22 de janeiro de 2014

Post de merda



Dado o teor demasiado sério dos últimos posts, parece-me a altura certa para efectuar uma dissertação, sobre sanitas. Por questão de coerência. "Qualquer altura é boa para falar de sanitas" pensam vocês. E têm razão. Vamos então falar sobre elas e desvendar certos mistérios que nos povoam a mente deste a mais tenra idade. Ao invocar este assunto, duas questões nos assaltam:
  1. O porquê de existir um tampo da sanita?
  2. O porquê do fim da sanita ser curvo?
Eu estou aqui para vos entreter mas também para vos esclarecer e instruir, dando-vos cultura geral acerca dos mais interessantes temas da actualidade. Posto isto, passo então a explicar cada uma das questões que pertinentemente foram postas.

1 - O tampo da sanita serve para quê? Perguntamos todos nós aos nossos pais, mal chegamos à idade dos "porquês". Os nossos pais embaraçados com tal pergunta desviam o olhar e disfarçam dizendo "queres ir andar de baloiço?". Muitas vezes ouvi eu isto... Pois é, mas hoje estou cá eu, e se os vossos pais não vos dizem, digo eu! Serve apenas para criar tema de discussão entre pais e filhos e casais que já pouco comunicam entre si. A minha nota de apreço aos fabricantes que se decidem pela sua construção em madeira, pois fica mais quentinho e não custa a sentar logo de manhã, principalmente no inverno. É que quando é de plástico, muitos de nós aguentam ao máximo para só ir efectuar a descarga depois de alguém o ter feito, pois assim é garantido que o tampo se encontra ainda morninho. E fazer isto diga-se... é nojento.

2 - Aqui está o cerne da questão a meu ver, quando falamos de sanitas, e atenção que não é nem penicos, nem bidés, é sanitas! Portanto o que aconteceria se vários engenheiros de todo o mundo não se tivessem reunido e chegado a conclusão que o fim da sanita deveria ser curvo? A resposta a isto é muito simples meus amigos, os dejectos sólidos pelo nosso corpo expelidos, encalhariam e não rebolavam caprichosamente para o esgoto. Tomando portanto uma forma curvada, o fim da sanita, fim da vida para qualquer dejecto, impele uma força centrípta que fornece uma aceleração linear e rotacional que, aplicada ao trolho, o direcciona para o outro mundo, obscuro e cujo cheiro é característico, o esgoto (fossa céptica nalguns locais do país).

Quero apenas deixar um apelo a todos os responsáveis pela indústria de sanitas neste país: Para quando podemos contar com uma sanita, cujo design impeça que a água caprichosamente salte atingindo os delicados glúteos de cada um, tal como o tsunami desbravou costa asiática? É que o tsunami não possui xixi...
Por ora, dou por completa esta dissertação. Se tiveram mais questões deixem nos comentários que terei todo o gosto em responder, para cada vez mais se deixarem de fabricar tabus e deixarem as sanitas expressarem-se livremente. Ah e vamos fazer um esforço para popularizar novamente a palavra "retrete". Soa a vinho francês caro e acho que tem muito mais classe que sanita.





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