8 de dezembro de 2015

Toque rectal e vontade de remodelar a sala



Hoje é feriado religioso mas o Doutor G não faz folga a não ser quando lhe apetece e só para ser do contra, aqui está mais uma sessão do consultório "Doutor G explica como se faz".


Olá Doutor G, é o seguinte: namoro com um rapaz de quem gosto MUITO. O problema é que ele não é assim por ai além na cama. Raramente, mas mesmo raramente me consigo vir (mas com o ex namorado conseguia até orgasmos múltiplos, só para esclarecer que o problema não é aí), o sexo oral é assim fraquito e ele vem-se relativamente rápido (10 minutos), já para não falar que os preliminares são inexistentes. Eu gosto muito de sexo e ele também. Pelo que ele diz gosta muito de fazer sexo comigo mas eu já não posso dizer o mesmo dele. Já falei com ele assim delicadamente porque não o quero deixar triste, já lhe expliquei o que fazer para me excitar mas ele não se empenha muito e diz que é só uma fase e rapidamente muda de assunto, mas mudanças de performance na cama que é bom nada... O que é que eu posso fazer/dizer/explicar-lhe para melhorar a nossa relação nesse aspeto? Por favor HELLLLPPPPP!!!
Anónima, 26, Lisboa

Doutor G: Cara Anónima, a incompatibilidade é algo que infelizmente afecta muitos casais e pessoal que utiliza Macs. Se já lhe disseste que não estás satisfeita e lhe explicaste o que fazer para te excitar e mesmo assim ele não se empenha, então não me parece que haja muito a fazer a não ser terminares tu o serviço sozinha. Diria que a questão do tempo ele possa não conseguir controlar mesmo que tente, coisa que deves considerar sempre como um elogio. Agora não se empenhar no resto e não fazer questão de te chafurdar na pocilga como gente grente, é que mostra que ele não está muito preocupado com o teu prazer. Podes experimentar deixá-lo a meio de um orgasmo também. Quando vires que a enguia trabalhona está quase a espirrichar, mete-lhe um garrote e vai à tua vida. Pode ser que ele perceba a frustração que é e se aplique mais da próxima vez.


Boa tarde sr. Doutor, ao fim de 6 anos a minha relação acabou. Ela diz que está magoada por no ano passado ter visitado um bar em Vigo junto ao aeroporto, ela guardou isto para ela sem nunca me ter dito nada e agora diz que não tem certezas de nada e que se sente magoada pelas minhas ações, claro que algumas discussões em conjunto só vieram piorar a situação. Eu ainda a amo e sei que ela sente o mesmo, só não admite porque a mágoa está a ser mais forte. A minha dúvida é a seguinte, devo lutar por esta relação ou dá-la como perdida? Devo lhe dar espaço ou tentar encontrar me com ela para falarmos? Não sei se é importante, mas no facebook ainda não retirou o seu estado como tem uma relação e ainda tem as nossas fotos. 
João, 24, Porto

Doutor G: Caro João, foste a Peinador, está visto. Que segundo um gajo que eu conheci, também do Porto, «Tem gajas impecábeis! Capa de rebista, mesmo! Até te dão um preservativo colosso e uma toalhinha para te limpares!». Eu nunca fui lá e não sei em que termos foste para poder responder à tua questão em conformidade. Foste só numa de amigos na palhaçada e ficaram só a ver? Ou foste mesmo para consumir o produto mais vendido da região, pipi à moda de Vigo? Se foi a primeira, acho que ela te poderá desculpar. Se foi a segunda, acho que ela te deve dar com os pés para sempre, porque homem comprometido que vai às putas é porque não gosta assim tanto da mulher. Se ela não tirou as fotografias nem alterou o estado é óbvio que ainda há esperança. Ou, derivado à incompatibilidade das mulheres com a tecnologia, não sabe como é que isso se faz. #bojardadodia


Dr. G antes de mais: tu és muito bom. Adoro chafurdar… Mas recentemente… Trabalha-se muito… e as lutas greco-romanas são adiadas… (agora que já te irritei com as reticências, vou parar.) Como nem sempre há um salpicão do Minho por perto, pensei em personalizar um, para ter sempre à mão. Tenho um amigo que trabalha numa empresa de impressoras 3D e sei que dá para imprimir em 3D uns dildos à maneira, com as medidas certas. Agora resta-me saber como abordo o caso a esse meu amigo.
Miss Kty, 28, Lisboa

Doutor G: Cara Miss Kty, antes de mais, parabéns pelo teu bom gosto. Quanto a um dildo feito à medida com uma impressora 3D, não sei se aquilo não é um material demasiado duro e fica com umas arestas assim por limar que podem lixar-te o interior da boca do corpo. Se nada disso for problema, então só tens de dizer ao teu amigo «Olha, podes imprimir-me uma coisa? É uma espécie de candelabro só que tem uma forma muito específica. A forma de que estamos a falar é a de pila. Não me perguntes porquê, mas foi a minha avó que me pediu para o Natal. Faz grande e grosso que com a idade dela aquilo precisa de volume para roçar nas paredes. Enfim, o que uma neta tem de fazer para agradar a avó.». Uma mentira com muitos detalhes nojentos parece sempre verdadeira. Ele que não se esqueça das veias! Realismo é tudo!


Olá Doctor G, como está? Tive uma namorada à dois anos mas as coisas não resultaram e cada um foi para o seu lado, foi uma relação tão curta que nem cheguei a saber o nome completo dela. Bom, passaram esses dois anos e reencontrámos-nos, por coincidência no meu carro, no banco de trás. Nunca fui um gajo de ter muitas raparigas, e ela sempre foi uma rapariga de muitos gajos. Acontece que ela agora está apaixonadíssima por mim e diz que sou "o tal". Eu gosto dela mas por enquanto não o suficiente para a namorar, acredito que se eu quiser posso vir a ter um futuro com ela, o problema é que não sei se consigo namorar com uma pessoa que já tem mais quilómetros de pénis do que o meu Honda de 2003. O que me aconselha?  
Anónimo, 28, Leiria

Doutor G: Caro Anónimo, ela ter tido vários parceiros de chave de virilha não devia ser um problema. O problema está no facto de tu não teres confiança na tua técnica e performance. Tens de pensar assim «Olha, se ela já experimentou todas as variedades de enchidos em Portugal e se prefere a minha linguiça de Leiria, então é porque eu sou mesmo bom.». Se ela nunca tivesse experimentado o rodízio de salsicha, nem ela própria teria a certeza se gostava realmente do que tens no menu ou se era por falta de termo de comparação. Se ela está apaixonada e tu gostas dela, a quilometragem não deveria ser problema. O meu Renault 19 tinha 250 mil quilómetros mas só eu é que o conduzia.


Dr. G, tenho uma dúvida que me assalta há bastante tempo. Tenho várias amigas que confidenciaram que os namorados/maridos gostavam que elas pusessem um dedinho no ânus durante o acto. Nunca me aconteceu tal coisa, e se acontecesse achava que ele era bissexual e mandava-o à fava, muito provavelmente. Não tenho nada contra mas namorar com um seria muitooooo estranho. Pode ser preconceito, mas tinha um amigo que dizia que o rabo dele era uma trituradora e tudo o que lá tentasse entrar era destruído, e isto confirmou o que sempre achei - que homens heteressexuais não querem cá nada de coisas enfiadas no rabo. Qual é a sua opinião profissional? Que homens que pedem às namoradas um dedinho (ou pior) enfiado no rabo têm problemas de armário mal resolvidos ou que é algo que heteressexuais podem gostar? 
Beatriz, 24, Setúbal

Doutor G: Cara Beatriz, é uma tema antigo e ainda tabu na nossa sociedade: o prazer anal masculino. A meu ver, um homem só é gay se gostar de ter uma coisa enfiada no rabo: uma pila de chicha verdadeira. Tudo o resto que ele goste de lá enfiar não faz dele mais ou menos hetero. A homossexualidade tem a ver com a atracção pelo físico do mesmo sexo e não pela forma de como tiramos prazer do nosso. Se um namorado te disser «Veste-te de marinheiro e dá-me com um strap on por trás e chama-me Laurinda!» talvez seja de desconfiar que ele ainda esteja no armário. Agora, se ele gostar que uma mulher lhe enfie um ou outro dedo onde o sol não brilha, direi que é apenas mais uma forma de obter prazer. Não é a minha cena, mas não vejo que seja por meter coisas no rabo que um homem se torne gay. Só acontece se for outro homem a enfiar-lhe coisas no rabo, especialmente a pila. Percebido? Como diria Paulo Bento: Homem pede coisas no cu a outro homem: gay; homem pede coisas no cu mas só a mulheres: hetero até prova em contrário.


Caro Doutor G, tenho um grande problema. Muitas mulheres queixam-se que os homens duram pouco na cama, pois bem, eu sou completamente o contrário! A minha namorada é muito gostosa e tenho sempre muita vontade de andar de montanha russa naquelas curvas, o problema é que quando estamos os dois enrolados, e apesar de ela ser muito boa naquilo que faz e ambos gostarmos bastante, a serpente nunca espirra (isto já a pagar bilhete à mais de 1h)... A questão é que se eu for jogar 5 para 1 sozinho, isto vai lá em questão de minutos. Ela começa a achar que o problema é dela, e sente-se mal por eu a fazer gozar e ela não fazer o mesmo comigo... Como ultrapassar esta situação? 
Anónimo, 22, Braga

Doutor G: Caro Anónimo, há pessoas que mereciam duas chapadas por verem problemas onde eles não existem. Se tu estás a gostar e ela também, qual é o problema do funaná pelado durar mais de uma hora? Para mim, uma hora sempre foi rapidinha e nunca ninguém se queixou. Se dizes que a tocar um solo de oboé te vens rápido então tens aí a solução. Quando quiserem fazer corta mato e acortar caminho, só tens de terminar com uma zumbinha, feita por ti ou por ela. Escolham as posições em que tens menos controlo do ritmo e ela que te matraquilhe no colo como se não houvesse amanhã! Deixem-se de merdas e aproveitem porque o contrário é, certamente, muito pior.


Ora viva Dr. G! Olhe, estou com problema um bocadinho estranho no meu prédio. Acontece que, em alguns dias da semana (principalmente sextas à tarde e domingos à noite), há uns vizinhos do andar de cima que vão para a cama dar tudo o que têm. Começa por se ouvir a cama a ranger e, daí a nada, já está a menina a gritar por quantas bocas tem! Parece-me que ele é um garanhão, pelo que ela grita, mas a verdade é que o festival não dura mais de 5 ou 10 minutos. Atenção que a cama cala-se sempre antes da menina... O que siginifica que se calhar ele não é assim tão garanhão quanto isso! Bom, mas o problema é o seguinte: eu estou a estudar cá e vivo com a minha irmã. Como deve imaginar, é muito desconfortável ouvir esta ópera toda com a minha irmã ao lado! Muito mesmo! Às vezes lá comentados coisas como "lá vão eles começar", mas depois fica um silêncio muito constrangedor. Estou a recorrer ao seu consultório para tentar perceber como é que se resolve esta situação. Já pensei em deixar um papel no elevador, mas, coitados, estão no direito deles, e não os queria enxovalhar perante todo o condimínio... Não quero ser o mau da fita. 

A, 21, Porto

Doutor G: Caro A, por momentos ainda pensei que fosses meu vizinho mas depois vi a parte dos 5 a 10 minutos e percebi que não. O facto de seres do Porto também inviabilizava isso, é um facto. Parece-me que os vossos vizinhos estão a ter em conta o descanso do prédio quando apenas fazem sexo às sextas à tarde e domingos à noite. Era muito pior se fosse todos os dias da semana durante a madrugada. Eu sou totalmente contra a vizinhos empata fodas que se queixam do barulho do sexo. Quando os meus vizinhos dão com o pé no chão ou com a vassoura no tecto, só faz com que eu encare aquilo como incentivo ao género «Vai, força! É toda tua! Mais uma série com 15 repetições» e dê o melhor de mim só para os chatear. Por isso, aconselho tampões para os ouvidos ou auscultadores/música alta para disfarçar. Eu até já ouvi sexo entre dois homens e não fui lá incomodar nem pretendo dizer na próxima reunião de condomínio que ouvi dois homens à bulha no andar em baixo. É aguentar. Não sejas um vizinho empata fodas! Acredito que não seja agradável ouvir com a irmã ao lado, se fosse tua irmã adoptiva ou até meia irmã que só agora descobriste que existia, diria que ela podia tapar-te os ouvidos com o interior das coxas. Agora assim era nojento.


Obrigado a todos e bom feriado. Continuem a enviar as vossas dúvidas para porfalarnoutracoisa@gmail.com e não se esqueçam de partilhar.


Efectuem muito amor à bruta que de guerras o mundo já está cheio.






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