. E da parte feminina, para além destes quatro exemplos que dei, também nunca outras raparigas, que eu me apercebesse, se mostraram interessadas. Sou excelente para todos os que me rodeiam, no entanto, embora todas as pessoas mais velhas me deem todo o tipo de cumprimentos, elogios, atributos e que “raparigas não me devem faltar”, essa não é a verdade por completo, o que é lamentável. 
P.S.: Não bebo álcool, não fumo, nem gosto de sair à noite, portanto está fora de questão introduzir estratégias foleiras de engate nocturno regadas em vinha de alhos com marcação de ressaca para dois dias.
D., 25, Lisboa

Doutor G: Caro D, esqueceste-te de referir uma qualidade tua: muito, muito humilde! Segue a minha resposta dividida por tópicos:

  • Com 25 és licenciado? Já devias ter um Mestrado Bolonha.
  • Se as pessoas mais velhas te elogiam, foca-te nas velhas! Um bom gestor sabe quando fazer o pivot na empresa e aproveitar o mercado que mostra interesse. Vai ao Plateau às quartas-feiras.
  • Não bebes álcool? Tenho como filosofia de vida desconfiar de pessoas que não bebem álcool.
Sendo que não sais à noite, deixo-te as seguintes hipóteses:
  • Dating online porque é mais fácil disfarçar a personalidade quando se têm corrector automático e acesso ao Google para saber que o Nélson Mandela não é o Morgan Freeman.
  • Pedir a uns amigos ou amigas que te apresentem aquela amiga encalhada ou que acabou de sair de uma relação onde foi traída há pouco tempo e está na fase putaria em que marcha tudo.
  • Portal Privado e/ou Mãe Kikas.
Concluindo, com tanta qualidade física, cultura e inteligência, e sem nenhuma rapariga que tenha sentido atração por ti, só há duas hipóteses: muito azar; és um bananão; és uma besta como pessoa.


Caro Doutor G. de momento encontro-me a fazer um estágio profissional na Alemanha e contra o que esperava iniciei uma relação pouco tempo antes de vir para cá, mas as conversas e falinhas mansas do dito cujo ''uma relação à distância funciona porque resulta com a, b e c'', convenceram-me. Conclusão, namoro à relativamente pouco tempo e já passamos mais tempo separados do que juntos, desde o inicio da nossa relação. Até aqui tudo bem, mas no entanto o moço não faz esforço algum para falar comigo ou para falar de assuntos interessantes (isto desde o inicio). Claro, que depois de várias semanas com perguntas a serem respondidas só de 12h em 12h o sentimento vai-se desvanecendo. Mas também não o quero magoar porque ele é mesmo muito querido, só a conversar por mensagens é que não presta, eu tento falar do meu dia e perguntar como correu o dele e ele só diz foi ''normal''. Portanto a minha dúvida aqui é: o que é que faço ? Ainda vou ficar cá mais 3 meses e isto não me parece que tenha muito pano para mangas, gostava da sua honesta opinião.
Anónima, 22, Leiria

Doutor G: Cara Anónima, começar uma relação antes de ir trabalhar ou estudar no estrangeiro é como ir ao Chimarrão antes de ir para o copo de água de um casamento. Por um lado, muitas vezes a comida dos casamentos é má e mais vale acautelar as horas que vamos ficar a apanhar seca, por outro, é desperdício de espaço para albergar buffet de chicha. Pergunta: se ele desde início que não tem assuntos interessantes para falar, para que é que quiseste namorar com ele? Acho que deves falar com ele e dizer-lhe o que sentes tal como estás a dizer aqui. Se ele fizer um esforço, vão vendo no que dá. Se ele continuar a não mostrar interesse, troca-o por salsicha Alemã e, depois, quando chegares passados 3 meses logo se vê se. De qualquer forma, o mais provável é voltares a Portugal e perceberes que é melhor regressares à Alemanha porque isto aqui, não sei se alguém te disse, não anda muito bem para arranjar trabalho.


Caro doutor, sou homem de 35 anos e sempre gostei de mulheres, acontece que de há uns tempos para cá, só o que me excita é ir aos WC's públicos e olhar para os paus dos outros e ai sim consigo ter uma erecção e bater uma, só penso em ir a wc's públicos e isso já está atrapalhar a minha vida amorosa com a minha namorada, o que me aconselha visto eu gostar muito dela.
Carlos, 35, Lisboa

Doutor G: Caro Carlos, aqui fica um fluxograma para te ajudar a perceber o que se passa contigo.
Basicamente é isto. Não há certo nem errado neste fluxo, há apenas a direcção na qual és verdadeiro a ti mesmo e, por conseguinte, mais feliz. Foda-se, vá de retro demónio do Pedro Chagas Freitas.


Caro Doutor G, há já uns quatro meses que estou numa relação estranha com um amigo. Encontramo-nos com uma regularidade média, geralmente só nós, predominantemente ida ao cinema, café ou passeio à conversar. Beijamo-nos, andamos de mão dada, mas não diria que é uma relação romântica, muito menos carnal, o que me desagrada. Já dormimos juntos várias vezes, tendo sido apenas dormir mesmo excepto numa das vezes... e eu não percebo porquê. Parece que ficámos presos numa zona muito estranha, pior que a 'friend zone', da qual não sei como sair. Isto é, a não ser ficar-mos mesmo somente amigos, no sentido convencional, que não seria a minha primeira escolha. Portanto, antes disso, algum conselho do Doutor G para uma tentativa final de remediar a situação? 
S, 23, Lisboa

Doutor G: Cara S, rais parta a juventude! Os outros de há pouco saem e não dão beijinho na boca, estes agora dormem juntos como irmãos sem serem os dos Maias do Eça de Queirós. Mas que merda vem a ser esta? Olha, estou cansado, foram muitas semanas sem dar consultas e não tenho paciência para isto. Dicas rápidas:

  • Se dormem juntos e querem, então façam sexo. Mete-lhe a mão nas virilhas e diz que te está a apetecer vichyssoise.
  • Passaste a fase namoro apaixonado e tórrido para a fase "casal casado há 30 anos que faz sexo uma vez por ano". Isto não é uma corrida a ver quem chega primeiro! Diz-lhe que o desejas e que isto assim só de mãos dadas e dormir sem pinar era só nas sestas do infantário.
  • Nunca, mas nunca escrevas "ficar-mos". Se o rapaz for como eu, isso tem o mesmo efeito antiafrodisíaco do que ver a Manuela Ferreira Leite a masturbar-se com a cauda de um mangusto congelado que morreu ao frio órfão porque os pais foram comidos pela Manuela Ferreira Leite num jantar convívio em casa do Cavaco Silva.
Bem, está na hora de ir dormir.


Satisfeitos? Barriga tirada de misérias? Não se esqueçam desse sentimento de satisfação quando sair o livro exclusivo com as rubricas do Doutor G, onde haverá muito conteúdo nunca antes publicado no blogue! Sai algures depois do Verão e, entretanto, como sempre, até para a semana e continuem a enviar as vossas dúvidas para porfalarnoutracoisa@gmail.com. 


Partilhem e façam muito amor à bruta, que de guerras o mundo já está cheio.






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