2 de janeiro de 2017

PFNC AWARDS 2016: e os vencedores são...



Para começar o ano em grande vamos dar início à cerimónia de entrega dos prémios Por Falar Noutra Coisa 2016. Com mais de dez mil votos, talvez seja o evento mais importante do ano, este que elege os melhores, ou piores, destaques do ano que findou. E os vencedores são...


E o vencedor para a categoria «Moda parva do ano» é...

2016 foi o ano em que o politicamente correcto chegou em força a Portugal e em que as zonas de comentários das redes sociais foram invadidas pelos Social Ninja Warriors que acham que reportar conteúdos que os ofendem é ser activista. A não ser que seja um discurso que incentiva ao ódio ou difamação, tudo o resto cai na liberdade de expressão. Não gostam? Sentem-se ofendidos? Estão no direito e têm toda a liberdade a mostrar a vossa indignação. Tentar censurar é ser activista de merda. É ter um pequeno ditador dentro de si e não ser muito diferente da PIDE. Menção honrosa para todas as outras modas parvas do ano.

E o vencedor para a categoria «Tragédia do ano» é...

A vitória mais renhida. Maria Leal conseguiu derrotar Trump como a tragédia de 2016. A parte boa é que ninguém vai ouvir falar mais da Maria Leal durante 2017, enquanto que do Trump e de terrorismo, algo me diz que ainda farão muitas manchetes dos jornais.

E o vencedor para a categoria «Indignação do ano» é...

2016 foi um ano bastante rico em indignações. O português gosta bastante de mostrar descontentamento com o rabo sentadinho no sofá. Desta vez, foi o caso dos filhos de um diplomata iraquiano a ganhar a indignação do ano. Um caso que fez com que todos nós fossemos juízes da poltrona e em que deliberássemos quem era culpado e inocente. Pessoalmente, acho que devia ter ganho o caso dos transmontanos contra o José Cid.

E o vencedor para a categoria «Batalha do ano» é...

A batalha que fez notícias em todo o mundo. A guerra entre os taxistas, armados de palito e bigode, contra os malandros do Uber e contra o progresso. Deu até origem a um spin-off do Terminator: ver aqui.

E o vencedor para a categoria «Pior condutor do ano» é...

A categoria que me vai dar um passaporte directo para dormir no sofá. A minha namorada conseguiu arrecadar o galardão de pior condutora do ano, deixando para trás o senhor Alfredo e, ainda, o gajo de Nice que limpou uma centena de pessoas inocentes. Podem pensar que foi só porque ela tem cunhas, mas isso é porque não viram os riscos que ela tem à volta do carro todo. Cliquem aqui para ver o dia em que a minha namorada conduzir pela primeira vez.

E o vencedor para a categoria «Palermice do ano» é...

Portugal tem coisas giras. Uma delas é vermos apresentadores de televisão a dizer que com coisas sérias não se brinca, mas depois a seguir em directo o velório de uma criança afogada pela mãe, com drones e tudo. É o velório espectáculo, meus amigos! A revienga do caixão, fintando a multidão e os familiares chorosos, até entrar sete palmos abaixo de terra e fazer goooolloooo!

E o vencedor para a categoria «Atraso mental do ano» é...

Uma vitória expressiva para o atraso mental do ano. Jorge Máximo, com a sua metáfora acerca de meninas virgens e leis, leva o prémio para casa. Vou oferecer-lhe uma versão mais pequena e com um fio, para poder colocar ao lado do crucifixo pendurado no retrovisor do táxi. A meu ver foi uma vitória injusta, já que acho que qualquer um dos outros três é um atraso mental mais grave. (ver aqui as declarações da "Psicóloga" e da Bruxa) O Jorge disse uma palermice e não era aquilo que ele queria dizer, basta ver o vídeo inteiro. Já os outros três fizeram afirmações que mostram bem o que pensam e o quanto discriminam os outros.

E o vencedor para a categoria «Coninhas do ano» é...

Surpreendidos? É verdade, os Franceses levam para casa o troféu mais importante do ano! São os verdadeiros coninhas que perderam em casa o Europeu, com um golo do jogador mais subestimado da equipa portuguesa e, depois, armaram-se em maus perdedores, com vários artigos e opiniões a dizer que foi injusto e que os portugueses não fizeram nada para ganhar. Sabem o que fizemos mais do que os franceses? Marcámos mais um golo na final do que eles. Chupem!

Obrigado às mais de dez mil pessoas que votaram! Fiquem atentos ao email que nos próximos dias serão contactados: ou a dizer que ganharam um dos cinco livros sorteados; ou a dizer que não ganharam nada, mas com um link para a loja online onde o podem comprar. Combinado? Vá, bom ano 2017!





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