28 de abril de 2015

10 tipos de bailarinos de discoteca



Hoje vou falar-vos dos tipos de bailarinos e bailarinas que se avistam em qualquer estabelecimento de diversão nocturna. Eu como bom observador que sou, cataloguei-os e sim, já deve haver artigos e vídeos sobre isto na Internet, mas apeteceu-me fazer a minha lista, pode ser? Claro que pode, que quem manda aqui ainda sou eu. Nota-se que estou mal disposto? Cá vão os 10 tipos:

O barman
O barman é aquele tipo de bailarino que está sempre no balcão, é uma das espécies autóctones às discotecas que se vê em mais abundância. O barman não está no balcão por adorar beber, embora também goste, mas sim porque tem a consciência que possui dois blocos de cimento onde deveriam estar os pés. Tendo essa consciência e faltando-lhe a confiança para assumir a sua inabilidade em termos de expressão corporal na pista de dança, decide ficar ao balcão, a abanar a cabeça a um ritmo desfasado do da música. Por vezes, dá-se um milagre da natureza e observamos a metamorfose do barman, qual lagarta que sai da sua fase crisálida, revelando ser agora uma bonita borboleta a bater asas energicamente na pista de dança. É sinal que bebeu demais.

O pinguim
O habitat natural do pinguim é a pista de dança mas não se sabe movimentar com a graciosidade com que se serpenteia na água. Anda ali, a abanar de um lado para o outro, numa fluidez de movimentos de quem está em pé no autocarro a passar em terreno acidentado. Este é talvez o tipo mais comum de todos e ao contrário do que se pensa, também está presente no género feminino. Há quem lhes chame os sempre em pé, cataventos ou desengonçados.

A stripper
A stripper é aquela dançarina de discoteca que se percebe que treinou em casa em frente ao espelho. Dá tudo o que tem e abana o rabo como ninguém, manda o cabelo para trás, especialmente se vir que está algum macho interessante num raio próximo, tentando acertar-lhe na cara, num ritual de acasalamento de deixar um qualquer pavão roído de inveja. Morde o lábio para ser sexy, mas muitas vezes parece que é devido ao herpes. Ela diz que teve aulas de hip-hop e que só vai às discotecas para dançar, mas no fundo todos sabemos que ela gosta é que lhe encham o... ego.

O Rui Costa
O Rui Costa é o mágico da pista, que distribui jogo para todo o lado. Vai a uma, agarra por trás e leva nega. Segue jogo, sobe equipa, vai à próxima, consegue dançar 30 segundos, até que ela se vira porque alguém lhe fez sinal que ele era feio, leva barra ainda mais feia que ele! É no barrote senhoras e senhores! Rui Costa reorganiza, vai ao bar, pede mais um imperial e um shot, levanta a cabeça, vê uma abertura, finta um, finta dois, faz uma revienga e agarra-a por trás. Dá um toque de classe dizendo-lhe ao ouvido "És buéda linda!", ela gosta mas não pode demonstrar já. Vira-se para ele e sorri, ele vê que ela é mais feia que um tractor agrícola, mas como profissional que é sabe que o que interessa não é a exibição, mas sim o resultado final. É golo!

As meninas de roda da fogueira
Há sempre alguns focos onde há um aglomerado de espécimes do sexo feminino, formando um círculo quase perfeito. As rodas de mulheres são usadas de forma similar à técnica das gazelas andam em grupo, protegendo-se umas às outras e aumentando as probabilidades de não serem comidas, embora neste caso o propósito seja por vezes o oposto. Quando numa roda de mulheres se vêem constantes mudanças de posições, é porque elas já avistaram um alvo. Se a troca de posições fosse falada seria assim "Maria, está aqui um gajo a roçar-se no meu rabo, já me encostei duas vezes e pareceu-me ter potencial, preciso de ver como é a cara dele mas não me quero virar para trás, que é para parecer que só estou aqui a dançar e ainda nem reparei que ele está a dar-me pancadinhas de pénis nos glúteos". Acontece o inverso também "Maria, o gajo que está atrás de ti é podre da bom, deixa-me ir para aí casualmente esfregar-lhe o rabo nas virilhas". Há ainda outro tipo de roda de mulheres, que é aquela onde no centro estão todas as malas, numa espécie de ritual satânico em honra da Pipoca Mais Doce. Ficam indignadas quando alguém passa e lhes pisa a mala sem reparar. Deixem no bengaleiro ou usem calças com bolsos em vez de vestidos curtos.

O gajo que dança bem
Há sempre um gajo que dança bem. Demasiado bem. Envergonha os amigos e as raparigas reparam nos seus movimentos ondulantes, no seu carisma na pista de dança e na sua confiança à entrada de cada música, como se soubesse de antemão uma coreografia cuidadosamente ensaiada. De repente chega um gajo grande e musculado, diz-lhe algo ao ouvido e todos pensam que vai haver porrada. Começam a mamar-se da boca! Toda a gente abana a cabeça afirmativamente, como quem percebe agora porque é que ele dançava bem. Nas discotecas africanas é diferente, todos dançam bem.

Os surdos-mudos
Há sempre alguns dançarinos de língua gestual, que decidem interpretar a música como quem está a jogar mímica com os amigos. Se taparmos os ouvidos e interpretarmos apenas os seus sinais, o resultado é algo deste género: "Vou de carro, deito o laço e pesco-te, mesmo no coração, bate forte o tambor, para a esquerda e para a direita, cuidado que me estou a afogar, toma palmadas no rabo e não digas a ninguém. Olha a onda! Vamos beber mais uma?".

Os Kama Sutras
Há sempre aqueles casais, que acabaram de se conhecer, mas que dançam como quem está a fazer sexo com roupa. Ele é por trás, pela frente, ao colo, perna para cima, perna para baixo e até me admiro nunca ter visto um 69 em pé, em plena pista de dança, às rodas quais patinadores artísticos à espera de sacarem a nota máxima. Vê-se mãos por dentro das cuecas em movimentos basculantes e ao ritmo da batida. Batida não foi uma palavra escolhida ao acaso. Nesta fase é estúpido continuarem ali, mais cedo ou mais tarde algum deles vai beber aquele copo a mais que vai estragar a noite a ambos.

O Zé Carlos Pereira
Este tipo de bailarino dispensa apresentações. É movido a álcool, drogas e dança à sua maneira, sendo que a sua maneira é andar num movimento perpétuo de quem vai cair a qualquer momento. Perde a noção do espaço, dá cotoveladas, empurra e fica furioso quando alguém lhe diz para ter calma com o Marco de Camillis que tem dentro de si. Quando um Zé Carlos Pereira quer ser Rui Costa há pandemónio garantido para gáudio de todos os espectadores. Mais cedo ou mais tarde ele vai atacar uma rapariga que tem o namorado ao lado e ele não reparou. Vai haver porrada, entram os seguranças, agarram nele e ele esperneia qual anjo selvagem enquanto é convidado à bruta a dançar lá para fora.

O Carlos Paião
O Carlos Paião é um tipo de bailarino que está mais interessado em cantar todas as músicas do que em dançar. Fica entusiasmado quando aparece aquela música da qual ele pensa saber a letra na perfeição. Quando está quase a chegar ao refrão vê-se-lhe o brilho nos olhos no crescendo de excitação e, inevitavelmente engana-se no local exacto onde ele entra e diz para o lado "Enganou-se o gajo" enquanto se ri para esconder a vergonha. Eu tenho uma ideia genial que era dar um micro com gravador a todos os clientes nas discotecas que isolasse todo o som e apenas captasse a voz da pessoa. Ia ser um festival de horrores mas onde iríamos descobrir novas línguas e variações criativas de músicas bem conhecidas como "Ai gote a peeling, dete tu naites gonna be a good good vibe". Há também outros tipos de Carlos Paião, que são os que bebem, conduzem e batem de frente num muro.

Bónus
Antes de terminar, queria apenas fazer uma menção honrosa a quem vai de óculos escuros para discotecas. Eram duas chapadas na moleirinha! Só é aceitável para quem tem fotossensibilidade ocular com risco de ter um ataque epiléptico devido às luzes. Ainda assim, um ataque epiléptico poderia ser a única forma de dançarem bem, por isso deixem os óculos em casa. Outra menção honrosa que é importante fazer é às meninas que acham que dançar o esquema ainda é giro. Nunca foi!


É isto. Esqueci-me de algum? E vocês, querem confessar ser algum destes? Já sabem, identifiquem nos comentários os vossos amigos com o tipo de bailarino ou bailarina que eles são, só para os envergonharem.





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