3 de fevereiro de 2014

Philip Seymour Heroinoffman



Pois é, quinou mais um artista devido a drogas. Eu gostava bastante dele como actor, apesar de ter um certo ar de pedófilo. Não sei porquê, mas tem! E isso ainda se torna mais evidente com a batina de padre. Mais um de muitos que têm o mundo a seus pés mas preferem ter os pés calçados com as pantufas da droga. Parece que a vida de actor, milionário e mundialmente aclamado é demasiado aborrecida para não se precisar de tóxicos. Lá vão os gajos dos Óscares ter que editar outra vez o vídeo que passam sempre com o pessoal que morreu desde a última cerimónia. Mesmo depois de mortos continuam a dar trabalho.

Eu consigo ter compaixão para com alguns toxicodependentes, até já fui assaltado por um e não o condeno. A vida é uma merda para muitas pessoas e os escapes tomam conta delas. A droga é boa, se não fosse não havia dependentes, ninguém experimentava segunda vez. A droga é melhor que a vida de muitos que caiem nela. Pelo menos no início, quando o prazer é maior que a dor e estrago que causa. Com o tempo esse rácio vai-se invertendo, até ser só dor e depois o nada. Mas acho que quem se mete nela é parvo. A grande maioria pelo menos.

Agora, não consigo é compreender quem tem uma vida boa, dinheiro, fama, sucesso, saúde (pelo menos física), faz o que gosta e se mete nessa merda. "Ai porque eles não conseguem lidar com o sucesso e com a fama!". Aí não? Fácil. Deixem de ser actores, ou cantores ou o que seja, doem a fortuna a uma causa solidária e vão trabalhar para o McDonalds. Acabam-se logo as finezas. 

Não consigo ter pena de um gajo destes, mesmo sem conhecer a fundo a sua história de vida, confesso. Mas se ele precisa de um escape que o levou à morte, então o que dizer dos milhões de pessoas que vivem na miséria e que todos os dias se levantam para ir trabalhar 16 horas por tostões? Ou das que passam fome por não ter trabalho... Esses é que precisam de fugir à realidade. Este que tivesse arranjado um hobbie em vez de espetar agulhas no braço. Tanta coisa gira para se fazer com o dinheiro que ele tinha e vai injectar-se com heroína, que até é das drogas mais baratas. No fundo era um gajo simples.

Já se perderam muitos bons artistas, novos demais, que deixaram no ar a dúvida do trabalho genial que ainda tinham para dar a todos nós. Mas eu não tenho pena. Tenho pena de não lhes poder apreciar mais a arte em que eram mestres mas não tenho pena que tenham morrido. A droga é má mas as pessoas são piores. Já escrevi sobre isso anteriormente por isso não me vou repetir.

E pronto é esta a minha homenagem ao Philip. Era um excelente actor, morreu, e muito provavelmente só a ele se deve isso. Azar, temos pena, que descanse em paz e que haja muitas drogas no céu para que ele não se aborreça por lá. E já agora que o Justin Bieber se apresse a fazer-lhe companhia.





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