27 de outubro de 2014

Sandro Miguel, o jihadista português



A semana passada foi notícia o facto de haver alguns portugueses que foram combater ao lado do Estado Islâmico e que agora querem voltar para casa. Que cambada de xoninhas. É por isto que Portugal não vai para a frente, toda a gente deixa as coisas a meio e não faz sacrifícios para lutar pelos seus ideais. Eu não gosto de ser radical nestas coisas, mas eu não os deixava voltar. Quem se junta a uma guerra destas não bate bem das ideias e o bilhete devia ser só de ida. Mudou de ideias? Temos pena. É meter-lhe uma barra de dinamite de 30 cm no rabo e fazê-lo explodir. Não queremos que lhes falte nada no céu. Atenção que isto não é nada contra os Muçulmanos, é contra os fundamentalistas radicais, sejam de que religião forem. 

Matar em nome de Deus, que supostamente significa o amor e a verdade, faz-me tanto sentido como foder em nome da Madre Teresa

Há uns que querem voltar e outros que são convencidos a regressar, como foi o caso de um jihadista britânico, cuja mãe viajou até à  Turquia e convenceu o filho a deixar o Estado Islâmico e a voltar para casa. Vendo esta notícia, a dona Clotilde, mãe de um jihadista português da linha de Sintra decidiu viajar até à Síria para trazer o seu traquinas de volta. Como vos disse, tive acesso à conversa e, a vosso pedido, revelo-a agora aqui na íntegra.

Dona Clotilde, foi de carreira até à Síria, demorou 79 horas, entre 18 autocarros diferentes, e finalmente chegou à sede do Estado Islâmico, onde na recepção mandou chamar o seu Sandro. O resto passou-se assim:

- Mãe?! O que estás aqui a fazer?!
- Sandro, vim-te buscar, já viste que horas são?
- Ó mãe mas eu disse que não ia voltar para casa...
- Que disparate Sandro Miguel, a mesa já está posta. Vamos lá, a andar, a andar...
- Mãe... eu vim para aqui por uma questão de ideais! Vim combater os infiéis ocidentais!
- Mas quais infiéis Sandro Miguel? Infiel é o teu pai que anda com a vaca do 1º esquerdo.
- É outro tipo de infiéis, que não acreditam em Alá.
- Alá? No meu tempo havia era xamon, que não fazia muito mal. Agora Alá? Eu bem te disse que não andavas com boas companhias, Sandro Miguel.
- Alá é o Deus Muçulmano mãe. E quem não acredita nele tem que morrer.
- Todos temos que morrer Sandro Miguel.
- Sim, mas eu tenho que os matar, degolá-los, esventrá-los.
- Então foste tu que me roubaste aquela faca que corta bem que eu tinha na cozinha? Andei eu à procura disso 1 hora para cortar a carne Sandro Miguel. Não sabias pedir?
- Mãe... valores mais altos se levantam. Eu sou um enviado divino, só peço autorização a Alá. Quero matar e morrer, para ir para o céu ter com as minhas 72 virgens.
- 72 quê? Virgens? Pois realmente só se for aqui, que em Mem Martins se houver uma já estás com sorte. Não te basta aquela galdéria com quem andas?
- A Carla não é nenhuma galdéria mãe... É só uma rapariga que gosta de se dar bem com toda a gente.
- A tua prima Jessica também se dá bem com toda a gente desde que lhe paguem. Vá, vamos para casa.
- Mas ó mãe, nunca me deixas fazer nada. Deixa-me só acabar de degolar um jornalista. Vá lá. Vá lá. Vá lá. Por favor...
- Ai Sandro Miguel, Sandro Miguel, sabes que quando me pedes com esses olhinhos eu não consigo resistir.
- Obrigado mãe!
- Mas é só mesmo 5 minutos, depois temos que ir, que o lombo está no forno e se deixo queimar já sabes como é o teu pai. Fico com o olho mais negro que essa bandeira do Estado Islâmico.
- O pai realmente é uma pessoa muito violenta.

Sandro Miguel degolou o jornalista, fez a trouxa e voltou para casa com a dona Clotilde, sua mãe. Depois de muitas horas lá chegaram à estação de Algueirão/Mem Martins e apanharam o 460 para casa.

- Sandro, tens roupa clara para lavar? Que vou agora fazer uma máquina.
- Tenho aqui umas túnicas brancas mãe.
- E estão mesmo sujas? Ou é daquelas que deixaste ao monte, ficaram cheias de vincos e agora metes para lavar?
- Estão mesmo um bocadinho sujas... Toma.
- Bem isto está cheio de nódoas Sandro, não sabias fazer menos chiqueiro?
- É sangue das decapitações, mesmo com cuidado espirricha sempre mãe, não tenho culpa.
- Isso ainda é o menos Sandro Miguel, que o sangue sai bem, agora nódoas de pêssego e mostarda? Não sabias ter mais cuidado? Lá porque a roupa é da Primark é razão para não teres cuidado? Se as nódoas não saírem vai-te sair da mesada meu menino.
- Se Alá quiser, hão-de sair.

- Alá? Isso é melhor que Skip?
- Já te disse quem é Alá, mãe.
- Ah pois foi, é Deus ou lá o que é. Então e as nódas saem se Alá quiser? Quem vai ter que esfregar sou eu, dá lá as cuecas com selo do teu pai a Alá para ele esfregar então... Isto realmente, ninguém me valoriza. Vá vamos é para a mesa que o teu pai está a chegar.

Nisto chega a casa o Sr. António, cumprimenta a mulher e o filho e senta-se à mesa. Dona Clotilde começa a servir, trinchando a carne com as facas que Sandro tinha levado com ele. Uma fatia de lombo para cada um e 3 ou 4 batatas assadas.

- Mas que merda é esta Clotilde?
- O que foi homem?
- Este lombo está mais seco que o deserto da Síria, queres-me dar cabo dos poucos dentes que ainda tenho, é isso que tu queres mulher?!
- Pai, tem calma. Prova primeiro, está seco mas olha que sabe bem este lombo de vaca.
- Lombo de vaca Sandro? Isto é porquinho preto que comprei ali no talho do senhor Manel.
- Porco?!?! Que nojo mãe! Eu não posso comer porco! Renunciei ao porco quando me converti ao Islão!
- Então para a próxima fazes tu o jantar Sandro Miguel, não basta já o teu pai ser o esquisito que é, que às vezes já tenho que fazer dois pratos e agora ainda ia ter que fazer três? Havias de viver em África e passar fome a ver se não comias tudo. Mete lá uns secretos de porco preto do senhor Manel à frente de uma criança daquelas de barriga inchada e cheia de moscas, a ver se elas não se lambem todas. Até lhes sabe a pato. Vá deixa-te de manias e come isso.
- Não me interessa nada disso. Os mandamentos dizem que devo renunciar ao porco e acredita que bem me custa não comer bacon. Mas é um animal impuro e que ronca.
- Ronca? Quem ronca é o teu pai durante a noite toda e não é por isso que não o como.
- Ó mãe... demasiada informação.

Ficou aquele silêncio desconfortável e jantou-se, sem ninguém falar mas atentos à Casa dos Segredos. No final, Sandro foi para o seu quarto ver pornografia muçulmana, em que as actrizes usam uma espécie de burca, que para além da abertura para mostrar os olhos tem também outras duas. O Sr. António deu uma sova de cinto na dona Clotilde e depois fez amor meigo com ela. 

Tudo voltou ao normal nesta família comum de Mem Martins.





Gostaste? Odiaste? Deixa o teu comentário: