2 de junho de 2015

Interracial? Ponto G? Xoninhas vs badboys?



Bem vindos a mais uma rubrica "Doutor G explica como se faz", u
ma casa onde se pode ajavardar com classe e onde se dão conselhos que esperemos que não sejam seguidos por ninguém.


Caro Doutor G, ando já há mais de um ano a lutar nua com um rapazito que me satisfaz, mas não muito... Mas a ultima vez que lutámos, minha nossa senhora, parecia que os santinhos desceram à terra e o fizeram dar-me uma data de orgasmos de seguida. Inclusive, encontrou o meu G spot durante uma luta que teve com a língua e com dois dedinhos na minha passarinha... Não lhe disse nada, e agi como se fosse uma foda banal, mas agora sinto que lhe devia ter dito. Mas também acho que se ele sabe que afinal é bom no que faz, se vai desleixar e voltamos a ter sexo só ok... Diga-me doutor, conto-lhe que me fodeu melhor que nunca ou fico caladinha a ver como corre a próxima?
Mimi, 22, Algarve

Doutor G: Cara Mimi, padeces de um mal que se chama "ser mulher" e por isso partes do princípio que o rapaz tem que adivinhar o que tu gostas e o que pensas. É mais que óbvio que lhe tens que dizer que te deu um esfreganço de antologia. Dizer-lhe isso só vai fazer com que ele se continue a aplicar e não o contrário. Já o oposto pode fazer com que ele pense "Dei uma de herói no outro dia e nem um reconhecimento ou uma palmadinha nas costas por parte dela, vou mas é voltar a dar espectáculo para meia sala". Agora, se só passado um ano é que ele teve uma boa prestação, das duas uma: ou foi sorte, ou andou a treinar com outra.


Caro Dr. G, tenho uma amiga da minha idade que conheço há 3 anos e que gosta de mim. Pelo que já me deu a entender, ela quer andar à bulha debaixo dos lençóis comigo, e eu também quero. O problema é que eu não quer ser aquele tipo de gajo que come e larga, mas também não me quero relacionar com ela. O que devo fazer?
Miguel, 15 anos, Lisboa

Doutor G: Caro Miguel, é meter tudo em pratos limpos para depois os sujarem e lamberem. Se ela quer algo mais sério e tu não, só tens que lhe dizer. Se ela mesmo assim se contentar com luta greco-romana sem uniforme, força nisso. Nada de conchinha no fim, para não haver mistura de sentimentos e usem preservativo para não haver mistura de outras coisas. Obrigado acima de tudo por teres escrito "há 3 anos" com "h", sendo que tens 15 anos fico mais esperançado nas gerações vindouras.


Caro Dr. G (leia-se Doutor Ponto G), há já uns tempos eu andava em forrobodós frequentes com um sujeito da minha terra. Eram raros os dias em que não praticávamos o coito. A minha xiquinha andava toda contente por ir tantas vezes à festa (e por receber festas tantas vezes). Acontece que, na maior das barbaridades, no maior ato de inconsciência característico do sexo feminino, acabei por me apaixonar. Comecei nisto a ter aquele género de preocupações que deveriam ser desnecessárias: "será que ele só me quer para sexo?". Qual é, na verdade, o problema de alguém querer outro alguém para sexo? Somos todos porcos, gostamos de sexo. Se não gostarmos provavelmente é porque temos alguma doença (ou então o nosso parceiro tem... na cara). Acabei então por lhe perguntar se eu era a única pessoa na vida dele, ao que ele respondeu "Sim, és a única que quero". Passando ao que interessa, recentemente, um jovem que eu sempre achei estupidamente atraente disse-se interessado em mim. Nisto, eu, qual palerma apaixonada, dei-lhe a maior tampa da vida dele. Nesse mesmo dia venho a saber que a minha bárbara paixão andava a rodar toda a cidade, "amigas" minhas inclusive. Portanto Doutor, a minha dúvida é: Qual a melhor e mais dolorosa forma de cometer um assassinato? Já agora, eu naquele dia devia era ter sido uma javardona e papado o jeitoso, não acha?
Francisca, 21, Estoril

