12 de maio de 2015

Auto recriação oral, ciúmes e ménages



Desta vez à terça-feira, é dia de mais uma rubrica "Doutor G explica como se faz", o melhor consultório sentimental e sexual feito directamente da Buraca.



Doutor G tenho uma dúvida. Gostava de saber como se faz sexo oral sozinha, em mim mesma. Pesquisei na internet e não encontrei nenhuma resposta acerca disto. Era bastante vantajoso porque não existe o problema de ser julgada (ou elogiada) pelo aspecto físico, se é fingido ou não, se mexe bem ou não, etc. Ainda por mais quando não se pode ter brinquedos eróticos de loja. Simplesmente não quero ter essa preocupação do parceiro. Vejo por aí respostas para tudo e mais alguma coisa e gostaria que me ajudasse nesta. Parece uma parvoíce mas é a sério.
Raquel, 25, Leiria 

Doutor G: Cara Raquel, a auto recriação oral é sem dúvida um dos grandes sonhos da humanidade. Tenho quase a certeza que foi por essas razões que se inventou a especialidade circense do contorcionismo. Imagino um rapaz a tentar auto felaciar-se até atingir uma posição de ponte invertida com rotação de 320º. Nisto a mãe entra no quarto e ao ver tal espectáculo diz "Meu filho! Que flexibilidade! Tens que fazer dinheiro com isso!", não reparando onde ele tinha a boca. Assim surgiu a arte de contorcer o corpo. Dada a anatomia masculina, torna-se mais fácil conseguir alcançar tal feito, seja através da remoção de costelas, do aumento da flexibilidade em aulas de pilates ou apenas e só devido ao tamanha hercúleo do membro em questão. Para as mulheres, calculo que o desafio seja ainda maior. Aconselho-te a ir para o Chapitô e na inscrição, quando te perguntarem que tipo de malabarismo gostas mais, podes sempre dizer "Basculação da campainha de Satã". De seguida treinas até deformares o corpo, qual Corcunda de Notre Dame, mas tal como ele, vais poder tocar o sino. Com a língua.


Caro Doutor G, minha dúvida não é a nível sexual, e sim, sentimental. Namoro há quatro meses. Tenho um bom relacionamento. Tenho uma boa cumplicidade com a minha parceira. Mas os ciumes que ela sente, chateia-me muito. Tento sempre não dar motivos. Tenho deixado de fazer certas coisas, só para não deixá-la chateada. Ás vezes até deixo de estar com alguns amigos. E isso deixa-me muito triste, porque se ela confiasse em mim, isso não seria um problema e custa-me muito deixar de fazer certas coisas só porque ela não pode ou não consegue estar comigo em certos momentos. Já falei com ela a respeito deste assunto. Ela diz que não consegue se controlar. Ela disse-me que já foi traída por um ex e por isso ela tem problemas para confiar em alguém. Estou sendo compreensível mas tudo tem um limite. E eu não sei mais o que fazer. Por favor me ajude!!!
João, 21, Sines

Doutor G: Caro João, tens que avaliar os prós e os contras. Mulher ciumenta vai ser ciumenta para sempre. Se ela tem traumas que vá a um psicólogo, já que não és tu que tens que servir de saco de pancada para as inseguranças dela. Sim, tens que compreender e tentar ajudá-la a melhorar, mas sem nunca deixares de ser quem és. Não te transformes num banana que cede perante o medo de ter a namorada a fazer uma cena de ciúmes, que é o que muitas vezes acontece, tanto com homens como mulheres. Eu desconfio de quem não consegue confiar nos outros, parto sempre do princípio que também não confiam neles próprios e que sabem do que são capazes de fazer pela calada. Se o resto da relação compensa, tentem resolver mas sabendo que vai demorar e que cura definitiva não existe. Se ela se tornar insuportável, antes de a deixares acho que deves ter o proveito da fama que ela te dá. Depois o gajo que vier a seguir é que se lixa, que ela vai ainda com mais bagagem radioactiva.


