11 de abril de 2014

Poliamor (desculpa para comer várias gajas ao mesmo tempo)



Viram a reportagem na SIC sobre o Poliamor, com aquele senhor que à primeira vista toda a gente pensaria que nem um namorada conseguiria ter e vai-se a ver e afinal anda a martelar 4 ao mesmo tempo? Se não viram fica aqui o link, mas vejam depois de ler isto se faz favor, que eu não estou aqui para servir de guia turístico.

Primeiro que tudo Poliamor soa a nome de doença que dá comichão naquela zona logo a seguir ao ânus, de quem vem de cima para baixo. Mas não é. É o estilo de vida de quem tem mais do que uma relação romântica e/ou sexual ao mesmo tempo. Homem que tem várias gajas e/ou mulher que tem vários gajos, tudo com o consentimento uns dos outros. Podem inclusive morar todos na mesma casa numa espécie de acampamento hippie mas com papel higiénico.

Eu apesar de não me rever neste estilo de vida, acho que se o pessoal fosse todo poliamoroso o mundo era um lugar melhor. Havia muitos menos crimes passionais e possivelmente andava tudo ocupado na festança, ou a resolver problemas de lides domésticas, que ninguém tinha tempo para pensar em guerras e nessas coisas. Acredito que a monogamia é racionalmente um disparate que surgiu por questões darwinistas. O pessoal começou a ficar monógamo por preservação das crias. Um só parceiro, menos probabilidade de um rival matar as crias do outro, como acontece no caso dos leões. Depois há as questões sociais e religiosas ao barulho mas para mim a causa principal é essa. Obviamente que com a mentalidade que temos, a monogamia é o aceite e eu também não conseguiria estar numa relação em que há mais pilas ao barulho. Mas se olhar racionalmente sem emoção à mistura, o sexo devia ser como ir ao ginásio e ninguém devia ficar chateado de se fazer com outras pessoas. Se toda a gente pensasse assim o mundo era um lugar melhor e disso não tenho dúvidas.

Acho é que, mais cedo ou mais tarde, os poliamorosos deixam de o ser. Quando há paixão e amor à séria o ciúme vem à tona. Quem gosta realmente não quer cá terceiros na relação a meter o dedo e principalmente o resto. Mas pronto, isto sou eu, formatado para ser monógamo por esta sociedade. Os outros, ou são pessoas com problemas mal resolvidos de infância, ou são pessoas que se libertaram desses pré-conceitos que nos são impostos. A mim não me faz diferença. Estilos de vida que não interferem na minha vida para mim é à vontade. Se houver pessoas que querem ter relações sexuais com 10 animais, desde que os animais consintam, por mim tudo bem. Se vir um gajo com duas gajas ao colo e a alambazar-se com elas vou pensar "sim senhores, safa-se bem o rapazola". Se vir uma gaja com dois gajos ao colo a ser alambazada vou pensar "estranho... como é que ela tem cabedal para ter dois gajos ao colo e não lhe doer os quadrícipes". Preconceitos que ainda temos na nossa sociedade.

Aturar uma namorada já é um cabo dos trabalhos. É trabalho full time de minimização de risco, gestão de prioridades e controlo de danos. Agora imagino quem namora com várias e ainda por cima na mesma casa como o gajo da entrevista. Imaginem só quando elas sincronizarem os períodos. Deve ser uma casa mais esquizofrénica do que a ala mais complicada do Júlio de Matos. Aturar vários homens também deve ser um ver se te avias. Nos vários sentidos da palavra. Mas os homens é só meter-lhes futebol à frente e uma cerveja nas mãos que eles acalmam, da mesma forma que um bebé a chorar espeta-se-lhe uma mama na boca e ele fica ali entretido sem chatear ninguém. Convém no entanto ser uma mama feminina. Se for de homem é um bocado estranho. Com homens adultos também podem experimentar essa técnica meninas, que garanto que resulta.

Casos em que o poliamor faz todo o sentido:
  • Uma surda-muda casa-se com um cego. É preciso um terceiro elemento para fazer de intérprete.
  • Tens duas amigas, uma com boas mamas, outra com bom cu e não consegues decidir qual gostas mais.
  • Estás na prisão e os dois gajos maiores, líderes de gangues opostos, querem fazer amor contigo no rabo. Uma relação de poliamor poderia aqui acabar com as rivalidades.
E pronto, é isto. Sobre este assunto estamos conversados. Espero que as minhas namoradas não fiquem chateadas comigo por causa deste texto.

P.S - Tema sugerido através do Facebook pelo excelentíssimo Pedro Castanheira, possuidor de um restaurante de prestígio na Buraca. Sim há restaurantes de prestígio na minha zona. Chama-se "O Baptista" e se alguma vez lá forem digam que vão da minha parte que ele oferece-vos um copo de água. Dos grandes.





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