Doutor G: Cara Francisca, de assassinatos sei pouco mas conheço pessoas que conhecem amigos de sujeitos que despacham pessoas por 500€. Se quiseres posso servir de intermediário, sob pagamento de uma franquia que é para o crime compensar. Pode ser paga em géneros e por géneros entenda-se caixas de Cerelac. Em relação ao que devias ou não ter feito nesse dia, o que interessa é ter a consciência tranquila e certamente que ainda vais a tempo de recuperar a tampa perdida, isto porque os homens quando toca ao sexo, deixam o orgulho de lado porque valores mais altos se levantam. Sim, isto era uma metáfora para erecção.


Caro Doutor G. No ano passado, mais ao menos a meio do ano, vi uma relação de cerca de 2 anos acabada com a minha agora ex-namorada. Decidimos dar um tempo porque a relação já estava um pouca saturada, mas com vista a voltarmos passado esse tempo. No entanto isso acabou por não acontecer e eu comecei a ressentir-me um pouco. Já tentei tudo e mais alguma coisa para que ela me saia da cabeça, mas até hoje (passado quase um ano), embora a paixão um pouco amenizada, não consigo esquecê-la. O que agrava esta dificuldade em esquecê-la, é o facto de a ver todos os dias. Ela vê-se claramente que já não tem nenhum interesse em mim. Neste momento falamos como amigos, mas eu tenho sempre aquela falsa esperança de um dia voltarmos ao contrário dela que quase sempre me trata com desprezo, o que eu sem dúvida não mereço. Por isso só me resta esquecê-la... Mas que posso eu fazer para que ela me saia de vez da cabeça? Será que me pode dar uma sugestão?  
João, 18, Braga

Doutor G: Caro João, compreendo e simpatizo com a tua situação mas isso não me pode deixar de te dar duas chapadas bem grandes na moleirinha. Primeiro porque dar um tempo para depois se voltar é parvoíce. Nunca acontece. Aposto que foi ela que pediu o tempo, estou certo? Claro que estou. A segunda chapada na moleirinha é por me estares a perguntar como a podes esquecer e andares a falar com ela como amigo! Isso é erro de principiante! Ex é ex e não se fala mais nisso, quando não há sentimentos até acredito que possam ficar amigos, agora enquanto houver da tua parte, tens que te resguardar e fazer exactamente o que ela te faz: tratar com desprezo. Esse desprezo nem sempre é mal intencionado, por vezes é a forma que a outra pessoa tem de afastar a outra para que ela se magoe menos. Arranja outra e fala menos (ou nada) com essa, é o conselho que te posso dar. Tens é que ser forte quando arranjares outra, porque é provável que a antiga substitua o desprezo pela corte.


Caro Doutor G, estive a ler alguns dos seus comentários e resolvi escrever pq n me enquadro em nenhuma das situações q li. Sou uma tipa divorciada com 39 anos e apesar de ter tirado um curso nc consegui trabalho nessa área e smp estive a trabalhar em cenas precárias. Agora com esta idade resolvi tirar outro curso Licenciatura em Informática e aprendi mto ou melhor estou a aprender tanto do curso como de relações humanas. Apesar de me confundir com os putos de 20 e tal anos pq tenho aparência de no maximo 30 n há gajo q me interesse pq os da minha idade perto dos 40 são demasiado velhos e os de 30 mto novos . Devo esperar o fim do curso mais dois anos e com 41 e a trabalhar já na área de informática aí pensar na parte amorosa pq já são 7 relações frustradas tipo.... sou demasiado exigente para tipos xoninhas, sem experiência e fraquinhos. basicamente sinto-me uma desenquadrada emocional.
Anónima, 39, Lisboa