Olá Dr. Vamos lá ao que interessa (que por sinal é o que digo sempre quando se trata do sexo oposto) e é isso que tem-me feito confusão. Dr, a minha duvida é: agora que sou uma mulher independente e dona de si, e não devo satisfações a ninguém se não a mim, apercebi-me que: o que quero mesmo é estudar a anatomia do sexo masculino a fundo. No passado era sempre aquela coisa, "ai tímida, ai ai ai óh larilas”! que a princesa quer conhecê-lo primeiro e falar... e balelas!! Aparentemente isso mudou, pois nem paciência para uma cerveja ou um café tenho, o que não me incomoda muito, pois o alvo é leva-lo para a cama. O que me causa confusão é que mesmo depois do acto não quero dormir com eles, nem conchinha nem mexilhão. Quero a verdadeira visita de médico, soluciona o serviço e logo vai-se embora. Existe ainda o facto de não querer falar com os sujeitos em análise nos dias que se seguem, e quando os vejo na faculdade emito um breve e cruel “tá tudo” com toda a arrogância e poderio de “Oh amigo, já foste”, (o que para mim é uma vitória e felicidade). Vejo amigas minhas a morrerem de amores e enquanto isso eles comigo marcham de todas as maneiras e feitios. É que nem mensagens nem nada. Eles até mandam a pedir mais, mas eu ignoro. Responda-me Dr, serei eu um garanhão feminino dos tempos modernos?
Mariana, 24, Coimbra

Doutor G: Cara Mariana, folgo muito em ver mulheres assim independentes e pro activas no que ao sexo concerne. Felizmente nos dias que correm, cada vez é menos olhado de lado o facto de uma mulher querer o sexo apenas pelo sexo, sem sentimentos à mistura. A mim faz-me confusão não haver mais assim, já que se eu fosse mulher seria muito provavelmente uma saltimbancos. Sim, ainda há o estigma de que uma mulher que anda com muitos é uma pêga e não uma garanhona. Aliás, as outras mulheres são as primeiras a colocar esse rótulo. No entanto, aviso-te já que apenas vais aproveitar essa boa vida até aparecer um macho alfa que te dê uma épica, daquelas cujos orgasmos ascendem aos dois dígitos nos primeiros 10 minutos. Quando isso acontecer, o teu cérebro vai produzir os mesmos químicos que produz quando estás apaixonada, levando-te a confundir o sentimento de luxúria com amor. Não estou a inventar, isto está comprovado cientificamente que acontece no cérebro das mulheres e é aliás uma das razões pelas quais o Doutor G não pode ter uma one night stand nem amigas coloridas, já que elas depois querem sempre mais.


Olá Doutor G, desde já felicito por este site mirabolante, mas sem dúvida excelente. Desde Setembro que o Dux da minha faculdade me chama a atenção. Atrai-me o simples facto da colher de pau ser maior que ele, o bigode e o seu ar arrogante dá-me vontade de lhe saltar em cima. O problema é que ele não liga nenhuma... deve ter alguma caloira debaixo de olho. Nunca fui habituada a esforçar-me para ter alguém a galar-me, o que me leva a pensar que neste caso terei mesmo de o fazer. Mas não sei como, pode ajudar-me?
M, 21, Porto

Doutor G: Cara M, é mais que sabido que uma das formas mais eficazes de engatar um Dux é convidá-lo para um passeio nocturno à beira mar, numa daquelas noites de inverno com as ondas a bater, proporcionando uma bonita banda sonora para que o clima role. Às vezes não é só o clima que rola. Deixo-te apenas um conselho, por vezes o tamanho da colher de pau e o tom arrogante pode sugerir algum tipo de complexo de inferioridade noutra área.


Olá Dr.G, preciso da sua opinião. Conheci um rapaz de 25 anos em Setembro. Conforme fui lidando com ele, todos os dias, fui sentindo uma atracção por ele, por ser uma pessoa que me agradava muito. No fim de Dezembro, já tinha noção que esse sentimento de atracção era mútuo. Envolvemo-nos em Fevereiro, e depois de termos estado juntos duas vezes resolvemos ter uma conversa séria sobre o que tinha acontecido. Basicamente disse-me que não se queria apaixonar por mim, pois eu compreendo que as nossas vidas sejam muito diferentes (ele trabalha e eu vou em Setembro para a faculdade). Uma das razões foi não "querer" namorar com uma pessoa que vai para a faculdade (=festas e saídas, para ele), embora ele saiba que eu estaria disposta a muito por ele. Fui-me conformando com isso. Há 3 semanas atrás tivemos um jantar de amigos, saímos e, no fim, acabámos por ir embora os dois para uma pensão. Neste fim-de-semana passado os pais dele não estavam em casa, na sexta convidou-me para ir lá a casa ver um filme (não pude ir), e combinámos ir jantar no sábado (pagou o jantar e fomos passear pela cidade) e eu depois iria dormir lá em casa essa noite. Quando estamos juntos ele lida comigo como se fosse sua namorada e penso que tem noção que não é um simples amigo para mim, que tenho sentimentos por ele. A minha questão é: o que é que eu faço? Nunca me quis apegar muito devido à nossa conversa de há alguns meses, mas não escolhemos quem gostamos ou não... E ele a ser fantástico comigo desta maneira só faz com que eu me apegue mais a ele... Obrigada!
Anónima, 19, Lisboa

Doutor G: Cara Anónima, não querendo parecer insensível e até porque há casos e casos, quando um homem não assume uma relação é apenas e só porque não gosta o suficiente da outra pessoa ou porque quer andar a desbastar seara alheia. Quando se gosta age-se irracionalmente e nem a distância, nem a idade nem qualquer outro constrangimento impede que se assuma e se pense que é para sempre. Ele ter pago o jantar pode ser um acto de cavalheirismo ou um acto de "Sempre sai mais barato que ir às meninas", dependendo do restaurante. Tens que decidir se estás disposta a arriscar, apegar-te e depois fazeres dói dói no coração ou se é melhor blindares-te a isso. Eu arriscaria, já que como depois vais para a faculdade, mesmo que com ele não funcione vai ser a melhor altura da tua vida para esqueceres um desgosto amoroso e te transformares numa Mákina de fiestas!


Olá, ano passado conheci uma rapariga na minha banda e desde que a conheci reparei que ela era diferente. Ela não liga a modas, aprecia humor e gosta de música 60' e 70' tal como eu. Como se não bastasse ela é a única pessoa com quem consigo ter conversas eruditas e é alguém que realmente me cativa. Apesar de a conhecer há mais de um ano só começamos a falar a sério desde a Páscoa. Casa vez tenho mais vontade de estar e falar com ela e acho que estou realmente a ficar apaixonado, não é gostar como acontecia antes em que a rapariga até era jeitosa e tal e a gente pronto. (atenção que não estou a dizer que ela não é jeitosa, porque é, muito!). O problema é que ela mora a uns 30 minutos de mim e só nos vemos ao sábado para os ensaios ou quando temos algum serviço na banda. O que acha? Devia falar com ela sobre os meus sentimentos? Ela é um ano mais velha que eu.
Anónimo, 17, Casa

Doutor G: Caro Anónimo, o importante é saber interpretar os sinais, embora seja complicado dada a aparente bipolaridade da maioria das mulheres. Mas até no caos há um padrão, é preciso é saber identificá-lo. Tens que perceber que tipo de rapariga é ela e ver como ela lida com os outros rapazes e no que difere a forma em como trata e se dá contigo. Dependendo disso pode fazer sentido falares-lhe sobre os teus sentimentos ou então espetares-lhe a língua na goela de surpresa. A via subtil por norma é a melhor, vais deixando pistas do que sentes, embora qualquer mulher saiba que quando um homem fala muito com ela é porque lhe quer resgatar o orgasmo refém. Falas em serviço da banda, vou partir do principio que é uma filarmónica. Que instrumento é que ela toca? Oboé? Pífaro? Trombone? Estás num meio ideal para fazer trocadilhos sexuais e dar-lhe a perceber. "Este oboé não se vai tocar sozinho", só para dar um exemplo. Epá vi agora que tens 17 anos, esquece esta última parte toda, diz-lhe que gostas dela, que é a rapariga mais especial que já conheceste, que o recorte do sorriso dela é a mais bela obra deste caos genético de que todos somos fruto. Diz-lhe que o som da banda se transforma em silêncio de cada vez que ela sorri e os vossos olhares se cruzam. Que o som da voz dela é a mais bonita das sinfonias que nem Mozart teria a mestria de compôr. Diz-lhe que ela é a razão pela qual acordas com alegria, embora com pena que o sonhos que tens com ela cheguem ao fim. Se disseres isto das duas uma: ou ela vomita um bocadinho com tanta foleirada ou vai soltar cachoeira pelos olhos e não só.


Caro Doutor G, somos duas leitoras assíduas do blog do Guilherme, mesmo antes de ele achar que se poderia chamar a isto de blog. Desde o início, tínhamos uma paixão platónica e o achávamos atractivo a todos os níveis, depois vimos o primeiro vídeo... Ficamos bastante animadas com o desenrolar do rubrica do Doutor G, e começamos a tirar algumas conclusões, a saber:  a) é um ser tão amável que dá vontade de apertar e qualquer mulher gosta disso; b) parece um bom entendedor nas matérias sexuais o que é um ponto bastante positivo; c) 80% dos seus conselhos baseiam-se na persuasão de um membro do casal na tentativa de acrescentar pessoas para a festa, o que nos leva a pensar que têm um fetiche AKA trauma para realizar uma ménage ou até mesmo uma orgia. Tendo isto em conta, a primeira dúvida é tem namorada/o? Se sim, já experimentou ter uma daquelas conversas, que segundo o Doutor "sempre complicadas", na tentativa de passar a linha para o lado de lá ou trazer mais pessoas para o lado de cá? Não precisa de responder já, mas visto que somos atrativas em todos os níveis, temos algo para lhe propor. 
Sheila e Rute, 23 e 24, Linha de Sintra

Doutor G: Caras Sheila e Rute, obrigado desde já pela vossa tentadora proposta mas terá que ser rejeitada, já que após enviarem esta dúvida, tornaram-se minhas pacientes e o código deontológico dos médicos me impede de participar em actividades extra curriculares com vocês. Fiz o juramento de Hipócrates e embora realmente o nome faça lembrar hipocrisia, é algo que levo muito a sério. Por exemplo, nesta rubrica não se falou em qualquer lado sobre convencer o parceiro a trazer um terceiro elemento para a festa, pelo que depreendo que essa percentagem é fruto da vossa imaginação e fetiche comigo. Se já o fiz ou não, é um segredo que ficará guardado comigo e com as outras 10 pessoas que participaram. Em relação a ter namorada, sim há uma Doutora X na minha vida. Para terminar, relativamente ao facto de terem ficado desiludidas com o vídeo do Guilherme, é apenas e só porque não foi um dos vídeos caseiros no qual ele tem performances de chavascal olímpico.



Está feito. Como falem ontem, estou a pensar a rubrica do Doutor G definitivamente para as terças-feiras, dado que por vezes há acontecimentos importantes durante o fim-de-semana que podem justificar um texto à segunda. O que acham? Ora deixem aqui a vossa opinião:

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Mais uma vez obrigado aos que participaram nesta edição, não deixem de partilhar
 e enviar mais dúvidas para porfalarnoutracoisa@gmail.com.


Até lá, façam muito amor à bruta, que de guerras o mundo já está cheio.






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