14 de fevereiro de 2016

As verdadeiras estatísticas do amor



O estudo que se segue contém dados reais.

O amor é, cada vez mais, uma ciência que merece ser estudada a fundo. O amor é um jogo de probabilidades e, para o jogarmos, temos de saber o poder da nossa mão, salvo seja. Dizem os estudos recentes que cerca de 44% da população adulta é solteira, com um rácio de 9/10 de homens e mulheres, respetivamente. É importante reter estes números que serão importantes mais à frente.

A percentagem de homens que encontra uma namorada, ou seja, mais do que sexo casual, num bar ou discoteca é apenas de 2%. No caso das mulheres, o cenário é um pouco mais animador com a percentagem a chegar aos 9%. Esta discrepância de valores pode dever-se ao facto de muitas mulheres serem enganadas por homens que dizem que as amam só para as levar para a cama e, assim, pensam elas que estão numa relação séria quando no fundo, não passaram de carne para canhão. Para se conseguir maximizar as possibilidades de emitir recibo, ou facturar, é necessária atenção aos factores de maior relevo que são alvo de atenção para cada um dos sexos. Atentem no gráfico seguinte:
Por estes dados se vê que os homens são uns porcos e percebe-se, também, que as mulheres mentem muito. Com estes números façamos um exercício mental para ajudar à compreensão dos dados e informação com que acabam de ser inundados.

O Zé, 25 anos, vai a uma discoteca e, nessa discoteca, estão cerca de 300 pessoas. É ladies night e, por isso, está um rácio de apenas 35% de mulheres já que os restantes 65% são homens que foram ao engano do branding. Não quero estar aqui com cálculos matemáticos avançados mas atentem:

300*35%=105 (Juro!)

Ou seja, há apenas 105 mulheres nesse espaço de diversão nocturna. Dessas 105, aplicando a percentagem de 44% de solteiras, vemos que apenas 46 estão descomprometidas, sendo que há 0,2 que são capazes de petiscar alguma coisa com a quantidade certa de shots de tequila. Já agora, a quantidade certa de shots é 1 shot por cada 8,3kg de massa corporal. Voltemos ao Zé: é um rapaz normal, é tímido pelo que lhe é difícil demonstrar o potencial da sua personalidade num primeiro encontr. Não é rico e possui um índice de atractividade mediano, ou seja, 50% dos homens presentes na discoteca são mais atrativos do que ele. Com estes dados é fácil concluir que:

(300*75%)*50%*44%=49,5

Daqui, facilmente se conjetura que há mais homens, solteiros e mais atrativos do que o Zé, na discoteca, do que o total de mulheres solteiras. Isto, sem contar com os comprometidos que também vão para a noite ao engate. Com todos estes dados, mais as leis da Newton da inércia que são ponderadas na lei da primeira aproximação, a juntar às variáveis de causalidade geográfica e temporal, consegue-se, através da seguinte fórmula, chegar a um resultado assustador:
O Zé está fodido e, infelizmente para ele, não de forma literal. Posto isto, onde encontram as pessoas como o Zé o amor da sua vida? Bom, há sempre o método antigo do «Ó Carla, não tens nenhuma amiga solteira que goste de festa?» ou o «Fábio, aquele amigo que vi numa foto tua tem ar de quem lhe dava umas voltinhas. É solteiro ou infiel?». No entanto, nos tempos de hoje, o método mais recorrente é o chamado Xoninhas Dating, ou seja, os sites online de encontros.
Aparentemente, são boas notícias para o Zé, já que ou seja há cerca de 80% das 44% mulheres solteiras dessa idade que usam uma aplicação de encontros online. Sabendo, pelo último Censos em Portugal, que existem cerca de 400 mil mulheres entre os 18-25 anos, facilmente se deriva a seguinte conclusão:

400.000 * 44% * 70% = 140.800

Parece um talho de chicha que o Zé gosta! Entre os utilizadores deste tipo de aplicações, 14% dos homens diz ter encontrado uma relação estável numa aplicação online e esse número sobe para 28% no caso das mulheres. Mais uma vez se vê que é muito mais fácil para as mulheres encontrar o amor, ou, pelo menos, serem enganadas quando alguém diz que as ama só para lhes fazer bagunça no pipi. Podem parecer números animadores para o Zé, mas no mundo do dating online, a fotografia e o aspecto físico contam ainda mais que no mundo real e, sendo que o Zé é um rapaz mediano e que o rácio na internet é igual ao de uma ladies night, onde 2/3 são homens, o Zé tem poucas hipóteses de encontrar o amor verdadeiro. Mesmo que encontre a pessoa certa para casar, é de relembrar que mais de 70% dos casamentos acabam em divórcio em Portugal.
Este gráfico não quer dizer nada, os dados são completamente aleatórios mas achei que ficava bonito para terminar. Moral da história: o amor verdadeiro é raro. Muito raro. Se achas que o encontraste, então trata bem dele. Se não partilhares este post vais ter sete anos de azar em que não terás sexo nem amor. Mentira, não acredites nessas tretas que só estás a dar mais uma razão para ninguém gostar de ti.





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