23 de março de 2016

5 formas de acabar com o terrorismo



Numa altura em que surgem especialistas em terrorismo que nem cogumelos em todos os canais de televisão e redes sociais vou, também, dar a minha visão sobre os atentados em Bruxelas e sobre o terrorismo no geral. Isto são tudo ideias fora da caixa por isso é normal que ao princípio pareçam estranhas e não exequíveis, mas temos de manter um espírito aberto, pois como dizia William de Ockham, frade franciscano, filósofo e teólogo: de entre várias hipóteses concorrentes a solução escolhida deve ser aquela sobre a qual temos menos suposições.

Usar novas tecnologias
Já há algum tempo que advogo a técnica do holograma para terminar com o extremismo religioso, seja ele de que fé for. Com a tecnologia que dispomos enquanto espécie humana é de estranhar que isto ainda não tenha sido tentado. Imaginem um holograma de Alá, com 10 metros de altura, a surgir sobre o monte Hira. Ficava ali, impávido e sereno durante uns dias até atrair a atenção de todos os media e de todos os povos do mundo. Nisto, de repente e sem dar aviso, começava a discursar, tanto para os fiéis como infiéis. Posso até adiantar já um guião que poderia ser utilizado:
«Meus filhos! Andais parvos? Meter bombas atadas ao lombo e rebentarem-se? Mas que merda vem a ser esta? Dizeis que é porque vem nas escrituras sagradas e que ser mártires vos abrirá as portas do paraíso com direito a uma vida eterna de regalias e 42 virgens bem boas! Mentira. Tudo mentira! Essas escrituras foram produzidas por homens só vos querem manipular e usar o meu nome em vão! Primeiro, não há stock de virgens que aguente tanto mártir. Segundo, quem matar pessoas, sejam elas de que fé forem, não vai para o céu. Vai para um T0 no Barreiro onde terá de dividir casa com a Alexandra Solnado que para além de não ser virgem é maluca dos cornos e vai-vos obrigar a ouvir os relatos das conversas que ela tem com Jesus. A sério. Juro por mim! Não se matem. Não se rebentem. Vivam em paz e harmonia com toda a gente! Nunca matem em meu nome porque isso é o mesmo que levar no rabo em nome da Madre Teresa. Não faz sentido. Já agora, podem comer porco. Bacon é do caraças!»
Isto bem feito ia demover muito boa gente de se juntar a grupos terroristas. Ia criar revolta nos vegans, mas tambem não podemos agradar a todos.

Ignorar
A segunda solução passa por ignorar o terrorismo. «Como é que se pode ignorar algo tão bárbaro?» perguntam alguns. Bem sei que pode parecer difícil, mas reparem: nós como espécie estamos mais do que habituados a ignorar as barbáries à nossa volta. Passamos por sem-abrigos enquanto comemos um Big Mac; não pensamos que enquanto estamos no rodízio brasileiro morre uma criança de fome, em África, a cada 30 segundos; entre tantas outras calamidades que para bem da nossa sanidade (e conforto), tendemos a não fazer notícia. O principal objetivo dos terroristas é, como está inerente no seu nome, espalhar o terror, e o terror só se espalha se lhe dermos importância. Bem sei que é difícil, mas imaginem um mundo em que após um atentado terrorista não havia nem uma única notícia de jornal, nenhum share de Facebook, nenhum tweet, nada. Ninguém falava disso. Ninguém. Nós nem chegávamos a saber que tinha acontecido. Agora imaginem que são terroristas, que estão meses a planear um atentado e que depois de rebentar uma bomba que mata centenas, ou despenhar um avião numas torre que mata milhares, depois desse planeamento de meses, com aquele friozinho na barriga e ansiedade que um gordo sente quando chega a Páscoa, imaginem não haver nenhuma notícia sobre o vosso feito maquiavélico! Estão bem a ver a desilusão dos terroristas! Ali, a percorrer o mural do Facebook, a fazer zapping, e a fazer refresh na página do Correio da Manhã, e nada! Nem uma menção! Ainda tentavam lançar eles a notícia, mas o pessoal pensava que eram sites com vírus e da teoria da conspiração e ninguém dava importância. Isto funcionava, juro. Ao início podia piorar as coisas, tal como quando ignoramos as namoradas que estão de trombas e nós sabemos que estão chateadas mas resolvemos agir como se tudo estivesse bem. Elas começam a fazer por mostrar cada vez mais que estão chateadas, mas se ignorarmos o tempo suficiente, a neura acaba por passar-lhes e volta tudo ao normal.

Fatura com NIF
Outra ideia que podia ajudar ao fim do terrorismo era obrigar todos os fabricantes de armas a passar fatura com NIF sempre que vendessem armas. Sim, porque não conheço grupos terroristas que saibam fazer armas e os fabricantes bélicos são umas prostitutas que dão o que têm a quem mostrar a nota. «Sim, senhor. Quer 1000 kalashnikovs? Faturinha, amigo? Ah, esqueça, agora tenho mesmo de passar, diga-me lá o NIF.» Assim, o fluxo de venda de armas ficava bem traçado e toda a gente sabia onde elas andavam e quem é que tinha vendido o quê a quem. Hoje também sabemos, mas preferimos fechar os olhos. Já sei que estão a pensar que os terroristas não iam dar o NIF certo mas eu também pensei nisso e tenho uma solução: a Fatura da Sorte Terrorista! Todas as semanas era sorteado um tanque blindado! Está feito, os terroristas não são diferentes dos portugueses, assim que lhes cheirar a coisas de borla começam logo a cumprir o seu dever cívico.

Mudar a nomenclatura
As palavras têm um poder incrível e, por vezes, basta mudarmos a nomenclatura das coisas para dar, ou retirar, glamour. Tal como se deixou de chamar secretária para chamar técnica administrativa, proponho deixarmos de utilizar o termo «terrorista» e substitui-lo pela expressão «Ursinho Carinhoso». É que ser terrorista é de homem! Mete respeito e orgulha qualquer família! Já, ser ursinho carinhoso é um bocado ridículo. Para terminar este novo acordo ortográfico, a palavra «bomba» devia substituir-se por «corações», a palavra cadáveres por «miminhos», e Estado Islâmico passa para «Teletubbies.» Agora, imaginem uma capa do CM a letras cor-de-rosa a dizer «Dois ursinhos carinhosos explodiram-se no aeroporto de Bruxelas! Traziam corações amarrados à cintura e deixaram um rasto de miminhos por onde passaram! Os Teletubbies já reivindicaram o acontecimento!» Acham mesmo que alguém se queria sujeitar a este ridículo? Claro que não, ainda por cima toda a gente sabe que os ursinhos carinhosos são maricas e que os maricas não entram no céu, seja o céu da religião que for. Se há coisa em que as religiões do mundo estão de acordo é que maricas são para arder no inferno!

Usar outras armas
Se com isto tudo o terrorismo não começar a perder terreno e tivermos mesmo que recorrer à guerra, acho que temos de mudar de tática já que é impossível derrotar um inimigo que não tem medo da morte com bombas e as balas. Estas não servem para nada e só geram mais violência, mortes de inocentes e dão dinheiro a quem lucra com o negócio bilionário da guerra que interessa a tanta gente. O que sugiro? Catapultas que lançam bochecha de porco em vinha de alho! Carne de porco e bebidas alcoólicas numa só arma letal! Só para aumentar ainda mais a guerra psicológica, pirateavam-se todos os computadores e ecrãs das cidades ocupadas pelos Teletubbies onde se colocava uma mulher seminua a dar a meteorologia: «Hoje, durante a manhã o clima esteve agradável, mas a partir deste momento esperam-se fortes chuvadas! Vai chover bochecha de porco da tasca do Sr. Manel!» E, nisto, começa a chover bochecha duma maneira que vocês nem imaginam! Bochecha daquela que até faz salivar os leitões filhos do porco a quem pertenciam as bochechas! Vai gerar-se o pânico, com os ursinhos carinhosos a esconderem-se onde podem a tentar resistir à tentação de provar uma bochechinha de suíno. Se o tempero e o tempo de cozedura estiverem no ponto, mais cedo ou mais tarde, o aroma vai começar a fazer as primeiras vítimas. Aos poucos, começam a provar a bochecha, a senti-la desfazer-se na boca enquanto os sucos vão calcorreando todas as papilas gustativas. O resultado é o fim do terrorismo! Como? Os mais extremistas vão suicidar-se na hora com o sentimento de culpa, enquanto os restantes vão perceber que a religião levada ao extremo só os está a privar dos melhores prazeres da vida e que se calhar não faz assim tanto sentido.

Embora não se tenha notado, não sou mesmo especialista em terrorismo nem política internacional, por isso não garanto que isto resolva o problema. O meu bom-senso diz-me é que a resposta não é histeria colectiva, xenofobia, e votar em Frentes Nacionais e Trumps. Esse caminho já foi feito e ficou um rasto de miminhos até aos dias de hoje.





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