29 de janeiro de 2014

Negociadores GNR vs Quêfros



Já há uns tempos vi nas notícias que estavam a formar agentes da GNR na bela arte de negociar com criminosos. Não sei porquê mas juntar as palavras GNR e negociar com criminosos na mesma frase faz-me lembrar suborno, partidas estranhas que a mente nos prega.

Ora bem, não querendo criar estereótipos, a grande maioria dos GNR são uns senhores de bigode e barriga proeminente cujos níveis de inteligência deixam algo a desejar. Como tal, penso que as capacidades para tratar de um negócio cuja moeda de troca são, na maioria das vezes, a vida de reféns inocentes poderá ser algo reduzida. "Ah mas não são todos iguais", eu sei que não mas estereotipar é giro. O único sítio onde já vi um GNR negociar com arte e mestria foi num bar, no qual em troca de algumas minis fechava os olhos a algumas irregularidades que à sua volta aconteciam. Bom negócio para o dono do estabelecimento e também para o senhor agente cuja alegria passado alguns minutos estava bem patente nos seus olhos. Com certeza que de seguida até foi desempenhar melhor a sua profissão de tanta alegria que sentia.

Ora a minha sugestão era a seguinte: Que tal contratar daqueles senhores que andam a vender rosas nas ruas, vulgo "quéfro"? Esses senhores sim, possuem as qualidades e capacidades necessárias para negociar com eficácia e eficiência seja com quem for. Não é por mero acaso que existem há muitos anos pelas nossas ruas, sem precisar de inovar no negócio (fora as coroas de brilhantes e os adereços temáticos pela altura do Natal) e continuam a vender mesmo com a crise. É certo que à custa da ilusão de que uma simples rosa permitirá a entrada em zonas femininas possivelmente interditas, como se de um suborno ao porteiro se tratasse. Também vive à custa da quantidade de álcool que navega no sangue da grande maioria dos portugueses. Mas também, um assaltante que arrisca a vida e uns anos na cadeia para roubar meia dúzia de tostões, não estará na posse das suas capacidades mentais, condições ideais para o negociador ter sucesso. Mesmo que o criminoso pense que está a fazer um óptimo negócio, o "quéfrô" vai ficar sempre a ganhar.

"Liberto a senhora se me derem um avião!" Mau negócio para a polícia, a meu ver o avião vale mais. Com os negociadores que sugiro, o larápio conseguiria no máximo um papagaio de papel em troca da mesma senhora e ia todo contente mostrar aos amigos o fantástico negócio que tinha feito.

Às vezes é preciso é ter visão para aumentar a eficiência dos serviços e ao mesmo tempo reduzir os custos. É preciso pensar fora da caixa.





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