21 de janeiro de 2014

A Bernardina fez-me acreditar em Portugal



Pois é. Na altura que isto saiu eu estava parado na escrita. Pensei "Bolas tinha tanta coisa gira para dizer acerca disto e passou o timing". Foi retirado do youtube por reivindicações de direitos de autor mas agora voltou, com os seus quase 3 milhões de visualizações. E eu pensei "talvez não seja tarde para achincalhar esta gente". Já quase tudo foi dito, bem sei, mas não consigo evitar. Se por acaso não sabem do que falo, podem ver aqui. Não aconselho. Já vi muitas coisas que preferia não ter visto na minha vida, mas esta destaca-se. Este vídeo faz a música da Fanny ter classe. E isso diz tudo. A Fanny em condições normais nunca teria classe. Pode ter muita coisa, mas classe não.

Primeiro que tudo quero deixar aqui patente que este vídeo fez-me acreditar novamente em Portugal, e que temos salvação. Porquê? Porque foi visto por 3 milhões de pessoas e aparentemente a maioria não gostou! Isto, mais que os indicadores da economia e do desemprego, mostra que estamos no caminho certo.

Vamos lá então deitar abaixo o vídeo ponto por ponto:
  1. Primeiro que tudo, as xuxas da Bernardina parecem aqueles sacos de leite do dia Vigor. Pingonas e sem vigor nenhum. O Canuco tem mau gosto musical mas também em termos de glândulas mamárias.
  2. O Canuco diz "as mulheres de hoje em dia" quando a Bernardina não lhe deixa tocar nas mamas para, segundo ele "ver se está quentinho". Não sei que tipo de mulheres de antigamente ele conhece, mas ao que parece foi criado numa casa de alterne.
  3. O facto da Bernardina "cantar" partes com sotaque africano. Porquê? Para o Canuco perceber? Parece-me um pouco racista.
  4. Ela dizer algures na música "que só quer ser amiga dele". Portanto, um empregado de mesa vem, tenta-te meter a mão nas mamas e o único problema é que ela só quer ser amiga dele. Parece-me óbvio. É normalmente assim que faço novas amizades. Facilita a intimidade.
  5. Quero também deixar um louvor para o grupo de baile, mais coordenado que um grupo de velhos com Parkinsson a dançar o Harlem Shake. O rapaz tem um piquinho a azedo e não há mal nenhum nisso, mas achei que o deveria dizer. E as bailarinas, principalmente a da esquerda, que está a ter um AVC e mesmo assim manteve-se ali como seria de esperar de uma profissional.
  6. Ela diz na letra que o pai zanga e a mãe também. Pudera! Já vi pais menos desiludidos com filhas depois de as verem num filme porno, mesmo daqueles interraciais e em grupo.
  7. Para finalizar e para isto não ficar demasiado grande, quero deixar também um obrigado especial ao director de fotografia. Por ter escolhida tão belas paisagens deste nosso Portugal.
Concluindo. Isto é tudo mau. Tudo. A música, a letra, as vozes, a dança, os cenários, as mamas. É tudo demasiado mau para ter sido feito a pensar que estava bom. Eu quero acreditar que isto foi feito apenas e só para o gozo. Não consigo conceber a ideia de que haja alguém que no fim, depois de tudo editado tenha olhado para isto e diga "Foda-se, isto está muita bom!". Gostos não se discutem mas quem gosta genuinamente disto, por achar que tem qualidade, é atrasado mental. Agora se me disseram que isto foi feito como brincadeira, para ter piada, e por gozo, então tenho que tirar o chapéu e dizer que está genial e cumpriu o objectivo. Infelizmente por muito que queira acreditar, parece-me, que vindo das personagens que vem, talvez esteja errado.

Mas volto a dizer, o facto de a maioria não ter gostado, de lhes ter chamado todos os nomes, de se ter indignado e revoltado, enche-me de esperança num país e mundo melhor.

P.S. - Depois do que aconteceu no caso Casa Pia ainda há pessoas a optar pelo diminutivo/alcunha "Bibi". Acho estranho. Embora acredite que esta Bibi, com esta música, também tenha feito muitas crianças chorar.





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