Doutor G: Cara Anónima, andas a aprender muito sobre relações humanas num curso de informática? Não deve ser no IST certamente. Se não gostas de xoninhas escolheste o curso e a profissão errada, deixa-me que te diga. Vou traçar o teu perfil: Já tiveste muitos xoninhas a gostar de ti, com alguns tentaste ter algo sério mas acabaste por te fartar porque estavam sempre disponíveis e eras tu quem mandava e controlava a relação, fazendo com que perdesses a pica. Por outro lado, as únicas relações que te deixaram saudades (e marcas emocionais) foram com badboys, que não te tratavam como tu achas que mereces mas que não conseguias deixar. Acabaram por te trair alguns deles e quando isso acontecia voltavas a tentar ter uma relação com alguém mais garantido, do qual te voltavas a fartar e interessar novamente por um badboy, entrando assim no famoso círculo vicioso Xoninhas-Badboy. Acertei? Claro que sim. Posto isto, a idade é um número, haverá por aí muitos de 30 anos que te davam a volta e te faziam ver estrelas emocionais e sexuais. Para encontrares alguém que te complete convém não discriminares à partida com base na data de nascimento, a não ser que seja pós 1998. Se já vais em 7 falhadas é porque tens alguma culpa do cartório, nem que seja a escolhê-los.


Boas Dr. Queria falar consigo sobre um ponto, e não é o G. Fiquei solteiro recentemente e, como qualquer caçador que volta à selva depois de uma longa ausência, estou perdido sem saber onde encontrar a fauna. Apesar de saber que as discotecas lisboetas são um autêntico rodízio brasileiro, eu não sou fã de carne mastigada nem de DST’s. Por isso a minha pergunta é, onde é que param as raparigas giras e com padrões mínimos? E já agora, só para tirar a ferrugem, receite-me um par de dicas para começar uma conversa. Preciso dos seus conhecimentos para voltar à boa vida de solteiro. Agradecido
Francisco, 23, Lisboa

Doutor G: Caro Francisco, na noite encontram-se todo o tipo de pessoas, tanto carnes mastigadas como novas e embaladas a vácuo, é preciso é ter olho, tal como aqueles senhores idosos que sabem escolher os melões maduros como ninguém. Não te ponhas é a apalpar e a cheirar como eles, porque se dessa forma conseguires algo, é possível que tenha bicho. De resto, tens as opções online, tens os ginásios e as Lojas do Cidadão. Dicas para começar uma conversa? "Queres ir lá a casa foder e comer pizza? Que cara é essa? Não gostas de pizza?", um "Posso-te pagar uma bebida ou preferes o dinheiro?" ou então um simples "Olá" e deixar a coisas rolar. De nada.


Boa tarde Dr G, considero-me uma mulher não muito ligada a sentimentos e um pouco esquisita também por isso nunca encontrei um homem com quem valesse a pena entrar num relacionamento amoroso. No entanto, desde que descobri os prazeres da carne, fiquei automaticamente fã e tenho uma vida sexual satisfatória, apesar da minha condição de solteira e de não ser muito dada a ambientes noturnos. Ou seja, apesar de obviamente gostar dos meus parceiros, ambos sabíamos que ali estávamos para acabar sem roupa (porque permita-me discordar, mas sexo com amizade não funciona). Ora, conheci um moço que me intrigou desde o inicio, devido como ficava irritava com a sua arrogância. E se há coisa que me irrita é pessoas que se acham melhores que os outros. Acabamos por ir tomar café (eu não estava muito convencida, mas la fui) e a noite acabou calorosamente. E não é que o homem parecia saber exatamente o que eu gostava? Incrível. Decidimos repetir a dose que foi tão boa ou melhor que a primeira para mim. Só que uns dias depois vi-me acusada de não me ter esforçado o suficiente, de ser desleixada e despreocupada com ele. A conversa azedou e acabou com troca de insultos. A minha questão é, e vá-se la entender os homens, estando eu habituada a relações ocasionais, será que deixei passar algo com futuro? Sempre fui bastante elogiada pela minha performance e verdade seja dita, não dei o meu melhor, parecia quase que tinha virado virgem outra vez, nem sabia bem o que fazer. Dê-me a sua opinião Dr G, que faço eu agora? 
Anónima, 21, Algarve

Doutor G: Cara anónima, deixa-me dizer que gosto especialmente que digas "vá-se lá entender os homens", quando tu foste sair com um gajo que achavas arrogante e que isso é dos piores defeitos que se pode ter. Vá-se lá entender as mulheres. Bem, se podes ter deixado passar algo com futuro? Mas eu sou a Maya ou a Maria Helena agora? A probabilidade é que não, já que as estatísticas dizem que apenas uma ínfima parte das relações têm um futuro longínquo e risonho. No entanto, para estares a fazer essa pergunta é porque há algo em ti a fervilhar, que não apenas o clitóris. Pode ser apenas o facto de pela primeira vez te terem criticado e dado cutucadas no ego, fazendo com que agora penses "Agora vou-te mostrar do que sou capaz". É muito fácil confundir esse sentimento darwiniano com emoções amorosas.


