20 de março de 2014

Crise na Crimeia/Ucrânia explicada como deve ser




Então e a cena na Ucrânia hein? É a conversa mais recorrente em todos os cafés, dado o pendor para a política e actualidade de qualquer taberneiro. Ainda não falei disso, porque achei que era chato e que vocês não queriam. Mas depois de centenas de emails e mensagens a pedir para escrever sobre o assunto lá cedi. Mentira, ninguém pediu nada, mas eu escrevo na mesma. Mas para tornar a coisa mais fofa vou explicar o que se passa através de uma metáfora romântica que eu sei bem que vocês são dados a essa mariquices.

Há muito muito tempo, havia uma Madame chamada União Soviética, que tinha no seu portefólio uma panóplia de meninas que controlava e fazia render. Havia meninas para todos os gostos. Uma delas chamava-se Crimeia e era de leste. A Madame URSS gostava muito dela e de todas as outras, embora por vezes tivesse que as tratar mal para as pôr na linha. A prioridade era manter o império que rivalizava com a grande potência em termos de casas de meninas que era os Estados Unidos da América.
Certo dia, a Madame URSS começou a ter problemas, uma infestação de baratas fez com que o negócio começasse a desmoronar, com que as suas meninas pedissem para sair e ser independentes, queriam fazer a sua vida sem um chulo, que embora lhes dando segurança lhes ficava com grande parte dos rendimentos. Aos poucos e poucos as meninas começaram a abandonar a Madame e a iniciar a vida por conta própria. A pequena Crimeia apaixonou-se por um dos seus clientes, o Sr. Ucrânia, um senhor de grande porte e que lhe prometeu mundos e fundos se ela viesse com ele e deixasse aquela vida. A Crimeia cedeu e partiu na maior aventura da sua vida. Deixou o seu trabalho anterior e partiu, durante alguns anos viveu um conto de fadas. O dinheiro não era muito, mas era feliz com o seu amor Ucrânia. Foram crescendo aos poucos, levando uma vida regrada, mas ele foi também mudando. Ficou ganancioso, queria enriquecer a todo o custo e não olhava a meios para atingir os fins. A Crimeia aos poucos deixou de confiar nele. Desconfiava que ele já não gostava dela como antigamente e que andava a fazer a corte à uma badalhoca chamada Europa que era uma gaja que dava tudo a todos. Não pôde deixar de pensar que afinal a sua Madame URSS não era assim tão má, e começou a lembrar-se dos bons tempos que passaram juntos e que se calhar tudo não passou de um erro. As discussão dentro de casa eram agora uma constante e iam subindo de tom. A gritaria, as agressões verbais e por fim as agressões físicas levaram a que a relação ficasse prestes a acabar. A sua casa anterior sabendo da situação complicada ligou-lhe a pedir que voltasse. Que a ia resgatar à força se ela quisesse ser salva das mãos do seu marido abusador. Ela ficou dividida, ela queria voltar ao passado mas tinha medo de não voltar a ser feliz. Por outro lado amava ainda o Sr. Ucrânia e estava bastante excitada com a possibilidade de uma ménage à trois com a Europa. Era uma porca mas tinha boas mamas e boa  tranca, e dizem que fazia tudo na cama. Fez um retiro e referendou-se a ela própria. Depois de muito pensar decidiu voltar ao passado, voltar à sua Madame que entretanto tinha mudado de nome por motivos fiscais para Sra. Rússia. Queria voltar sem saber porquê, talvez tivesse apanhado a doença do Padre Estocolmo. Podia ser um erro mas era isso que grande parte dela queria. Havia outra, mais pequena, que no entanto queria diferente, e que ficaria para sempre a querer. O seu marido, enraivecido pela prepotência da Sra. Rússia em querer levar o que era seu, ameaçou tudo e todos, disse que fazia e acontecia, mas sabendo bem que era tudo bluff, a não ser que o amigo da onça, USA, fosse dar uma ajuda a vandalizar o estabelecimento da Sr. Rússia. Os USA são aquele amigo conflituoso que arranja sempre merda quando saímos à noite. Só quer andar à porrada e diz a toda a gente que tem uma pila grande quando todos sabemos, porque já espreitámos no urinol, que tem um micro-pénis encardido. É um gajo que não interessa a ninguém mas que é melhor ter como amigo do que inimigo e neste caso é a única esperança da Ucrânia ver a sua amada Crimeia novamente. Mas ao que tudo indica não irá acontecer, pois os USA andam em terapia para controlar a raiva, e não querem deitar tudo a perder com uma simples Crimeia, que nem sequer faz squirts de petróleo.

Esclarecidos com o que se anda a passar para aqueles lados?





Gostaste? Odiaste? Deixa o teu comentário: