1 de setembro de 2015

Como ultrapassar o medo de levar uma tampa?



Findado o mês de Agosto, o Doutor G está de volta à normalidade com a sua consulta semanal às terças-feiras "Doutor G explica como se faz". Há ainda muitas dúvidas pendentes do início de Agosto e a ordem é a de chegada. Quem quiser prioridade, é uma questão de enviar subornos por email. Prefiro dinheiro a fotos de seios.



Caro Doutor, tenho 16 anos, sou nova, mas apesar de tudo, histórias não me faltam (acerca do sexo masculino, obviamente). Acontece que eu tenho a capacidade de cativar um certo nicho de jovens-adultos-senhores: em primeiro lugar, os típicos controladores-obsessivos-ciumentos-dramáticos; em segundo, os super-interessantes-que-só-dão-esperanças;  em terceiro, os que tem namoradas e querem por-lhes os cornos.  Mantive uma relação curta e sem importância nenhuma com o gajo do tipo 1, ao que este muito arrependido de toda a merda que fez, vem-me pedir "colinho", ou seja, de "não sabes o que queres", "dás trela a todos" passou para "és a melhor rapariga que já conheci". Bem, eu não sou estúpida, mandei o gajo a merda umas 238928 vezes, mas o gajo não desiste, e continua-me a perseguir, sem eu saber o seu interesse, porque ele:
a)- é maior de idade;
b)- já tem carro;
c)- tem emprego;
d)- tem casa;
e)- come as gajas que quiser;
Depois disso, tenho um do tipo 2, que eu sou sincera, adoro aquele gajo, super porreiro, super divertido, inteligente, bom gosto, nada de kisombas nem pimbalhadas, adoro! Mas mantivemos conversa, atrás de conversa e nunca deu nada, o gajo desapareceu, mas como os tantos outros, voltou. Volta, mas com a mesma conversa "desculpa o que te fiz" "desculpa se te dei esperanças" blah, blah, blah, sempre a mesma historia! E como se já não me bastasse, ainda tenho um do tipo 3, é um gajo que se apaixonou por mim tinha eu 12 anos (e sem qualquer atributo físico), e ele tinha 17, como é óbvio, nunca quis nada com o gajo. Ao que, no ano passado (já ele numa relação de longa data, com emprego, 21 anos, carro, casa), envolvemos-nos uma noite. Para mim foi uma noite e acabou, mas o gajo quer mais, quer outra noite se possível (mas com outras "matérias" incluídas), mandei-o também a merda, mas como sempre, não vai desistir. Já não sei como me livrar destas historias em formato rotunda, pois o final é sempre o mesmo. No entanto estou numa relação a um ano, e vai bem. Bom rapaz, não se engloba em nenhum dos padrões já conhecidos. Mas chateia-me estes outros gajos! Resumindo, o problema é, mesmo despachando-os, eles arranjam maneira de voltar a encontrar-me e não sei que mais taticas deva usar usar. 
Mudar de número? já o fiz. Mudar de região? também já. Bloqueá-los em tudo o que é rede social? feito. Fazer queixa a PJ? também já. Alguma sugestão?    
Anónima, 16, Lisboa

Doutor G: Cara Anónima, normalmente quando alguém só atrai pessoas que não interessam é porque também se tem culpa no cartório. Não serás tu uma espécie de tipo 2? Que dá trela e esperanças mesmo não querendo nada? Não voltarão eles sempre a rondar o teu naco de novilho porque tu lhes dás sinais, ainda que inconscientes, de que se calhar até te podem fincar o dente? Parece-me que talvez seja esse o teu problema e que sem notares, lá no fundo gostes de os ter à tua volta, quais meninos de volta de uma fogueira a ver se conseguem meter lá o marshmallow. Prova disso é quando dizes «como é óbvio nunca quis nada» e passas para «no ano passado envolvemo-nos». Se tens uma relação de um ano e gostas dele, os outros nem deveriam ser problema. Para ele só são problema se ele vir que não estás a fazer tudo por tudo para os afastar, caso contrário ele não ficará nunca chateado contigo, mas sim com vontade de os esbofetear com um peru morto. Como é que eles te encontram se tu mudaste de número, de região e os bloqueaste nas redes sociais? Não me digas que eram todos espiões das Secretas? Cá para mim andas a deixar um rasto de migalhas, qual Hensel e Gretel, para que eles saibam sempre o caminho de volta à caverna dos doces. Se realmente fizeste isso tudo e eles te continuam a azucrinar a vida, sugiro contratares alguém para lhes acertar o passo. Isto se eles são indelicados/violentos, caso contrário é aguentares, já que a culpa é também tua por os teres atraído para a tua rede de sedução. Isto de ser sexy e sedutor tem os seus custos. With great power cums great... coiso.


Caro D. G, a minha dúvida prende-se com o facto de estar numa relação que em 90% do tempo funciona bem, mas volta e meia ele decide afastar-se e passar um tempo sem dizer nada ou muito pouco, o que me magoa bastante, porque fico preocupada e sem saber o que se passa. Sei que lhe parece que a resposta é rápida: ele tem outra, mas sei que isso não é verdade. Também já consegui perceber, com o tempo, que ele só se afasta quando tem problemas graves na vida, porque tem a mania que eu já tenho problemas e não me quer complicar mais a vida. Já falei com ele e lhe pedi que acabasse com isso, mas ele continua a repetir. Acha que vale a pena lutar por esta relação ou simplesmente partir para outra e poupar-me a muitos desgostos?
Cecília, 23, Lisboa

Doutor G: Cara Cecília, se tens mesmo a certeza que ele não tem outra (certezas na vida só a morte), então acho que têm que se encontrar a meio caminho. Se dizes que 90% da vossa relação é boa, então talvez estejas a ser demasiado exigente. 90% é altamente positivo, se fossemos fazer um estudo a maioria dos casais diria que está a 60% ou 70% e isto seria só porque tem vergonha de apontar todos os podres do parceiro/a. Cada um lida com os problemas como quer e se para ele o melhor é isolar-se, tens de respeitar. Imagina que ele não se afastava, mas devido às preocupações que tem e problemas graves ficava diferente para ti, má companhia e até meio parvo? Era pior. Deixa-o lidar com isso que, com o tempo, ele vai perceber que a melhor forma de resolver os problemas é ao teu lado (especialmente se lhe fizeres um felácio). Compreendo que para ti seja complicado, mas também haverá coisas em ti que ele não gosta e, mais uma vez, 90% de coisas boas é uma média pela qual vale a pena lutar. Deixa de ser dramática mas não faças uma mudança de sexo para conseguir isso.


Caro Dr.G, por cerca de 4 anos namorei, namorei com uma mulher que me enchia o coração, para mim tudo nela me enchia de orgulho, o intelecto, os ideais, o corpo, enfim tudo mesmo. Como tal dediquei-me por completo à relação, construí a minha vida em torno dela, escolhi uma faculdade o mais próximo possível e abdicava do que fosse preciso para estar com ela, para ser para ela. Senti amor de verdade, aquele amor que nos faz acreditar que tudo vale a pena para nos sentir-mos assim, com aquele sorrisinho estúpido cada vez que a vemos ou recebemos uma mensagem e que nos faz querer resolver tudo por mais chateados que estejamos. Acontece que embora houvesse o namoro, só eu é que amava assim, da parte dela foi mais passageiro, e quando as coisas ficaram difíceis de início ainda tentámos os dois resolver, mas passado um tempo ela decidiu que preferia trocar-me por alguém que conhecia à sensivelmente um mês. Fiquei magoado, furioso, senti de tudo, que fui enganado que fui traído que fui injuriado, enfim todas essas paneleirices. E no fim, agora passados muitos meses ainda dói. Já a perdoei, não a quero de volta porque acho que alguém que toma uma atitude dessas não merece alguém que dá o que eu dei. Mas embora já tenha perdoado, embora não a queira de volta, embora tenha passado os últimos meses a "limpar o palato" com a nossa fantástica e variada culinária portuguesa, continuo a ser um xoninhas como muito gostas de dizer, que acorda de noite e chora, que tem insónias que duram quase uma semana, que não consegue amar ou deixar-se ser amado por nenhuma das fantásticas e maravilhosas mulheres que tenho conhecido. Então pergunto ao nosso filósofo favorito, o que faço, ou será que não há mesmo nada a fazer?
Ninguém, 23, Portugal

Doutor G: Caro Ninguém, ao ler a tua dúvida havia uma palavra na minha cabeça que piscava em neons vermelhos e amarelos. A palavra era "XONINHAS!" e folgo muito em saber que o admitiste depois no texto. O primeiro passo para a cura é sair da negação. Tens que trabalhar a tua auto-estima, que se vê que está em baixo ao assinares como Ninguém. Tu és Alguém, tu consegues deixar de ser um panhonha cornudo. Os chifres de marfim servem para que nas próximas marradas te magoes menos e te defendas melhor. Se já andas a limpar o palato é porque estás no bom caminho. Se acordas de noite e choras, sugiro que coloques uma música do André Sardet a acompanhar. Isto serve dois motivos: primeiro, se alguém te apanhar a chorar tens desculpa que é por causa da eloquência e métrica das letras dele; depois, porque o teu corpo vai associar acordar e chorar, a ouvir André Sardet e vai entrar em modo de sobrevivência e ficar a dormir até à semana seguinte. Ainda não amaste nem te deixaste amar por nenhuma dessas tuas parceiras de samba genital porque nenhuma valia a pena e nesta altura mais vale dançares em grupo do que fazeres par para a noite toda, já que ainda não ultrapassaste e só vais estar a tapar os sentimentos com a peneira. Se tens o azar da próxima te fazer o mesmo, depois lá te vamos ver na capa do CM com o título «Jovem suicida-se a ouvir André Sardet». Num tom mais sério, rodeia-te de bons amigos, chora o que tens a chorar mas se vires que esse estado depressivo e catatónico persiste por muito mais tempo, recorre a um psicólogo e não a um consultório javardo online. Andar no psicólogo não tem nada de mal, todos os psicólogos frequentam outros psicólogos.


A questão é que namoro à 2 anos com um rapaz daqueles que sabem o que querem da própria vida, cheios de objectivos a ser cumpridos e quês. A relação é boa, damo-nos bem, nunca houve grandes discussões, excepto quando estou em TPM e o meu temperamento me leva a fu$&@-lhe o juízo... Ou então quando penso seriamente neste assunto e na carência que sinto: ele não faz sexo comigo! Ao início, eu tentava incessantemente. Ele era virgem, e para mim continua a ser... Sendo alguém que gosta de levar as coisas com calma, apesar de insistir o suficiente para ele saber as minhas vontades aka necessidades, também lhe dava o tempo dele. Pensava que realmente seria diferente dos outros com quem já tive que volta e meia já só queriam levar-me para os lençóis! Mas isso do tudo muito bonito foi desvanecendo e acho que é normal que aconteça?! Cheguei a fazer-lhe sexo oral. A ver se ele "acordava". Mas ficou tão tenso... Que achei que não tivesse gostado, fiquei com medo que me achasse algum tipo de rameira por aquilo e não tentei mais aquele meio. Passado um tempo falei-lhe directamente que havia sexo a faltar na relação. Tentamos: ele estava visivelmente nervoso! Tanto ao jantar como na hora H, e não conseguiu dominar o instrumento... Se é que me faço entender! A partir dai ele nunca mais quis saber de "estou sozinha em casa", parece que foge de quando tento algo mais safado. E as vezes parece que ele tenta. Mas nunca avança para o que tão ansiosamente espero!! A minha auto-estima já desceu muito. Quando ele não conseguiu, achei que fosse por minha causa. Não me acho assim feia até porque tenho por onde escolher mas não tenho corpo de top model. Sou eu que ele leva a sair com a família e amigos e sinceramente ele não tem muitas amigas nem é social a ponto de se meter com elas por isso tenho plena certeza que não me trai. Ultimamente ele tem escolhido estarmos sempre a sós! Tem sido mais ousado nos toques... Mas nunca em pontos mais íntimos! Parece que tem medo. Que raio se passa com ele? O que é que eu como mulher posso fazer?!  
Maria, 20, Vila Real

Doutor G: Cara Maria, começo a pensar que a nova fornada de homens que está a sair para a sociedade é tudo uma cambada de xoninhas. Namoram há dois anos e ainda não praticaram a bela arte do funaná pelado? Com 20 aos? Só há duas hipóteses:
  1. Ele é gay. Pipi mete-lhe um bocado de nojo mas ainda está em negação e quer manter uma relação para se trancar no armário e os pais não o deserdarem.
  2. É só um gajo inseguro, como tantos outros. Os homens, parecendo que não, também têm direito a ser inseguros sem que venha um palerma chamar-lhes gay. A pressão de ser bom na cama está todo do lado dos homens: têm que ter um bom tamanho, têm que aguentar o tempo necessário, tem que tomar a iniciativa, têm que dar um orgasmo à mulher e ainda pagar os preservativos. A mulher não tem esta pressão, o homem vem-se sempre e na maioria dos casos ela não precisa de fazer nada, basta estar presente. Por tudo isto é que ele provavelmente não meteu a enguia trapalhona de pé quando era suposto. É normal, a culpa não é tua nem dele, é da pressão/tesão acumulada. Se ele anda a ficar mais ousado nos toques sem ser nos pontos íntimos, suponho que ele tenha um fetiche por cotovelos. Dá-lhe uma cotovelada nos dentes a ver se ele acorda.
Tens que lhe dizer que para ti o sexo é essencial e que ele ou cumpre ou passa às reservas. Bebam uns shots de tequila e senta-te na cara dele. Se não o mete de pé que te satisfaça de outras formas. Desta forma até testas a hipótese numero 1: se ele fizer um ar de nojo ou se vomitar, é porque é definitivamente gay. Compra-lhe um dildo com um lacinho e abandona-o à noite no Parque Eduardo VII em Lisboa.


Boa tarde,  Dr. G, desde pequena que gozo com as minhas amigas (aquelas raparigas que comentam nas tuas fotos do Facebook coisas como 'awnnn OMG que prft prinxexa <3 ja sbs bb smp aki pa td #sempre_com_os_melhores #adrt #nc_te_esquexerei' e, quando dás por isso, ela está a comer o teu namorado no carro, usando os limpa para brisas como vibrador) por elas namorarem com qualquer chavalo que esteja num raio de 3 metros, não dando nem dois dias de descanso quando acabam com um, partindo logo para outro para fazerem a mesma coisa. O tipo de raparigas que gosta de todos mesmo sem gostar. (Não sei se percebes, mas todas as incompreendidos do género feminino certamente que já chegaram lá). Acontece que sou incrivelmente ambiciosa, ao ponto de querer ganhar TUDO em TUDO (no 2 ano, cheguei ao ponto de ganhar o primeiro lugar num concurso, mas fazer uma birra por não ter ganho o segundo e terceiro) e acho que isso me está a tornar numa dessas raparigas. Sempre que vou a algum lado, por mais que eu saiba que é impossível encontrar lá o amor da minha vida, sempre vou com essa esperança. Claro está que chego lá e nada disto acontece. Outra situação com a qual me deparo é a de que, de todas as vezes que um rapaz diz que gosta de uma pessoa ou até que tem namorada, eu não sei como reagir, mesmo que esse gajo seja o mais porco, estúpido, arrogante e cara de abutre do mundo. A minha pergunta é esta, meu caro Sr. Dr.: será que isto é apenas uma fase (visto que eu tenho treze anos)? Ou será que eu sou uma, bem, tu sabes?
Ana, 13, Lisboa

Doutor G: Cara Ana, mas que chavascal vem a ser este? Com treze anos e a enfiarem limpa pára-brisas no exaustor de chicha? Sair à noite? Namorados? Mas que merda é esta? Vai já para o teu quarto brincar com as bonecas e ai de ti que ligues o Snapchat para mandar fotos das mamas a troco de carregamentos do telemóvel! Ai o caraças, mas esta juventude anda a comer gelados de carne com a testa e a decorar o colo do útero à bisnaga assim tão cedo? Ainda me perguntas se é uma fase? É uma fase puta com tendência a piorar, se com treze anos a brincadeira já é assim, imagino quando entrarem para a faculdade e forem morar fora de casa dos pais. É um sururu de pila que até a Érica Fontes teria um enfartamento. Bem, depois deste meu bonito momento em modo velho do Restelo, deixa-me dizer-te que está nas tuas mãos e não estou a falar de um pénis. Calculo que seja muito difícil não ceder à pressão dos grupos de "amigos" e embarcar em coisas só para parecer mais velho e cool e te integrares. Mas se vês esses podres nas tuas amigas, talvez não estejas perdida e consigas ir longe na vida sem teres que concorrer à Casa dos Segredos. Tens treze anos, desfruta o bom de ser criança e adolescente. Conhece-te, cresce e caga na opinião dos outros. Caga nos rapazes estúpidos, mesmo que sejam namoradas das outras e os queiras levar a brincar com a tua barbie só por pirraça. Veste o pijama da Hello Kitty e vai ver os desenhos e, pelo sim pelo não, anda sempre com preservativos na carteira.


Hey Dr G. namoro há 3 anos com uma rapariga fantástica. Boa na cama, romântica, fiel, cheia de ambições, responsável e empenhada. Problema: Eu quero-a como esposa, daqui a uns 15 anos. Agora quero curtir a vida (a adicionar o facto de que vou agora para a faculdade), experimentar o máximo possível, correr os lençóis do país, voltar a experimentar aquela adrenalina de conquistar um checkmate e viver como um lince: permanentemente à caça. 
Caminho seguro: Continuo com o meu namoro que conta com: sexo frequente e de qualidade (embora se torne repetitivo), romantismo, segurança, já conheço o território, não preciso de esconder os meus defeitos, ela já sabe lidar com a minha personalidade e vice versa, posso falar com ela sobre tudo e o mais importante de tudo: gosto mesmo dela. 
Caminho arriscado: um mundo novo, por explorar, cheio de riscos e inseguranças, explorável apenas uma vez na vida, repleto de aventuras, tentações e pecados.
Um é uma auto-estrada, segura mas aborrecida e o outro é um trilho montanhoso com sucessos e quedas, mas que daí resultam as histórias para contar. 
Pontos importantes: Já pensei e já falei com ela e será impossível acabar a relação durante uns tempos, curtir a vida e depois voltarmos. Será impossível ter os dois num só. Ela é mais calma que eu.
Inseguranças: Será que com a vida acelerada da faculdade, a relação vai apimentar? Será que à medida que ela cresce, novas coisas surgem e afinal a relação não é tão aborrecida como eu pensava? Será que depois de sacrificar esta vida loka por ela, realmente ficamos juntos?
Coiso, 19, Coimbra

Doutor G: Caro Coiso, o teu dilema é o mesmo de qualquer pessoa que tem um relacionamento estável e longo quando ainda é novo. Seja homem ou mulher, toda a gente pondera se o melhor é estar para sempre com alguém ou se é mais vantajoso andar a espalhar confetis por searas alheias. Escolhas o que escolheres, nunca vais saber qual o melhor, pois nunca poderás experimentar os dois caminhos. Por isso, mais vale fazeres o que te faz sentir melhor hoje sem pensar no amanhã. Foda-se! Parecia uma citação do Gustavo Santos! Deus Nosso Senhor seja cego, surdo e mudo! Óbvio que é impossível acabarem a relação durante um tempo e depois voltarem, parece que és tolo. Se ela aceitasse isso, é porque certamente não era a mulher ideal para ti, já que via com bons olhos andar a sugar miudezas amiúde, o que significa que o faria mais cedo ou mais tarde, com o ou sem o teu consentimento. Quando à monotonia na relação, não é a faculdade que a vai apimentar. Quanto muito vão ter que lutar contra todo o mundo novo que a faculdade pode ser, o que faz com que muitos casais se afastem, para terem tempo para novas amizades e experiências. Se com 19 anos e três de relação já sentem que a relação está pouco quente, é porque sois ambos uns xoninhas sem imaginação. Façam cenas porcas daquelas que se soubesses que a tua mãe fazia nunca mais conseguias comer comida cozinhada por ela. Esse tipo de coisas. Vejam filmes e tirem notas. Saiam à rua, vivam e cuidado para não irem presos por atentado ao pudor.


Caro Dr.G, preciso mesmo dos seus sábios conselhos e da sua honestidade dura e crua! Até agora apenas tive um namorado cujo relacionamento durou um ano. Corria tudo muito bem até avançarmos para a dança debaixo dos lençóis (ambos éramos virgens). Não senti qualquer tipo de prazer em nenhuma das nossas danças e, eventualmente, acabei por terminar porque já se sabe que quando a coisa não resulta debaixo dos lençóis, também não resulta em lado nenhum. Agora já passou um ano e meio e eu continuo sem nenhum tipo de ação debaixo dos lençóis. Não é que não tenha tido oportunidade, mas quando começava a falar com alguns moços, hesitava e acabava por recusar algum tipo de envolvimento. Sinto-me insegura e sem experiência nenhuma neste tipo de danças e não sei como ter "à vontade" com um moço qualquer. Diga-me Dr.G, como poderei deixar de ter este problema de intimidade? E não me entenda mal, eu quero muito lutar debaixo dos lençóis, mas parece que preciso de um bom professor e como não quero ganhar reputação de andar à procura de um bom professor de dança, como posso arranjar este tipo de ajuda se é que me entende? Será que um rapaz deixaria de querer dançar comigo porque não tive grandes espectáculos ainda? 
Anónima, 20, Porto

Doutor G: Cara Anónima, o sexo é como o stand-up comedy, só se aprende a fazer. Sim, claro que uns ensaios sozinho em frente ao espelho ou a ver vídeos na Internet de profissionais da especialidade podem ajudar, mas só com a prática é que se fica com calo, salvo seja. A resposta à tua última pergunta é um veiudo e fálico «NÃO». Os homens não rejeitam mulheres devido à sua inexperiência sexual, a maioria até prefere, porque lhes retira alguma da pressão de ter de competir com um batalhão atiradores furtivos que já lá deixaram o seu headshot. É um pensamento parvo, mas é assim que os homens são. A meu ver, quantos mais melhor, já que assim ela fica com a certeza de que foi mesmo o melhor do mundo e não fica na dúvida de que possa ter sido apenas por falta de bons termos de comparação. Portanto, aí não tens nada a temer. Não te sentires bem em ajavardar com um moço qualquer não é nenhum problema de intimidade. A isso eu dou o nome de bom senso e respeito próprio. Não é um gajo qualquer, é alguém que te encaracole os pelos hipotéticos que tu não tens, porque fazes a depilação completa. Espero que faças, se não aí tens uma dica para agradar um homem e não parecer inexperiente. Se aparecer alguém que te erice os poros, é pedir-lhe ajuda para dançar o tango pelado. Ele vai dizer que sim, porque os homens dizem quase sempre que sim. Se correr mal, para a próxima há-de correr melhor. Vivendo e aprendendo. Fodendo e melhorando. Alguém que mande estampar isto numa t-shirt, se faz favor.


Caríssimo Dr. G, tenho 18 anos, sou de Lisboa, e pode-se dizer que sou um autentico conas. Não tenho muitas amigas, e penso que essa é uma das razões de nunca ter tido nada com uma rapariga. A maioria do meu grupo de amigos parece ainda não mostrar grande interesse por namoradas e cenas dessas, mas eu desde há muito que o sinto. Nunca sei qual a melhor abordagem a fazer, nem o que dizer, e apesar de saber que é normal levar tampas, muitas das vezes não arrisco por achar que vou levar uma. As raparigas que me conhecem acham me engraçado, mas quem não me conhece bem muitas das vezes pode ficar a pensar que sou infantil ou irritante. Como é que posso deixar de ser um conas?
Anónimo, 18, Lisboa

Doutor G: Caro Anónimo, a conice é um mal que atinge a grande maioria dos homens. É uma epidemia do século XXI, em que se criaram xoninhas em frente às redes sociais e aos jogos virtuais e não se lhes incutiram as leis darwinianas deste mundo cão. No teu grupo de amigos, rapazes de 18 anos, a maioria não mostra interesse por raparigas? Deixa-me adivinhar: preferem tomar banho no balneário da escola do que em casa? Gostam de Katy Perry? São do agrupamento de artes? Se for esse o caso estás cheio de sorte, porque eles vão ter muitas amigas mulheres para te apresentar num futuro próximo! Bem, mas aqui segue um tutorial rápido para deixares de ser um grandessíssimo conas:
  1. Leva uma tampa. Cada uma é um sucesso: menos medo de levar outra e estás mais perto da vitória;
  2. Relativiza as tampas e pensa que quem perde são elas;
  3. Chora em posição fetal no banho e aproveitas e ficas mais cheiroso para a próxima tampa;
  4. Levar outra tampa;
  5. Fazer um desporto de combate para ganhar arcaboiço e aquele ar confiante do "Se houvesse stress aqui, era capaz de acertar o passo a 90% das pessoas no meu raio de visão";
  6. Não gostas de desportos de combate? Faz pilates que é onde há as gajas melhores;
  7. Agarra num amigo feio e pede-lhe para ser o teu wingman;
  8. Levem tampas em conjunto.
  9. Quando já tiveres o ego dorido e calejado, voltar a 1.
Algures neste processo, talvez logo no início, vais começar a ver os teus níveis de panhonhice no sangue a diminuir. O conas dentro de ti vai passar gradualmente a ganhar confiança e é essa confiança que vai fazer com que as tampas sejam cada vez menos e o cashflow cada vez mais. Não abuses é na dose, que mais vale um xoninhas do que um gajo palerma com a mania que é tudo dele. 



Foi do vosso agrado? Se não foi podem pedir o vosso dinheiro de volta à saída. Gostavam de ver uma edição especial do Doutor G em formato vídeo, ao género de chamadas telefónicas para a Maya e a Maria Helena a pedir conselhos astrológicos mas sem ser a burlar as pessoas? É só uma ideia, deixem o vosso parecer nos comentários. Obrigado a todos e, como sempre, até para a semana e continuem a enviar as vossas dúvidas para porfalarnoutracoisa@gmail.com. 


Partilhem e façam muito amor à bruta, que de guerras o mundo já está cheio.






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