21 de junho de 2013

Está na hora!


Tirem 5 minutos e leiam o texto/poema. Não sei se está alguma coisa de jeito. Para mim está, mas isso também os pais de crianças feias dizem que elas são a "coisa mai linda" deste mundo.
Por isso é que preciso que leiam e me dêem as vossas opiniões!


Não te contentes com o fado,
Que é imaterial como o ordenado,
Acorda e não fiques hipnotizado,
Com tudo o que passa na TV,
Deixa de estar vidrado,
Na casa dos segredos e jogos do SLB.
Porque enquanto te convencem que o comando é teu
Vão-te roubando tudo o que Abril prometeu.
Vão-te culpando pelo estado a que chegámos,
Enquanto o estado diz que o dinheiro... desapareceu.
Vão-te convencendo que só os aplicados
Como escravos é que têm trabalho.
Não faças parte dos conformados, manda-os para o caralho.
Não aceites, não comas e cales,
Revolta-te, cospe e deixa de ser mudo,
Vai votar, mostra o que vales, só se for nulo.
Porque esses gajos que tu eleges
Não mandam em nada,
São apenas marionetas que mantêm a fachada,
Ocultam cordelinhos de lobbies,
Interesses e favores, frutas e meninas,
Cunhas sem pudores,
Só há jobs for the boys
E nós mordemos os anzóis.
Enquanto se desculpam com rumores
Ainda se fazem de caluniados e coitados,
Foi um grande azar esses cabrões 
Não terem sido abortados.

Se fosses amigo do Primeiro,

Eras administrador na PT,
Agora assim não tens trabalho,
E passas o dia no café,
Então informa-te e lê,
Fazes sempre o mesmos erros,
PS ou PSD,
Continuaremos a ser servos
De mestres que ninguém vê.

Realmente não há escolha,

Olhando o panorama,
O Jerónimo é bom rapaz,
Mas nunca seria capaz,
De acabar com este drama.
O Paulo anda nas feiras,
A fingir que é do povo,
Mas depois vai a correr tomar banho
E comprar um fato novo.
No bloco só se fala fala,
Mas nunca ninguém os viu a fazer nada,
Ao menos com a ganza liberalizada,
Andava toda a gente bem mais relaxada,
E o Coelho e o Seguro bem que podiam
Deixar de fingir que são diferentes,
Sempre a esgrimir os pénis nos argumentos,
Não passam de farsantes.
E os outros? Quais outros? Nem se conhecem!
Podem ser os melhores mas não aparecem,
Nem nos jornais nem na tv,
Nunca serão eleitos porque ninguém os vê,
Porque nos media é que se contam os votos,
É sempre o mesmo ciclo,
Ostentoso e vicioso,
Que remete para segundo plano
Os planos que eles têm para o povo.

Freeport, face oculta, escutas e BPN,

Passam o dia a discutir sem chegar ao cerne
Da questão,
Questiona tu então!
Não tenhas a ilusão
Que eles se preocupam,
Não é pelos teus objectivos que eles lutam,
Enquanto te rompem o bolso,
Fazem de ti burro,
Enchem o bandulho,
E te cavam mais o fosso
Comem a carne toda e deixam-te só com o osso.
Para roeres de segunda a sexta feira,
Enquanto o cabrão do João vai esburacando a Madeira.
E os outros passam o dia com o cu na cadeira
Sentados na assembleia,
Sr Deputado para aqui,
Sr Deputado para ali,
sem dar uma única ideia
que seja boa para ti. 
E que nos tire desta crise.
É o diz que disse o diz que fez,
Só querem lenha na fogueira,
Para acalentar a discussão,
Paixão por medir egos,
Como se estivessem a brincar com legos,
Cambada de corruptos deviam estar na prisão
E com eles todos os que fizeram uma má gestão.

Não precisas de licenciatura

Para fazer crescer a tua cultura,
Por isso não a boicotes,
Menos faces e mais books
Não percebes que essas merdas
Só impedem que eduques
A tua mente,
E que sejas consciente
Abre a janela e vê o que se passa.
O que foi? Faz-te impressão tanta desgraça?
Abre a mente, tira as palas,
Age mais do que o que falas,
Mas quando falas faz-te ouvir,
Berra, grita, mas deixa de ganir,
Que de brandos e bons costumes,
Que passam o dia com queixumes,
Estou farto de ouvir.
Porque se ignorância é uma bênção,
Portugal foi abençoado,
Povo humilde e sem inteligência,
É a imagem que temos passado,
Na Europa e no mundo.
Já nem se lembram da nossa história,
Por isso não faças como eles e puxa pela memória!
Nação de Afonso Henriques,
Viriato e a Padeira,
De Camões a Pessoa,
Todos enalteceram a bandeira,
Terra de guerreiros e poetas,
Descobridores e Inventores,
De histórias repletas,
De sangue, revolução e amores,
Então deixa de ser peão e manda ao chão o tabuleiro de xadrez,
E vamos à rua de cravo na mão,
Todos de uma só vez.
Porque é lá que a luta se faz,
Mas não voltes atrás,
Leva o cravo mas não a ferradura,
Sê coerente, consequente e perspicaz,
A luta vai ser dura,
Só depende de nós,
Nada muda de repente,
Mas percebe é urgente,
Todos lutarem a uma só voz.

Idolatras o Ronaldo e o Mourinho,

Esqueces que eles não representam o Zé Povinho
Esqueceste Zeca Afonso
E Grândola vila morena
Aqui o povo já não ordena
E já não há fraternidade,
Só se vê ovelhas que o sistema ordenha
E dá a pastar futilidade.
Santa paciência, às vezes penso
Que merecemos os políticos que temos
Mas espera ai... Não fomos nós que os elegemos?

Pedimos ajuda financeira,

Como quem pede empréstimos,
Depois de terem gasto toda a carteira,
Em carros e plasmas a vida inteira.
Mandaram os agentes da Troika,
Inspeccionar, analisar,
Ver pode onde podiam roubar,
Engrupir, estorquir,
Quais agiotas que o sistema pariu,
Dessa madame europeia,
Que nos conspurcou de forma financeira,
Nos comprou, vendeu, trocou,
Especulou e decidiu por nós,
Deu-nos a ilusão da escolha,
Sem notarmos que escolhemos ficar sem voz.
Mas dizem que o povo unido
Jamais será vencido.
Mas e se de unido,
Só no facto de estar adormecido,
Não se deixará derrotar?
Por este sistema podre e corrupto que nos emerge
E tenta abafar
Capitalismo de pena capital para o povo,
Então acorda, luta e cresce,
Que só unidos mas acordados
A democracia floresce.

E pronto é isto. Deixem comentários e partilhem se gostarem.
Amanhã um texto sobre sanitas para desanuviar.




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