16 de março de 2015

Dar o primeiro passo, travestismo e lei do ruído



Esse fim de semana foi gostoso? Eu estive no Porto a arejar. Vamos lá então começar a semana com mais uma rubrica "O Doutor G explica como se faz". A última edição foi dedicada ao dia da mulher, apenas com questões colocadas pelo sexo feminino. Coincidência ou não, esta tem quase na sua totalidade dúvidas de leitores homens e, como devem imaginar, o nível desceu bastante. É uma javardeira à moda antiga, mas enfim, vamos a isto.

 
Caro Doutor G, já namoro com uma rapariga há quase 9 meses, demoramos uns 5 meses até começar a nossa vida sexual (éramos os dois virgens), mas a partir do momento que aconteceu voltou a repetir-se vezes sem conta, digamos sempre que tínhamos a minha casa ou a dela livres... (4 a 6 vezes por semana) Mas agora devido à minha mãe ter ficado desempregada e ela ter irmãos mais novos que estão quase sempre em casa tem se tornado quase impossível ficarmos à vontade para o ato em qualquer das casas. As únicas oportunidades são quando estamos de férias e lá apanhamos alturas em que temos uma das casas livres, ou quando a minha mãe se lembra de sair e nos deixar sozinhos e ter a lata de nos dizer "Portem-se bem, volto daqui a 2 horas e o teu pai só chega daqui a 3 ou 4." como quem diz salta-lhe à espinha e faz um bom trabalho, mas isto reduziu-nos as oportunidades para menos de 1/4. Já pensamos em trancar a porta, por uma musiquinha ou um filme e fazer bem baixinho mas a resposta dela é que é impossível para ela não fazer barulho com o material que eu tenho, e que não consegue conter os gemidos/gritos de prazer. Outro dos nosso problemas é que nenhum de nós tem carro para dar umas escapadinhas numa rua escura e tão cedo não será também possível nenhum de nós tirar a carta por questões financeiras.
Alguma sugestão Doutor G?
Vasco, 18, Aveiro

Doutor G: Caro Vasco, tudo parecia real até dizeres que ela não consegue ser silenciosa por causa do material que tu albergas. O meu medidor de balelas disparou. Um par de meias na boca e a almofada na cara resolve sempre. Um filme com o som alto também, desde que seja um filme de guerra e entre cada explosão dás uma estocada. Aproveita bem as rajadas de metralhadora. De resto, é juntar dinheiro para motel, por exemplo, salas de cinema de filmes franceses, que costumam estar vazias, também são uma boa opção. Quando se quer muito, arranja-se maneira. Casas de banho públicas aconselho as dos deficientes que têm mais espaço e bons apoios. Tens também os confessionários de Igreja e já que lá estão, aproveita para lhe dizer "Ajoelha aqui e sorri como um Donut". De nada.


A minha Maria digamos que, portanto, quando me faz o amor com a boquinha, não se importa de tomar o recheio do bombom (e até gosta) mas com a frequência com que o faz eu acho que se começássemos a guardar no frigorífico, dava para fazer o leite com café do dia a seguir. Que acha doutor, qual vai melhor a acompanhar? Torradas de manteiga ou uma taça de cereais?
Judas, 21, Cascos de Rolhas

Doutor G: Caro Judas, espero que a tua Maria, depois de ler isto, comece a guardar o recheio nas bochechas, qual hamster javardo e te comece a fazer um belo cuppucino todas as manhãs.


Doutor G preciso de ajuda. ja estive nos preliminares e ainda não cheguei a esconder o palhaço porque na altura fico um bocado equivocado, ela tem dois buracos, é para meter no maior ou no mais pequenino?
Ferreira, 38, Santa Cruz

Doutor G: Caro Ferreira, não sei responder a essa pergunta, porque já vi filmes que abalaram as minhas convicções. 


Caro Doutor G, eu tenho 18 anos e nunca tive nenhuma namorada até agora. Já estive perto de ter 3 vezes, mas uma delas fui friendzoned, outra a rapariga disse que não estava pronta (apenas para um mês depois andar com um badboy de lá da escola), e na outra eu não vi que uma rapariga gostava de mim. Vivo numa aldeia, e numa loja aqui ao pé da minha casa, um homem tem uma loja e tem duas filhas gémeas que têm mais ou menos a minha idade e que estudam na mesma cidade que eu. Uma delas, a que está solteira é sempre muito simpática para mim, e apesar de eu ser muito tímido estou-me a dar bem com ela, mas só falo com ela quando lá vou à loja. O que aconselha para eu começar a falar mais com ela, e se calhar até sair com ela? Tenho mota e carro, e normalmente as raparigas gostam da minha mota, será que pode ajudar neste caso?
Pedro, 18, Entroncamento

Doutor G: Caro Pedro, deixa de ser xoninhas e pede o número ou o facebook à rapariga. Ela vai dar. Falem dois ou três dias e depois convida-a para sair. Pergunta-lhe com um sorrisinho maroto "Queres sentir a cavalagem entre as pernas e dar uma volta em cima da minha (faz uma pausa de 2 segundos) mota!". Se ela por acaso não te der o número nunca mais voltas à loja e passado 3 dias já cicatrizaste o ego.


Doutor, ando a colar o pisto num rapaz já há bastante tempo. E, recentemente, ele reparou que eu existia e tem uns comportamentos que me deixam na dúvida sobre o interesse (ou não) dele em mim. Ora, estas atitudes vão desde ver-me em cafés e entrar lá de propósito, a seguir-me até (imagine-se o grau de romantismo) às casas de banho desses mesmos cafés/discotecas e até a ter amigos dele a virem perguntar-me para onde vou sair em determinada noite. Contudo, por outro lado, vira-me a cara quando me vê, só fala comigo quando cai um santo do altar e desaparece dos tais cafés/discotecas sozinho, sem avisar ninguém - e lá vai ele sabendo que é lindo. Que me diz? (Não diga, por favor, que os homens não se fazem de difíceis e que quando querem vão atrás, que isso não me vai ajudar muito)
Ana, 20, Coimbra

Doutor G: Cara Ana, ele está interessado em ti. No entanto, um gajo que te segue às casas de banho públicas é de estranhar. Pode ter sido para ter a certeza que não ias à dos homens e urinar de pé. A parte dos amigos intercederem por ele é das técnicas mais antigas do mundo. Isso diz tudo. O resto é a timidez dele a fazer das suas. Tal como o Pedro ali de cima, deixa de ser xoninhas e pede-lhe o número mesmo à mulher proactiva. Ou então puxa-o para dentro do WC quando ele te seguir.


Boas, tenho um amigo meu chamado Ricardo, meio carocho e tal, mas boa pessoa. Sube que ele um certo dia foi às "meninas da vida" e durante o acto foi ao cu de um traveca e só reparou nisso depois "dela" lhe ter sacado um bico e enquanto lhe ia ao cu.... no entanto quando descubrio continou...
a minha pergunta é, será que ele tem tendências sexuais e poderei o por a render no Intendente ou serei uma possivel vitima dela?
Rúben, 26, Lisboa

Doutor G: Caro Rúben, tantos erros minha nossa senhora. É mais grave isso que o teu amigo carocho ter desbravado terreno traveca. Olha, eu já não sei nada, quando se era puto havia quem dissesse que gay é quem leva e não quem dá. Isso é obviamente parvo. Este fim-de-semana um taxista disse a uns amigos meus que comer travecas não tinha mal, desde que se atasse um cordel aos testículos e pénis que era para puxar para cima enquanto se estava por trás, para não haver cruzamento de espadas. Cu é cu, dizia ele. Pérolas de taxistas. Voltando ao Ricardo, mesmo que ele seja gay, se és amigo dele isso não deveria ser problema. Pelo sim, pelo não, no Carnaval e Halloween não te vistas de mulher.


Oi doutor, venho expor uma situação que me deixa um bocado desconfortável com a minha namorada. Já namoramos à 3 anos e meio, e digamos que a nossa vida sexual dificilmente podia ser melhor, andamos sempre no truca-truca bate bate pelo menos 3x por semana, e bem... o sexo com ela é fenomenal! (Bem dizem que as santinhas são as mais safadxinhas na cama...) Mas de vez em quando quando ela fica por cima de mim, tem a mania de depois de já termos a carequinha polida, fazer de propósito para espalhar o bechamel, não com as mãos mas através da fricção da dita cuja (mais concretamente nas coxas) começa a roçar-se em mim já depois de ter tirado o carro da garagem. Não me mete grande confusão porque estamos os 2 bem com isso mas será normal? Vê-se na cara dela que aprecia, e ainda se começa a rir a provocar-me para a deitar e bem... meter uma 5ª em estrada aberta. Que acha doutor?
Luisão, 21, Lousada

Doutor G: Caro Luisão, és um poeta. Nem quero comentar muito, para não estragar tão bela descrição jarvardolas. Se ela gosta e tu também, qual é o problema? No sexo não existe normal, existe o que as pessoas quiserem e lhes der prazer mutuamente. Cocó e xixi à mistura é que não. Isso é doente.


Agora um momento especial. Um dos leitores da primeira edição do consultório do Doutor G, voltou a escrever, com novidades depois de ter ouvido atentamente os conselhos dados. O rapaz não fazia sexo há mais de 5 anos e, inseguro, dedicava-se em demasia a fazer solos de oboé em vez de andar atrás de maestra que lhe manuseasse a batuta. Aqui está a prova que o Doutor G sabe do que fala.

Bom depois de ter ido a uma consulta no seu primeiro post do Doctor G. Caro doutor decidi apanhar forças e tentar. Já que um gajo, bom um Doutor como o senhor, que não conheço de lado nenhum, consegue escrever para dar forças a um solista de oboé como eu. Pá tenho que tentar fazer algo com minha vida. Depois de algumas saídas e um que outro intento falido,  aconteceu algo porreiro:

Eu trabalho num sítio, vamos dizer turístico, e por consequente de vez em quando apanho "inglesas" que procuram um bom bocado ao apanhar bebedeiras e curtir noite dentro. Duas irmãs "inglesas", decidiram convidar ao sair do trabalho para ir beber uns copos. Tudo foi o "normal" numa saída das que tinha passado antes, mas quando fui deixar as meninas no hotel onde estavam a ficar, uma delas (que veio todo o caminho ao fazer "olhinhos de boi morto" ) perguntou se não estava outro sitio aberto que ainda era cedo ( 5am). Bom, como tenho a chave que o patrão confia para eu abrir cedo o negócio, decidi dizer vamos ali onde trabalho e bebemos mas um bocado se quiseres. Bom o resto para além de ser infracções para Asae, passou do solo de oboé para uma funk ao estilo brasileiro. Só tenho agradecer por ter conseguido dar forças a um gajo que pensava que só dinheiro dava para ter meninas. Tinha esquecido a boa mistura de gajas estrangeiras que não vais ver mais na tua vida, álcool e chaves do patrão no bolso.   

Obrigado Doutor G. 
Ricardo, 31, Alfragide

Doutor G: Caro Ricardo, tenho uma lágrima no canto do olho. Obrigado eu.


E com este momento lindo me despeço. Já sabem, partilhem e enviem as vossas dúvidas para porfalarnoutracoisa@gmail.com. Até à próxima segunda-feira e já sabem:


Até lá, façam muito amor à bruta, que de guerras o mundo já está cheio.





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