20 de outubro de 2014

Jogos de computador da minha infância



Hoje venho falar-vos de alguns jogos para computador e consolas que marcaram a minha infância. Eu tive computador cedo, por volta dos 6 anos e desde logo percebi que jogar era o melhor que se podia fazer com ele. Bater texto não era a minha cena na altura e não havia internet para ver pornalhada. Nunca troquei ir jogar à bola no ringue por ficar em casa a jogar computador, mas passei horas infindáveis a jogar, até aos meus 15 anos talvez. Depois disso fui acalmando, agora é muito raro conseguir fazê-lo mais de meia hora seguida. Muitos foram os jogos que me marcaram e devo-me estar a esquecer de muitos outros, mas para este post não ficar muito grande, deixo-vos aqui os 10 jogos que mais me deixam nostálgico.

Prince of Persia
Talvez o jogo mais conhecido de sempre. Quem tinha computador jogava este jogo, não havia volta a dar. Era um jogo bem feito, muito à frente do seu tempo, nos gráficos mas especialmente na fluidez dos movimentos. E era mais difícil do que um gajo feio e pobre tentar engatar uma super-modelo. O cabrão do esqueleto do 3º nível era de tornar a criança mais calma num bicho cuspidor de vernáculo. E aquele nível que ficava tudo de pernas para o ar? Xiça penico. Tudo para salvar uma princesa que nem bons pixeis tinha.


Elifoot
Elifoot é a prova que os portugueses podem ser os melhores em qualquer área. Um jogo feito por um português que toda a gente jogava horas por dia. Era um vício. Quem não se lembra de jogar com o Leixões e contratar o Chiquinho Conde? E a excitação que era ser convidado para treinar o Sporting? Era um jogo do catano, cujo interface gráfico parece que foi feito numa trip de LSD estragado. André Elias, o rapaz que fez esta brincadeira, se calhar nunca fez dinheiro com isto, mas tem o nosso eterno agradecimento. Talvez não tenha é o dos nossos pais, que não nos gostavam de ver horas a fio em frente ao computador e a gritar de desespero porque o Zé Carlos do Feirense nos marcou um golo no último segundo.


Street Fighter
Era o pináculo dos jogos de luta. Jogava sempre que podia nos salões de jogo. Só se podia entrar com 16 anos, mas eu como desde muito novo que tenho os contactos que interessam lá conseguia entrar. Num salão de jogos na cidade da Guarda, ia com os meus primos mais velhos e o dono daquilo achava tanta piada um miúdo tão novo dar a volta à máquina que me dava créditos infinitos para eu ficar ali a jogar enquanto os meus primos terminavam o jogo de snooker. Bons tempos. Depois deram-me para o PC, era uma caixa com 8 disquetes lá dentro. Naquele tempo, quando um jogo tinha mais de duas disquetes sabíamos que estávamos perante uma coisa boa. Instalei e não funcionava no meu PC. Dia mais triste desse ano.


Wolfeinstein 3D
Foi o primeiro jogo FPS e fazia-nos sentir dentro daquele labirinto no ambiente da 2ª Guerra Mundial. Era todo um mundo novo ver tudo naquela perspectiva de primeira pessoa. Ensinou-me com 8 anos anos que o Hitler era uma besta e devia ser morto com o máximo de tiros naquele bigode que fazia lembrar o Charlot. Uma vez joguei tantas horas seguidas que vomitei. Acho que isto diz tudo sobre a qualidade do jogo.


Scorched Earth
Não sei até que ponto este jogo era muito conhecido mas sei que foi um dos que passei mais horas a jogar. Sozinho mas principalmente com um primo meu quando passávamos o fim de semana na casa um do outro. Lembro-me de acordar às 7 da manhã ao sábado e domingo para ir jogar. Era até criarmos raízes e nos obrigarem novamente a ir dormir. A guerra tem poucas coisas boas mas a existência deste jogo justifica perfeitamente os milhões de mortes que os conflitos bélicos já causaram na história da humanidade.


Alley Cat
Há bocado falei de interface feito sob influência de LSD estragado, mas este foi feito com LSD e cogumelos mágicos. Bons tempos em que se deixava a natureza seguir o seu curso e selecção natural fazer o seu trabalho. Este jogo deve ter provocado mais ataques epilépticos que que um velho com Parkinson a mexer no sistema de luzes de uma discoteca. Eram vários mini jogos altamente viciantes e pelo que sei não havia fim. Com 4 cores este jogo conseguia fazer magia. Hoje, com milhões delas muitos não conseguem.


Prehistorik
O conceito era simples: andar em frente a acertar com uma moca em tudo o que mexesse. Tudo. Não havia nada que se movimentasse que não fosse para levar com a moca na moleirinha. Dinossauros, aranhas, índios e tantas outras criaturas. Este jogo deve ter sido feito pela Igreja católica, visto que homens e dinossauros a coexistirem é coisa de criacionista. Felizmente eu já tinha a inteligência suficiente para saber que a cronologia histórica deste jogo não era para ser levada a sério. Grande jogo, numa altura em que as sequelas significavam uma melhoria na qualidade.


Golden Axe
Podíamos escolher ser um guerreiro alto e espadaúdo com uma espada, uma mulher semi nua e atlética também com uma espada, ou um anão com chapéu com cornos e um machado. Toda a gente queria ser este último. Era o mais lixado para a pancadaria. Eram níveis e níveis a arrear ferro contra todo o tipo de inimigos. Quando se apanhava os dragões que cuspiam fogo era tudo nosso e quando eles nos fugiam era como perder o nosso melhor amigo. Foram horas a jogar este menino. Chegar ao fim era só para duros.


Dyna Blaster
Passei horas a jogar o Dyna Blaster, sozinho ou com primos meus. O jogo quase não tinha fim e jogar em duelo era diversão garantida. Especialmente quando alguém se encurralava com a própria bomba e podiamos chamar-lhe retardado mental. Passados 5 minutos era a nossa vez de ser achincalhado pelos menos motivos. Era um jogo calmo, que era preciso ter uma paciência de santo, só assim se conseguia vencer os níveis. Era preciso esperar pela hora certa para colocar aquela bomba.


Tomb Raider
Uma gaja boa, de seios volumosos, calções curtos, de duas pistolas em punho a dar cambalhotas a matar dinossauros. Que mais é que um jovem a entrar na puberdade podia querer mais? Foi talvez dos maiores saltos nos video-jogos, depois deste nada mais foi o mesmo. Passou a ser o termo de comparação para todos os outros jogos, tanto a nível gráfico como de liberdade de jogabilidade. Era a perfeição. Lembro-me de pensar que era quase impossível os gráficos melhorarem mais que aquilo, na minha inocência dos 12 anos que ainda não sabia distinguir mamas triangulares das redondinhas.


E é isto. E vossas excelências, que jogos vos marcaram mais a infância? Não me digam que foi a macaca e o jogo da malha, que esses só saíram para PC mais tarde. Boa semana.





Gostaste? Odiaste? Deixa o teu comentário: