15 de março de 2016

Sexo sem protecção, traições e homem sexualidade.



Vamos a mais um "Doutor G explica como se faz"? Vamos pois. Então tomem lá mais umas dúvidas cheias de classe e javardeira como vocês gostam.


Caro Dr.G estou numa relaçao há 1 ano e meio. Amo mesmo muito a minha namorada, ela é linda e inteligente, mas não temos muito assunto de conversa e o carro não vai muitas vezes à garagem. Entretanto conheci uma rapariga na universidade que parece muito mais à vontade com sexo, puro e duro, é linda pa caraças e tenho sempre que falar com ela, é inteligente e ao contrário da minha namorada tem bom gosto musical e ideiais politicos definidos. Por exemplo viagens de carro de 1 hora com a minha namorada por vezes so temos assunto nos primeiros 10 minutos. Uma viagem da mesma duraçao da universidade para casa com esta rapariga (ela é da mesma cidade que eu e só a conheci após irmos os dois para a mesma universidade), há sempre assunto, e passamos a viagem inteira a falar de tudo. A minha questão é, começam a surgir sentimentos por esta nova rapariga que nao sei bem o que significam e como reagir. Por mais espectacular que ela seja amo muito a minha namorada.
Anónimo, 18, Leiria

Doutor G: Caro Anónimo, tu és muito esperto. Mandas-me mensagem que é para eu te dizer o que tu queres ouvir que é «Se estás a sentir isso pela outra, então é porque não gostas assim tanto da tua namorada.» que é para tu pensares «Olha, se calhar afinal não amo mesmo a minha namorada e é melhor é esbardalhar a seara alheia e aparada da outra.». Se foi com esse intuito que me enviaste mensagem, então fizeste muito bem porque é exactamente a minha opinião, mas há que ter em conta alguns factores que me impedem de analisar o teu caso convenientemente, como por exemplo: saber se no início havia assunto com a tua namorada! Se havia e deixou de haver nada te diz que não vai acontecer o mesmo com esta. Seja como for, é quando o silêncio deixa de ser constrangedor que se encontra a amizade e o amor. Porra! Mandem fazer postais foleiros com esta frase para os casais que não se falam há meses poderem oferecer no dia dos Namorados! Sou um génio.


Caro Dr. G, sempre fui uma jovem reservada e muito estudiosa, mas recentemente ingressei no ensino superior na belíssima cidade do Porto. Desde então, descobri uma nova Ibone. Pois de dia sou a Ibone do costume: recatada, envergonhada, reservada... Mas à noite, as luzes da cidade acendem-se e algo dentro de mim desperta. Viro outra! Torno-me na mulher que no fundo sempre quis ser. Uma devoradora de homens da noite (e eu que até nem gosto de tripas à moda do Porto), ganho um carinho especial por seguranças. A minha pombinha ganha asas! Porém, estou num dilema. Já que a dois meses para cá me envolvi em simultâneo com dois seguranças da mesma discoteca (não posso dizer o nome, mas rima com pescada). Sendo que um deles me enche tanto as medidas que me faz sentir a Miss Morcela da Arrifana. Estou tão dorida que penso deixá-lo. Mas o outro apesar de ser um amante que toda a mulher sonha, carinhoso e atencioso, o princepezinho dele veste o XS. E agora que fazer? Concertezamente que sei que me pode ajudar neste dilema. O meu coração sofre e a minha pombinha também. Ajude-me por favor! Acha que é melhor retornar ao meu vibrador?    
Ibone, 19, Porto

Doutor G: Cara Ibone, claro que a escrever «a dois meses» só te consegues safar com seguranças do Eskada. Se nenhum dos ilustres te satisfaz, pecando um por excesso e outro por defeito, qual é a dúvida? Tenta os seguranças do Tendinha, da Indústria, ou das Piscinas de Espinho que pode ser que encontres aquele trombinhas que parece que foi feito com um molde negativo de gesso do teu pipi. Ou isso ou esperas que a tua pombinha vá cedendo como aqueles sapatos que compramos um número abaixo porque era o único par que havia, mas temos sempre esperança que aquilo vá alargando até ficar confortável. «A minha pombinha é como um sapato de vela: vai ganhando forma quanto mais leva com ela.». Outra t-shirt.


Caro Dr., conheci uma miúda, e até foi ela que teve a iniciativa de me conhecer, e a partir desse momento temos falado todos os dias e encontramos nos regularmente. Quando estamos juntos a conversa é interessante e flui... temos os nossos momentos em que trocamos aqueles "olhares" mas não acontece nada. A minha dúvida é a seguinte, ela diz que antes de se envolver comigo prefere conhecer-me e que eu a conheça. Ora bem, isto nunca me aconteceu... as miúdas com as quais me relacionei e/ou tive casos sempre foram mais "fáceis". Nunca ultrapassaram o segundo ou terceiro encontro até acontecer algo. A minha dúvida é a seguinte, isto é normal? Ou fui colocado na friend zone e nem me apercebi? P.S - isto dura apenas a uma semana
João, 24, Braga

Doutor G: Caro João, isto realmente as gerações mais novas vivem no real-time e tem de ser tudo para ontem à 200 Mb/s. Queres sexo garantido na primeira vez então vai às putas! Olha que esta, hein? Se ela sai contigo, a conversa flui e ela te diz que te prefere conhecer melhor antes de se envolver, então é porque não estás na friendzone, estás só a sair com uma rapariga que gosta de levar as coisas com calma (eu a falar em calma e só se passou uma semana...) E atenção que não estou a dizer que há mal em fazer sexo no primeiro encontro, acho até de louvar e que podem daí sair relações sérias e para a vida. Estou só a dizer que a sedução e a espera pode aumentar o prazer e que podes usar isso a teu favor. Diz-lhe o seguinte e vais ver que ela cai logo, sôfrega, no teu colo, de boca: «Por acaso ainda bem que queres esperar, é que quando não acho a outra pessoa muito atraente fisicamente, também preciso de a conhecer melhor que é para começar a sentir vontade ao ir gostando da personalidade dela. Acho que agora se fizéssemos sexo nem me ias conseguir fazer vir. Aliás, se me tentasses fazer um felácio neste exacto momento, acho que nem me conseguias deixar duro.». Certinho como eu ter um doutoramento falsificado.


Caro Dr. G, comecei a ter relações com 16 ate aos 23 anos, sem nunca ter problemas em conseguir novas relações. Ora agora que me encontro no mercado da solteirice, há um ano, onde nunca havia estado tanto tempo, ando aqui a levar com cada patada, cada uma pior que outra. Mas isto de levar com ela (a patada) não é uma experiência assim agradável. É de salientar que só levei com a rejeição antes de rolar safadeza pelada. Basicamente gostaria de saber se há alguma formula mágica, ou algo que se possa fazer para este abate constante no ego. 
Anónima, 25, Lisboa

Doutor G: Cara Anónima, é aguentar como fazem os homens e saber que a sedução é uma equação cujo limite, quando tende para infinito, é igual a um. A porrada no ego vai sendo cada vez mais suave e a cada não que levas, estás mais perto do sim. Quem te dá patadas nunca seria a pessoa ideal para ti, por isso está tudo bem. Tens várias hipóteses para maximizar a tua taxa de sucesso:
  • Descer os padrões;
  • Fazer com que eles desçam os padrões ao apanhá-los embriagados;
  • Passar logo para o sexo sem pedir licença;
  • Esperar que sejam eles a mostrar interesse primeiro (não aconselho esta porque poderás passar aquele ar de esquisitinha e acabar por ficar para tia)
Quando te queixares que as mulheres ainda são discriminadas e que ganham menos, lembra-te do que nós, homens e tu, passamos por termos de lidar muito mais com a rejeição do que as mulheres. O problema não é vosso, é mesmo dos homens que são pouco ou nada selectivos.


Caro doutor G, desde a minha primeira vez que pratico o coito sem preservativo, nunca me habituei a ter um preservativo no meu material, talvez porque da única vez que o pus, arrebentei dois. O facto é que de há 3 meses para cá conheci uma rapariga, uma rapariga charmosa, muito bonita e tal.. Começamos a namorar à 1 mês e num dia destes "aconteceu" o nosso primeiro acto sexual, sim pus aconteceu entre aspas, porque não aconteceu, devido ao facto que a minha namorada não aceita praticar o coito sem preservativo.. Eu já lhe expliquei que nunca o fiz com preservativo, mas ela não aceita, diz sempre que não.. Eu até poderia fazer a vontade, mas algumas vezes em outros relacionamentos onde a gaja pedia com preservativo, eu simplesmente não conseguia, o meu material não colaborava comigo, sempre que "via" que o ia pôr dentro de um "saco", desanimava-se, e tinha a noite estragada. Pode ser bastante embaraçoso, mas digo isto, com alguma vergonha, que com 20 anos, não sei pôr um preservativo.. Já vi bastantes tutorias na net, já tentei vários tamanhos, mas não, nunca consegui.. Já pedi até que mo pusessem, mas não deu resultado. Sendo assim, não poderei praticar o coito com a minha namorada.. O que devo fazer? Ajude-me doutor G.. Será que devo terminar com a minha namorada, por não aceitar que não consigo? Devo procurar ajuda? Por favor doutor G, estou desesperado.  
Anónimo, 26, Guarda

Doutor G: Caro Anónimo, mas tu és parvo? Merecias levar no rabo sem preservativo de um cavalo com SIDA, Hepatite C, Herpes, Gonorreia, Sífilis, Clamídia, e vírus Zika. A tua namorada não quer fazer sexo sem preservativo? Um bem-haja a ela que te devia era ter logo deixado mal disseste as palavras «Nunca pratiquei o coito com preservativo». Primeiro porque dizer «praticar o coito» a uma namorada é parvo, depois porque deves ter mais doenças que as prostitutas toxicodependentes da recta do Bingo da Reboleira! Já devias ter idade para saber melhor, ó meu atrasado mental! Se não tens maturidade psicológica para aguentar a pressão psicológica de meter um fato de macaco no teu palhacito, então devias era estar quieto e usar um dildo. O problema não é o formato, tamanho ou feitio do preservativo, o problema está na tua cabeça que ficas todo nervosinho quando agasalhas o berimbau. Deve ser algum complexo de Édipo que te faz lembrar os tempos em que a tua mãe te vestia a gabardina e te dizia para teres cuidado com a chuva. A conversa do «aperta-me e é por isso que fico com ele todo mole» é treta. Porque uma das formas de aguentar a irrigação sanguínea é exactamente fazer garrotes no pénis com aqueles anéis que o pessoal com pouca vasodilatação tem de utilizar. Nenhum homem (ou mulher) gosta de usar preservativo, claro, mas tem de ser. Nem é por ti, tu morre para aí numa cama todo magro e borbulhoso, é mesmo pelas tuas namoradas e pelos namorados que elas vão ter a seguir. Resumindo: mete o preservativo sozinho em casa e vai-te habituando a ele. Se o bicho estiver a dormir dá-lhe umas bofetadas para o gajo acordar e mete na cabeça que o problema está na cabeça de cima. Mais uma adenda: essa do preservativo rebentar só acontece porque ela não estava molhada o suficiente, não penses que é porque tens uma pénis tão grande que nem o controlo de qualidade das marcas de preservativos tinha tido em consideração. Não estavas a fazer um bom trabalho, aquilo estava que parecia um balde de areia seca, e com a fricção acabou por rebentar. Se a isso juntares o facto de serem preservativos Zig Zag dados nas festas académicas, está tudo explicado. E só por causa desta merda a Durex ou a Control deviam patrocinar o Doutor G porque já fiz mais pelo sexo seguro do que os anúncios pseudoeróticos que eles fazem.


Olá Doutor G, noutro dia fui para noite, fiquei completamente bebada e quando cheguei a casa mandei mensagem ao meu namorado. No dia a seguir ele acabou comigo porque eu não me lembrava de nada. Mas tenho a certeza absoluta que fui completamente fiel. Agora a minha dúvida entra, o que faço para ele voltar? 
Anónima, 22, Lisboa 

Doutor G: Cara Anónima, não fazes nada para ele voltar e dás graças a deus de te teres livrado de um coninhas inseguro assim facilmente. Ele está a fazer isso para tu pedires desculpa, feito passivo-agressivo, e se tu não disseres nada ele vai voltar a contactar-te. Nessa altura só tens de lhe dizer «Ah, olha, continuo a não me lembrar do que fiz naquela noite só que por sorte tirei umas fotos com o telemóvel e já me começo a recordar!» e com isto mandas-lhe umas fotos de um pénis marmóreo com uma boca à volta que pareça a tua, só para ele aprender a confiar nas pessoas e não acabar por hipotéticas traições sem provas. Ainda podes adicionar um «Já sei porque é que nem me apeteceu ir à roulotte dos cachorros no fim da noite.».


Ai ai, Doutor. Será que pode acalmar a mente de uma criatura de quem o namorado (ex) virou gay do dia para noite? Qual poderia ser o neurónio que deixou de funcionar? Agradecia resposta porque estou quase quase a cometer o suicídio. 
Anónima, 25, Setúbal 

Doutor G: Cara Anónima, ele não virou gay, ele sempre foi gay. Se calhar tens buço e cara de lutadora de UFC e ele se calhar pensou que dava para enganar o estômago, mas depois foi a ver e começou a fazer-lhe falta um rolo de carne para albergar entre as suas nalgas peludas. Ele sempre foi gay e a culpa não é tua, nem dele. É assim a natureza e está tudo bem. Ao menos agora tens um amigo para ir às compras contigo sem refilar que está farto de ver montras. Antes saberes agora do que depois de casarem! Imagina o que era ele deixar a pochete em casa e tu ires vasculhar as coisas dele e descobrires que ele é gay porque tem uma pochete.


Há um fenómeno interessante nos textos do Doutor G: têm sempre muitas leituras mas poucas partilhas no Facebook. Sabem porquê? Porque toda a gente é safada mas gosta de dar um ar certinho. Sois todos umas ladies no Facebook, mas umas loucas no meu blogue. Sabem muito, vocês. Até para a semana e se tiverem dúvidas é enviar para porfalarnoutracoisa@gmail.com. 


Partilhem e façam muito amor à bruta, que de guerras o mundo já está cheio.






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