24 de fevereiro de 2014

E proibir a estupidez em espaços fechados?



Pois é, parece que a partir de Maio vai ser proibido fumar em espaços fechados. Podem ler mais aqui. Enquanto muitos dos não fumadores rejubilam do alto da sua superioridade moral, a mim, fumador prestes a deixar, como sempre, faz-me comichão. Principalmente porque há aquela coisa bonita chamada liberdade.

"Ah mas eu não tenho que levar com o fumo dos outros!!!" Dizem os não fumadores e, acrescento eu, com TODA a razão! Por isso mesmo é que podem optar por não ir a um determinado local onde se fume. Veja-se lá a simplicidade do problema. Quem está mal muda-se. Antes de fumar tinha a mesma opinião, e eu comecei a fumar tarde, portanto já tinha opiniões válidas nessa altura. E quando deixar de fumar vou mantê-la, porque não sou um hipócrita que só gosta das leis que lhe dão jeito.

Em espaços públicos fechados concordo perfeitamente. Até concordo em Centros Comerciais. Agora em cafés e bares e discotecas com gestão privada e onde só lá vai quem quer? A decisão deveria ser do dono e mais nada. Se eu quisesse só abria um café para fumadores e ninguém tinha nada a ver com isso. Quem não fuma nem quer apanhar com o fumo não vai lá. Tão simples quanto isso. As pessoas esquecem-se que o tabaco se compra de forma legal e que, cada vez mais, para fumar é preciso agir-se como um toxicodependente, num canto, ao frio e à chuva.

Que eu saiba quem fuma paga impostos como todos os outros, e ainda mais altos em cada maço que compra. Por mim até podiam ser mais altos para compensar os custos médicos que se podem vir a precisar, ou, em alternativa não haveria impostos sobre o tabaco, mas se fosse provado que tinhas adquirido alguma doença por fumares não tinhas direito a ser tratado pelo sistema nacional de saúde. Mas assim sendo, pelos impostos que dás ao estado até devias passar à frente na fila. Bem mas isso são outras contas que não me apetece estar a fazer agora.

Mas pronto, é mais uma das leis que reflecte a sociedade hipócrita onde vivemos. Se é assim tão mau, se é preciso proibir que se fume em espaços fechados, se temos nos maços aqueles avisos cómicos então que proíbam a sua venda! Isso sim era de homem, não era ter esta situação ridícula que chega ao ponto de "Este maço vicia, e pode matar! Mas nós vamos vender na mesma porque parecendo que não até nos dá dinheiro!". É isto que cada frase que vem impressa nos maços quer realmente dizer.

É ridículo, mais ridículo que fumar, que por si só é um acto ridículo. Mas mais ridículo é lutar por tirar direitos aos outros, quando no fundo basta ir tomar café a outro lado. Porque é isso que fazemos quando o dono é antipático. "Nunca mais cá volto!". Mas quando há fumo no ar, que nos pode matar parece que não é tão grave como o Sr. Alfredo do café Central não dizer bom dia nem obrigado.

Já a lei do tabaco tinha sido aprovada e não se podia fumar dentro de muitos locais. Estava eu numa esplanada a fumar um cigarro quando um casal se senta numa mesa ao lado. Qual não é o meu espanto quando começam a refilar devido ao fumo lhes estar a poluir os seus puros e delicados alvéolos pulmonares enquanto degustavam um Whiskey. Obviamente que lhes disse que se não queriam fumo que fizessem uso da lei pela qual batalharam tanto e fossem lá para dentro sentar-se. Não foi bem aceite o meu comentário. Mas por outro lado nunca um cigarro me soube tão bem. Não sou um insensível, atenção! Tenho inclusivamente cuidado quando há uma criança numa mesa ao pé em que os pais estão a fumar avidamente para cima dela. Tento não fumar ou que o meu fumo não vá para lá, porque sabe-se bem, através de estudos e cenas, que o fumo materno e paterno não faz doidoi mas o de estranhos mata.

Bem, posto isto, deixem-me só dizer que fumar é uma estupidez. Faz mal e mata. Mas quem não fuma também morre todos os dias, convém não esquecer. E se calhar há mais probabilidade de morrer a atravessar a estrada para ir ao café respirar ar puro do que de morrer de fumo passivo.

5 coisas que se deviam proibir em espaços fechados em vez do tabaco:
  • Crianças. Abro excepções para as mudas;
  • Pessoas de boné.
  • Pessoas que cortam as unhas na mesa do café;
  • Pessoas que falam alto ao telemóvel;
  • Velhas que sustêm a respiração para cuscar a conversa da mesa do lado;





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