Excelentíssimo Dr G, sou uma profissional do sexo. Durante as pausas entre os atendimentos que presto à comunidade (mediante pagamento), sou uma leitora assídua deste blog. Sou uma grande fã, já pus em prática alguns dos seus ensinamentos, o que me rendeu bastante lucro. Desta forma, seria com todo o prazer (literalmente) que lhe ofereceria uma sessão gratuíta  de chavasco à Tomás Taveira. Passando ao cerne da questão, o meu problema é o seguinte: devido à grande aderência do mercado às novas técnicas por mim praticadas (resultantes dos seus conselhos) a minha vagina adquiriu um tamanho considerável, assemelhando-se a uma piscina olímpica onde até é possível qualquer pénis incauto fazer um triplo mortal. Devido a este fenómeno, tenho medo de vir a perder clientes, pois alguns até já me perguntam se a morcela já está empratada ou se ficou à porta. Posto isto, o que me aconselha? Será que devo fazer uma pausa e dedicar-me apenas a práticas orais e/ou anais, fazer um cirurgia para repôr a virgindade ou tirar proveito da situação e criar uma nova modalidade para os próximos jogos olímpicos? Despeço-me com todo o carinho e excitação.
Gordinha Sexy, 20, Braga

Doutor G: Cara Gordinha Sexy, a situação que descreves é deveras preocupante, no entanto duvido que tenha resultado dos meus sublimes conselhos. A patareca não alarga dessa forma com o uso, sendo que é revestida por um músculo altamente elástico e adaptável a novos "ambientes". Alguma coisa andaste a fazer mal ou então é melhor ires ao médico. Até lá, podes falar com o Bruno de Carvalho e ofereceres-te como alternativa à construção do novo Pavilhão do Sporting ou ir trabalhar para a Mota-Engil na recolha de pinos de sinalização temporário de obras na faixa de rodagem.


O meu namorado é preto e ainda não fizemos sexo. A minha dúvida é a seguinte: Para além do tamanho do sr trombinhas, haverá mais alguma diferença? Como por exemplo o cheiro? 
Maria, 20, Lisboa

Doutor G: Cara Maria, é difícil responder a essa pergunta sem parecer racista. Eu tive aulas de educação física em pavilhões fechados em que a maioria dos meus colegas eram pretos, no entanto o que cheirava pior era um Bruno Jagunço, branco e que morava nos prédios finos da Damaia. Como vês, não tens nada que te preocupar, se ele for asseado, o cheiro pode ser diferente porque todos temos cheiros diferentes, mas não pior. Em relação ao tamanho do trombinhas aconselho-te a não ires com expectativas muito altas já que tive um amigo preto que dizia "Tipo, eu tenho um pénis normal, só que elas pensam que todos os pretos têm pilas grandes e depois ficam a pensar que é pequeno e não é. É normal, ya?!".


Entããããão... um rapaz andou atrás de mim durante um ano e tal, dei-lhe SEMPRE para trás, agora tem namorada e eu quero-o! O que faço?
Silvia, 18, Lisboa

Doutor G: Cara Sílvia, agora chupas no dedo para aprenderes a não ser parva.


Gostaram? Foi chafurdanço com classe? Isso é que é preciso. Se quiserem mais para a semana, não se esqueçam de partilhar e acima de tudo enviar as vossas dúvidas para porfalarnoutracoisa@gmail.com, que ao contrário de que muita gente pensa, eu não invento nenhuma das perguntas!


Até lá, façam muito amor à bruta, que de guerras o mundo já está cheio.






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