19 de junho de 2013

Ó mães, um miúdo na escola diz que vocês são lésbicas!


Com o tema da co-adopção lembrou-se tudo de repente que ainda existem gays e lésbicas.
Lembrou-se tudo que eles já podem casar "Queriam casar e agora querem adoptar? Não tarda querem os nossos direitos todos!", como se os direitos fossem ou de uns ou de outros, não se pudessem partilhar.

Como em muitos assuntos, o casamento homossexual passa-me ao lado. E passa-me ao lado porquê? Porque não me interessa quem casa ou deixa de casar, com quem o faz ou onde o faz. É-me indiferente. Querem casar? Casem. Não tenho nada a ver com isso, nada de nada.
Mas atenção, acho é que não deveria ser possível um casal homossexual divorciar-se. Tanto alarido para se casarem e agora querem divorciar-se? Era o que faltava! Casadinhos aí até que a morte vos separe! Que jurar amor eterno em falso é pecado, e sabendo-se já que Deus não gosta de homossexuais, estar a coleccionar pecados não me parece boa ideia!
Eu por mim as pessoas até se podiam casar com animais, objectos inanimados, seres imaginários, ou unicórnios que defecam arco-íris, o que fosse, o que tenho eu a ver com isso? O que temos nós a ver com isso? Afecta-nos ZERO! Deixem as pessoas ser felizes e façam pela vossa vida, que para andarem com mesquinhices é porque não anda muito bem.

Mas devo dizer que não percebo um homem que goste de homens. No entanto entendo muito bem uma mulher que gosta de mulheres (excepto aquelas camionistas). Mas também não entendo como se gosta de peixe espada cozido e não se gosta de bacon frito. Está no mesmo patamar. E quantas vezes me aborreço por alguém não gostar de bacon? Zero. Mais bacon para mim.

A adopção de crianças por casais do mesmo sexo é um assunto diferente. Primeiro: porque não tem nada a ver com os direitos dos homossexuais. Tem apenas e só a ver com os direitos das crianças. Quem disser que quer adoptar porque é um direito que tem, já está a descer na minha consideração. Seja Homo, Hetero ou Bi ou sagitário. Sim porque a orientação sexual, a meu ver, é tão relevante como o signo do Zodíaco, no que respeita a rotular uma pessoa: Não é relevante.
Segundo: Não há segundo, a única questão é mesmo a anterior.

Há quem diga que não está provado que uma criança cresça equilibradamente num lar homossexual. Há quem diga que estará certamente melhor do que numa instituição.
Eu cá, acho há muito tempo que ter um filho, seja de que forma for, não deve ser um direito adquirido, deveria haver testes psicológicos rigorosos para se trazer uma criança ao mundo.
"Desculpem, lamento informar mas os senhores não se qualificam para procriar, teremos que os esterilizar durante 2013. Janeiro de 2014 voltem cá para reavaliar."
"Mas porquê?"
"Derivado do facto de serem mesmo más pessoas, tratarem mal o vosso semelhante, de não terem o mínimo de sentido de responsabilidade, e como tal, o mundo não precisa de mais uma criança mal educada que se tornará num adulto igual a vós, ou seja, que mais valia não existir"
Muito radical? Talvez...

Voltemos aos direitos das crianças. Não me preocupa se o casal homossexual ama menos a criança ou tem menos capacidade para cuidar de uma. Tenho a certeza que irá amá-la de igual forma e que se dedicará tanto ou mais como um casal hetero. A questão não é essa. A única coisa que me preocupa é o que a criança vai sofrer na escola, com as outras crianças todas a fazer pouco dela, (parece que se chama bullying agora) por ter dois pais ou duas mães. Mas aí o problema não é do casal homossexual que adoptou, é de todos os outros pais heteros que não souberam educar correctamente os seus filhos.
Mas certamente há um ponto positivo, que é o facto da co-adopção libertar a criança de uma das perguntas mais ingratas que se pode fazer a um petiz "Gostas mais do pai ou da mãe?"





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